A diferença vital entre os intervencionistas e os marxistas. E uma ótima ação do MBL.

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forcas

Há totalitários em quantidade muito maior na esquerda que na direita. Na esquerda, eles são os marxistas. Na direita, são os intervencionistas.  E deixo claro que sou um liberal e, como tal, inimigo de qualquer forma de totalitarismo.

Seja como for, hoje os marxistas pensam: “Quero que este país vire um grande curral de gente, onde nossos líderes podem escravizar pessoas, ter um harém, e quem sabe possa sobrar um pouco para mim. Vamos matar quem se opor”.

Eles dizem: “Queremos democratização de meios de comunicação, assim como uma radicalização da democracia pela via da participação popular e o financiamento exclusivamente público de campanha”.

Hoje, os intervencionistas pensam: “Quero tirar os marxistas do poder pela intervenção militar, usando a força, que é a única solução, e vamos dar um fim neles”.

Eles dizem: “Quero tirar os marxistas do poder pela intervenção militar, usando a força, que é a única solução, e vamos dar um fim neles”.

Depois os intervencionistas não sabem por que os primeiros vencem e, pior, os usam sempre como garotos propaganda inadvertidos. O movimento intervencionista do Brasil é a coisa mais ingênua que já surgiu em nossa história política.

Por isso, fez muito bem o MBL em entrar com uma liminar na Comarca de Carapicuíba, na Grande São Paulo, para impedir a participação de grupos defensores da intervenção militar na manifestação marcada para ocorrer na Avenida Paulista, a partir das 11h, no domingo, 12/4. A ação foi impetrada especificamente contra o movimento SOS Forças Armadas.

Se o juiz acatar a liminar, a polícia terá que impedir todos desse grupo de ficarem no local com suas bandeiras.

Já não era sem tempo.

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37 COMMENTS

  1. Eu não sou a favor do intervencionismo, pelo menos por enquanto, um plano B, talvez. Mas, também, não sou contra os intervencionistas. Agora, mover uma ação contra eles, como se o MBL fosse o dono da razão e das ruas, sou totalmente contra! Meu amigo! Em um mundo livre não há hegemonia; e a nossa luta? Não é contra essa hegemonia vermelha que está nos sufocando? Quem escolhe muito os seus soldados acaba lutando sozinho!

      • Como já escrevi aqui, eu apoio qualquer movimento cujo objetivo seja o de tirar o PT e os partidos filiados ao Foro de São Paulo do poder.

        Quando as manifestações de 15 de março, aqui no Rio de Janeiro se dividiram em duas: uma, gloriosa, de manhã, na praia de Copacabana e outra, igualmente gloriosa, mas com considerável menor número de participantes, na Candelária, às 14:00 horas, participei das duas. E se agora no dia 12/04 a mesma divisão tivesse havido estaria novamente dando o meu apoio insignificante ás dias manifestações.

        Cabe ressaltar que mesmo na manifestação de Copacabana, os intervencionistas lá estavam engrossando a multidão e em nenhum momento foram hostilizados pelos presentes, ao contrário de certos manifestantes da Força Sindical que também lá estavam e que presenciei serem questionados aos brados por algumas pessoas.

        Estou de pleno acordo com o Anon.

        Se todos lutamos contra a hegemonia esquerdista, não vejo porque banir das manifestações os que se aliam a nós neste objetivo.

        O que o MBL deveria pedir é o banimento e proteção policial contra os petistas e sua linha auxiliar sanguinária e psicopata (MST, MTST, CUT, Mídia Ninja, MPL etc.) porque estes, sim, são beligerantes que, se se fizerem presentes, irão à manifestação com o objetivo de antagonizar e atemorizar o povo que la estiver e, na medida do possível, criar um clima de guerra.

        O que se está cultivando com esta campanha “ódio aos intervencionistas” pregada pela liderança dos protestos de 12/04 (amanhã) é criar um grande racha no movimento antipetista e, isto sim, em minha opinião, é que é fazer o jogo do PT e demais partidos radicais da esquerda.

    • O MBL não está proibindo os intervencionistas de fazerem manifestações. Só não estão querendo que não se infiltrem em uma manifestação como penetras, em uma manifestação de cunho ideológico oposto ao que o MBL defende.
      Os intervencionistas deveriam criar vergonha na cara, e fazerem suas proprias manifestações, com seu próprio público.

    • Há um artigo na constituição que garante a livre manifestação E o direito a certo local e horário pelo grupo que marcou 1º.

      Esse grupo intervencionista terá que ficar a 400-500 metros do MBL-SP(MASP)!

    • Nada a ver. Esse tipo de soldado não é o soldado que quero do meu lado, afim de totalitarismo.

      São pedidos DIFERENTES. Os objetivos do SOS Forças Armadas e dos outros movimentos são bem diferentes. To achando até gente-bonismo por parte da Comarca, pois creio que a manifestação pela intervenção deveria ser em outro dia. Mas exigir a distância já é um bom motivo.

      Por favor, se verem aqueles amigos petistas ou psolistas ou chatos simplesmente postando coisas do tipo “essa gente aí querendo intervenção militar”, escreva algo do tipo:

      “É verdade, uma bosta essa meia dúzia pedindo intervenção né? Ainda bem que foram obrigados a ficar 500m longe da gente que tá pedindo impeachment. Finalmente ficou claro que é só uns 10 gato pingado que ficam pedindo intervenção, e todo o milhão restante quer impeachment, sem porra nenhuma de intervenção. Vão pedir intervenção no rabo deles bem longe daqui”.

      Ou seja: ridicularizem a intervenção, e enobreçam o “resto”, nós.

      Não percam essa oportunidade de desmascarar aqueles “amigos” que ficam dando migué querendo convencer que o povão todo quer intervenção. Se a pessoa vier cacarejando, cole link de qualquer notícia que deixe isso claro.

      Esse rótulo eles não colam mais em nóis não.

      Vejo vocês no MASP de tarde.

  2. A intervenção está prevista na CF e portanto é legítimo os cidadãos que assim entendem manifestem favoravelmente. Ridículo é querer usar de linguagem polida e muitas vezes adocicada, jargões e justificativas vãs para cala-los. Quem faz o jogo dos esquerdumes sempre foram os liberais.
    Liberais é que pavimentam o caminho para governos títeres socialistas.
    Apesar de não apoiar a intervenção a priori, o próprio Olavo de Carvalho já expos em vídeo e artigo explicando nesse sentido. O MBL se alinha à todas redes de TV, que defenestram aqueles que querem solução mais abrangente e não apenas paliativos que apenas trocam seis por meia dúzia.
    O garoto propaganda existe desde antes da formação ideológica dos militares, está lá atrás em fins do século XVIII e tem um nome: Liberalismo.

    • Na Constituição só é prevista intervenção militar pelos TRêS poderes. Não por ação contra o Congresso e o Executivo ao mesmo tempo.

      Mas mesmo que tivesse, o argumento não refuta o que postei.

      O fato é que está previsto na constituição que o PT pode dizer “quero fazer a assembleia constituinte para impor ditadura igual na Venezuela”. Previsto na Constituição. Mas ELES NÃO FALAM isso. Por eles já passaram da fase de, mesmo sento totalitários, NÃO FALAR AQUILO QUE PENSAM E QUE PODE QUEIMAR O FILME DELES.

      O direito pelo qual você luta é o de fazer propaganda para seu inimigo SÓ PORQUE está previsto na Constituição?

      Abs,

      LH

      • Então vamos lá:

        Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

        Atente para a frase no final do artigo: “por iniciativa de qualquer destes”. Não está dizendo que é por iniciativa dos três poderes, como mencionou. No entanto, nem precisa de cidadãos indo às ruas para que haja legitimidade de intervenção. No entanto, também, basta que os poderes não funcionem mais. E isso é fato. Só as FABs tem poder absoluto, nem mesmo o Congresso o tem.

        Aliás os militares brasileiros são até muito bonzinhos, pois só os inúmeros escândalos de corrupção do erário público e outras mazelas advindas do Congresso há quase 30 anos, já seria o suficiente para que intervissem. Na Tailândia por muito menos eles interviram. Lá, ficou demonstrado que o escopo moral é superior que aqui.

        A corrupção está majoritária em todo o Executivo, Legislativo e no STF; e, ainda, há a cereja do bolo: Aliança do PT com as FARCs e urnas eletrônicas fraudulentas capitaneadas pelo Foro de São Paulo. Reina um apocalipse de corrupção e desmandos, quase não há um mínimo de decência na ordem pública. O caminho já está aberto para uma intervenção militar, não precisa nem de autorização, o que há são criminosos ocupando cargos de poder.

        Manifestações pedindo o Impeachment de nada resolverá, já não há autoridade no país que possa tomar alguma medida. O câncer está nos três poderes. Tudo indica, certamente, que estamos indo nos mesmos rumos da “Merdezuela” bolivariana, tendo empresários, principalmente os liberais que são a totalidade ‘nestepaís’, de deixar o Brasil.

        Para efeito de ilustração e alerta indico os vídeos:

        Intervenção militar virá com ou sem Impeachment da Dilma:
        https://www.youtube.com/watch?v=YUjSrNvAm0s

        General Paulo Chagas em 2013 se pronunciou contra o PT:

    • Sabe quem pensava igualzinho você? Mussolini.
      Acho que você é esquerdista também, e só não percebeu. Esquerda anti-marxista, também conhecida como fascismo.

      Desculpa Luciano, mas é verdade.

      • Erandur,

        O que há de similaridade em que proponho com a “esquerda anti-marxista”?

        Na verdade, eu entendo que esquerdas não-marxistas são menos perigosas que as esquerdas marxistas. Mas, após derrotado o marxismo, é nossa prioridade combatê-las.

        Então, não entendi a comparação.

        ABs,

        LH

      • Já que perguntou, os caras da intervenção são:
        – nacionalistas ao extremo
        – militaristas
        – contra a liberdade de expressão
        – apoiam o estado baba (é só ver as sub-reivindicações dessa turma)
        – golpistas (pois pedir intervenção aos militares não tem o menor nexo. Intervenção deve ser perdida ao Cunha, ao STF, ou…. a Dilma. Se os militares resolverem intervir sem terem sido chamados por algum dos poderes é golpe).

        São todas características de fascistas. A extrema-esquerda é tudo isso menos nacionalista. Os liberais de fato não são nada disso (o mais proximo que alguns liberais chegam perto é na questão do patriotismo, mas que ainda assim é diferente.)

    • Ninguém tá querendo proibir que pessoas a favor de intervenção militar se manifestem, CONTANTO, que seja em outro dia ou local, uma vez que são pedidos DIFERENTES. MBL, Vem Pra Rua e Revoltados não apóiam intervenção.

      Dando um exemplo meio esdruxúlo, é como se houvesse um grupo manifestando pelo fim de um governo atual (pode incluir aqui o MBL, por exemplo) e um grupo manifestando que o Brasil se torne colônia da Argentina. Ambos querem que o governo atual caia, mas o segundo quer uma coisa muito radical comparada ao primeiro.
      Não se deve impedir o segundo grupo de se manifestar já que não estão convocando para um crime, mas são causas bem diferentes, portanto, precisam ser em local ou dia diferente.

      E aí aparece alguém dizendo “ah, mas os esquerdopatas não são assim, eles se unem, mesmo com diferenças se unem”: sim, mas o pedido de intervenção militar é queima filme. A própria esquerda se queima quando junta tudo, vide o PSOL dizendo ser de oposição mas não conseguindo desvincular o subtítulo de “Linha Auxiliar do PT”.

  3. Luciano, segue nova notícia sobre a Ucrânia: o Parlamento local acaba de proibir a propaganda do comunismo e do nazismo em todo o território nacional. Porém, a pauta aprovada acaba dando margem para que marxistas-humanistas-neoateístas sigam acusando de nazistas os ucranianos por simplesmente defenderem seu país das tropas pró-russas, pois garante pensões especiais para integrantes de grupos paramilitares da Segunda Guerra que estiverem vivos, incluindo aqueles que fizeram parte de organizações simpáticas ao nazismo. Se excluíssem os simpatizantes do nazismo, não abririam brecha que pode ser usada pelos MHNs.
    Foi também dissolvido o Partido Comunista local, o que pode ser considerado coerente uma vez que falamos de ideologia tão totalitária e mais genocida que o nazismo, com o caso especial de na Ucrânia o Holodomor ter matado mais ucranianos do que o número de judeus mortos pelo Holocausto nazista. Agora é preciso ver se há risco de o país ser tomado pelo gramscismo, uma vez que se aproxima da União Europeia e de certa forma, o conflito entre esta e a Rússia quando dos distúrbios no leste da nação eslava em questão pode ser de alguma forma considerado como a primeira guerra fria entre gramscismo e eurasianismo.

    E, como bem sabemos, o gramscismo sequer precisa da União Europeia para fazer seu serviço, podendo usar a via privada para tal, com ONGs e financiamento a políticos que não se dizem abertamente MHNs, mas começam a preparar o terreno para gerar condições para que o marxismo-humanismo-neoateísmo se implante (na própria Ucrânia há o Femen, cujo modo de ação causou estranheza a ucranianos acostumados com a dinâmica do comunismo clássico). No caso do eurasianismo, ainda que bastante ligado à Rússia, há o fato de ele usar tudo aquilo que for antiocidental como forma de se propagar, podendo alternar do financiamento aos neonazistas para, por exemplo, financiamento a jihadistas ou mesmo financiamento ao gramscismo que passe ao largo da União Europeia. Logo, torna-se uma ameaça bem difusa e que em tese pode passar ao largo dessa nova lei ucraniana.
    O que podemos extrair disso tudo é o velho lance de pegar aquilo que é bom e considerar para leis futuras:

    1) A proibição de propaganda comunista e seu igualamento à propaganda nazista;

    2) A proibição de partidos MHNs, considerando-se que estes usam o ambiente democrático para destruir o próprio ambiente democrático;

    3) O reconhecimento dos paramilitares do passado, ainda que se deva excluir aqueles que simpatizaram com o nazismo por motivos óbvios;

    4) A possibilidade de brecha aberta para mais gramscismo, uma vez que este “voa por baixo do radar” que possa ser abertamente identificado como MHN. Nesse ponto o Brasil está uns bons passos a frente, pois já está combatendo o gramscismo em si;

    5) A possibilidade dos ataques múltiplos do eurasianismo, uma vez que este é mesmo multifacetado e usa o que tiver a seu dispor para cumprir sua agenda.

    • Isso é basicamente regra moral de todos os países que foram dominados pela URSS: comunismo e nazismo são igualmente abjetos.

      Apesar de concordar com a frase, eu como liberal, sou radical com relação a uma coisa: liberdade. Eu sinseramente não sou contra qualquer regulamentação estatal que proiba pessoa possuir qualquer tipo de ideologia totalitária. Porém, só radicalmente a favor que tais idéias sejam desmascaradas e expostas ao ridículo da forma mais realista possível.

      O fato de termos tido uma ditadura militar autoritária, que combateu o comunismo dá justamente um respaldo histórico que justifica a causa dos mesmos, e os colocam como vitimas. De fato foram. Do ponto de vista de Maquiavel, “os fins justificam os meios” a nossa ditadura militar foi justificavel, já que se o lado oposto tivesse assumido, teria sido muito pior. Eu como não maquiavélico, acho essa idéia bizonha. Não era necessário uma ditadura para se combater 15 duzias de pelego no Araguaia. O exercito poderia ter dado conta disso sem a necessidade de uma ditadura de 20 anos (lembrando que o GOLPE DITATORIAL não foi em 64, e sim em 66).

  4. Esse pessoal intervencionista que quer participar da passeata parece penetra de festa, que se acha no direito de entrar no clube mesmo sem ter sido convidado, eu hein. Na verdade, nem impeachment da Dilma vai ter. Pra ela sofrer impeachment, só se o Congresso entrasse com uma votação, mas já está claro que eles não vão fazer isso. Vamos ter que aturar mais 4 anos da Comandanta, não adianta ficar criando falsas esperanças. Mas eu quero ver qual vai ser a reação do povo quando eles finalmente perceberem isso. Vão ficar irritados, com certeza, e talvez a quantidade de intervencionistas comece a aumentar. Mas pelo menos nas próximas eleições é quase certo que o PT seja chutado. Até quem votou na Dilma está decepcionado.

    E tem um “detalhe” que os intervencionistas não percebem: eles pedem para os militares darem um golpe, mas quem disse que os militares estão com vontade de fazer isso? Não estamos mais na década de 1960, não existe mais Operação Condor nem nada do tipo. Portanto, os intervencionistas estão condenados a ficarem eternamente no vácuo.

  5. Luciano, qual a sua idéia para voltarmos a ser uma democracia então????, visto que todas as instituições estão aparelhadas pelo PT???, mas de que adianta o PT sair, se os outros partidos são ligados ideologicamente ao PT???

  6. Luciano,será que todos os marxistas dizem uma coisa e pensam outra?Digo isso porque conheço alguns marxistas que parecem realmente acreditar nos absurdos que eles dizem.

    Acho que os lideres dos partidos tem apenas um projeto de poder,mas os militantes podem ser idealistas.

  7. Por favor, se verem aqueles amigos petistas ou psolistas ou chatos simplesmente postando coisas do tipo “essa gente aí querendo intervenção militar”, escreva algo do tipo:

    “É verdade, uma bosta essa meia dúzia pedindo intervenção né? Ainda bem que foram obrigados a ficar 500m longe da gente que tá pedindo impeachment. Finalmente ficou claro que é só uns 10 gato pingado que ficam pedindo intervenção, e todo o milhão restante quer impeachment, sem porra nenhuma de intervenção. Vão pedir intervenção no rabo deles bem longe daqui”.

    Ou seja: ridicularizem a intervenção, e enobreçam o “resto”, nós.

    Não percam essa oportunidade de desmascarar aqueles “amigos” que ficam dando migué querendo convencer que o povão todo quer intervenção. Se a pessoa vier cacarejando, cole link de qualquer notícia que deixe isso claro.

    Esse rótulo eles não colam mais em nóis não.

    Vejo vocês no MASP de tarde.

  8. Olhem, sou do Rio de Janeiro e participei do protesto de ontem na Praia de Copacabana. Cheguei um pouco antes de 12:00 dia porque as convocações aqui para o Rio de janeiro falavam de dois horários – 11:00 e 14:00 – no mesmo local, Posto 5.

    Fui ao local marcado já desanimado por ver a praia do Leblon lotada de pessoas passeando, caminhando e fazendo Jogging, Só eu estava no ponto do ônibus de camisa verde e amarela da Seleção. Depois quando cheguei na praça General Osório, ponto final do Metrô na Zona Sul do Rio, vi legiões de pessoas vindo das Zonas Norte e dos subúrbios para “pegar uma praia em Ipanema”. Talvez, e estou dizendo “talvez”, esta aparente indiferença ocorra pelo que vi pouco depois em Copacabana.

    Quando cheguei no local marcado, em Copacabana, o carro do MBL estava cercado por muito pouca gente. Falava na ocasião, o “Garoto do Jô”. Mais à frente, talvez 1 km, dois outros carros de som, confundiam seus discursos com o do carro do MBL.

    Fui até os carros mais à frente e estavam bombando. Um carro era do “Revoltados On Line” e outro do “Vem Prá Rua”. As pessoas que os seguiam ocupavam, como na manifestação do dia 15/03, as das pistas da Praia de Copacabana. Um contraste gritante com o que acontecia lá atrás, junto ao carro do MBL. Acabei seguindo até o final o carro do Vem Prá Rua.

    Ficou óbvio que o movimento está rachado! E, me parece, ninguém está muito disposto a discutir abertamente esta divisão e acabar com ela.

    Em minha opinião, as esquerdas só conseguiram chegar onde chegaram no Brasil, a ponto de nos impor uma agenda totalmente contrária a nossa cultura, porque encontrou no Foro de São Paulo o agente que amalgamou as virulentas diferenças que havia (e ainda há) entre os seus integrantes, conseguindo juntá-los num único objetivo : tomar o poder.

    Em minha opinião, a direita tem que fazer o mesmo. Acabar com as diferenças entre todos os que se opõem ao PT talvez exija de cada um ceder, como certamente partidos tão diversos como o PCdoB e PDT tiveram que ceder para assinar a filiação ao Foro de São Paulo. Chegar a esse ponto de equilíbrio não deve ser fácil, mas tem que ser feito – e isso rapidamente. Acabar com a cizânia entre as diversas facções da direita é fundamental porque sua continuidade pode decretar a morte da Democracia como a conhecemos e pela qual estamos lutando.

    Em minha opinião, mais uma vez, este trabalho só pode ser feito por uma liderança política respeitada e reconhecida por toda a oposição. Se ela não existe, urge forjá-la!

  9. Luciano,o Olavo anda colocando muita pressão para os intervencionistas não serem criticados(mesmo ele explicando o erro estratégico de pedir IM).

    Acho que chegou a hora de dar um toque nele,já que muita gente se espelha no que ele diz(inclusive eu).

    • De fato, Olavo de Carvalho é um grande formador de opinião e nesta segunda-feira postou no Facebook uma série de comentários ( depois reproduzidos na matéria indicada no link abaixo) que mudaram minha opinião quanto à necessidade de uma “liderança política” das manifestações, para mim pelo menos, os breves comentários dele e o que vi no domingo passado, em Copacana, em termos de reivindicações, muitas delas em cartazes mal feitos e até com erros de português, deixaram bem claro quem realmente as lidera e em torno de quê o povão realmente está unido.

      http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15771-2015-04-13-21-00-44.html

      • Corroborando os hai-kais do Olavo no link do Mídia Sem Máscara, olha quem apareceu, querendo “conversar com os ‘líderes’ do movimento de 15/03 e. 12/04?

        http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/413661_

        Para mim, ter tirado este senhor da poltrona em que se instalou no dia 12/04, enquanto o povo ia para as ruas protestar simplesmente confirma o sucesso do movimento do dia 12/04. Se tivesse sido o fracasso que o governo e amídala covar de e vendida estão apregoando, o PSDB continuaria fazendo cara de paisagem para tu do que está acontecendo.

      • Não é “amidála”!! É este maldito corretor do IPad que já devia ter desativado e por preguiça não havia feito até agora. Quis escrever “a mídia”…😡

  10. Luciano, após as manifestações de 12 de abril, a hidra marxista-humanista-neoateísta brasileira pôs suas cabeças midiáticas para funcionar e agora fechou na tese de que aqueles que foram à rua são pessoas que acreditam em boatos e conspirações, como poderá ver neste link da Rede Brasil Atual e neste outro da Carta Capital. Talvez haja mais links fechando na mesma história, ainda mais considerando-se a dinâmica da subversão de pegar forças dispersas e direcioná-las todas para um mesmo objetivo, mas não os achei, ainda que na prática fosse só mais do mesmo. Ao menos no caso da Carta Capital, o pessoal foi bem incisivo nos comentários e está desmontando sumariamente o que estão dizendo no texto titular.
    Porém, a tese que estão querendo fechar é a da famosa rotina de “não acredite no que você lê e vá pesquisar a respeito antes de dar opinião”, o que na prática significa “você vai acreditar no que te digo ou no que seus olhos veem?”, e querer que as pessoas refutem a lógica e a estrutura da realidade.

  11. A esquerda também ganha muitas vezes, porque apesar de tudo, eles se unem; nós direitistas e liberais ficamos perdendo tempo e energia brigando entre nós mesmos,Sr. Luciano, inimigo do meu inimigo amigo meu é!

  12. Algum de vocês já teve o saco de ler as decisões do 5o. Congresso do PT, a chamada “Carta de Salvador”? Ou o projeto de “direitos humanos” PNDH 3, publicado no final do governo Lula? Já tomou conhecimento das modificações que estão sendo feitas nos programas das escolas?
    Se vocês, que são intelectuais, ficam brigando como galinhas, espalhando penas para todo lado, como o povo mais humilde vai tomar consciência do que está acontecendo?
    Por que não escrevem uma cartilha, como a que circulou sobre a ideologia de gênero sobre os assuntos em que o povo está sendo enganado e publicam gratuitamente na Internet?

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