Saddam Hussein e a moral bizarra de Lula

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Ontem, o Instituto Lula convocou o ex-primeiro ministro espanhol Felipe González (do PSOE, Partido Socialista Operário Espanhol), para tentar dar alguma legitimidade aos seus projetos ditatoriais.

Entre os absurdos do dia, Lula criticou o assassinato do ditador Saddam Hussein. Ele perguntou o seguinte a Gonzales: “Alguma vez ele te causou problema?”. Bem, Saddam Hussein não causou nenhum problema para mim, assim como os genocidas de vários países também não o fizeram. Mas ao mesmo tempo, ele causou problemas para milhares de curdos, vítimas de genocídio. Então ficamos assim: na ética de Lula, se não causou problema para “ele”, Hussein não merece ser combatido por crimes contra humanidade. Fácil, não?

Agora entende-se por que é fácil para essa gente defender a impunidade de menores. Se os políticos socialistas vivem debaixo dos muros de condomínios luxuosos e cercados de seguranças, logo é só perguntar: “alguma vez algum menor estuprador causou problema para mim?”. E a questão é resolvida. E quanto os mortos pela ditadura de Nicolas Maduro? Fácil de solucionar. Basta dizer: “Alguma vez as tropas de Maduro causaram problemas para mim?”.

Não há como dourar a pílula. A moral de Lula é baseada no benefício particular: algo só é imoral se o prejudicar, e moral se o ajudar. É por isso que ele pertence à mesma categoria moral de pessoas como Nicolas Maduro, Saddam Hussein e outros do mesmo naipe. Só não vale ficar surpreso diante do mar de aberrações no que se transformou o governo petista.

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9 COMMENTS

  1. A manipulação do discurso não é privilégio do 4dedos. Paul Krugman hoje no Globo fez o que quis com a lógica ao ligar racismo com boicote ao Obamacare pelos estados do sul.
    Como se estes não fossem mais afetados que os do norte por imigrações dos latinos.
    Eu até sou a favor do Obamacare por incluir muitos americanos decentes que estão descobertos ou nas mãos de seguros mercenários. Mas ligar isso à preconceito racial é coisa de Nobel ao avesso.

  2. Lula já respondeu o que achava de Hitler, pela lógica ou padrão da resposta, se perguntasse hoje ele poderia responder que “Alguma vez ele te causou problema?”. Isso se ele fosse sincero, coisa muito rara. Ignorar os milhões assassinados por esses ditadores chega a ser desumano, para ele, são nada, isso fica claro nas respostas dele, não pense que uma pessoa assim seria incapaz de atitude semelhante.

  3. Seria o caso de perguntar, alguma vez o George Bush causou problema a mim? Não, mas esse os petralhas atacam sem parar. Assim, como Pinochet, Médici… Petista não tem moral e ponto final.

  4. O Saddam não foi assassinado. Ele foi julgado, condenado por crimes contra a humanidade, e executado de acordo com as leis do Iraque. Ele simplesmente pagou pelos seus crimes.
    Se o Lula disse que o Saddam foi “assassinado,” disse um absurdo até maior do que as demais besteiras já mostradas.

  5. Hahahaha, sensacional, até dei risada com esse post, a lógica de Lula é bisonha e ao mesmo tempo pouco surpreendente. Me lembro do Emílio Surita, com toda sua pose ditatorial em seu picadeiro falido, quando uma funcionária da rádio perguntou “e se um menor matasse alguém da sua família?” e ele falou “mas não matou!”, nervoso pra caramba, cheio de raiva na voz. E aí ela perguntou “mas e se matasse?” e ele “CARALHO, MAS NÃO MATOU”.
    A incapacidade de se colocar no lugar da vítima.
    Para Emílio Surita, como (graças a Deus) ninguém na família dele foi vítima de um menor criminoso, então pra ele não tem porque prender menores criminosos. Tosco. E cretino.
    E, como Lula, ditador.

  6. Se colocar no lugar de uma vítima para avaliar o quanto uma situação é boa ou má se chama execício da empatia; necessária para realizar uma avaliação ética. A comparação de esquerdistas convictos que não conseguem realizar esse execício mental, (seja por ignorância ou maldade) com criminosos não é uma comparação exagerada.

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