O racismo de Chico Buarque?

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Chico-Buarque

Segundo o site HumanizaRedes, quem usar a expressão “a coisa está preta” está cometendo crime de racismo e, como tal, deve ser preso. Agora o negócio é dizer “a coisa está afro-descendente”. Mas a música de Chico Buarque intitulada “Meu Caro Amigo”, de 1976, já dizia que a coisa estava preta. Será que a turma politicamente correta vai querer banir esta música, chegando a proibir as rádios de tocá-la?

O ideal seria tentarem contatar Chico Buarque e fazê-lo pedir desculpas pelo seu racismo segundo as regras do HumanizaRedes. Seria no mínimo divertido…

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33 COMMENTS

  1. Para os brasileiros, a coisa tá feia. Ops, agora o HunamizaRede me censura dizendo que eu estava falando da casa do vizinho ou da vizinha dele. Seria medo que as pessoas falem da crise?
    Tião Carreiro e Pardinho:
    “A coisa tá feia, a coisa ta preta…
    Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

    Quem dava caixinha alta, já está cortando a gorjeta
    Já não ganha mais esmola nem quem anda de muleta
    Faz mudança na carroça quem fazia na carreta”

    • Eu ia exatamente lembrar essa música =D

      E como fica o caso da rua João Negrão em Curitiba?
      Vai virar “João afrodescendente de grande estatura”?

      kkkkk

  2. A expressão “A coisa está preta” pode ter uma origem mais simples:
    Era uma referência ao céu, anunciando o aproximar de uma tormenta.

    Todos deveriam buscar abrigo, pois ficar molhado e frio implicaria contrair uma doença, e obviamente, isso tinha certas implicações místicas, já que as doenças eram atribuídas aos demônios.

    https://www.scmp.com/sites/default/files/2013/04/30/twitterstormthisone.jpg

    O mesmo vale para os pescadores: Se o céu começar a escurecer, lá vem a tempestade, e estar no mar um barco, e ser alcançado por uma, poderia significar a morte! O barco viraria, ou poderia ser lançado contra as pedras.

    Acredito honestamente que essa é origem da expressão:
    Uma referência a forças de ordem cósmica classificadas como negativas, e sua respectiva aparência.

    Se alguém disser “A coisa está afro-descendente”, na minha opinião, isso sim seria um racismo, por que ficaria implícito que está se referindo a minorias, quando se deseja externalizar uma situação negativa.

    Nunca, em qualquer momento que seja, eu pensei na expressão “A coisa está preta” como sendo referência a tipos de pessoas (até por que minha mãe é parda e alguns de meus ancestrais são índios)

    SEMPRE quando eu escutei essa expressão “A coisa está preta”, sempre simbolizou uma situação negativa, cuja a melhor aproximação com a realidade, era a aproximação de uma tempestade que causará estragos de toda ordem, nas moradas ou na saúde das pessoas.

    • Seguindo a lógica do CensuraRedes, vai ser necessário mudar a Bíblia e vários poemas e livros pois não vai mais poder falar “trevas”, “escuridão”, roqueiro não vai mais poder usar camisa preta, e segue assim o CensuraRedes desumanizando os cidadãos que fingem proteger colocando eles no mesmo patamar dessas coisas tão mesquinhas.

      • E eu aviso há tempos que é hora de tirar esse site do ar pela pressão política. Não pode haver retirada de autonomia da PF no momento de dizer o que deve ser ou não denunciado. Isso é grave demais…

    • Marcelo, inclusive grande parte dos mitos de origem africano associam a cor negra à situação de caos primordial. Claro que nem de longe fazem uma auto-referência à cor de sua pele, mas à analogia com as trevas.

      • Poderíamos acrescentar aí o fato de que roupas brancas são típicas de religiões africanas e o hábito brasileiro de se vestir de branco no fim de ano deriva justamente da cultura africana que cruzou o Atlântico.

  3. A velha tática esquerdista fascista de disseminar o discurso de ódio, onde as leis e deveres são para os outros e não para os seus….

  4. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHA

    Daqui a pouco vão proibir a expressão “nego” pra se referir a “cara” (ex: “aí vem nego falar…”, “tinha 20 nego lá…”, etc).
    Ah, CensuraRedes, sério que tá tão tediosa a coisa assim que tão mapeando ESSE tipo de piCUinha?

  5. Se é assim, o próprio Humaniza Redes é racista, pois está escrito no site deles: “Também é importante ESCLARECER que o Humaniza Redes não retira conteúdo de nenhum usuário. Cada rede social tem suas políticas de privacidade que estabelecem as regras e seus meios de denunciar e punir.” Pela lógica deles, dizer esclarecer é tão pejorativo aos negros quanto dizer que “a coisa tá preta”.

  6. O Marcelo disse bem, e isso é o que significa “a coisa tá preta”; apenas uma indicação de que não há luz, não há saída, o tempo fechou etc. Talvez se trocarmos por “a coisa tá vermelha”, como indicativo do resultado de governos vermelhos, tenhamos um resultado similar ou um neo sinônimo para o mesmo significado. Ou talvez tenhamos uma interdição também para ” a coisa tá vermelha”. Esse povo não tem limites com a dialética.

  7. Enquanto nós direitistas olhamos os afro- descendentes como seres humanos igual, os esquerditas veêm seres humanos igual como negros. Ou seja, o negro pode até se passar por branco até dar de cara com ativistas de esquerda que irá lembra-lo de que ele é negro. Então eles que são racistas.

  8. Luciano, veja mais este absurdo racista desta “ministra”. Esta ESQUERDISTA FASCISTA RACISTA só “esqueceu” de dizer que 90% ou 95% dos homicídios são cometidos por negros. Porque ela não mostra a estatística de homicídios cometidos por negros e brancos? Porque os números vão desmascarar suas mentiras racistas!!! http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/ministra-diz-que-alta-mortalidade-de-jovens-negros-e-reflexo-do-racismo-no-brasil/

    • E claro que ela disse ser contra a redução da maioridade penal. Ministra ESQUERDISTA FASCISTA E RACISTA vai pra CUba que a pariu…. ops… lá em CUba a maioridade penal é com 16 anos!!!

  9. Luciano, que tal ver aqueles que acusam os brancos de serem parte de uma imensa Ku Klux Klan agindo tal qual agiriam os liderados por Malcolm X e Louis Farrakhan, tudo isso no Brasil varonil em que nos encontramos? Pois é o que foi descoberto por uma página do Face especializada em tirar onda com os “guerreiros da justiça social” (social justice warriors em inglês ou, abreviadamente, SJWs):

    http://www.facebook.com/AventurasnaJusticaSocial/photos/a.827394220675429.1073741828.827240997357418/833095090105342/?type=1

    Os caras também deixaram a imagem isolada para quem quiser ver e usar:

    http://i.imgur.com/n0gc0p3.jpg

    O pessoal da Liberalismo da Zoeira compartilhou a postagem:

    http://www.facebook.com/liberalismohue/photos/a.187019378147679.1073741828.187007398148877/431813363668278/?type=1

    Luciano, volto aqui a bater em uma tecla sobre uma rotina que merece ser mapeada aqui e que considero essencial quando o assunto é lidar com marxistas-humanistas-neoateístas, mas que também é aplicável a outros tipos de religião política: o ódio ao intermediário e a pressão para que ele renegue aquilo que é inconveniente à luta dos religiosos políticos pelo atingimento de algum objetivo. Vemos esse ódio ao intermediário, enquanto contexto MHN, sendo despejado sobre a classe média, bissexuais, mestiços com ancestralidade africana que se sentem bem com sua condição de miscigenados e outras tantas. Observe-se inclusive que esses mesmos MHNs que não querem que mestiços de ancestralidade africana vejam-se como outra coisa que não negros são os mesmos que não têm como fazer com que mestiços de branco e índio vejam-se como índios. Aliás, eles tentam fazer com que mestiços sem origem africana engrossem as estatísticas de “negros” que interessem ao avanço da agenda do marxismo-humanismo-neoateísmo.

    O problema para esses caras, ao quererem transformar em “negros” os mulatos e cafuzos, é que eles acabam inclusive por gerar uma situação desconfortável para alguns de seus ícones. Como irão esconder que o pai de Carlos Marighella era um senhor italiano que viveu um bom casamento com uma baiana de ancestralidade aussá e tratava muito bem tanto a ela quanto os sete filhos que tiveram em Salvador? Como irão esconder a ancestralidade polonesa do também mulato Paulo Leminski? E se transcendermos aquilo que é especialmente adorado pelos MHNs, como é que irão esconder o fato de que Arthur Friedenreich era filho de um catarinense chamado Oscar Friedenreich, que veio para São Paulo com seus pais alemães, e casou-se com uma mulher paulistana negra de nome Mathilde de Moraes e Silva? Na cabeça dos MHNs, um mulato não pode se sentir bem e afirmar tanto sua ancestralidade caucasiana quanto a africana, mas sim tem de renegar a parte caucasiana de seu ser e, caso não tenha qualquer problema com ela, tem de ter nem que seja para inventar algum problema.
    Tudo isso lembra muito a postura do nazismo para com os chamados mischlingen, que eram pessoas com ancestralidade judaica e também ancestralidade oriunda de outros alemães. Temos aquele livro intitulado Os Soldados Judeus de Hitler, que mostra o fato de muitas pessoas com alguma ascendência judaica terem feito parte do exército nazista, mas também temos o fato de que muitas pessoas com alguma ascendência judaica também terem ido parar nos campos de concentração. E, como sabemos bem, muita gente teve de usar da corrupção para não ser perseguido pelos da suástica pelo simples fato de ter ancestrais que guardavam o sábado e usavam quipá na cabeça. Se um mischling ajudava o nazismo seja enquanto peixe grande ou soldado raso, era visto como ariano. Se era contra, aí virava judeu para todos os efeitos.

    Poderíamos aqui também considerar a perseguição aos intermediários praticada pelos MHNs também para outros casos que não renda, sexualidade ou ancestralidade, uma vez que contradiz totalmente o dualismo que eles querem impor à sociedade e mostra que existe sim concórdia entre os diferentes. Enfim, creio ser essa uma rotina importante a ser mapeada e que muito ajudaria. Aliás, daria inclusive para usar um ícone musical especialmente adorado pelos MHNs para esfregar na cara deles:

    • Mais um querendo ensinar aos outros como ser um “negro de verdade”. Essa turma da “justiça social” é pura insanidade. Às vezes eu vejo umas coisas que estão além da minha própria imaginação.

      Nos Estados Unidos, recentemente teve uma mulher que estava numa academia e resolveu ir no banheiro. Depois de um tempo um homem também entrou no banheiro feminino. Ela se sentiu incomodada e foi reclamar com a gerência. Só que o tal homem entrou na justiça contra ela, porque, segundo ele, ele tem todo o direito de entrar no banheiro feminino, já que, mesmo sendo homem, ele “se sente como se fosse uma mulher”. Bem, o camarada ganhou o caso na justiça.

      • Estamos progredindo? Mas então que haja um terceiro banheiro. Eu ficaria meio incomodada, porque ainda está longe a era da igualdade. Imagine se eu me sentisse homem e entrasse num banheiro masculino. Cara, é difícil. No meu caso, seria eu chamada de puta, pois, mesmo sentindo-me masculina (hipótese), os caras iriam me pedir, no mínimo, um b.

  10. Esse estádio é um elefante branco não pode então. Deu branco na hora da prova também não pode. Amarelou na hora H é ofensa aos orientais. Todas são expressões pejorativas. Não nego que exista racismo no Brasil, mas a esquerda de forma irresponsável pinta um quadro que não existe para causar mais conflitos sociais do que já existe.

    • Chocolate preto é considerado como sendo o chocolate normal. Se alguém estiver falando sobre chocolate branco tem que especificar. Isso é racismo contra os brancos! Vou entrar na justiça contra as companhias de chocolate, tô me sentindo muito oprimido com isso.

  11. Hahahahaha!

    E quando se referem à cocaína como “branquinha”? Que desrespeito com as moças brancas, associando elas com uma droga perigosa. Feministas, cadê vocês?

    Caetano Veloso tem uma música chamada Branquinha!
    Vanessa da Matta tem uma chamada Eu Sou Neguinha!

    CensuraRedes, joga eles na fogueira?

    • No caso da cocaína, bem, é branca mesmo. Caetano mandou bem em “Eu sou Neguinha”. Metáforas à parte, o racismo acabou desde que, assim como a roda, o homem descobriu que só há, por aqui, uma raça – a humana. Não querendo ser hipócrita ao parecer preconceituosa, mas, na boa mano, até brasileiro sacar isso, a raça humana, provavelmente, já estará habitando um outro lugar, afinal, há tantas galáxias…

  12. Gregorio Duvivier disse, no Humaniza redes: “Eu sou contra a redução da maioridade penal e acho que neste momento é fundamental a gente se reunir e debater sem o calor do ódio”.

    “Ódio” agora é o novo nome para “insatisfação”. Antes era normal expressar sua insatisfação. Era dever de cidadão. Agora, se expressar é ódio 😀

  13. … “Mas o que eu quero é te dizer que a coisa aqui tá preta…” mesmo sendo a Dilma (aparentemente) branca como a neve nefasta. Duvido que queiram discutir Chico. Pra mim ele morreu atrapalhando o progresso.

  14. Fui impedido de comentar no humaniza redes depois de compartilhar lá o seguinte link:

    http://www.criticapolitica.org/2015/03/10-falacias-do-pt-para-dar-licenca-para.html

    Fui censurado no humaniza redes apenas por seguir o próprio conselho do humaniza redes: “temos que debater”. Porém, como eu falei algo que vai contra o partido. Fui censurado.

    É assim que funciona.

    Se você falar duas vezes algo que vai contra o partido, você é impedido de comentar.

    E o que eu fiz de grave?

    Apenas quis iniciar um debate sobre as falácias de quem é contra a redução da maioridade penal.

    Como pode haver debate sem o encontro de opiniões divergentes? o.O

    Viva a censura.

    Abraço.

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