Estadão apela ao “jornalismo” mais cretino e desprezível para atacar grupos pró-liberdade

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estadao

Atualizado às 02:56 de 28/05/2015

Ontem, 27/5, a proposta de financiamento exclusivamente público de campanha caiu. Excelente. Sabem por quê? Por que, dentre outras formas de aparelhamento estatal para fazer propaganda, o governo petista usa a mídia para fazer campanha para seu partido, mentindo a torto e a direito contra qualquer um que se opuser aos bolivarianos. Isto é conquistado a partir de verbas estatais para anúncios. Alias, uma proposta que a Câmara deveria discutir é o fim do dispêndio de dinheiro estatal em anúncios de qualquer tipo.

Um exemplo de como a mídia pode ser desonesta está nesta manchete onde o Estadão diz que movimentos adeptos da liberdade estão se manifestando para “rejeitar” taxação de grandes fortunas. Na verdade, a matéria fala não do Movimento Brasil Livre, mas de pessoas do Vem pra Rua e outros movimentos.

O detalhe é que “rejeição à taxação de grandes fortunas” não é o motivo principal das manifestações. Hoje em dia qualquer um sabe que esta é uma proposta demagógica que o PT inventou para (tentar) conquistar apoio perdido. É verdade que os liberais não defendem taxação diferenciada para fortunas, pois defendem o empreendedorismo, e torcem para que os empreendedores fiquem no país, trazendo empregos – curiosamente, mesmo sendo tucanos, os membros do Vem pra Rua defendem uma visão menos estatólatra e demagógica do que aquela defendida pelos bolivarianos. Eles sabem que propostas assim afugentam investidores, como tem ocorrido na França. Mas nem de longe esse é o motivo das manifestações.

Mas aqui vai outra ideia liberal: lutar contra a entrega de fortunas, na forma de verbas estatais, para empresas de mídia distorcerem os fatos para propagandear um governo mais sujo que pau de galinheiro. Que tal?

Está aqui uma ideia de frame: “fim das fortunas gastas em anúncios estatais para mídia”. Já sabemos que isso o Estadão não vai querer, certo?

Jornalismo de escória moral é isso aí.

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21 COMMENTS

  1. Luciano, fiquemos atentos: o mais recente frame utilizado pelos bolivarianos é “Quem foi a favor do financiamento privado de campanha não pode reclamar de corrupção”. Ou seja, numa tacada só, neutralizam as críticas à corrupção do governo e se colocam como pobres derrotados na luta contra ela.

  2. Eu penso que os organizadores da Marcha devem exigir um direito de resposta contra o Estadinho.
    É um meio totalmente legítimo e constitucional de colocar esses caras no devido lugar deles.

  3. Luciano, você poderia fazer igual o Reaçonaria fez e descobrir as “ligações” dos jornalistas que fizeram essa matéria com o PT e o esquerdismo em geral?

    A intelligentsia bolivariana petista faz isso o tempo todo com os críticos do governo.

  4. Olá,
    Gostaria de apontar um erro o seu texto. Ate onde sei, o VPR é um movimento apartidário e o Rogério sempre deixa isso bem claro. Eu mesma sigo o VPR e sou filiada ao partido Novo. Cuidado para não cometer o mesmo erro que o estadão, rotular alienadamente. Membros do MBL já declararam que votaram no PSDB porque entendiam que seria necessário para tirar o pt das eleições. Isso os os faz tucanos.

  5. Estadão cego? Não. Estadão hipócrita mesmo. Vendido, falido.

    Explico:

    Recentemente o Estadão demitiu MUITA gente. MUITA! Tenho uma amiga que trabalhava lá e no mês passado foi demitida junto com mais um MONTE de gente. Não foi pouquinho não: MUITA! Justificativa? A crise no país.

    Ou seja, o PT criou a crise, essa crise fez o Estadão precisar demitir uma porcentagem BEM ALTA de seus funcionários, e não bastando isso, precisa agora defender o PT, lamber as bolas, lamber o rego, fazer um carinho na cabeça e na bundinha, pra que não sejam cortadas suas verbas que ainda fazem o jornal conseguir respirar.

    Pra quem ainda não entendeu como funciona a censura de mídia, taí o grande exemplo.

    Você fode a economia do país, caga em cima dela, deixa na sarjeta, cria um monte de jornal-mendigo, que por uns trocadinhos vão te elogiar, fazer servicinho pra você como uma prostituta velha e banguela da avenida Indianópolis que faz um babão por 2 reais.

    Estadão, parabéns por mostrar a PUTA que você é. BOICOTE JÁ!

    Todos que forem assinantes do Estadão cancelando a assinatura hoje.
    E na hora que a mocinha do telemarketing perguntar o porque, diga o motivo: porque o Estadão fez uma matéria podre, nojenta, defendendo o governo, e eu não vou colaborar com um jornaleco que defende essa porra de governo. DIGAM O MOTIVO! E cancelem assinatura.

  6. [OFF] ALGUÉM AÍ MANJA DE DESENHAR, MANJA DE MEMES?

    Pensei em um para desmascarar definitivamente o pessoal que se gabou de votar nulo no segundo turno das eleições mas está destilando ódio contra a marcha do MBL e espumam de raiva quando alguém cita impeachment.

    UÉ, se eles votaram nulo, logo, não apóiam o PT.
    Por que ficam tão bravinhos com gente querendo tirar o PT do poder? Não seria bom pra eles também, uma nova opção ao invés dessa que está aí?

    É hora de desmascará-los, revelar o quanto são petistas! É preciso explorar muito isso, envergonhar muito essa gente, essas linhas auxiliares, essas bolsinhas da prostituta, esses petistas no armário.

    O mesmo vale para eleitores da Luciana Genro que se dizem de oposição ao PT mas querem enfileirar no chão e passar com um trator por cima dos que falam em impeachment (alô alô, Jean Wyllys!).

  7. DA SÉRIE: UOL PROVANDO SER CHAPA BRANCA COMO COCAÍNA

    Manjam o UOL, o “portal” da Sífilis, Gonorréia e AIDs rolando a solto em seu bate papo nojentão?
    Aquele site que é lambe bola do PT com orgulho?
    Aquele site que aprova a censura de mídia e incentiva?
    Aquele site que adora ver menores de idade derrubando sangue de inocente e defende eles e julga como merecedor de ser morto todos os que temem os menores assassinos?

    Então, o UOL continua a provar sua nojeira, fazendo uma reportagem tirando sarro da Marcha pela Liberdade do MBL:

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/05/27/esvaziada-marcha-que-saiu-de-sp-para-pedir-impeachment-chega-ao-congresso.htm

    O que se faz com um site tão nojento desses?
    UOL devia ser extinto.

  8. Luciano, tem uma postagem no Face que está ganhando lentamente as hostes contrárias ao marxismo-humanismo-neoateísmo. Fou publicada hoje e também foi reproduzida pelo pessoal do Liberalismo da Zoeira:

    http://www.facebook.com/liberalismohue/posts/434682870047994

    http://www.facebook.com/marcusdocontra/photos/a.211170462374793.1073741826.211155799042926/490623127762857/?type=1&permPage=1

    Segue abaixo a íntegra do texto, que achei fantástica por ser daquelas coisas que geram risos pensados e, como tal, são assimiladas com boa capacidade:

    Ser de esquerda no Brasil hoje se resume a:

    – Virar advogado de porta de cadeia e sair por aí defendendo envolvido no mensalão, petrolão, BNDESão, etc.

    – Dar faniquitos e se ofender com tudo, desde “brincadeiras machistas” até “reproduções de opressões”, ainda que estas estejam num desenho do Popeye criado na década de 1930.

    – Dizer que detesta a família tradicional, mas passar o dia pensando em como incorporar a união de dois homens, uma mulher, uma cabra e um sagui no conceito de…família tradicional!

    – Detestar as grandes corporações enquanto toma um frappuccino no Starbucks com o pessoal do “coletivo”.

    – Virar vegano, encher o saco de todo mundo alertando para os “benefícios da vida saudável” e no entanto tomar drogas sintéticas no carnaval e na rave.

    – Se comunicar usando expressões ridículas que servem apenas para te fazer sentir mais engajado-entendido-revolucionário e que dizem a mesma coisa do que qualquer vocabulário de pessoa normal poderia dizer, como “problematizar” ao invés de discutir, garantir um “lugar de fala” ao invés de deixar a pessoa se expressar ou se definir sexualmente com bizarrices no estilo “impri-pangênero trans-queer não-binário”.

    – Ser a favor da tolerância e da diversidade pregando que todos que pensam diferente de você sejam censurados, surrados, processados, presos, extraditados e seus nomes apagados da face da Terra.

    – Ser contra o financiamento empresarial de campanhas mas defender um governo que foi eleito com dinheiro sujo de empreiteiras corruptas que assaltavam os cofres públicos.

    – Defender Cuba e esquerdar no Facebook, enquanto nenhum cubano pode sequer saber dessa sua “luta” porque na ilha prisão caribenha não há acesso livre à internet.

    – Bancar o fiscal da indignação alheia e determinar que o cara não pode se indignar com a corrupção se não fizer nada contra o racismo, não pode falar contra a guerra no Iraque e não ir numa passeata contra os bancos e por aí vai.

    – Militar pela liberdade das mulheres e no entanto determinar que só são livres as que deixam cabelo no sovaco, pintam o corpo com sangue menstrual, se vestem como o primo de 15 anos, viram sapatões, passam a odiar homens e usam sidecut. Do contrário são todas oprimidas.

    – Não conseguir ir na esquina comprar um Chicabon sem brigar com o padeiro, o velhote na fila e o vendedor de balas porque alguém falou alguma coisa que te ofende e nenhum deles entende direito as opressões que você vive.

    – Defender bandido, traficante, terrorista, genocida, ditador e dizer que faz tudo isso porque é mais humanizado do que os outros.

    – Escrever num idioma irreconhecível e em constante processo de degradação, ora falando com “coleg@s”, ora com “colegxs” e algumas vezes com “colegues”.

    – Ter certeza de que a razão está com quem berra e/ou interdita e/ou cerceia mais do que o outro.

    – Fazer papel de palhaço e ser conhecido pelas costas como “o chato”, “a histérica” ou “aquela mala que não consegue conversar cinco minutos sem dar lição de moral, corrigir alguém ou se ofender e sair berrando/chorando”.

    Ser de esquerda no Brasil hoje é ser alguém que só pode se relacionar num grupo restrito de pessoas, que pensam exatamente igual e têm as mesmas visões de mundo. É ser alguém que passa aos outros, como já li por aí, a sensação de que é impossível ser seu vizinho, seu colega de trabalho ou mesmo seu cunhado.

    A “luta”, finalmente, se resumiu a “não gosto de brancxs, homens, cis ou trans, de bigode e/ou depiladxs, de elite, que batem panela, estuda exatas, coxinha e mais alguma coisa que ainda não pensei mas vai me ofender daqui a pouco, enfim, só me dou bem com meus cinco amigos, sendo que um é imaginário”.

    O principal aqui é que o cara conseguiu resumir bem o grau de desmoralização a que chegaram os marxistas-humanistas-neoateístas no Brasil. Também mostra bem o grau de isolamento a que eles chegaram. Estão como se fosse uma seita qualquer que por um acaso representa perigo para seu entorno ou que prega condutas que, se adotadas por uma maioria, gerariam uma antissociabilidade daquelas. Como você diria, acho que o cara controlou muito bem o frame.

    • Perfeito! E muito divertido. Chamam-me atenção estes:

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      Detestar as grandes corporações enquanto toma um frappuccino no Starbucks com o pessoal do “coletivo”.
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      Como li num site dia desses, discutir sobre como o exército do Stédille é lindo é coisa pra se fazer no café da Livraria Cultura às 15h de uma quarta-feira.
      Com a conta do café paga, é claro, pelo papai capitalista ou por nós que a esse horário e esse dia estamos ralando pra pagar impostos que serão revertidos pra benefício desses “coletivos”.

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      Ser contra o financiamento empresarial de campanhas mas defender um governo que foi eleito com dinheiro sujo de empreiteiras corruptas que assaltavam os cofres públicos.
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      Fiquei muito impressionado com a lavagem cerebral que rolou nesse assunto. O povo quer trabalhar pra financiar campanha dos outros?
      Afinal há muita grana no Brasil, todos os serviços públicos já estão ótimos, então, bora pegar grana da população pro PT fazer campanha.
      INSANO!

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      Militar pela liberdade das mulheres e no entanto determinar que só são livres as…
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      Minha namorada gosta muito do site da feminista Clara Averbuck (já li dois livros dela, de ficção, e gostei) que chama Lugar de Mulher. Não que ela seja uma feminista, mas acha interessante algumas coisas que escrevem lá, e eu nas vezes que li o site também achei algumas coisas até interessantes, pouco radicais.
      Por exemplo, um texto que falava que feminismo não tinha a ver com regras, e sim liberdade, pra que as mulheres pudessem se depilar se quisessem, e não se depilar se não quisessem, e por aí vai. Legalzinho, embora óbvio.
      Mas recentemente até minha garota se enojou de um texto que dizia quais elogios podem ser feitos ou não. Dizia que ao ver uma mãe bonita não se pode fazer o elogio “é mãe ou é irmã?”, pois está dizendo que mãe deveria ser feia. BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ: cagação de regra detectada!
      Elas dizem que o feminismo é sobre liberdade, mas cagam regra. É claaaaro que não me surpreende.

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      Ser de esquerda no Brasil hoje é ser alguém que só pode se relacionar num grupo restrito de pessoas.
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      EXATO!
      Tem um amigo da minha namorada que é esquerdopata ferrenho, USPiano, que ontem estava postando no fb que não consegue namorar porque “todo mundo é reaça” e “JAMAIS vai namorar alguém que não seja de esquerda”. Risos.
      Ou como aquela banda de adolescente Dead Fish dizendo que nos shows deles só são permitidas pessoas de esquerda.

      Os próprios esquerdistas estão assumindo que não sabem viver em sociedade. Engraçado que eles pedem muita tolerância à bandidos, infratores, assassinos, estupradores, mas não suportam ver na frente gente que não seja “de esquerda”.

      Um salve para Emílio Surita dizendo que o problema do Brasil não são os menores que matam, estupram, roubam e torturam, e sim Rachel Sheherazade.

  9. Uma das definições de dicionário para TRÁFICO é: “negociar com mercadoria fraudulenta”.

    Portanto, vender uma notícia mentirosa (fraudulenta) é TRÁFICO de INFORMAÇÃO.

    Quem faz isso não passa de TRAFICANTE da INFORMAÇÃO.

    E olha que INFORMAÇÃO FRAUDULENTA é uma DROGA muito pior do que a droga química.

  10. Olá, Luciano! O que lhe encaminho abaixo não tem qualquer relação com este específico post, razão pela qual, se lhe parecer por bem, sugeriria sequer publicar este comentário. Gostaria apenas de colher sua opinião, caso tenha tempo e disposição para tanto (somos amigos no Facebook, se lhe convier utilizar aquele canal).

    Não sei se está a par dos últimos desdobramentos no Rio Grande do Sul, desde que nosso amigo em comum, o Marcel Van Hattem, assumiu a liderança do combate à doutrinação ideológica na rede de ensino. Na página de Marcel há uma reportagem produzida pela RBS, essa semana, a respeito. Tomei a liberdade de discordar do amigo sobre o procedimento adotado, mesmo entendendo meritório o fato político produzido, que, ao menos, pôs o tema em pauta (e nossa frente no ataque).

    Ainda assim, quis explicitar os termos de minha discordância. É para tanto o texto que segue. Um bocado prolixo, pelo que adianto desculpas.

    TRANSFORMAR EM LEI O “ESCOLA SEM PARTIDO” PODE SER UMA VITÓRIA DE PIRRO?

    Denunciar a doutrinação ideológica no ensino escolar e universitário é missão importantíssima, que precisamos tomar com as próprias mãos. Sua existência é fato documentado com fartura, e farta é também a bibliografia que a analisa, sobretudo a internacional. Toda mentira e manipulação há que ser desmascarada com resposta imediata, proporcional e bem articulada, fazendo jus ao valor inegociável da verdade. Nessa batalha, a iniciativa “Escola Sem Partido” tem se mostrado exemplar ao longo dos anos.

    Recentemente, entretanto, bons parlamentares por ela inspirados podem ter caído no que, a meu ver, tende a se converter numa armadilha: a tentação de engajar órgãos estatais neste combate, redigindo com tal fim alguns projetos de lei. Suas boas intenções ignoram que leis semelhantes tomam corpo apenas através de agentes públicos. Agentes que se encontram, eles mesmos, em grande medida, de acordo com os desvios vistos nas salas de aula.

    Os corretos conceitos de “doutrinação” ou “brainwashing” não são simpáticos ou familiares nem aos legisladores, nem aos membros médios do Ministério Público, tampouco à grossa parte dos juízes (quem quiser, pesquise rapidamente a posição de qualquer associação de magistrados quanto à indicação de Fachin, e tire dali suas conclusões). São esses os atores encarregados de aplicar o instrumental legal.

    Alguém realmente imagina que, aprovado um diploma legislativo anti-abuso intelectual, e miraculosamente sobrevivendo ele aos múltiplos níveis de controle de constitucionalidade (eu mesmo, que sou obviamente simpático à matéria, tenho minhas dúvidas sobre a conformação ou não da iniciativa à Constituição vigente), quem viria a ser submetido ao crivo do texto (necessariamente genérico) seriam os docentes [neo]marxistas, cujas ladainhas são assumidas como válidas em qualquer prova de Enem e já se consubstanciaram em doxa? Receio que não. Estes têm o establishment inteiro a seu lado. Será processado, julgado e condenado em seu lugar, sem quem o defenda, o professor de aldeia que convida a turma a rezar o Pai Nosso ao início do dia, ou aquele que mencionar as pretensões heterodoxas dos “heróis da democracia” que pegaram em armas nos anos sessenta.

    O potencial para que o tiro saia pela culatra é gigantesco. Semelhante à chamada doutrina de “fairness” na regulação da mídia, que seduziu certos conservadores americanos por aparentemente obrigar canais de TV a contrabalancear opiniões liberais com opiniões conservadoras, enquanto seu real escopo era inviabilizar os talkshows de rádio, cujos hosts direitistas são, lá, muito mais influentes que qualquer jornalista da telinha.

    Penso que a posição é equivocada. Em lugar de nos colocarmos como ameaças à liberdade de cátedra, deveríamos propor potencializá-la. Dar cabo da unicidade de currículos centralizada na autoridade do MEC. Incinerar a Lei de Diretrizes e Bases e o Plano Nacional[-Socialista] de Educação. Incentivar programas alternativos de formação, novos modos de certificação e, sempre que possível, o homeschooling. Deixar que a decrepitude do ensino estatal ideológico evidencie-se por si mesma, pela comparação dos resultados obtidos entre um modelo e outro. Exigir a real privatização do ensino privado e o controle comunitário das escolas públicas. E, contra quem reclamasse, levantar uma clara bandeira, imune às dificuldades de redação e aplicação de um projeto de lei com a complexíssima pretensão de conceituar “doutrinação”: liberdade de cátedra pelos professores, e de escolha pelos estudantes e pelas famílias. Nada mais. Nada menos.

    • Leonardo,

      Entendo que seu argumento questiona a possibilidade da lei ser aplicável. Mas digamos que este é um risco. A lei ainda será discutida, e temos um caminho pela frente. Vejo que ao menos como vitória simbólica é interessante.

      As alternativas mais liberais ao ensino dificilmente encontrariam “eco” político no momento, mas são ótimas iniciativas.

      O ensino público é uma realidade e veio para ficar. A meu ver (corrija-me se eu estiver errado) sua proposta propõe o abandono da luta pelo território público. Eu, ao contrário, acho que as ações que você sugeriu não substituem a luta pelo espaço da escola pública.

      Abs,

      LH

      • Luciano, vou me intrometer nesta conversa. Concordo, em grande parte com o que argumentou o Leonardo. No entanto, discordo quando ele dá excessiva ênfase a uma suposta necessidade de CONCEITUAR, “adequadamente” (?) o termo “doutrinação”, para que uma determinada lei pudesse vir a ser eficaz

        Tenho a impressão de que ele estaria querendo se referir a uma suposta NECESSIDADE de bem DEFINIR o conceito de “doutrinação”. Discordo, pois prefiro acompanhar Gottlob Frege (1848 – 1925), matemático, filósofo da Matemática da Lógica e da Linguagem, quando prova que: nem todo conceito precisa ser definido. Principalmente, por que é logicamente impossível definir-se um conceito, já que essa tentativa implicaria numa ‘regressão infinita’.

        Por exemplo: “mãe” é a pessoa que nos traz ao mundo. Qual a definição do conceito de “pessoa”? “Pessoa” é um indivíduo humano’… Como definir “indivíduo”? E “humano”?

        Assim, como propunha Frege: haveria (e há) conceitos que nem ao menos precisariam ser definidos (ou mesmo sofrerem simples tentativas de ser explicados), tendo em vista poderem ser compreendidos, numa determinada comunidade verbal. Tais seriam os conceitos a serem considerados como conceitos “primitivos” ou “não-definidos”. O conceito de “mãe”, por exemplo, seria um desses. Como, também, assim DEVE ser considerado o conceito de “DOUTRINAÇÃO”.

        Inclusive, isso tudo faz-me lembrar um jornalista, em comentário numa certa rádio, tentando definir, para os ouvintes, o conceito de “honestidade”. Então, disse: “honestidade é um valor”. Com certeza, o conceito de “valor” é muito mais complicado de ser entendido do que o de “honestidade”, que pode e ser considerado “primitivo”; pois todas as pessoas possuem um entendimento praticamente único a respeito do mesmo.

        Concluindo: que uma eventual lei não seja descartada, apenas em virtude daquela suposta dificuldade de conceituar “DOUTRINAÇÃO”. Principalmente para a comunidade acadêmica. De resto, portanto, e como já escrevi, em grande parte concordo com o Leonardo.

      • É simples.
        O uso do espaço escolar, geralmente em salas fechadas, onde um professor insere sua agenda na mente de pessoas mais vulneráveis que ele, é como abuso infantil. Não me importa se isso é doutrinação ou inserção de conteúdo, ou lavagem cerebral.
        Abs,
        LH

      • Basta aprovar a lei contra a doutrinação nas escolas.
        Depois o partidão vai adicionar algumas emendas, e PLIM!
        Teremos uma LEI DE LOS MEDIOS operando nas escolas.

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