Opressão fascista contra a religião ou ateísmo também não é “liberdade de expressão”

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biblia-queimada

Liberdade de expressão é um assunto tão fascinante que suas nuances são capazes de enganar muita gente. Considere isto que recebi de um seguidor:

Desde os primórdios da humanidade as religiões, diversas delas, tentam criar o pensamento hegemônico, umas engolindo as outras, a civilização só alcançará uma evolução satisfatória quando os diferentes cultos e crenças aprenderem a se respeitar e tolerar a diferença de pensamento. Opinião todos podem ter a sua, o que não pode ser tolerado é a perseguição sistemática. O seu direito acaba quando começa o direito dos outros. Pregações agressivas, que tentam obstruir ou desmoralizar um culto diferente do seu devem ser punidas exemplarmente, pois com este procedimento incitam o ódio e a discórdia no seio da população.

Aparentemente seria o discurso de uma pessoa secular querendo que as religiões “aprendam” a respeitar a diferença de pensamento, não? Derivamos esta conclusão a partir do momento onde ele diz que só teremos uma “evolução satisfatória quando os diferentes cultos e crenças aprenderem a se respeitar e tolerar a diferença de pensamento”.

Pois não é que nas palavras seguintes (no mesmo parágrafo) a mesma pessoa diz que “pregações agressivas, que tentam obstruir ou desmoralizar um culto diferente do seu devem ser punidas exemplarmente”. Como pode uma pessoa defender a liberdade de expressão se pede “punição exemplar” para quem prega, critica ou desmoraliza uma doutrina contrário? Quer dizer, no mesmo parágrafo o sujeito pede liberdade de expressão e em seguida o direito de praticar opressão fascista contra a livre expressão.

Outro exemplo ocorreu recentemente, agora envolvendo um ateu. É o caso do vocalista de uma banda de garagem chamada Violação Anal, que queimou uma Bíblia durante um sarau (evento musical) ocorrido na Universidade Federal do Acre (UFAC). Após receber ameaças de diversos tipos e até ser demitido de seu emprego, Roberto Oliveira da Silva, de 29 anos, afirmou:

É certo que, no exercício da minha liberdade de expressão, acabei por ferir o direito à liberdade de outros, agora vejo e compreendo isso. Compreendo que errei. Não no conteúdo da minha crítica, mas na forma. E, por mais que eu possa e tente me explicar, sinto não poder aplacar a fúria e o julgamento também extremado daqueles que se posicionam contra meu ato, contra minha pessoa. Estou sendo perseguido, afrontado e constantemente atacado por pessoa que se dizem cristãs. Já perdi meu trabalho.

Roberto está errado ao dizer que “feriu o direito à liberdade dos outros”. Ele pode até ter ferido os sentimentos, mas não a liberdade. Ele poderia até se desculpar por ter ferido os sentimentos religiosos, mas jamais se sentir culpado por atacar a “liberdade dos outros”. Ao contrário, quem atacou sua liberdade foram todos aqueles que se insurgiram contra o fato dele queimar a Bíblia.

É claro que se os religiosos tivessem apenas criticado o seu ato, isto não configuraria opressão fascista à liberdade de crítica. O problema é se alguém entrou em contato com seu empregador, pressionando-o para demiti-lo apenas por ele ter queimado a Bíblia.

Uma das formas mais típicas de fascismo é destruir o meio de vida de uma pessoa indefesa, apenas por essa pessoa ter dito algo que lhe desagrade. Se pessoas assim não conseguem perceber o quanto são imorais, elas são parte do problema.

Em tempo: o ataque a um ateu pode parecer derrubar a minha tese de que o jogo da distinção da emergência na luta por silenciar oponentes se complicaria, mas não é bem assim. Observe que a luta política de nossos tempos é entre esquerda e direita. E, no Brasil, contra a extrema esquerda. É esta que consegue silenciar personalidades da direita pelo uso de jogos sujos para se aproveitar das distinções de emergência. O ataque à Roberto Oliveira não tem o mesmo nível de organização política, e, muito provavelmente, não irá refletir em condenações de pessoas como Jean Wyllys, Pastor Retamero e diversos outros adeptos de movimentos que tem sido oponentes da religião.

Em resumo, até nos raros momentos em que os religiosos entram no jogo para usar o fascismo contra a opinião dissidente, o fazem de maneira desembestada e pouco estratégica. E mais um motivo para que eles de uma vez por todas abracem a causa da liberdade de expressão. Quem é ateu ou religioso, de direita, ou ao menos republicano, tem tudo a ganhar se abraçar esta causa, pois no uso dos jogos sujos, com base em encenação teatral, a extrema esquerda ganha com um braço amarrado às costas.

Mas antes de tudo, é preciso que saibam o que viola ou não a liberdade de expressão. Aqui mostrei dois exemplos:

  1. Um leitor pedindo “punição exemplar” para religiosos que criticarem doutrinas contrárias
  2. Religiosos atacando um ateu que queimou a Bíblia, chegando a fazer com que ele perdesse o emprego

Precisamos, mais do que tudo, criar uma cultura de nojo diante de situações assim.

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54 COMMENTS

  1. Ok,entendi mas vou dar um exemplo absurdo:

    Suponha que um professor de escola de jardim da infância faça apologia a pedofilia(queimar uma bíblia é crime e suponho que fazer apologia a pedofilia também seja,mas não vejo um comentário seu por algo que vai além de um sentimento religioso mais também uma questão criminal), e que o dono da escola ache isso completamente normal e os pais e mães dos alunos também.

    Pressões externas para que esse professor seja demitido é um exemplo de ação fascista?

    • Difícil avaliar pelo seu exemplo.

      Você fala em concordância do dono da escola e dos pais e mães de alunos.

      Depois cita “apologia a pedofilia”, mas o termo é vago.

      No capítulo 6 do livro eu sugiro que comecemos a adotar regras claras para definir o que é crime pelas vias da expressão.

      Abs,

      LH

      • Esse é um padrão muito comum: inventar uma situação absurda que começa com premissas absurdas (nesse caso a sociedade apoiando a pedofilia), colocar dentro do contexto da liberdade e culpar a liberdade por isso.

      • Meu objetivo era testar o entendimento do Luciano em uma situação absurda(como logo anunciei),mas não impossível.Sei que é um conceito vago:no caso eu pensei o professor dizendo que pedofilia não é crime,e sim uma doença,logo os pedófilos não deveriam ir para a cadeia e sim para a ala psiquiátrica.

        Ao Slaine:você leu errado,eu não disse que a sociedade está apoiando o meu exemplo…eu disse que o professor,o dono do colégio e os pais estão(possivelmente todos pedófilos- o que impede deles se reunirem formando uma escola?). Uma coisa é existir a liberdade para falar,outra é a reação a essa liberdade,daí o meu questionamento.

      • Então, Ceticista, neste contexto é importante saber exatamente o que é “apologia a pedofilia”. Uma das coisas que denuncio no livro são expressões vagas (não por culpa minha ou sua, mas de um costume) no momento de se estipular regras sobre livre expressão. Exemplo: “apologia a (x)” ou “crime de ódio”. Melhor seria se fizessem lista de frases que não podem ser verbalizadas, no máximo, com variáveis. Senão tudo vira de novo jogo em quem usa melhor a encenação ganha.

        Em tempo: meu livro não defende a prática de crimes pela via da expressão, mas que esses crimes sejam especificados com regras claras, para evitar que os mais espertos vençam pela encenação, que é o que tem ocorrido.

    • O crime de pedofilia causa danos a crianças, e que podem ser irreversíveis, existe uma enorme desproporção entre queimar uma bíblia e o segundo crime que você citou como exemplo, além do fato que o professor trata da educação de jovens, se ele tentou ensinar algo errado, assim seria normal as pessoas pedirem sua demissão pela seu tamanho erro que vai ao lado oposto de sua função, teria que demitir tanto para averiguar, para evitar conflitos, para evitar que pratique o mesmo crime. Já o cantor, é um artista que errou naquilo ao que ele se propõe, criar tipos de músicas “anárquicas”(pelo nome da banda parece isso), acho que na questão marketing para o tipo de banda dele, talvez ele errou mais ao pedir desculpas.

  2. Pra ser sincero, acho podre quando quando escarnecem da minha religião desse jeito, se eu estivesse nesse show seria difícil olhar pra uma cena dessas e ficar lá numa boa, no maximo sairia do local. Apesar disso, acho bom que exista o direito de criticar qualquer crença ou religião, afinal de contas eu amo zoar o esquerdismo politicamente correto rsrs

    Mas será que é valido que as pessoas também tenham o direito de usar simbolos ou objetos religiosos para realizar uma crítica (ou só escarnio mesmo) a uma religião? Se for assim, então isso significa que as feministas não estão erradas ao socar crucifixos e santinhas no cu, certo? E nem aquele pastor cometeu qualquer delito ao chutar a imagem de uma santinha, certo?

    • O pastor não cometeu delito algum ao chutar a santa. Enfiar um crucifixo no anus também não é o problema. INVADIR UM LOCAL DE CULTO e inserir um crucifixo no ânus é um crime, pois é um constrangimento A INDIVIDUOS.

      • No capítulo eu explico que há uma interpretação errada da lei. O cara se safaria da acusação fácil fácil.

        Primeiro que a Bíblia é um símbolo religioso PARA os religiosos, mas para o ateu no palco são apenas palavras como outras qualquer.

      • Ainda não li o seu livro,mas:
        Não faz sentido um cristão queimar a bíblia.A lei não foi feita para pessoas da mesma religião destruírem o próprio livro sagrado(não importa que para o ateu a bíblia seja um conto infantil).

        Não vejo o que se há de interpretar em “…vilipendiar publicamente ato ou OBJETO de culto religioso”.
        Se eu queimar uma Torá,uma estátua do Buda,… é claro que estou vilipendiando o objeto de culto das pessoas O.O

        PS:Já me chamaram de religioso extremista nesse blog,mas nem sou do tipo que vai a Igreja.Fui religioso até a pré-adolescência e depois agnóstico por muito tempo(pode ter certeza que olho pelos 2 lados para que tenham a liberdade garantida). Agora me sinto mais religioso,mas não a ponto de ir a igreja.

      • O que eu quis dizer é que há uma diferença entre em entrar na Igreja do outro e queimar a Bíblia do outro (ou seja, o objeto de culto do outro), com um ateu queimar a Bíblia que ele próprio comprou.

      • Mas aí a partir do momento em que você diz que “só não pode fazer ataque (x) por ser religião” dá AUTORIDADE MORAL aos neo ateus para atacarem a religião. Motivo: eles criticam as táticas religiosas para ficarem blindadas de críticas. 😉

        Sacou a armadilha onde este tipo de comportamento levou à religião?

      • Independente da correta interpretação da Lei, há uma série delas que violam os direitos naturais dos indivíduos, a citar:
        – vida
        – liberdade
        – propriedade

        Digamos se eu destruir o seu carro… não terei de ressarcir, provavelmente cestas basicas vão dar conta.

        Terras agrárias tem que ter função social… what??? o que seria “função social” de modo preciso e unívoco? E porque terras agrárias?? Pq não terras urbanas? Se a terra é minha e eu quiser salgar ela, o que eu estaria fazendo de errado? oras, não é MINHA propriedade…

        E digamos que a interpretação de que enfiar santa no cu seja um crime é a correta…. pera ai, des de que eu não tenha roubado, a santa é minha, e eu faço absolutamente o que quiser, des de que não interfira na vida de ninguem! Justamente o ato de proibir que certas coisas sejam feitas que se configura uma agressão!

        enfim…

      • Saquei. Não tinha olhado pelo lado dos neo ateus(não vejo problema em pessoas criticarem as religiões—claro que fico chateado de ver alguém queimando uma bíblia,mas levantei a questão pelo fato de ser crime).

        Até onde eu sei estão protegidos apenas os locais de culto e os objetos religiosos. O que um ateu faria num local de culto ou com um objeto religioso?

  3. Nossa, fantástico o texto!

    Mas vou só pontuar algumas coisas:
    – No primeiro caso, ele estava mais especificamente militando contra a liberdade de expressão, mas não a violando
    – No segundo caso, apenas com essas informações não é possível se ter certeza se a perda de seu emprego foi consequência de atentados contra a liberdade de expressão. De fato, inquestionavelmente seria se ele fosse um funcionário público. Mas, caso o patrão dele tenha tomado conhecimento do fato, e por ser um cara religioso talvez, ter considerado a atitude dele uma conduta inadequada para o cargo do empregado(por motivos de não interessa, é de juízo privado do empregador), não há violação alguma de liberdade. Tal situação muda, se o empregador tenha sido ameaçado.

    É assim que vejo. São situações que flertam contra a liberdade, mas não é possível afirmar cabalmente com as informações dadas que a liberdade de algum foi violada.

  4. O primeiro exemplo é uma doutrinação pregada por petistas e extrema-esquerda, veja que tem um embuste, fingem defender a liberdade de pensamento e opinião, mas, em medida maior eles pregam a ideia de que limites devem ser “respeitados” e punidos exemplarmente sempre, tentam passar ideia de que não se deve criticar. Tudo que eles querem é uma população medrosa, cheia de limites em suas opiniões, e limites que eles determinem e que só serão cobrados da oposição. Ou seja, passe livre para PTralhas e restrições ao restante.
    Eles doutrinam as pessoas a terem esse pensamento sobre religião, suas ideologias distorcidas e exageradas de preconceito, que criticar é errado, de que a crítica causa ódio nos ignorantes que não aprenderam lidar com ela. Além de tirarem proveito desses grupos que “não podem” ser criticados, ainda deixam ‘terreno preparado’ para impor a ideia de que não pode-se criticar partido ou grupos ideológicos, e, claro que isso só ficarão livres de criticas os partidos e grupos ideológicos da extrema-esquerda.

  5. ‘Ao contrário, quem atacou sua liberdade foram todos aqueles que se insurgiram contra o fato dele queimar a Bíblia.’

    Não atacou não, Luciano. Liberdade não tem nada a ver com ter o direito de ficar no emprego lá, o emprego não é dele, o chefe dele sim tem o direito de contratar e demitir quem ele quiser.Mesmo que os religiosos tenham insistido pro chefe demitir, isso também não viola a liberdade de ninguém, o chefe podia ficar com o cara mesmo assim, só ia ter que arcar com as consequências de ter a imagem da sua empresa associada a esse tipo de retardado.

    • Slaine,

      Você cometeu um erro que libertários cometem (por deslocarem da realidade e julgarem as coisas pelo mundo imaginário, como faziam os marxistas antes de Gramsci). É verdade que o chefe “podia ficar com o cara mesmo assim”, mas ainda assim ele estava SOFRENDO PRESSÃO para a demissão do sujeito. E esta pressão ocorreu apenas por que ele exerceu sua liberdade de expressão fora do ambiente de trabalho.

      A sua ética, se for aplicada, invalida a denúncia sobre a censura sutil, onde o governo pressiona as empresas de comunicação ameaçando retirar verbas estatais dela. Alguns libertários respondem :”ah, mas aí é só não aceitar a pressão”. Elimina-se o problema? Não, pois o dinheiro estatal é nosso.

      Então o fato do empregador “poder ficar com o cara mesmo assim” não altera o estatuto ético da perseguição a indivíduos por expressarem ideias.

      Abs,

      LH

      • O que você disse foi que quem pressionou pra ele ser demitido atacou a liberdade dele; uma coisa é ele sofrer pressão, outra bem diferente é isso atacar a liberdade dele.Se o chefe não é obrigado a demitir então a liberdade dele continua intacta. Você pode até argumentar que do ponto de vista de um ateu essa pressão foi feita pelos motivos errados, mas convenhamos um ateu que ofende seu patrão religioso,ou os clientes do seu patrão e não quer ser demitido é um sujeito meio burro.O antiético aqui é ser obrigado a sustentar um cara assim.
        Liberdade não é viver num mundo cor de rosa onde você pode tudo, liberdade é poder escolher entre as opções possíveis.

        ‘invalida a denúncia sobre a censura sutil, onde o governo pressiona as empresas de comunicação ameaçando retirar verbas estatais dela.’

        E o certo é tirar mesmo.Não só tirar como deixar de arrancar dinheiro do pagador de impostos pra sustentar essas empresas.Isso tudo é dinheiro roubado, quem quiser que patrocine suas empresas preferidas com o próprio dinheiro.
        E ainda digo mais: essas empresas que ficam choramingando pedindo por esmola estatal são tão podres quanto o pior governo.Esses caras deviam ir pra junto do MST e merdas do tipo porque Isso NÃO é capitalismo.

      • Slaine

        O que você disse foi que quem pressionou pra ele ser demitido atacou a liberdade dele; uma coisa é ele sofrer pressão, outra bem diferente é isso atacar a liberdade dele.Se o chefe não é obrigado a demitir então a liberdade dele continua intacta.

        A pergunta é: você considera eticamente aceitável perseguir indivíduos, buscando influenciar suas demissões, apenas por suas opiniões? Não inverta a ordem das coisas, pois vi que você marotamente sumiu com um fator aqui.

        Você pode até argumentar que do ponto de vista de um ateu essa pressão foi feita pelos motivos errados, mas convenhamos um ateu que ofende seu patrão religioso,ou os clientes do seu patrão e não quer ser demitido é um sujeito meio burro.O antiético aqui é ser obrigado a sustentar um cara assim.
        Liberdade não é viver num mundo cor de rosa onde você pode tudo, liberdade é poder escolher entre as opções possíveis.

        Então você considera eticamente aceitável que pessoas busquem a demissão de libertários, apenas por que elas querem viver em um mundo de estado inchado? Lembre-se que você validou ETICAMENTE o patrulhamento ideológico mais sujo, que, até então, sempre foi criticável moralmente.

        E o certo é tirar mesmo.Não só tirar como deixar de arrancar dinheiro do pagador de impostos pra sustentar essas empresas.Isso tudo é dinheiro roubado, quem quiser que patrocine suas empresas preferidas com o próprio dinheiro. E ainda digo mais: essas empresas que ficam choramingando pedindo por esmola estatal são tão podres quanto o pior governo.Esses caras deviam ir pra junto do MST e merdas do tipo porque Isso NÃO é capitalismo.

        Esta resposta demonstra um nível de ingenuidade política de doer.

        Esse é o problema de muitos libertários. Eles fantasiam um mundo futuro. E eles VÃO MORAR psicologicamente neste mundo, mesmo que não exista. E daí JULGAM o mundo atual por este mundo que está em suas cabeças. Beira a loucura.

        O que você fez aqui. Você criou um mundo imaginário onde nenhuma empresa recebe verbas estatais. Ok. Eu também gostaria deste mundo. Mas não vivemos nele. Você já parece VIVER neste mundo, e então acha que uma empresa que deixou de receber verbas do governo NÃO DEVE reclamar. Porém, no MUNDO REAL (que vc ignora) a melhor forma de se estabelecer uma TIRANIA DE ESQUERDA é a partir do controle das verbas estatais e financiamento de uma mídia para o governo.

        Quando você pede que deixemos de reclamar da falta de isonomia, você DEFENDE o direito de um estado estabelecer quem recebe ou não verbas estatais. Aí você diz “ah, mas no mundo ideal ninguém receberia”, mas, de novo, esta é uma criação de sua cabeça. Temos um mundo real, que você já está julgando por esse mundo imaginário, e portanto, incapacitando-o a realizar qualquer ação política no mundo real.

        No fundo, você promove a tirania de esquerda achando que a combate.

      • Luciano, vc entendeu tudo errado.Eu não disse que partindo do mundo de hoje o melhor é deixar o estado escolher pra onde vai a verba, eu disse que, partindo do mundo de hoje, o melhor é PRIMEIRO cortar a verba e não primeiro se preocupar com o destino do dinheiro roubado.
        O seu raciocínio sim é absurdo, um cara te rouba e em vez de se preocupar em não ser roubado vc vai se preocupar com pra onde vai o seu dinheiro roubado.
        E do ponto de vista da ‘guerra política’ que vc tanto preza, se uma empresa supostamente liberal reclama da falta de verba estatal, aí sim está aberto o caminho pros esquerdistas falarem: ‘estão vendo? Eles só são liberais de fachada, eles querem dinheiro do governo também, eles só se incomodam com o dinheiro que vai pros pobres’

      • Slaine,

        Vamos falar um pouco de ética nossa em relação ao estado.

        Podemos (e devemos) exigir que o estado diminua de tamanho, e reduza suas funções. Até aqui ok? Acho que não é nada muito complexo.

        Porém, UMA VEZ QUE o estado não diminuiu de tamanho (estamos ainda no processo de tentar diminui-lo), é absurdamente antiético e imoral que este estado corte direitos relacionados ao uso do dinheiro estatal.

        Deixando tudo mais claro para você. Você pode lutar para que as faculdades federais cobrem mensalidades. Mas UMA VEZ QUE ELAS NÃO COBRAM, é injusto cobrá-las de você, pois você continua pagando impostos.

        A melhor forma de um governo totalitário moderno estabelecer uma DITADURA (Slaine, favor ler http://www.amazon.com.br/New-Censorship-Freedom-Columbia-Journalism-ebook/dp/B00NS40SMK/ref=sr_1_2?ie=UTF8&qid=1431966795&sr=8-2&keywords=the+new+censorship) é pelo controle da verba estatal para anúncios, além da criação de VULNERABILIDADES para as empresas de comunicação.

        É exatamente por isso que não podemos aceitar FALTA DE ISONOMIA na distribuição de verbas estatais, mesmo que ainda lutemos para reduzir o tamanho do estado.

        Sua proposta basicamente é um erro absurdo, em termos éticos e políticos.

        Mas observe aqui nesta rotina mapeada a dimensão do erro

        http://lucianoayan.com/2014/11/09/rotina-de-censura-quem-prefere-um-estado-menor-deve-apoiar-que-uma-publicacao-nao-receba-verbas-estatais/

      • ‘Então você considera eticamente aceitável que pessoas busquem a demissão de libertários, apenas por que elas querem viver em um mundo de estado inchado?’

        Você misturou três coisas diferentes aí, uma coisa é o patrão ter a liberdade de contratar quem ele quiser, libertário ou não.Outra, bem diferente, é ter a INTENÇÃO de criar um estado inchado, usando ou não a força pra isso, e a terceira é usar a força pra obrigar outros indivíduos a chegar nesse objetivo.
        Um é perfeitamente aceitável eticamente, três é errado e o dois, sinceramente, eu acho que só ia ser relevante se fosse considerado como um agravante de um crime real, com agressão. Se o cara não é libertário ideologicamente mas na prática não agride ninguém, ele não está fazendo nada errado, só está sendo burro mas um burro decente.

      • Slaine,

        Nada do que eu falei aqui tem a ver com o direito de um patrão demitir alguém pelo motivo que ele quiser, ok?

        Eu já deixei claro que este não é o assunto.

        Vou citar um outro link para mostrar o que é o assunto: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/destaque-home/76468-zona-de-desconforto-o-globo-tira-blog-de-silvia-pilz-do-ar

        O padrão de Silvia Pilz a demitiu por uma clara e evidente pressão de grupos do politicamente correto.
        Minha pergunta: essa ação é ética?
        E eu não estou falando do direito do padrão demitir, mas sim do uso de uma ação coordenada para atacar um INDIVÍDUO (Silvia) apenas por não gostar de sua opinião.

        Aí vc diz “Se o cara não é libertário ideologicamente mas na prática não agride ninguém, ele não está fazendo nada errado, só está sendo burro mas um burro decente”, mas se você define como ética a pressão para atingir a vida pessoal de alguém apenas pelo “crime de opinião” então não faz muita diferença se você não agride ninguém, certo?

        Abs,

        LH

      • ‘A pergunta é: você considera eticamente aceitável perseguir indivíduos, buscando influenciar suas demissões, apenas por suas opiniões?’

        Sendo assim se eu for empresário e quiser demitir um funcionário favorável ao MST, então eu não posso.
        Eu considero que o patrão tem que ser livre pra demitir o empregado por qualquer motivo que ele quiser.Se for começar a abrir a janela de overton com esse negócio de ‘opiniões’, daqui a pouco também vai ser antiético demitir um cara por ele namorar no trabalho, ou por criar intriga e fofoca, ou por qualquer coisa que vá ferir os seres mais sensíveis.

      • Slaine,

        Não estou julgando o direito do empresário demitir quem ele quiser. Estou julgando a ética de se unir em bando para PRESSIONAR uma empresa a demitir alguém apenas por sua opinião.

        Abs,

        LH

  6. Não achei que o caso da demissão do indivíduo tenha sido uma ameaça à liberdade de expressão, não. A liberdade de expressão diz respeito ao que o estado permite ou não que seja dito. Mas no caso do Roberto Oliveira, o Estado não estava envolvido. Cada empregador deve ter a liberdade de demitir um empregado, seja pelo motivo que for. Alguém pode até falar que foi uma atitude condenável do empregador, mas não um atentado à liberdade de expressão.

    Eu por exemplo, se descobrisse que uma subordinada minha no emprego fez um aborto, demitiria ela sem pestanejar.

    Por outro lado, parece que no Brasil é crime alguém queimar uma Bíblia em público. Isso sim eu vejo como uma lei que restringe a liberdade de expressão.

      • Elas ameaçaram fisicamente o patrão do cara a demitir ele? Se não, não teve problema algum. Estas pessoas estão na plenitude de seu direito: não concordam com a postura de um funcionário de uma empresa, então ameaçaram boicotar os produtos dela. Quem dera tivéssemos mais situações como esta no Brasil! O capitalismo fica mais saudável com o boicote social para fiscalizar as empresas – efeito este muito mais eficiente do que qualquer agência estatal.

        Errou feio nesta, Luciano.

      • Acho que as pessoas deveriam as vezes tentar se colocar no lugar da outra, imagine que a gente queime uma bandeira do PT ou de um grupo comuna qualquer, e esse grupo sair pressionando a empresa para que demita o sujeito por criticar o lixo comuna que eles cultuam. Será que Cat acharia tratar-se do “boicote social para fiscalizar as empresas”.
        Acho que boicote por uma atitude errada da empresa, ‘erro’ que a empresa comete e é prejudicial a alguém, aí é válido, mas pressionar empresa para prejudicar pessoas parece errado, a menos que o sujeito usasse a empresa para cometer ou promover seus atos.

  7. Luciano, então você é contra qualquer tipo de censura, mesmo no caso do nazismo por exemplo? Você acha que a apologia ao nazismo não deveria ser proibida? E quanto a Polônia onde a apologia ao comunismo é proibida? Você acha que eles estão errados? A democracia deve ser tolerante até com aqueles que querem destrui-la?

    • Se você ler o meu livro, verá que no capítulo 6 eu discuto regras para proteger cidadãos de crimes pela via da expressão. Porém, eu defendo que essas regras devam ser tão claras como em um catálogo de regras de trânsito. Isso faria com que até a legislação não fosse propositalmente vaga.

      Em relação ao nazismo, eu creio que a melhor censura viria da pressão social.

      Abs,

      LH

    • Eu acho que quem defende intervenção militar não deve ser preso, apenas ter suas ideias ridicularizadas em público, por exemplo. Há esquerdistas que acham que pessoas que pedem intervenção militar devem ser presas. E você, o que acha?

  8. A questão é complicada, o cara decidiu fazer uma estupidez em público e sofreu as consequências. Fazer pressão para a demissão dele é ir longe demais, entretando o cara ficar queimando a bíblia para fazer showzinho também é um modo um tanto tolo e provocador de utilizar a sua liberdade. A lição aqui é de ter responsabilidade, não é só porque ele pode fazer aquilo que ele deve fazer. É questão de bom senso, nem tudo o que é licito é ético.

    • Marcelo,

      Cuidado para não confundir os debates.

      O debate MORAL sobre liberdade de expressão não tem nada a ver com riscos.
      O debate sobre SEGURANÇA não é um debate sobre moral.

      Um debate moral perguntaria: “é correto fazermos (x)”?

      O debate sobre segurança: “é seguro fazermos (x)”?

      Não dá para fazer interface entre os debates. Se a pessoa sofreu as consequências, isso ainda não torna moral a violação da liberdade de expressão. É exatamente o contrário: exatamente por não ser seguro que o sujeito sofra consequências por ter dado opinião é que o debate MORAL sobre liberdade de expressão é mais urgente.

      Falo muito disso no capítulo 2 do livro.

      Abs,

      LH

  9. “E ainda digo mais: essas empresas que ficam choramingando pedindo por esmola estatal são tão podres quanto o pior governo.Esses caras deviam ir pra junto do MST e merdas do tipo porque Isso NÃO é capitalismo.”

    Putz, lembrei de uma coisa quando eu li isso. Ultimamente tenho ficado puto com essas empresas, e com praticamente todo mundo da mídia que fica falando que são liberais, mas o liberalismo deles é só de fachada. Eles só são liberais quando convém, tudo não passa de um discurso bonito pra mascarar outras coisas.

    Tem um monte desses falsos liberais por aí. Inclusive essa estratégia do PT de ficar subornando a mídia só funciona porque os jornalistas sempre aceitam o dinheiro das propagandas do governo com muito bom gosto. A editora Abril por exemplo vive pregando sobre o livre-mercado, mas não reclama nem um pouco na hora de receber verbas estatais. E vive fazendo negociatas com governos municipais e estaduais.

    Todas essas grandes editoras têm grupos de pressão, fazendo lobby junto ao governo para oligopolizarem o mercado.

    Eu já vi o Rodrigo Constantino dizendo que não vê problema nenhum em uma empresa que consegue monopolizar 100% de um mercado. Fico com suspeitas do Partido Novo quando vejo esse tipo de coisa.

    E tem vários outros exemplos de falsos liberais:

    No início do século passado, existia aqui no Brasil um grupo político chamado Aliança Liberal, que tentou dar um golpe de estado! Onde já se viu um grupo que fala que o tamanho do estado deve ser o mínimo possível, dando um golpe?

    Sem contar esse pessoal que apoia governos militaristas, que têm todo um aparato de guerra, ávido por sugar o dinheiro dos impostos dos cidadãos. O que pode ser mais estatista do que um estado que sempre está inventando alguma guerra, só pra manter a máquina militar circulando?

    E o próprio Partido Republicano dos Estados Unidos, eles sempre falam que são a favor da diminuição de impostos, mas sempre que tem um presidente desse partido, eles aumentam os impostos e aumentam o tamanho da máquina estatal. Acredito que o comportamento do PSDB aqui no Brasil deve ser bem parecido.

  10. Hoje queimam bíblia, amanhã igrejas e, por fim, queimam e matam cristãos como fazem, principalmente, os comunistas e islâmicos. O povo mais perseguido da Historia da Humanidade continua na agenda mundial anti-cristã. Interessante, que antigamente quando se falava de universidade, vinha a mente grandes pensadores, grandes descobertas, grandes ideias que tornariam o mundo melhor. Hoje, por outro lado, quando pensamos em nossas universidades, lembramos de jovens com ideal de vida revolucionário de impedir que a PM entre na universidade pra poderem usar drogas livremente, jovens intolerantes e anti-cristãos queimando bíblias como forma de grande manifestação artística, verdadeiros papagaios acadêmicos, massa de manobra, enfim, os famosos idiotas úteis. Não precisa explicar porque a Educação no Brasil é uma das piores do mundo.

      • Nem sempre a bola de neve é uma falácia.
        Imagina se Einstein tivesse pensado assim no tempo que os nazistas chegaram no poder.
        Nunca teria fugido pros EUA.
        E essa é a triste verdade: Ted Kazinsky está certíssimo, não existe limite pra fome da esquerda.Eles estão satisfeitos com cotas? NÃO. Hoje mesmo vi um debate pra eleição do DCE e eles querem ciência sem fronteira pros vagabundos das humanas e bolsas pra todos os cotistas.
        Queimar cristãos é exagero mas com certeza a agenda deles não vai parar.

  11. Essa questão do emprego do vocalista é mais complicada do que parece. Não sei qual é o emprego dele e nem conheço os detalhes. Dependendo da situação, não vejo nenhum mal em ser demitido por causa da atitude. Se fosse um empregado da PUC, por exemplo, seria justo obrigar a Igreja Católica a manter um empregado que queima uma Bíblia? Mesmo que não seja uma instituição, mas sim o dono da empresa que seja cristão, seria mais razoável? Ou que trabalhe para uma empresa que venda produtos e serviços e vá ter um impacto negativo em sua imagem, o empregador é obrigado a aturar a perda em seus resultados por causa do mimimi neoateu de seu empregado?

    É necessário tomar cuidado para não confundir liberdade de expressão com falta de responsabilização de alguém por suas opiniões. Cada um fala o que quiser, mas é passível de críticas e até mesmo de certas consequências negativas vindas de pessoas e organizações privadas. Ninguém está acima de críticas e nem é obrigado a dar flores para alguém que profana seus valores mais sagrados. O que não pode é ser perseguido pelo estado por causa de opiniões. Além disso, corremos o risco de dar a volta e usar o estado para intervir em relações privadas sob o pretexto de proteger a liberdade de expressão, e esse sim é um grande risco.

    Quem emite certas opiniões se arrisca sim a atrair a crítica e antipatia alheia, e pode até mesmo se ver impedido de ter relações voluntárias com alguns indivíduos. Não existindo agressão não há problema.

    • Acho que não fui bem compreendido.
      Em nenhum momento eu sugeri que uma empresa demitir alguém por não gostar da opinião do emprego viola a liberdade de expressão.
      Como liberal, eu jamais iria cagar regra sobre relações voluntárias de alocações de recursos.

      O que estou criticando é a pressão sobre indivíduos, em diversos aspectos de sua vida, incluindo o emprego, para prejudicá-lo de várias maneiras por causa de sua expressão.

      Logo, se fizerem uma campanha com 1.000 assinaturas para demitirem um sujeito (x) pq ele queimou a Bíblia, isso é anti-ético, mas não é contra a lei. Se o dono da empresa optar por demitir o sujeito, ele não tem que responder nada em termos éticos, pois apenas tratamos de decisões sobre alocação de recursos.

      Abs

      LH

  12. YO NO SOY «CHARLIE HEBDO», por JUAN MANUEL DE PRADA

    Llegados a la culminación del dislate, hemos escuchado defender un sedicente «derecho a la blasfemia»
    DURANTE los últimos días, hemos escuchado calificar a los periodistas vilmente asesinados del pasquín Charlie Hebdo de «mártires de la libertad de expresión». También hemos asistido a un movimiento de solidaridad póstuma con los asesinados, mediante proclamas inasumibles del estilo: «Yo soy Charlie Hebdo». Y, llegados a la culminación del dislate, hemos escuchado defender un sedicente «derecho a la blasfemia», incluso en medios católicos. Sirva este artículo para dar voz a quienes no se identifican con este cúmulo de paparruchas hijas de la debilidad mental.

    Allá por septiembre de 2006, Benedicto XVI pronunció un grandioso discurso en Ratisbona que provocó la cólera de los mahometanos fanáticos y la censura alevosa y cobarde de la mayoría de mandatarios y medios de comunicación occidentales. Aquel espectáculo de vileza infinita era fácilmente explicable: pues en su discurso, Benedicto XVI, además de condenar las formas de fe patológica que tratan de imponerse con la violencia, condenaba también el laicismo, esa expresión demente de la razón que pretende confinar la fe en lo subjetivo, convirtiendo el ámbito público en un zoco donde la fe puede ser ultrajada y escarnecida hasta el paroxismo, como expresión de la sacrosanta libertad de expresión. Esa razón demente es la que ha empujado a la civilización occidental a la decadencia y promovido los antivalores más pestilentes, desde el multiculturalismo a la pansexualidad, pasando por supuesto por la aberración sacrílega; esa razón demente es la que vindica el pasquín Charlie Hebdo, que además de publicar sátiras provocadoras y gratuitamente ofensivas contra los musulmanes ha publicado en reiteradas ocasiones caricaturas aberrantes que blasfeman contra Dios, empezando por una portada que mostraba a las tres personas de la Santísima Trinidad sodomizándose entre sí. Escribía Will Durant que una civilización no es conquistada desde fuera hasta que no se ha destruido a sí misma desde dentro; y la basura sacrílega o gratuitamente ofensiva que publicaba el pasquín Charlie Hebdo, como los antivalores pestilentes que defiende, son la mejor expresión de esa deriva autodestructiva.

    Debemos condenar este vil asesinato; debemos rezar por la salvación del alma de esos periodistas que en vida contribuyeron a envilecer el alma de sus compatriotas; debemos exigir que las alimañas que los asesinaron sean castigadas como merecen; debemos exigir que la patología religiosa que inspira a esas alimañas sea erradicada de Europa. Pero, a la vez, debemos recordar que las religiones fundan las civilizaciones, que a su vez mueren cuando apostatan de la religión que las fundó; y también que el laicismo es un delirio de la razón que sólo logrará que el islamismo erija su culto impío sobre los escombros de la civilización cristiana. Ocurrió en el norte de África en el siglo VII; y ocurrirá en Europa en el siglo XXI, a poco que sigamos defendiendo las aberraciones de las que alardea el pasquín Charlie Hebdo. Ninguna persona que conserve una brizna de sentido común, así como un mínimo temor de Dios, puede mostrarse solidaria con tales aberraciones, que nos han conducido al abismo.

    Y no olvidemos que el Gobierno francés –como tantos otros gobiernos occidentales–, que amparaba la publicación de tales aberraciones, es el mismo que ha financiado en diversos países (y en especial en Libia) a los islamistas que han masacrado a miles de cristianos, mucho menos llorados que los periodistas del pasquín Charlie Hebdo. Puede parecer ilógico, pero es irreprochablemente lógico: es la lógica del mal en la que Occidente se ha instalado, mientras espera la llegada de los bárbaros.

    FONTE: http://www.abc.es/historico-opinion/index.asp?ff=20150110&idn=16254547188

  13. O cara queimou a Bíblia e o caso foi noticiado no Brasil inteiro como um crime de vilipêndio a um símbolo religioso, se o cara perdeu o emprego, não foi pq alguém pressionou seu chefe a demiti-lo, o próprio chefe deve ter sabido do ocorrido e por decisão pessoal resolveu tirar o rapaz do seu quadro de funcionários.

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