A imoralidade de quem diz que “esquerda e direita são a mesma coisa”

60
281

kim-e-gajas-8da0

Algumas pessoas metidas a engraçadinhas dizem que “não são de direita e nem de esquerda”. Segundo elas, tanto direita como esquerda defendem a intervenção do estado na vida das pessoas. Logo, seriam a mesma coisa. Em uma casca de noz isso tem um nome: equivalência moral. Ou isto é um dos métodos mais sórdidos de mentes depravadas ou é um dos enganos mais patéticos que ingênuos podem cometer.

Uma prova de que tal raciocínio é perverso ou estúpido (isto depende de seu usuário), está na recente coluna de Vladimir Safatle, intitulada “A família do estado”.  O colunista adorador de Marx faz uma crítica veemente a projetos como Estatuto da Família, que pretende, dentre outras coisas, definir família como baseada em pai e mãe. Desta feita, um casal homossexual não seria definido como família. A partir daí, Safatle passa a falar temporariamente como um liberal, dizendo que o estado não deveria ter o direito de definir o que é ou não uma família. Isto seria, então, uma intervenção do estado onde ele não deveria intervir. O pior é que eu, como um liberal (o que Safatle não é), concordo com ele.

É aí que entram os engraçadinhos e dizem: “está vendo aí, tem intervenção do estado, se tem intervenção do estado é igual”. Será mesmo, animais? Ainda que um liberal possa contestar a intervenção estatal para regular comportamentos (conservadores querem isso, enquanto liberais não dão a mínima), será que medidas deste tipo tem gerado escravidão de pessoas? Tem causado de racionamento de alimentos? Tem causado submissão de pessoas a um estado totalitário? Tem criado tal nível de desestruturação econômica que as pessoas precisam vender seus corpos para os donos do poder e seus amigos (que adoram muito tudo isso)? Não, simplesmente não. Nenhuma das propostas conservadoras para valorização da família tradicional tem causado servidão das pessoas em relação ao estado. No máximo, são medidas incômodas para uma minoria.

Ao final de seu texto, Safatle mostra sua intenção: para ele um mundo ideal deveria ser totalmente liberal na regulação de comportamentos e totalmente regulado em termos econômicos. Claro, ele é um esquerdista de perfil marxista. Melhor dizendo, ele é de extrema esquerda. Quanto mais regulação econômica, mais servidão do povo diante dos líderes que “regulam” tudo. A proposta de Safatle, como toda proposta socialista, é pérfida, sádica e, evidentemente, imoral. Enquanto isso, a proposta conservadora é nitidamente equivocada, em termos estratégicos.

Para os conservadores, a melhor alternativa seria um mundo liberal em termos comportamentais, mas que ao mesmo tempo permitisse que eles pudessem educar seus filhos sem a intervenção do estado até mesmo na definição do que é família. É por isso que eles deveriam lutar: que o estado não defina o que é família, mas não possa fazer isso nem mesmo em salas de aula, sob risco de punição. Existindo regras claras para proteger crianças e animais, cada um define o que é família em sua casa. Se o conservador quiser dizer que família, para ele, é baseada em pai e mãe, ótimo. Se um liberal quiser dizer que família pode ser composta por 5 pais e 13 mães, perfeito. Mas que o estado não seja usado para dizer qual conceito os outros devem usar. E aí as formas de se visualizar e “praticar” famílias seriam apenas comportamentos, passíveis de crítica. Neste cenário, a luta pela liberdade de expressão deveria se tornar um imperativo, principalmente para toda a direita, aí sim agora incluindo os conservadores.

Voltando às figurinhas que dizem que “esquerda e direita são a mesma coisa”, eles tem como seu principal argumento a noção de que “o estado interfere na vida das pessoas”. O problema que essas mentes não conseguem (ou não querem) notar é que existem naturezas diferente para as intervenções. A intervenção estatal esquerdista visa nos transformar em escravos. É estrategicamente planejada para ajudar tiranos a conquistarem poder. A intervenção estatal direitista (e apenas da ala conservadora, lembre-se) serve para atender a alguns costumes, e, pior, é um erro estratégico, na atual configuração da multiplicidade de meios de comunicação que temos hoje.

Pelo lado da esquerda, a intervenção estatal é um acerto estratégico, vindo de pessoas perversas. Pelo lado da direita, é um erro estratégico, vindo de pessoas que podem até ser perversas, mas nesse caso agem até ingenuamente. Pelo lado da esquerda, é uma forma de concentrar poder no nível da tirania. Pelo lado da direita, não há intenção alguma de concentração de poder neste nível. Pelo lado da esquerda, historicamente suas intervenções econômicas, quando levadas plenamente, sempre criaram e vão continuar criando escravidão, devastação econômica, submissão total e racionamento de alimentos. Tudo conforme o plano. Pelo lado da direita, historicamente suas intervenções estatais podem criar até alguns incômodos para minorias sexuais, e podem ser criticadas por isso, mas não fazem nada em torno de devastar um país intencionalmente para dar poder a tiranos.

A partir destas constatações óbvias, não há como salvar moralmente quem comete o erro de igualar as intervenções estatais econômicas da esquerda com as intervenções estatais comportamentais de (parte da) direita. O maior erro moral está em comparar uma monstruosidade moral da esquerda com um equívoco estratégico da direita. Quem faz isso acaba escondendo a verdadeira natureza da proposta esquerdista. Tudo isto apenas pela mania de “ser fashion” e aparecer para os amiguinhos dizendo “eu não sou de direita e nem de esquerda”? Chega a ser indigno e desonroso.

Para piorar, toda ação de equivalência moral (como, por exemplo, comparar chargistas mortos com seus assassinos) só serve para ajudar os merecedores das piores avaliações éticas. Obviamente, são os esquerdistas. Assim sendo, toda ação de equivalência moral entre direita e esquerda, apenas por dizer que “se há intervenção do estado, é tudo igual, hahahaha” tem como principal serventia nublar a percepção da plateia da verdadeira natureza das ações esquerdistas. Sem querer, o adepto do “não sou de direita e esquerda” é também um serviçal da esquerda.

Anúncios

60 COMMENTS

  1. Luciano, apenas mude essa parte: “Ao final de seu texto, Safatle mostra sua intenção: para ele um mundo ideal deveria ser totalmente liberal na regulação de comportamentos e fortemente regulado em termos econômicos.”
    Para: “Ao final de seu texto, Safatle mostra sua intenção: para ele um mundo ideal deveria ser totalmente liberal na regulação de comportamentos e Totalmente regulado em termos econômicos.”

    O Safatle é marxista ortodoxo.

  2. O LUTO DO PT
    As cinco fases do luto ou da perspectiva da morte conforme a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross são as seguintes:
    Fase 1) Negação
    Seria uma defesa psíquica que faz com que o indivíduo acaba negando o problema, tenta encontrar algum jeito de não entrar em contato com a realidade seja da morte de um ente querido ou da perda de emprego. É comum a pessoa também não querer falar sobre o assunto.
    Fase 2) Raiva
    Nessa fase o indivíduo se revolta com o mundo, se sente injustiçada e não se conforma por estar passando por isso.
    Fase 3) Barganha
    Essa é fase que o indivíduo começa a negociar, começando com si mesmo, acaba querendo dizer que será uma pessoa melhor se sair daquela situação, faz promessas a Deus. É como o discurso “Vou ser uma pessoa melhor, serei mais gentil e simpático com as pessoas, irei ter uma vida saudável.”
    Fase 4) Depressão
    Já nessa fase a pessoa se retira para seu mundo interno, se isolando, melancólica e se sentindo impotente diante da situação.
    Fase 5) Aceitação
    É o estágio em que o indivíduo não tem desespero e consegue enxergar a realidade como realmente é, ficando pronto pra enfrentar a perda ou a morte.

    Qualquer semelhança com a morte ou extinção de um grupo ou organização, como um partido político, não é mera coincidência. Só acho que as fases 4 e 5 não se aplicam, pois essas fases são para pessoas normais, não para psicopatas como os líderes do Foro de São Paulo e dos partidos revolucionários de esquerda como, por exemplo, o PT e suas linhas auxiliares.
    Vejam essa animação didática sobre as fases de morte do PT: https://www.youtube.com/watch?v=1xkt5VZJ0vk

    • Alguns já sairam da fase 1.
      Já está bem menos comum a petralhada ficar chamando liberal de “faxista” e coisa inconsistente do tipo. Apesar de que a turma continua com algumas idéias como que o quadrado é redondo, e que impeachmant é golpe…. mas diminuiu. Fora as teorias da conspiração esquerdista… na cabeça deles tem algum petroleiro me finaciando para eu postar isso aqui agora.

      • Não é petroleira, cara, você está por fora. Quem financia os comentaristas é o sionismo internacional. São eles que controlam o mundo por trás das cortinas.

        E essas 2 manifestações desse ano? Tudo orquestrado pela CIA, para desestabilizar o Brasil. Sabe como é, o Obama pode falar bem do Lula e da Dilma, mas ele tem um plano para tirar o PT do poder, tudo com a ajuda do Michel Temer e do Kim Kataguiri.

      • Ow verdade cara, tinha esquecido.

        Porra, é tanto bilionário me financiando aqui que até esqueci dos sionistas kkkkkkkk

  3. Luciano, e se eu disser: Não acho que o conceito de direita e esquerda está claro para a maioria da população. Porque a pessoa pode ser de direita liberal ou direita conservadora.

    Há ainda as questões sociais e econômicas: eu sou conservador social e liberal econômico.Além disso,algum direitista pode ser conservador social e intervencionista econômico ou liberal social e liberal econômico.

      • Luciano, o cerne da questão (direita x esquerda) é que tem que haver uma sentença inicial, uma gênese, da onde aconteça, pelo menos, a primeira clivagem. Fico com a distinção que faz – trocando em miúdos – Thomas Sowell: “a esquerda acredita que o Homem é intrinsecamente bom (e bem racional), e que sua parte ruim é produto do meio, de um mal definido sistema ou estrutura de poder que o cerca; a direita acredita que o Homem é intrinsecamente falho e que por isso não podemos alcançar uma sociedade perfeita, mas apenas um compromisso para a boa convivência, alicerçada esta num sistema de valores funcional, externo à própria sociedade.” Bom, tentei, com minhas próprias palavras, jogar luz na questão recorrendo ao que penso ter entendido de Sowell. Elaborando um pouco mais a partir daí, dá para derivar a clivagem direita liberal x conservadora.
        Abraço.

      • Minha versão é um tanto diferente da do Sowell. A esquerda se baseia em inchar o estado e obter o poder por lá. Extrema esquerda é o mesmo princípio só que ao extremo, para fins totalitários. A crença de que o homem é plenamente remodelável é uma técnica retórica para convencer as pessoas a crer no esquerdismo. Gosto da abordagem do Sowell, mas ele parte do princípio da honestidade do esquerdismo. É disto que discordo.

      • Oi, Luciano. Acho que tem aí uma confusão entre uma espécie de princípio filosófico e uma estratégia política – meio de tomar o poder ou de incrementá-lo. É preciso ver o que motiva a ação de tomar o poder. A “(des)honestidade da esquerda”, neste caso, é apenas uma visão ingênua do mundo; caso não seja simples ingenuidade, tem que ser desmistificada com o argumento de que nem eles mesmos acreditam naquilo, tanto que não se comportam em suas vidas privadas de acordo com o discurso que utilizam.
        Em tempo: pela distinção que faz o Sowell, sou de direita. E não gosto do Estado se intrometendo na minha vida.

  4. O problema desse conceito de esquerda e de direita é que ele é muito simplista. Na política existem várias correntes de pensamento; querer classificar todas elas numa simples linha é complicado. Pra piorar, as próprias definições vão mudando com o tempo, e de acordo com o contexto. Antigamente, na época das monarquias, os liberais eram considerados como de esquerda. Já hoje eles passaram pra direita.

    Nessa questão do casamento, a lei deveria ser o mais abrangente possível. Hoje em dia falam tanto sobre união homossexual, mas as possibilidades de definição para casamento são muito mais amplas do que isso. É estranho que ninguém nunca costume falar sobre casamentos poligâmicos, mesmo com eles sendo, a meu ver, mais naturais do que os casamentos homossexuais.

    De qualquer forma, nem tenho tanta certeza assim de que relações amorosas seja um assunto que deveria ser regulado pelo Estado. Não sou nenhum expert, mas fico com a impressão de que no máximo, isso deveria entrar na área de contratos civis comuns. E que cada casal ou grupo escreva as suas próprias regras no contrato de casamento.

    • É verdade que existem várias correntes de pensamento na esquerda, assim como na direita. Ainda assim na ESSÊNCIA, há uma diferença fundamental: a busca do estado como meio de obter poder totalitário.

  5. Luciano, considero Safatle uma das figuras mais nefastas entre os “intelectuais” tupiniquins. Ele, em geral, nem tenta esconder seu viés autoritário. Desta vez, faz uma pose de libertário ao defender direitos de minorias, mas no final dá o bote de sempre. Mas mesmo no bote final, mente: não há estado socialista em que haja aceitação de casais “heterodoxos”. Homossexuais foram e são perseguidos em todos eles. Você fez bem em apontar o enorme equívoco de quem vê equivalência onde há tanta diferença. Em um caso, estamos em um estado de direito e podemos nos mobilizar em favor da tolerância. No outro, há o totalitarismo em que a simples mobilização pode ser severamente punida.

    Para finalizar, deixo um convite para um artigo em que as ideias de Safatle ficam bem expostas: “COMPANHEIRO, VOU FAZER SUA AUTOCRÍTICA”: http://goo.gl/m1hzWv

    Acredito que vá gostar.

  6. Luciano, uma sugestão: o que exceder a meta de arrecadação do teu livro poderia ser redirecionado a tradução do “O Outro Lado do Feminismo”, que provavelmente não vai atingir a meta sozinho. Aí teríamos dois livros de direito ao invés de um só. A esquerda sempre se junta na hora da necessidade; temos que fazer o mesmo.

    Também recomendo que leia “O Alfaiate de Ulm”, que conta a história do Partido Comunista Italiano, escrito por um cara que fez parte dele. Era o maior partido de esquerda do Ocidente e acabou extinto em 1991. Os erros que levaram ao fim lembram bastante o que o vem acontecendo com o PT e espero que o fim seja o mesmo.

    • Interessante esse livro, O Outro Lado do Feminismo. Recentemente eu comprei vários livros em inglês, sendo 2 sobre esse assunto. Um se chama What our Mothers didn’t Tell Us, e o outro, Feminism is Sexism. Só não vou ler esse que está sendo traduzido por causa disso, mas eu lembro que no dia eu vi ele pra vender também.

      Também comprei um livro de um liberal chamado Tom Woods (Real Dissent), e mais um outro, Culture Warrior, de um jornalista da Fox News.

      Mas vai ser uma pena se o livro não atingir a meta no Kickante.

  7. Dizer que esquerda e direita são a mesma coisa é cara dos Libertários – em sua maioria. Com a intransigência dessa corja, acabam sendo um dos principais inimigos da liberdade – aquilo que eles mais defendem – por terem pragmatismo igual a zero.

  8. Luciano, já que marxistas-humanistas-neoateístas chamam quem a eles se opõem de “fascistas”, por que não deixar alguém MHN explicar o que é fascismo e fazer algumas questões?

    http://www.youtube.com/watch?v=TyNY_Cz2JoI

    O cara do Terça Livre foi genial, pois aproveitou o desconhecimento que os adeptos do marxismo-humanismo-neoateísmo têm da blogosfera e vlogosfera anti-MHN, isso sem falar de eles simplesmente não assistirem aos canais ou lerem os blogs para além das palavras-gatilho, e simplesmente entrevistou alguém do ramo como se fosse um leigo qualquer fazendo as perguntas, tal qual o cara do Pizzaria Brasil quando falou com feministas. Observe-se também que ele foi extremamente diplomático com a tal professora e simplesmente a deixou se expressar da maneira mais livre possível, fazendo apenas intervenções pontuais e sem ser agressivo para com ela, o que acabou sendo a coisa certa a ser feita.

  9. Na minha humilde opinião, as vezes quem critica que direita e esquerda são a mesma porcaria, é pq muitas vezes não se interessa por política, ou pura ignorância mesmo.

  10. Senti uma leve indireta nesse artigo, pois falei algumas vezes aqui que o Fidélix é um esquerdista, afinal quer se intrometer na vida dos outros.
    Com tanta merda rolando, crise econômica no país que me fará ter de aceitar ser contratado pelo chato local onde estou de estagiário e ainda precisar agradecer por isso, acho deprimente ver gente realmente preocupada com “precisamos convencer todos os homossexuais a abandonarem esse hábito” ou convencê-los sei lá do quê, não separando o indíviduo do movimento que diz representá-lo.
    Difícil acreditar nas ~~nobres~~ intenções do Fidélix (aliás, quais mesmo além de aerotrem e isolar todo o pessoal que ele não gosta em um local bem longe porque perto não dá?), mas entendi o que você quis dizer com o artigo: o tipo de intromissão estatal dos esquerdistas assumidos é altamente agressivo, que faz intromissões bisonhas como essa do Fidélix revelarem serem só picuinha.

    E ainda bem que existem variações dentro da direita. Conservadores sem pecados escolheram a deles, e eu a minha. Bom que no que depender de ambas não ocorrerá escassez de alimentos nem nenhum dos pesadelos que está ocorrendo no Mundo Trágico de Maduro.

  11. Todo, repito, TODO cara que vem com esse papo de que não é de esquerda nem direita, muito pelo contrário, É DE ESQUERDA!!!
    .
    Em 100% dos casos.

  12. Só um detalhe, Luciano: eu, enquanto liberal-conservador, não quero e nunca quis que o estado interferisse no que quer que seja. E acredito que os seguidores do conservadorismo ‘clássico’ também não querem isso. Sei que você não confunde esse tipo de conservadorismo com o praticado pelos ‘espantalhos’ (Felicianos e Malafaias da vida), só quero esclarecer minha posição.

  13. A fraqueza do argumento libertário de não querer nenhum tipo de freio legal nos comportamentos sociais é que ele serve não apenas para justificar a poligamia, mas também coisas como incesto, necrofilia, zoofilia, pedofilia etc. Também serve para oprimir a maioria na medida em que o Estado não pode ser acionado para reprimir certos tipos de comportamentos, como, por exemplo, um sexo grupal envolvendo animais e crianças numa praça ao ar livre. A direita, tanto conservadores quanto libertários, querem códigos legais restritos, mas os conservadores estimulam um código moral maior e isso acaba se traduzindo, em ou outro ponto, em restrições legais comportamentais. Exemplo: Atentado ao pudor como prática ilegal. Alguém teria a cara de pau de caracterizar tal regra como opressora ou que atenta contra preceitos civilizacionais?

    Qualquer comportamento pode ser criticado, mas onde desenharemos a linha entre a sanção legal e a moral? Será mesmo que não deve haver nenhuma restrição legal como querem os libertários? Removendo o que estes criticam como “moralismos” quem se torna referência como aquelas que os conservadores trazem? Sem referências, como evitar que gerações não caiam em experimentos nefastos no futuro?

    Dando um exemplo prosaico do dia-a-dia, um sujeito que cospe no chão deve ser legalmente punido, socialmente reprimido através de olhares negativos e reprimendas de terceiros no ato ou deve poder cuspir no chão à vontade, com direito a uma bela puxada de catarro antes? Em Cingapura, quem faz isso e é flagrado leva uma sanção legal no ato. Eu sou contra porque serve para criar e alimentar mais um ramo da burocracia estatal. Mas sou a favor que haja reprimenda social e isso só é possível numa sociedade com valores morais altamente enraizados. Portanto, conservadora. No sentido ocidental judaico-cristão do termo. O que os libertários oferecem em casos assim?

    Julgo ser preciso sim estabelecer um número mínimo de regras legais de convivência que vão além da defesa da família e da propriedade. E no campo moral, essas regras devem ser bem maiores.

    • ‘A fraqueza do argumento libertário de não querer nenhum tipo de freio legal nos comportamentos sociais é que ele serve não apenas para justificar a poligamia, mas também coisas como incesto, necrofilia, zoofilia, pedofilia etc. Também serve para oprimir a maioria na medida em que o Estado não pode ser acionado para reprimir certos tipos de comportamentos, como, por exemplo, um sexo grupal envolvendo animais e crianças numa praça ao ar livre. ‘

      Por que vocês gostam tanto de falar sobre o que não entendem? Nesse caso existiriam freios legais sim, só não seriam estatais.

    • Nossa, mas quanta intromissão na vida alheia esses conservadores adoram fazer. Vamos lá:

      “A fraqueza do argumento libertário de não querer nenhum tipo de freio legal nos comportamentos sociais é que ele serve não apenas para justificar a poligamia, mas também coisas como incesto, necrofilia, zoofilia, pedofilia etc.”

      Peraí, desde quando pedofilia e poligamia estão na mesma sacola? Prática de pedofilia fará alguém sair prejudicado, criará uma vítima. Agora, poligamia? Se um cara quer ter duas mulheres e ambas concordam, quem é esse Estado que os conservadores querem que brinque de Deus pra dizer “NÃO, ISSO NÃO PODE, vocês tem que ser como eu, sem pecados, limpos, cabelinho arrumado com gel, andar na linha, usar terninho, ir à missa todo domingo e só fazer sexo se for pra fazer filhinho”? Tenha dó.
      Necrofilia e zoofilia há desrespeito no primeiro caso e vítima no segundo, não estão na mesma categoria da poligamia. Não vejo ninguém ser prejudicado na poligamia.
      Essa mania de jogar na mesma sacola tudo que não estiver no padrão que estabeleceram só queima filme. Ainda por cima criticam quem tá brigando com os reais inimigos e cagando pra essas causas de ~~família~~ comercial de margarina.
      Ê família imaculada que vocês acham que tem.
      Posso contar um segredo? Não tem. A família de vocês não é imaculada, não é perfeita, não é sem pecados.

      “Também serve para oprimir a maioria na medida em que o Estado não pode ser acionado para reprimir certos tipos de comportamentos, como, por exemplo, um sexo grupal envolvendo animais e crianças numa praça ao ar livre.”

      Peraí, peraí. Quem disse que libertários defendem o fim de TODAS as leis? Isso aí que você citou inclui vários crimes e vítimas, é ÓBVIO que as leis para protegê-los continuariam.
      Duvido que você em sã consciência realmente acredito que libertários querem o fim de todas as leis. Prefiro crer que você os detesta tanto que tá tocando o terror, inventando história pra os atacar.

      “Julgo ser preciso sim estabelecer um número mínimo de regras legais de convivência que vão além da defesa da família e da propriedade. E no campo moral, essas regras devem ser bem maiores.”

      Que bom que só uma meia dúzia como você, eleitores de Fidélix, que pensam assim. E engraçado que você deixa bem claro que é mais importante a ~~moral e os bons costumes da família brasileira imaculada que não existe~~ do que a defesa à propriedade e ao verdadeiro terror que a esquerda sanguinária propõe.

      • Desculpe a franqueza, amigo, mas você está se enrolando e apelando. Começando pelo fim. Eleitores de Fidelix? Rotulação absolutamente pueril baseada em premissas falsas. Jamais, repito, JAMAIS disse que “a moral e os bons costumes” é mais importante do que a defesa da propriedade ou, acrescento aqui, da vida. JAMAIS! Lendo os parágrafos anteriores isso fica bastante claro. O que eu fiz foi uma distinção entre legal (possibilidade de coerção através do uso da força a quem infringir uma lei) e moral. Neste último caso, a sanção se dá de outros modos, como a rejeição social, mas o punido pode simplesmente não se importar. Não é, portanto, algo REALMENTE coercitivo. Finalmente, mostrei, com exemplos, que há necessidade sim de haver freios LEGAIS a determinados comportamentos e que isso é sim civilizatório. Mas NUNCA a todos. Você leu o exemplo sobre “cuspir no chão” que eu cito em meu penúltimo parágrafo?

        Há clara fraqueza argumentativa sua quando critica quem quer desenhar uma linha e, logo em seguida, desenha a sua própria ao definir, a seu bel-prazer, conceitos abstratos como “crimes”, “vítimas”, “pessoas prejudicadas” como se eles tivessem um conteúdo em si, e não fossem baseados em preceitos morais. Não acho que seja errado desenhar tais linhas. Muito pelo contrário. Acho apenas de uma hipocrisia ímpar usar a rejeição a isso como arma de ataque e, quando você confronta o sujeito com a realidade, ele, ao se ver obrigado a defender absurdos, resolve desenhar a sua própria. Ou defende tudo, ou admite que também tem seus freios. Sua linha. E aí a discussão passa a ser mais honesta, pois apenas debateremos até onde desenhá-la, sem rótulos.

        Assim, não se trata de “misturar tudo”, mas sim de observar que, ao não querer transportar limites morais para a lei, as mesmas justificativas podem ser usadas para tudo isso (poligamia, zoofilia, necrofilia, pedofilia, incesto etc). Aliás, o incesto é uma figura interessante…. Quem é “prejudicado” por uma relação consentida ou pelo casamento entre um avô e sua neta maior de 18 anos? E se for um neto? Haveria aí homossexualismo E incesto. Poderíamos acrescentar a poligamia aí. E se a tal da “pedofilia consentida” começar a ganhar vulto e for descriminalizada algum dia (e o argumento para tal será bem parecido, com uma suposta “defesa da liberdade” e o “combate ao moralismo judaico-cristão daqueles que acham que têm a família imaculada, de comercial de margarina, e não tem”), o neto poderia ser menor de 18. Homossexualismo, incesto, pedofilia e poligamia ao mesmo tempo. Quem é vítima? Quem é prejudicado? Qual será o crime se a lei permitir? Percebeu agora?

        Por fim, detestar libertários? Família de comercial de margarina? Você tá falando sério? Meu amigo, apenas para constar, eu sou solteiro, não tenho e nem pretendo ter filhos. Pessoalmente, tô cagando para a tal família de comercial de margarina, mas a história mostra que é civilizatório uma sociedade ter princípios como os daqueles que têm na moral judaico-cristã um norte. Qualquer conservador com mais de dois neurônios sabe bem quem é o inimigo e as pautas reais a serem combatidas. Não são os libertários. Tenho amigos libertários e os respeito, embora ache que alguns de seus argumentos são fracos e flertam com a utopia. Entretanto, ao invés de acusar os outros de “eleitores do Fidelix”, é preciso observar com bastante cuidado aqueles que estão doidos para arranjar um Fidelix libertário para chamar de seu.

  14. Tem um ídolo dos ancaps, um tal de Takaki, que disse que o pessoal não tem moral para criticar os roubos do PT.Motivo:O pessoal era contra o tráfico de drogas (para ele, o traficante é apenas um empreendedor).
    Entre outras besteiras, disse que não ocorreu roubo na Petrobrás, pois era roubo de dinheiro roubado e que quem investe em empresa estatal tem mais é que se f* (palavras do próprio).
    Certamente esse aí se encaixa no padrão “nem direita e nem esquerda”.
    Não sei quanto a vocês, mas eu não tenho a mínima paciência para lidar com ancaps.Para essa turma tudo é baseado em trocas voluntárias, chegando ao ponto de defender a compra e venda de crianças, de órgãos e até a pedofilia (a loucura vai dos ancaps até os left-libs).
    A princípio, eu também acho que o ideal seria um mundo sem direita e esquerda, mas isso fica impossível quando vemos que os nossos oponentes são os marxistas e fascistas.

    • ‘Para essa turma tudo é baseado em trocas voluntárias, chegando ao ponto de defender a compra e venda de crianças, de órgãos e até a pedofilia’

      É bom mesmo que vc não debata com nenhum ancap porque eles iam esfregar nas suas ventas cada uma dessas mentiras que vc cagou pela boca.
      Ancap defendendo pedofilia, nunca vi tanta m**** na vida, a maioria dos ancaps tem uma forte base religiosa, e mesmo os poucos ancaps ateus que eu ví jamais aceitariam isso.

  15. Luciano ! Já sabe do que aconteceu na PUC_RS. Veja a noticia :http://www.brasilpost.com.br/2015/04/24/piada-estupro-pucrs_n_7136832.html?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil

    Professor cria polêmica após contar ‘piada’ que incita a violência contra mulheres e exalta discussão na PUC-RS

    O que o professor Fábio Melo de Azambuja esperava ser apenas um ‘momento de descontração’, durante uma aula da cadeira de Direito Empresarial III, causou muita polêmica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A informação foi primeiramente publicada pelo jornal Zero Hora.

    O caso veio a público e viralizou nas redes sociais após o episódio ser relatado pelo aluno Luan Sanchotene, de 25 anos. Na sua página no Facebook, o estudante postou a passagem que envolveu o professor.

    https://www.facebook.com/luansanchotene/posts/956152587742199

    O que o professor Fábio Melo de Azambuja esperava ser apenas um ‘momento de descontração’, durante uma aula da cadeira de Direito Empresarial III, causou muita polêmica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A informação foi primeiramente publicada pelo jornal Zero Hora.

    O caso veio a público e viralizou nas redes sociais após o episódio ser relatado pelo aluno Luan Sanchotene, de 25 anos. Na sua página no Facebook, o estudante postou a passagem que envolveu o professor.

    Ao jornal Zero Hora, Sanchotene explicou que Azambuja pediu licença para ‘contar uma piada’ e, como ninguém se opôs, ele soltou a polêmica frase. Ainda de acordo com o estudante, vários colegas riram da ‘piada’ que, tão logo postada no Facebook, repercutiu rapidamente.

    “Me surpreendeu positivamente o fato de as pessoas se preocuparem com isso. Algumas pessoas ficaram constrangidas, mas, na hora, ninguém vai bater de frente com o professor, correndo o risco de ter algum prejuízo”, disse o estudante ao jornal gaúcho.

    Na mesma postagem de Sanchotene há várias reações, a maioria delas reprovando a atitude do professor. Entretanto, várias alunas promoveram na manhã desta sexta-feira (24) um ato em favor do professor Azambuja, o qual, segundo a página do evento no Facebook, “por um comentário infeliz, está sendo crucificado”.

    Uma aluna divulgou inclusive uma nota em defesa do docente.

    que o professor será ouvido, para então as medidas cabíveis serem tomadas pela instituição. “A PUCRS e a Faculdade de Direito não compactuam com qualquer manifestação ofensiva”, completou a universidade. Por enquanto, o professor Azambuja não se pronunciou sobre o assunto.

    Frase polêmica já foi usada antes

    Em outubro de 2012, um membro do governo da Espanha acabou pedindo demissão após lançar mão da mesma ‘brincadeira’ utilizada pelo professor da PUC-RS. José Manuel Castelao Bragaño usou a frase “as leis são como as mulheres, existem para serem violadas” quando reivindicava a ata de uma reunião, na qual faltava um voto, informou o Opera Mundi. Na ocasião, ele disse ter sido “mal interpretado”.

    No Brasil, uma frase parecida é atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas: “As Constituições são como as virgens, existem para serem violadas”. A declaração teria sido publicada em 1963 pelo Jornal do Brasil.
    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
    O mundo está louco este professor conta uma piada sem graça. Disse ele : “”As leis são como as mulheres, foram feitas para serem violadas” E tem inicio um bafafá danado numa faculdade. Nas Universidades agora tem direto bafafá. Outro dia foi na UFMG . Um professor de Direito criticou o homossexualismo. Querem expulsar o homem da universidade. Agora querem acabar com esse professor da PUC_RS.

    Eu me pergunto ? Luciano ! Será que o pessoal das Universidades e as “feminazis” sabem do que o ESTADO ISLÂMICO anda fazendo com as mulheres Yazides lá no Iraque ? Lembra ! Você até fez o post mostrando a hipocrisia do PT. Perguntando o que farão agora que saiu uma cartilha do EI mostrando como escravizar as mulheres e garotas ínfieis. Acho ! Que esse pessoal da PUC está pouco se lixando com o que acontece com as mulheres e garotas Yazides lá no longissímo Iraque.

    • Os esquerdistas da PUC sabem o que o ISIS faz. Eles não se importam. Eles só se importam se fosse pessoal do ISIS morrendo. É satânico, mas é assim que eles pensam. “Se morrer 500 homens, normal. Se morrer 1 gay, aí é genocídio. “

  16. Seu texto: “A intervenção estatal direitista (e apenas da ala conservadora, lembre-se)”
    Entendi que a direita tem duas alas: uma conservadora e outra liberal? É isso?
    Preciso entender melhor. Grato.

  17. ‘ O problema que essas mentes não conseguem (ou não querem) notar é que existem naturezas diferente para as intervenções. A intervenção estatal esquerdista visa nos transformar em escravos. É estrategicamente planejada para ajudar tiranos a conquistarem poder. A intervenção estatal direitista (e apenas da ala conservadora, lembre-se) serve para atender a alguns costumes’

    Cara, que coisa infantil.Você acha MESMO que um ancap não notou como essas intervenções são diferentes? Todo ancap sabe disso e já passou pela fase ‘direitista’ ou ‘minarquista

    • (continuando) direitista ou minarquista um dia, nada disso é novidade.
      O que o direitista-neocon-democrata-intervencionista não sabe, ou finge não saber é o FATO de que sim, existe diferença nas intenções mas isso não vale p nenhuma já que essa suposta interferência mínima ‘apenas nos costumes’ (e eu nem sei de onde vc tirou isso, já que a ‘direita’ que vc admira se mete em muito mais coisas do que nos ‘costumes’) no longo prazo é inútil, que todo governo mínimo tem o incentivo e os meios para se tornar máximo, e a maior prova de todas são os Estados Unidos, que nasceu como país minarquista pró liberdade e virou esse gigante intervencionista, assistencialista, que se acha a polícia da terra, cria conflitos no mundo inteiro, espiona líderes de estados ‘amigos’ e avança cada vez mais sobre as liberdades individuais dos próprios cidadãos.

      • Cara, não sou anarco-capitalista, mas em uma coisa eu concordo contigo. Não sei como é que a direita idolatra tanto os Estados Unidos. Os EUA são basicamente os líderes mundiais do marxismo cultural hoje em dia. Todo esquerdista que eu vejo adora os EUA, mesmo que digam o contrário. O Partido Democrata do Obama é, sem qualquer tipo de exagero, o pior partido do mundo (e desnecessário dizer que é um partido de esquerda). Provavelmente quem vai ganhar as próximas eleições vai ser a Hillary Clinton, até porque praticamente TODA a mídia de lá sempre é esquerdista, sempre apoia o Partido Democrata. Na época das eleições do Obama, a cobertura da imprensa lá parecia até torcida organizada, e com certeza com a Hillary não vai ser diferente. Infelizmente, aqui no Brasil, quando o assunto é política internacional, a mídia costuma repetir tudo que sai dos Estados Unidos, inclusive os pontos de vista, até mesmo nos veículos de “direita”.

        Daí fica essa situação estranha: os ídolos da direita são, na verdade, um país de esquerda. Se for levar em conta o intervencionismo então, aí nem se fala. É totalmente contraditório, porque a direita vive falando em enxugar o Estado, mas a máquina militar deles é gigantesca. Se eu fosse fazer uma lista de funções essenciais do Estado, com certeza espionar os próprios cidadãos, invadir outros países e brincar de reformulador de governos estrangeiros não entrariam nessa lista.

      • ‘Não sei como é que a direita idolatra tanto os Estados Unidos.’

        Eu sei como.Esses são os caras que estão comprometidos JUSTAMENTE com a propaganda do que o estado americano tem de pior.A parte boa eles também apóiam, mas é só pra cumprir a agenda e enrolar os bestas. Tipo, o mentiroso competente nunca vem com a mentira de cara, ele vem com 90% de verdade pra DEPOIS, quando o cliente está acreditando em tudo, mandar a mentira, que é o que interessa.

  18. Pelo que já ví a maioria dos ancaps é conservadora nos costumes e defensor da família tradicional.
    O que é uma coisa totalmente lógica, se a família tradicional como base da sociedade é o arranjo que nasce ESPONTANEAMENTE durante séculos de evolução humana, não há necessidade nenhuma de proteção estatal pra isso.Basta o estado deixar de ferrar com tudo e o arranjo natural volta.
    E se um maluco quiser casar com uma pedra, problema dele, o estado também não tem que impedir isso.Quem acha que suas tradições estão ameaçadas por causa de meia dúzia de doentes não tem muita convicção real nas próprias tradições.

  19. “Para os conservadores, a melhor alternativa seria um mundo liberal em termos comportamentais, mas que ao mesmo tempo permitisse que eles pudessem educar seus filhos sem a intervenção do estado até mesmo na definição do que é família. É por isso que eles deveriam lutar: que o estado não defina o que é família, mas não possa fazer isso nem mesmo em salas de aula, sob risco de punição. ”

    Luciano,o governo precisa definir o que é família para o caso de adoção.Como conservador minha opinião é que não deveria ser possível um casal gay adotar uma criança vide que fatalmente a criança não teria uma figura materna ou paterna,o que para mim seria fazer um experimento social na criança(é fato que não ter um pai ou uma mãe prejudica o desenvolvimento emocional da criança,logo o Estado deixando a criança na mão de um casal gay não está tomando uma decisão para o melhor dela).

    • Ceticista,

      Aí é que está. Eu defendo que até a adoção seja permitida aos “casais” gays, mas que ao mesmo tempo os conservadores pudessem fazer uma análise CRÍTICA destas adoções. De fato, o risco que você falou existe, mas a esquerda vencerá com o seguinte argumento: “é melhor deixar a criança não ser adotada por ninguém?”. E aí é só fazer cara de chorão que eles ganham no frame.

      Abs,

      LH

      • Acabei pensando nessa hipótese que você alertou. O que me veio a mente é a questão da eutanásia:você irá desligar os aparelhos não sabendo que a cura ou milagre pode ser descoberta logo a seguir?!(você irá dar a criança a um casal gay sabendo que no próximo dia um casal “natural” pode querer adotar a criança?!). Reconheço que é um frame fraco.

        abraços

      • Ceticista: SIM. Melhor a criança ser dada a um casal homo do que ficar aguardando o casal hetero e sem pecados e perfeito e imaculado e católico e adorador de Marco Feliciano e tão-puros-que-nunca-transam-por-isso-estão-adotando, e enquanto esse casal hetero não aparece o tempo vai passando e a criança sem ter quem criá-la 🙂

      • ‘Melhor a criança ser dada a um casal homo do que ficar aguardando o casal hetero e sem pecados e perfeito e imaculado e católico’

        Ahan, e a janela de Overton não tem nada a ver com isso…

    • Errr… não, Ceticista. Você por acaso já conheceu alguma criança criada por um casal homo? Sugiro que conheça antes de simplesmente taxar de “não pode” e vir com esse discurso pronto.

      Isso é completamente suposição: “vai ficar sem a figura materna e paterna…”
      UÉ, e quem é criado sem pai ou sem mãe por que um dos dois faleceu ou sumiu?
      Certamente você conhece ao menos UMA pessoa nessa condição.
      Eu conheço, conheço uma família que os filhos foram criados só pelo pai porque a mãe faleceu (as 3 crianças eram bem pequenas e o pai não casou de novo). A mais nova delas nem sequer viu a mãe direito pois era realmente nova quando isso aconteceu. Significa que ela cresceu um monstro?

      E tem zilhões de casos em que só a mãe criou pois o pai sumiu. Enquanto escrevo isso mesmo, próximo a mim aqui, um colega de estágio, nunca viu o pai, nem sabe quem é, sabe nem o nome. Foi criado só pela mãe.

      Essas pessoas que crescem sem figura materna ou paterna por fatalidades ou abandonos então não são permitidos também na concepção tão correta e sem pecados dos conservadores?
      Afinal, não é uma família tradicional né, onde já se viu?

      O primeiro caso que citei, 3 crianças e 1 pai. Cadê a mãe? Cadê a família tradicional, imaculada e perfeita?
      No segundo caso, só ele e a mãe, nunca VIU o pai e nunca teve padastro conforme confirmei agora. Família falsa, intradicional, imoral, pecadora, né? Tem que jogar na fogueira segundo vocês.

      E se vier falar que “é diferente de ser criado por um casal homo”, sugiro que pesquise a respeito do Chicão, filho da Cássia Eller. Foi criado por duas mulheres, nem conheceu o pai pois o pai morreu antes de ele nascer. E quando a Cássia Eller morreu quando ele tinha 11 anos, adivinha quem o criou?
      A esposa da Cássia 🙂 Que bom que havia ali uma pessoa para assumir essa bronca.
      Pesquise a respeito dele e veja se isso atrapalhou o ~~desenvolvimento~~, se isso fez ele se tornar um monstro como alegam vocês conservadores sem pecados, puros, celestiais, que fingem não enxergar os pecados da própria família.

      • Você destila ódio contra quem defende a família tradicional e não atenta num ponto básico e evidente: estamos tratando de como o ESTADO irá selecionar com que ele irá delegar o poder de criação daquela criança(não de pessoas que perderam seu pai ou mãe decorrente de morte ou de qualquer casualidade). Ao menos leia o que foi escrito antes de sair salivando de ódio para com não concorda com você.

        Nesse sentido é OBRIGAÇÃO do Estado garantir que aqueles que adotaram a criança tenham condições financeiras,emocionais,legais,…. de cuidar da criança de modo a cria-la num ambiente em que seu desenvolvimento emocional seja efetivo(e é óbvio que não ter um pai ou uma mãe prejudica o desenvolvimento da criança).

        Você acha que o Estado deve deixar um casal de 60 anos deveria adotar um bebê(sem conexão prévia com o bebê ou com a família do mesmo) sabendo que quando ele tiver 15 anos os pais terão 75 se ainda estiverem vivos?Todos temos limites naturais para adotar uma criança!!!

        Pesquise o caso de uma mulher americana de 30 e poucos anos que aos 8 anos foi separada do pai e foi criada pela mãe com outra mulher e sofre com a falta de uma figura paterna até hoje. No caso dela não foi adoção, mas no caso do Estado tomando conta são outros 500(e aonde me preocupo com a criança).

      • ‘Você por acaso já conheceu alguma criança criada por um casal homo? Sugiro que conheça ‘

        …e vai ver que isso não significa absolutamente NADA, uma criança é um ser em formação e tem necessidades naturais que se não forem satisfeitas vão gerar um ADULTO carente e desequilibrado.Enquanto é criança você vai ver só ela brincando, rindo, achando que vai viajar pra lua, fazendo o que toda criança faz mas sem construir internamente uma referência emocional sobre o mundo adulto, que só vai fazer falta quando ela crescer.
        http://www.mrctv.org/blog/woman-raised-lesbian-couple-says-another-mother-couldnt-ever-replace-my-father

      • ‘A esposa da Cássia 🙂 Que bom que havia ali uma pessoa para assumir essa bronca.’

        Ou seja, a mulher é doente o suficiente pra chamar o filho de bronca, e ainda tem gente que acha isso bonito.

      • Quem é criado sem pai ‘adota’ um tio, ou avô, ou irmão mais velho pra ser inconscientemente uma figura paterna, a mesma coisa vale pra mãe. Pode até crescer e aos trancos e barrancos conseguir se desenvolver sem muitas carências afetivas, mas nem de longe isso é o natural ou ideal.

        Cauê, sua sua implicância não é com os conservadores, não é nem mesmo com a religião: é com a natureza.

  20. Luciano, quando você diz que é um erro de estratégia da direita conservadora, em face da multiplicidade dos meios de comunicação, defender os seus valores, você está pensando como um ateu. Se você se colocar no lugar de um religioso, temente a Deus, você vai entender que só resta a nós, conservadores de direita, batermos e revidarmos sempre que a esquerda quer mudar os nossos valores de família, de gênero, de raça (só existe uma, a humana!) e de o que é um casamento.
    Não dá para aceitar esse esquerdismo imoral!

Deixe uma resposta