10 dicas para pressionar congressistas a seu favor

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PSG-L

Na era da Internet, a pressão de parlamentares é essencial para a obtenção de resultados políticos. É, também, um dos métodos essenciais que eu indico neste blog. Sempre peço “pressionem parlamentares, é isso que vocês tem que fazer”. E me perguntam: “Mas como eu faço isso?”. Então aqui vão algumas dicas, tanto para pressão no ambiente virtual como no mundo fora da Internet.

1. Sempre que possível, atue de forma organizada (e foque nos líderes)

Este é um item essencial. Você até consegue fazer pressão isolada. Mas se você fizer parte de uma comunidade (pode ser das redes sociais ou não) tudo pode ser facilitado. Se a ação for organizada de forma centralizada, melhor ainda. É muito melhor ter 100 ou 150 pessoas indo conversar com um deputado falando no mesmo tom do que apenas 1 gato pingado. Às vezes, o melhor é ter um comitê que centralize a discussão, mas representando as ideias do todo. Seja como for, organização tende a ser  melhor que a desorganização. Uma outra dica essencial é focar nos líderes dos partidos, pois isso poupará tempo. Um líder de partido geralmente capitaneia a votação de todos os restantes. Com exceção dos líderes, busque mais algumas figuras representativas, que influenciem o restante.

2. Entenda as divisões na política

Os políticos que estão no Congresso se dividem em três grupos: (1) Comprometidos com TEU projeto, (2) Comprometidos com o projeto do TEU inimigo, (3) Sem comprometimento com ambos os projetos. O grupo (3) é o maior deles. Por exemplo, com os projetos totalitários do PT, temos PT, PSOL, PCdoB e PROS. Eles estão no grupo (2). Não há pressão positiva a fazer sobre o grupo (2). Há ataque (pressão negativa) e nada mais. O grupo (1) é pequeno, e precisa não de pressão, mas apoio. Ali temos o DEM e nada mais. Se eles já estão comprometidos com teu projeto, então é só apoiá-los. O grupo (3) é a mina: eles devem ser pressionados, e deles exigirmos resultados. Por exemplo, nesta semana teremos votações importantes no Congresso. Todos desse grupo (3) estão na lista dos que devem ser pressionados. Como não dá para falar com os 330 a 380 que estão nesse grupo, foque nos líderes.

3. Você não está discutindo relação amorosa, como namoro ou casamento (tudo é uma grande negociação)

Em relacionamentos amorosos, uma traição tende a significar o fim do caminho. Isto é justificável. Mas não na política. Por exemplo, se o PMDB se aliou ao PT por 12 anos (eis a “traição”), ao mesmo tempo o partido tem danificado a agenda totalitária bolivariana. Por este motivo, não vamos contar com o trabalho do PMDB recente? Claro que vamos. Boa parte da direita ultimamente tem demonstrado seríssimos problemas para entender isso. Para te ajudar, tente pensar em tudo como uma grande negociação. Focando nos 3 grupos que citei, imagine que não há negociação alguma a fazer com PT, PSOL, PCdoB e PROS. O restante ou já está do seu lado (e você tem que garantir o apoio) ou deve ser pressionado em sua agenda. Como é uma negociação, pense (mas não seja tão explícito ou ameaçador) que você tem a seu favor o poder de arranhar a reputação dele e desgastá-lo. Ele tem sua reputação. O que está sob negociação? O apoio dele a propostas alinhadas com o teu projeto, e rejeição à propostas de seu inimigo. Esta é a maneira de encarar a interação com deputados e senadores.

4. Tenha seu objetivo em mente

Qual é o seu objetivo? No meu caso, sempre sou claro: derrubar todos os projetos totalitários do PT. Como estudei o processo de tomada de poder em países bolivarianos, sei que tudo se baseia apenas em propostas desse tipo: (1) Financiamento exclusivamente público de campanha, (2) Fim de financiamento privado, (3) Controle de Internet, com iniciativas como Humaniza Redes, (4) Censura de mídia, (5) Manutenção dos métodos de aparelhamento estatal, (6) Unificação das polícias, (7) Manutenção da impunidade de menores, (8) Manutenção do desarmamento. E daí por diante, com as principais sempre focadas no controle do fluxo de informações. Logo, eu foco em impedir que o PT aprove essas iniciativas. Você já parou para se perguntar por que você luta? Quais são suas prioridades? Bem, eu apresentei uma sugestão. Claro que existem outras táticas, elogiáveis até, como (9) Fim de urnas eletrônicas e (10) Impeachment. Mas eu acho que não podemos focar só nessas duas últimas, pois se o PT censurar a Internet e a mídia, esqueçam todas as demandas por um bom tempo, pois como pode um povo censurado falar em impeachment e fim de urnas eletrônicas? Não pode.

5. Seja claro nas demandas, explique a estratégia oponente e controle o frame

É preciso falar o que você quer de maneira clara. Por exemplo, não fale apenas em “financiamento privado de campanhas”, mas fale em “tirar o poder do PT usar o estado a seu favor e limitar o financiamento dos oponentes, ao mesmo tempo em que pode usar o estado a seu favor para propaganda institucional sem parar”. Em seguida, se posicione, dizendo: “estou demandando que o PT não consiga dar um golpe para se eternizar no poder”. Daí inicie a discussão. Ser claro nas demandas se baseia em definir qual o cenário e pelo que você luta.  Imagine a tática do governo para implementar o projeto de 30% de deputadas femininas. Para falar disso, aborde a estratégia de tomada de poder totalitário do PT, valendo-se de uma multidão de mulheres vindas de áreas como Humanas, Jornalismo e outras profissões preferidas por mulheres, e cujas faculdades foram aparelhadas pelos bolivarianos, a partir da estratégia gramsciana. Em seguida, ao ser claro em sua demanda, você não está mais falando em frases vagas, mas em demandas relacionadas à estratégia. Nunca fale nos termos que ajudem o outro lado. Alinhe a comunicação. Por exemplo, imagine que um congressista lhe diga: “Você gostaria de falar da redução da maioridade penal?”. Sua resposta: “Sim, pois o fim da impunidade para menores que cometam crimes violentos é imperativa”. Quando lhe for dito: “Vamos então falar sobre financiamento privado de campanha”. Sua resposta: “Exato, a liberdade de financiamento de campanha, essencial para que o PT não consiga ditar as regras do jogo, é urgente para nós”. Sobre “cotas para deputadas mulheres”, responda com “fim da soberania do voto”. E assim, sucessivamente, escolha os termos adequados.

6. Delimite os lados na guerra e explique as consequências

Ainda dando sequência ao passo anterior, esteja claro ao definir, sempre, os dois lados na guerra política: os totalitários do PT contra os republicanos, e você deve deixar claro que está em um conflito e a discussão está colocando nossa liberdade em jogo. Isto não é uma discussão banal. O congressista com quem você deve estar discutindo precisa estar ciente de que está em uma situação limite, e que a opção dele pode custar-lhe caro, em termos de reputação, pois estamos falando de uma guerra política.  Ao mesmo tempo, seja assertivo ao deixar claras todas as consequências da opção dele em não adotar suas demandas. Como exemplo, diga: “Geraldo Alckmin, você está ciente de que se acabar se aliando ao PT nessa questão de manter a impunidade de menores, você estará deixando claro que seu partido não se importa com mulheres estupradas ou vítimas de latrocínio desses menores?”. Ou então: “Você está ciente de que se não aprovar o financiamento privado de campanhas, o PT irá limitar o valor de cada partido, conhecer esse valor previamente, e depois estipular 9 ou 10 vezes mais somente de publicidade institucional para se perpetuar no poder? Você está em público aceitando as consequências de aprovar a proposta petista?”. Nunca se esqueça também de definir encruzilhadas e escolhas.

7. Promova sua tese, e desafie a tese contrário

O deputado de perfil 3 (lembre-se do item 2 desta lista) está aberto à melhor oferta. E sua oferta é baseada no seu poder de pressão sobre ele no que diz respeito a arranhar a reputação dele (embora você não precise ser explícito quanto a isso). A oferta do governo é baseada em cargos e benefícios. Ele precisa colocar essas coisas na balança. Por isso, ele muitas vezes vai ter na manga um argumento para dar uma ideia de que “é uma decisão difícil, pois há pontos em favor da proposta dele, assim como da tua”. Seja firme e refute os argumentos contrários. Por exemplo, na questão da maioridade penal, é uma moleza refutá-los. Na questão do desarmamento também. Para todas as questões sugeridas, é possível refutá-lo. Não dê espaço para a argumentação ruim. Refute-a. Isso aumenta o poder de negociação de quem está pressionando.

8. Seja educado, mas assertivo (você está negociando)

Lembre-se que você tem em mãos o poder de desgastar o congressista e roubar-lhe votos. É um poder significativo. Mas ao mesmo tempo você está negociando. Evite ficar nervoso. Ao contrário, seja sereno, calmo, mas assertivo. Ao perder a calma, você não apenas demonstra ser uma ameaça, como pode ser “fotografado” pelo seu oponente (da extrema esquerda) e facilitar a vida deste último na hora de se aproximar do mesmo congressista dizendo: “Cuidado, não ouça esses extremistas”. Creio que você não quer ser “fotografado” assim, certo? Alguns poderiam dizer: “E como foi feito com Álvaro Dias no caso Fachin?”. Ali não havia negociação, mas o desgaste de um político (o que não foi sem razão). Dias não estava aberto para negociação naquele caso. Pode estar em outros casos. Mas naquele, não havia negociação. As regras aqui sugeridas são baseadas para a negociação com deputados.

9.  Não jogue o jogo do “empurra” (evite o purismo)

Existe uma direita apolítica e negacionista (da própria política), que, em muitos casos, crê em coisas como intervenção militar. Pessoas assim criaram uma noção de que pessoas que não estão 100% alinhadas com você devem ser “empurradas” para o inimigo. Para compreender essa noção é preciso compreender que em política não existe o vazio. Ou alguém está agindo a teu favor, ou a favor de seu inimigo. Não há neutralidade. Por exemplo, FHC é uma decepção completa. Mas ele foi impecável na exposição da ditadura venezuelana. Quando se “empurra”, você está comunicando: “Ei, FHC, não precisa nem denunciar a ditadura venezuelana, não precisa fazer nada, não queremos nada, e fique tranquilo, pois a pressão estará terminada”. Claro que muitos dirão que não querem comunicar isso, mas o “empurra” sempre comunica isso. É preciso conscientizarmos todos os republicanos que, à exceção de PT, PCdoB e PSOL (e o PROS), praticamente todos estão no universo de pressão. Não é teu trabalho “empurrar” ninguém e fazer liberação de pressão. Alias, devemos aprender com os petistas, que pressionam até Eduardo Cunha, que é adversário. Evite, portanto, o purismo, inimigo mortal da ação política. Dia desses alguém disse: “Olha, eu prefiro o Caiado”. O que essa pessoa estava dizendo é que queria ganhar votação no Congresso apenas com o voto do Caiado. Aí é gozação, certo?

10. Fale sempre em comprometimento

Depois de tudo que falamos, há duas situações para cada demanda. Ou o congressista resolveu te apoiar, ou ficou do lado do seu inimigo. Em caso dele não atender, peça explicações públicas e faça-o pagar o preço do não atendimento. Algo como: “É lamentável que o deputado (x) tenha escolhido o caminho (y), que nós levará a (z)”, onde (y) é a proposta do inimigo e (z) a consequência. Tenha em mente neste processo todas as 13 regras para táticas de Saul Alinsky e os 198 métodos de luta contra ditadores de Gene Sharp (e aplique apenas o que for conveniente pro momento). Há muita coisa ali que pode ser aproveitada. Em caso de demanda não atendida, o congressista deve ser desgastado. Mas jamais volte ao passo 9, e não jogue o jogo “empurra”, pois há outra batalhas pelas frente. Pode até ser que um partido esteja comprometido com o projeto totalitário do PT, mas até você não estar certo disso, o partido está em seu universo de pressão. Mas e no caso de atendimento? Fale sempre do comprometimento, agradeça e anuncie publicamente o acordo. Assim como existe um preço para o não atendimento, deve existir um benefício para o atendimento.

Enfim, essas 10 dicas podem clarear um pouco a mente na hora de pensar em pressionar deputados e senadores. Existem sugestões de dicas adicionais? Complementações? Sintam-se livres.

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19 COMMENTS

  1. Luciano, vc poderia fazer algo mais direcionado à ideologia de gênero e guerra política? Muitos estão fazendo agora esse trabalho de pressao com vereadores e deputados, mas nao sei se todos estao bem preparados para essa briga…obrigada

  2. Luciano, você poderia organizar melhor a seção sobre os métodos de Saul Alinsky, bem como as estratégias de David Horowitz, com exemplos e sugestões de uso. Também gostaria de ver uma seção completa sobre Gene Sharp.

    • E o que há de comentar sobre a Parada? Que é “um absurdo, uma nojeira”? Que quem estava lá devia estar em casa rezando? Que foi um absurdo fazerem uma crucificação? Outros religiosos tiveram reações enfurecidas bastante próximas quando um certo jornal de Paris resolveu publicar charges satirizando suas crenças…

      O que é preciso falar sobre a parada se resume ao que li hoje na coluna do João Pequeno no jornal Destak:

      “Crime de intolerância é a alegação de políticos-pastores para tentar culpar à representação de um Cristo Gay na parada de São Paulo. A mesma intolerância é alegada pelos que sonham em criminalizar piadas sobre gays, as quais (também) travestem de “homofobia”. Em ambos os lados da moeda dos fanáticos que se retroalimentam, ser centre de que seu credo é impassível de ser satirizado é muita viadagem – cada vez mais na moda quando até senadores investigados por suspeita de corrupção querem legislar sobre o linguajar alheio.”

      Conservadores e Esquerdistas => completamente iguais. Fanatismo escorrendo pelo suor.

      • Cauê,

        Deixe-me entender.

        Eu concordo que processar não é o caminho, pois defendo a liberdade de expressão e escrevi um livro sobre isso.

        Porém você defende:

        (1) o direito de um trans fazer uma crítica provocativa à religião
        (2) mas não o direito do religioso criticar sua crítica?

        Abs,

        LH

      • Oi Luciano. Defendo o direito de criticar também, mas é que nesse ambiente aqui há tantos conservadores pé de chinelo que tem nojinho de qualquer coisa que não seja ~~a família tradicional~~ (se soubessem o quanto dou risada cada vez que ouço esse termo) que a defensiva já fica assim, de prontidão, rosnando.

        Se for uma crítica que faça sentido como, por exemplo, a que o Nando Moura fez em um vídeo, no qual ele menciona que há um desrespeito com a religião, mas não fica batendo nessa tecla de “ai, ui, ofenderam-me, joguem na fogueira”, como o tal deputado do PSDBosta João Campos, ou outros conservadores que passam por aqui que tem um nível de frescura maior que menina patty de 12 anos, ou mesmo maior que os “viadinhos” que tanto abominam.
        Nando criticou o gasto público com isso, entre outras coisas, o que fez completo sentido. E vi gente criticando o fato de que enfiar cruz no rabo (não sei se ocorreu isso mesmo na Parada, mas não duvido) é obceno e podiam ter crianças vendo. Aí sim: crítica justa!

        Senão, como você disse, é igual os islâmicos que mataram os cartunistas.

        Abraço!

  3. Muito, muito bom. Desenhado. Achei ótimo lembrar que não se trata de uma relação amorosa onde uma traiação é sinal de que é preciso romper com tudo (tirando o caso do Trairálvaro, mas esse é pouquíssimo influente).
    Observar o modo que a esquerdada se comporta é bem útil. Luciana Genro já destroçou o PT com palavras, alguns artistas apoiadores como a Marina Lima também, até mesmo Sakamoto faz uns textos raivosos contra a Dilma de vez enquando. Muitos olham e falam: “uai, falando mal do PT? são eles mesmos?”. Óbvio que são, idiota! Estão pressionando!

  4. O vídeo do petista Doutor Victor pedindo que os black blocks apareçam na Paulista para aterrorizarem e ferirem as pessoas que protestam contra o PT precisa ser melhor explorado por nós. Despediçar prato cheio é feio, povão.

    Com essa declaração ele deixa claro várias coisas:
    (1) a ligação do PT com os black blocks, comparsas de sangue
    (2) a incitação de violência
    (3) o quanto querem ferir, FISICAMENTE, pessoas que protestam contra o PT, lembrando que nessas manifestações vão muitas famílias com CRIANÇAS

    Ou seja, esse ator Sérgio Mambertti quer que os black blocks machuquem crianças que estiverem na Paulista em manifestações contra o PT. E adultos também, claro. E que destruam lojas, carros, e o que tiver pela frente.

    Só eu vou demonizar esse velhote violento e sanguinário ou vocês vão parar de só olhar e ajudar a queimar o filme dele? É o teu filho que ele quer que seja ferido por black blocks. Vai ficar por isso mesmo?

    • precisamos urgente de mais políticos como marcel.. pena que ainda ele ainda está atuando em nível estadual. Gostaria muito de votar nele, pois me representa!

  5. Luciano, considero seu texto bem didático para ilustrar o uso da estratégia em vez de da posição doutrinal que infecta parte da direita. Sugiro que aborde ainda a visão doutrinal (contra ou a favor) de muitos a fim de facilitar a mudança de mente de parte da direita.
    Quando ouço ou leio as opiniões “decididas”, imediatamente associo a mentalidade de torcedores de futebol ao invés de atores políticos, pois, para mim, simboliza a posição binária de contra/a favor.
    Abraços

  6. Ótimo texto, Luciano!!
    Uma proposta que pode potencializar essa pressão seria formação de grupos (no facebook).Grupos que tenham a possibilidade de juntar um número de pessoas , engaja-las na pressão , observar as votações e movimentações no Congresso,apresentar meios para a pressão (via email,via caixa de comentários ,via inbox pra página do congressista) e incitar um sentido de urgência nas pessoas que querem fazer a pressão.
    Há algum grupo no facebook que tenha como objetivo esses acima,isto é ,centralizar e focalizar essa pressão aos congressistas?Se sim, qual?

    Obrigado

  7. Que séries de TV VC recomenda para ativar a consciência da guerra politica?
    Que acha das series House of Cards e Sons of AnarchyQue séries de TV VC recomenda para ativar a consciência da guerra politica?
    Que acha das series House of Cards e Sons of Anarchy?

  8. mesmo que o PSDB seja falsa oposição, precisamos pressionar eles para que eles atuem de forma como nós queremos, pois somos nós que pagamos o salário deles. Eles trabalham para nós e devemos pressioná-los para agir contra o totalitarismo comunista do PT e PCdoB. Ligar e mandar emails até que eles tomem atitudes

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