PSOL e a defesa oficial da homofobia

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lucianagenro

Não deveria ser motivo de orgulho por parte de ninguém atender a um requisito de pensamento crítico tão óbvio como jamais ter caído no conto do vigário de partidos de PT, PSOL e PCdoB enquanto estes fingem representar “minorias”. Na verdade, os desprezam, utilizando-os conforme sua conveniência para capitalização momentânea. Seja lá como for, jamais acreditei mesmo que houvesse um fiapo de verdade neste discurso de “representação de minorias”.

Exatamente conforme previsto, um vídeo publicado por Rodrigo da Silva (e indicado por Zé Osvaldo), fecha a questão da relação bolivariana com os gays. De fato, os bolivarianos apoiam regimes islâmicos, que apedrejam homossexuais. Só por esse motivo a filiação de Jean Wyllys ao PSOL se torna uma das maiores contradições políticas de todos os tempos. Mas mesmo assim, a defesa do comportamento homofóbica é ainda mais gritante na questão venezuelana, conforme pode ser visto abaixo.

Assista e adquira, em seguida, material para desconstruir todo bolivariano que vir pela frente:

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19 COMMENTS

  1. Todo direitista que se preze, deve se recusar o uso da expressão HOMOFOBIA, ainda mais rejeitar seu significado, conteúdo e objetivo, que é o de desqualificar os críticos ou mesmo os discordantes da ideologia de gêneros e da militância lgbtista. O mesmo se diga do termo GAY, criado para legitimar ou ao menos tornar aceitável e até simpática a prática e o comportamento de desvios degenerados homosexuais…

  2. Lembrando que o PSOL tem publicado em seu site nota de apoio ao Maduro, e um de seus deputados esteve por lá recentemente tomando cafézinho com o ditador.

  3. Os movimentos LGBT principalmente apoiados pelo PSOL só seguem a tática gramsciana de destruir valores familiares. Quando morre um gay é uma festa para eles que passam a ter material fresco de campanha. Fala para eles(as) que parte da solução se encontra na redução da violência como um todo no país e que a ILGA (International lesbian, gay, bisexual, trans and intersex association) não contempla o Brasil nem entre os dez mais homofóbicos do mundo, que a histeria começa.

  4. O próprio uso da palavra homofobia já é ridículo. Eu fico bolado quando vejo esse pessoal de “direita” usando exatamente o mesmo discurso que a esquerda, para criticar os outros. Sem contar toda essa idolatria que eles têm pelos Estados Unidos, que também é um país de esquerda. Tudo bem criticar a Venezuela, só que os EUA fazem coisas milhares de vezes mais graves e a direita não fala nada. Suspeito, muito, MUITO suspeito…

    Quem é que vai levar a sério a direita brasileira, se ela usa o mesmo discurso da esquerda, e idolatra um país de esquerda?

    • Fikdik…

      1 – Se um esquerdista pratica homofobia ou entra em contradição, deve ser desmascarado.
      2 – Embora esquerdista, os Estados Unidos não são totalitários como nós… logo, há mais liberdade por lá do que aqui. São os fatos.
      3 – Em relação a violência contra os seus cidadãos, o que os Estados Unidos fazem PIOR do que a Venezuela.

      Me parece que você é muito purista, sem usar o pensamento pragmático.

      Abs,

      LH

      • Concordo que as contradições devem ser desmascaradas, mas o próprio uso da palavra homofobia já é um problema, porque dá a entender que se trata de um crime ou de uma discriminação.

        O governo dos Estados Unidos censura livros, burla eleições, espiona os seus cidadãos, prende os seus cidadãos secretamente e sem mandado judicial, tortura presos, tem prisões secretas, derruba governos estrangeiros e coloca ditaduras no lugar, financia terroristas, invade países e mata centenas de milhares de cidadãos inocentes usando falsas justificativas, controla economias estrangeiras. Então eles são, sim, mais totalitários do que nós.

      • Fidkik

        Concordo que as contradições devem ser desmascaradas, mas o próprio uso da palavra homofobia já é um problema, porque dá a entender que se trata de um crime ou de uma discriminação.

        Tanto faz. Já ouviu falar da regra para táticas “fazer o seu adversário sucumbir pelo seu próprio livro de regras”?

        Que tática política você está executando para EVITAR o uso desta tática.

        O governo dos Estados Unidos censura livros, burla eleições, espiona os seus cidadãos, prende os seus cidadãos secretamente e sem mandado judicial, tortura presos, tem prisões secretas, derruba governos estrangeiros e coloca ditaduras no lugar, financia terroristas, invade países e mata centenas de milhares de cidadãos inocentes usando falsas justificativas, controla economias estrangeiras. Então eles são, sim, mais totalitários do que nós.

        Putz!!!!!!!!

        Um dos erros mais amadores em debates é MANIPULAR CATEGORIAS.

        Um governo é totalitário ao ser julgado pelo que faz CONTRA SUA PRÓPRIA POPULAÇÃO. Esse discursinho de “invadir outros países é totalitarismo” não faz sentido.

        Sobre o resto:

        1 – quais os livros censurados?
        2 – quais as eleições burladas?
        3 – que cidadãos foram espionados por discordar do governo?

        Quanto ao resto, como já disse, não tem a ver com totalitarismo.

        Abs,

        LH

      • “Que tática política você está executando para EVITAR o uso desta tática.”

        Não é necessariamente uma tática, é uma questão de não se tornar igual ao adversário. Porque quando chega nesse ponto, não faz mais diferença ser de esquerda ou de direita.

        = = =

        “Um governo é totalitário ao ser julgado pelo que faz CONTRA SUA PRÓPRIA POPULAÇÃO. Esse discursinho de “invadir outros países é totalitarismo” não faz sentido.”

        Hm, entendi. Eu deveria ter dito imperialista, então. Mas mesmo considerando apenas o que ele faz com o próprio povo, tem o fato de que ele prende cidadãos sem mandado judicial, utiliza prisões secretas, usa de tortura e assassinatos, e controla a mídia até certo ponto.

        = = =

        “1 – quais os livros censurados?
        2 – quais as eleições burladas?
        3 – que cidadãos foram espionados por discordar do governo?”

        Vou ficar devendo uma lista de livros censurados. O único que eu estou lembrando no momento é um do Noam Chomsky (Interventions).

        As eleições burladas foram em outros países, como no Panamá, por exemplo. E até no Brasil também, em 1964, se for considerar que eles forneceram armamentos e veículos para a Marinha e o Exército brasileiros, além de dinheiro.

        Os cidadãos espionados lá são praticamente todos, não apenas os que discordam do governo.

      • Fidkik

        Não é necessariamente uma tática, é uma questão de não se tornar igual ao adversário. Porque quando chega nesse ponto, não faz mais diferença ser de esquerda ou de direita.

        Acho que você está confundindo valores com métodos.
        Exemplo: se um bandido usar uma arma, você não pode usar uma ARMA de novo, pois estaria se igualando a ele. Não, pois se você tem valores diferentes, mas usa armas similares, não se iguala.

        Hm, entendi. Eu deveria ter dito imperialista, então. Mas mesmo considerando apenas o que ele faz com o próprio povo, tem o fato de que ele prende cidadãos sem mandado judicial, utiliza prisões secretas, usa de tortura e assassinatos, e controla a mídia até certo ponto.

        Sério mesmo?

        Dê exemplos de casos que ocorreram…

        Vou ficar devendo uma lista de livros censurados. O único que eu estou lembrando no momento é um do Noam Chomsky (Interventions).

        Este que você pode comprar na Amazon dos Estados Unidos?

        http://www.amazon.com.br/Interventions-Noam-Chomsky-ebook/dp/B002RI97OS/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1435286219&sr=8-1&keywords=interventions

        As eleições burladas foram em outros países, como no Panamá, por exemplo. E até no Brasil também, em 1964, se for considerar que eles forneceram armamentos e veículos para a Marinha e o Exército brasileiros, além de dinheiro.

        Eu acho que você anda lendo muitas cartilhas do MEC…

        Os cidadãos espionados lá são praticamente todos, não apenas os que discordam do governo.

        Notou como lhe faltam evidências?

        Abs,

        LH

      • “Este que você pode comprar na Amazon dos Estados Unidos?”

        Este mesmo. Ele foi proibido apenas numa das colônias dos EUA, e não na metrópole.

        = = =

        “Eu acho que você anda lendo muitas cartilhas do MEC…”

        Não são apenas nas cartilhas do MEC que diz isso. Quer dizer, não sei se nas cartilhas do MEC diz isso ou não, mas diz em documentos oficiais dos EUA, e em conversas gravadas do John Kennedy (que, não custa lembrar, era um político de esquerda), além de outros funcionários do governo.

        Praticamente ninguém hoje em dia no Brasil nega o acontecimento da Operação Condor.

        = = =

        “Notou como lhe faltam evidências?”

        Que o governo de lá espiona os cidadãos, isso é um fato de amplo conhecimento. Um próprio ex-agente da NSA já admitiu isso em público.

        As prisões secretas também já foram admitidas pelo próprio governo. Das que eu conheço, uma ficava em Chicago, uma na Tailândia, e uma na Polônia.

        Quanto à censura, não estou muito por dentro, mas acredito que seja mais ou menos o mesmo esquema que o PT faz aqui no Brasil, só que de maneira mais agressiva. De vez em quando o governo faz intervenções mais diretas também, como no caso descrito neste livro:

        http://www.amazon.com/Bushs-Law-Remaking-American-Justice/dp/0307280543

        Aqui tem um documento falando sobre as torturas:

        http://tbinternet.ohchr.org/Treaties/CAT/Shared%20Documents/USA/INT_CAT_COC_USA_18893_E.pdf

      • Este mesmo. Ele foi proibido apenas numa das colônias dos EUA, e não na metrópole.

        Qual colônia? Lá não recebe Amazon?

        Não são apenas nas cartilhas do MEC que diz isso. Quer dizer, não sei se nas cartilhas do MEC diz isso ou não, mas diz em documentos oficiais dos EUA, e em conversas gravadas do John Kennedy (que, não custa lembrar, era um político de esquerda), além de outros funcionários do governo.

        Manda o link com o conteúdo dos documentos oficiais aí…

        Praticamente ninguém hoje em dia no Brasil nega o acontecimento da Operação Condor.

        Chama-se doutrinação escolar. Mas poucas evidências…

        Que o governo de lá espiona os cidadãos, isso é um fato de amplo conhecimento. Um próprio ex-agente da NSA já admitiu isso em público.

        Engraçado que quando se descobriu isso foi um escândalo. Mas para você ocorre a todo momento. Então prove…

        E qual o nome deste ex-agente da NSA?

        As prisões secretas também já foram admitidas pelo próprio governo. Das que eu conheço, uma ficava em Chicago, uma na Tailândia, e uma na Polônia.

        E são feitas para prender norte-americanos que discordam do governo vigente?

        Quanto à censura, não estou muito por dentro, mas acredito que seja mais ou menos o mesmo esquema que o PT faz aqui no Brasil, só que de maneira mais agressiva. De vez em quando o governo faz intervenções mais diretas também, como no caso descrito neste livro:
        http://www.amazon.com/Bushs-Law-Remaking-American-Justice/dp/0307280543

        Explique o mecanismo da censura norte-americana.
        Que opiniões tem sido censuradas.

        Aqui tem um documento falando sobre as torturas:
        http://tbinternet.ohchr.org/Treaties/CAT/Shared%20Documents/USA/INT_CAT_COC_USA_18893_E.pdf

        Torturas de norte-americanos por discordarem do governo?

    • “Sem contar toda essa idolatria que eles têm pelos Estados Unidos, que também é um país de esquerda. ”

      Os EUA não são um país de esquerda (e nem de direita).Os EUA tem um governo de esquerda (que pode ser mudado por um de direita nas próximas eleições).
      Você confunde governo e Estado.Uma pessoa pode classificar um governo como de direita ou de esquerda (e faz sentido), mas não um Estado (ao menos que se refira a ditaduras.Aí sim você pode classificá-las como de direita, esquerda, teocrática ou atéia).

      “Tudo bem criticar a Venezuela, só que os EUA fazem coisas milhares de vezes mais graves e a direita não fala nada.”

      Os erros cometidos pelos EUA não justificam os erros cometidos pela Venezuela.
      Antes de falar que a direita não faz nada, diga quais coisas mais graves que eles fazem.

      “Suspeito, muito, MUITO suspeito…”

      A única coisa suspeita aqui é você começar um texto criticando o uso da palavra homofobia que, segundo você, é usado como “discurso de esquerda”, mas as suas críticas a direita não passam de…discurso de esquerda (esquerdista que gosta de aliviar a barra da Venezuela dizendo que os EUA fazem pior -como se um erro anulasse o outro-).

      • Cara, não viaja. Criticar discurso gayzista, pelo menos por enquanto, não é coisa de esquerda. E em momento algum eu estou aliviando a barra da Venezuela ou justificando.

        Mas só não vê quem não quer a falta de disposição da direita brasileira em criticar o Barack Obama, aquele simpático socialista genocida.

      • “Os EUA não são um país de esquerda”

        Faz sentido o que você disse, mas o que eu quis dizer é que o governo atual de lá é de esquerda. Além do fato de que eles são os líderes em questão de marxismo cultural. E isso não é uma coisa transitória, é permanente. E o pior é que a cultura deles vai se alastrando pelos outros países que nem lepra.

      • Primeiro que a Suécia não é rica por causa de nenhuma política esquerdista. Segundo que a Suécia não é, nem de longe, socialista. Possui o 23º mercado mais livre de regulamentações do Mundo.

        Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado

        O desejo de “ser como a Suécia” está ubiquamente presente nos debates políticos de quase todas as democracias do mundo, das mais pobres às mais ricas. Não é incomum ver autoproclamados “democratas socialistas” dizendo ter o objetivo de copiar o “bem-sucedido modelo sueco de bem-estar social”.

        O mais interessante nisso tudo é perceber que tais pessoas olham para um país rico como a Suécia e automaticamente concluem que o alto padrão de vida daquele país não tem nada a ver com seu passado de laissez-faire, com uma baixa dívida pública, com sua independência monetária, com a ausência de um salário mínimo estipulado pelo governo, com uma robusta proteção dos direitos de propriedade, com um Banco Central equilibrado, com baixas alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica, e até mesmo com as graduais adoções de privatização no sistema de saúde, no sistema previdenciário, e na educação.

        Ao contrário, tais pessoas olham para a Suécia e, não apenas ignoram estes fatos, como ainda naturalmente pressupõem que o alto padrão de vida da população sueca é produto de sua alta carga tributária e de suas mundialmente desconhecidas empresas estatais.

        Imagine se LeBron James [astro da NBA] começasse a fumar. Qualquer sucesso que ele continuasse apresentando nas quadras seria apesar desse hábito destrutivo e não por causa dele. O êxito econômico sueco ocorreu apesar de sua alta carga tributária sobre pessoas físicas, e não por causa dela.

        Dado que a Suécia sempre é citada por progressistas como o paraíso na terra e o modelo a ser seguido, este artigo irá se concentrar apenas neste país. Uma (extremamente) breve história deste fascinante país pode nos ajudar a entender melhor o atual alto padrão de vida da Suécia e as várias maneiras nas quais o “socialismo” sueco impôs um desnecessário limite sobre a produtividade do país.

        Suécia: da pobreza lancinante à prosperidade inesperada por meio do capitalismo laissez-faire

        Duzentos e cinquenta anos atrás, a área que hoje é conhecida como “Suécia” era apenas uma tundra congelada e habitada por uma massa de camponeses esfomeados. Suas vidas eram rigidamente controladas por uma série de reis, aristocratas e outros homens artificialmente respeitados. Como explicou o premiado escritor sueco Johan Norberg, neste excelente tratado sobre a história da Suécia, foi necessário o surgimento de uma série de indivíduos empreendedores e de mentalidade liberal-clássica para arrancar o controle das elites e colocar a Suécia no caminho da prosperidade.

        Poderosos que ditavam quem poderia e quem não poderia receber licenças profissionais, um opressivo sistema de guildas corporativas que proibia a liberdade de associação e o livre empreendedorismo, e uma litania de onerosas regulações sobre as liberdades comerciais e de empreendimento — tudo isso foi ou dramaticamente reduzido ou simplesmente abolido.

        No século entre 1850 e 1950, a população dobrou e a renda real dos suecos decuplicou. Não obstante a quase não-existência de um estado assistencialista ou de qualquer grande controle estatal sobre os setores da economia, em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo. O extraordinário crescimento da Suécia durante aquele século rivalizou até mesmo com o dos EUA — e o fato de a Suécia não ter participado de nenhuma das duas grandes guerras, o que deixou sua infraestrutura intacta e não destruiu sua economia, sem dúvida ajudou bastante.

        Com efeito, a formação de capital e a criação de riqueza se mostraram tão abundantes na Suécia durante a depressão global de 1930, que até mesmo os social-democratas do governo da época praticaram uma forma de “negligência salutar” para garantir que a prosperidade continuaria.

        Como em qualquer outro país, o impressionante estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um sistema de livre mercado.

        O experimento sueco com o “socialismo nórdico” é relativamente recente e tem se mostrado desastroso para o crescimento econômico

        Nas décadas seguintes a este impressionante crescimento econômico, aconteceu aquilo que parece inevitável: grandes empresários em busca de proteção do governo contra a concorrência se aliaram a políticos ambiciosos e a líderes sindicais para forçar o governo a adotar políticas socialistas. As décadas de 1970 e 1980 viram um estado assistencialista crescendo descontroladamente, ampliando enormemente suas áreas de intervenção.

        Vários novos benefícios governamentais foram criados; leis trabalhistas extremamente rígidas foram introduzidas; setores estagnados da economia passaram a receber amplos subsídios do governo; as alíquotas de impostos sofreram aumentos drásticos, sendo que algumas alíquotas marginais chegaram a ultrapassar os 100%.

        Com o tempo, os gastos do governo mais do que duplicaram, e os impostos sobre determinados setores da economia foram dobrados e até mesmo triplicados.

        Ainda em 1970, a OCDE classificava a Suécia como o quarto país mais rico do mundo. No entanto, no ano 2000, a Suécia já havia despencado para a 14ª posição. Em um artigo (infelizmente disponível apenas em sueco) publicado em 2009 no periódico Ekonomisk Debatt, da Associação de Economia Sueca, os economistas Bjuggren e Johansson, do Ratio Institute, mostraram a triste verdade. Baseando-se em dados públicos divulgados pela agência governamental Estatísticas Suecas (“SCB” em sueco, um acrônimo para Bureau Central de Estatísticas) e utilizando um novo sistema de classificação para designar o tipo de propriedade das empresas, eles descobriram que não houve absolutamente nenhum emprego criado no setor privado de 1950 a 2005.

        Sim, você leu corretamente: não houve nenhum aumento líquido no número de empregos no setor privado na Suécia durante um período de 55 anos. Em outras palavras, em um período que começou cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a economia sueca ficou completamente estagnada.

        O socialismo nórdico congelou no tempo um povo que outrora era empreendedor e próspero. Com algumas poucas exceções, as grandes empresas suecas têm muito poucos incentivos para inovar (e elas não inovaram), e várias empresas sobrevivem hoje exclusivamente graças a contratos de fornecimento para o governo, contratos esses cujos valores são impossíveis de serem corretamente determinados sem um sistema de livre mercado capaz de estabelecer preços para bens e serviços.

        A Suécia conseguiu viver confortavelmente por décadas apesar de suas políticas “socialistas” somente porque um grande estoque de capital e riqueza já havia sido criado nas décadas anteriores por seus laboriosos empreendedores. Primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços). Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960.

        No entanto, o consumo deste capital acumulado está erodindo a riqueza da Suécia.

        [Para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, sua produtividade tem de ser muito alta. E para a produtividade ser alta, seu capital acumulado já tem de ser muito alto. Apenas um alto grau de capital acumulado pode permitir uma alta produtividade. Ou seja, o país tem de já ser muito rico.
        Apenas um país que já enriqueceu e já acumulou o capital necessário (e já alcançou a produtividade suficiente) pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas assistencialistas por um longo período de tempo. Assistencialismo é algo que só pode funcionar — e, ainda assim, por tempo determinado — em sociedades que já enriqueceram e já alcançaram altos níveis de produtividade. Não dá para redistribuir aquilo que não foi criado. Adotar um modelo sueco em um país sudanês não daria muito certo…]

        Em 2007, o professor Mark J. Perry, da George Mason University demonstrou que, se a Suécia se tornasse o 51º estado americano, ela seria o estado mais pobre em termos de desemprego e renda familiar média. Sim, seria mais pobre até mesmo do que o Mississipi. Com efeito, o atual estado assistencialista da Suécia suprime a renda das famílias de modo tão efetivo, que um estudo de 2012 descobriu que os americanos que moram na Suécia vivenciam praticamente a mesma taxa de desemprego dos suecos, mas ganham, em média, 53% mais em termos anuais.

        Nos anos recentes, o país começou, ainda que de maneira lenta, a privatizar fatias de seus setores socializados, como saúde, previdência e educação. Ano passado, a revista Reason mostrou que o uso de planos de saúde privados estão explodindo em um país em que pacientes de câncer podem ter de esperar mais de um ano para receber tratamento no sistema de saúde estatal. E essa tendência só faz crescer. A Suécia, adicionalmente, começou a terceirizar a educação para fornecedores privados e, com isso, vivenciou não apenas uma redução dos custos mas também um aumento na satisfação dos pais e no aprendizado dos alunos.

        Social-democratas aprenderam as lições erradas do modelo nórdico

        Políticos que prometem copiar o modelo sueco são tão entusiasmados com o regime, que praticamente não prometem apenas iates para os mendigos. O grande problema dessa gente é que eles realmente não entendem de economia. Como Ludwig von Mises já havia demonstrado, o socialismo não é uma teoria econômica; o socialismo é uma teoria sobre redistribuição.

        Somente um sistema de livre mercado e de livres transações comerciais pode coordenar empreendedores e seus recursos de maneira a criar bens e serviços que de fato satisfaçam os desejos e as necessidades dos consumidores. Socialistas não participam desse processo de criação de riqueza; eles simplesmente aparecem quando tudo já foi efetuado e exigem os créditos pela proeza. A Suécia vem praticando essa forma de socialismo parasítico sobre sua riqueza acumulada e, com isso, vem significativamente afetando a produtividade de seus cidadãos.

        As políticas do “socialismo nórdico” vêm restringindo o crescimento sueco por décadas. A ideia de que é possível implantar um socialismo nórdico em qualquer país sem destruir a mobilidade da mão-de-obra, sem tributar o capital até sua aniquilação, e sem paralisar completamente a inovação é uma ilusão total.

        A Suécia está lentamente retornando às suas produtivas raízes capitalistas. Seus pretensos imitadores deveriam querer imitar isso também.

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