Presidente da FUNARTE confessa aparelhamento. Vai ficar por isso mesmo?

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O novo presidente da FUNARTE, Francisco Bosco, soltou a língua para a Revista Cult e mostrou o quão podre é o nível do aparelhamento estatal brasileiro. O que mais surpreende: provavelmente muitos da direita, ainda que indignados pelo totalitarismo, petista não vão lutar para reverter essa aberração desvelada à frente.

Bosco começa:

Eu nunca tinha tido nenhuma experiência em gestão e sou suficientemente não ingênuo para saber das dificuldades que me aguardavam. Mas o fato de ter sido chamado pelo Juca Ferreira, cujo trabalho eu já acompanhava de longe há anos, e essa convicção que eu tenho da necessidade de contribuirmos para tornar o Estado brasileiro mais de acordo com as ideias que temos me colocaram aqui.

Isto é, nada de interesse público. O sujeitinho, confessando não ter experiência em gestão (mas com experiência em esquerdismo malandro), quer tornar o Estado brasileiro “mais de acordo com as ideias que temos”.

Eu poderia encerrar aqui, mas a coisa desanda para o cuspe na cara. Sigamos em frente.

Observe como ele trata os críticos do aparelhamento (com os grifos mais que urgentes):

Na agenda de construção de um conjunto de políticas públicas para as artes, eu creio que há diversas pautas que unificam todos os setores. Pautas relativas à economia das artes, por exemplo: quem é que não quer desoneração de certos setores, tributação menor? Isso aí é uma coisa que fortalece a cadeia produtiva em geral. Mas tem outros aspectos da discussão que envolvem política no sentido forte da palavra, no sentido do antagonismo. Tem determinados setores que vão defender determinados interesses. Nesse sentido eu, enquanto presidente da Funarte, sempre procurarei fazer uma política que privilegie uma perspectiva de esquerda, que é a de tentar produzir um equilíbrio maior no conjunto da sociedade. Então é natural que quem não tem posições de esquerda se levante contra essas ideias.

Entenderam porque eu digo ser urgente que a direita comece a exigir leis proibindo a quebra da isonomia no uso de verbas públicas para financiar artistas pró-governo, bem como blogs governistas, atletas militantes do partido e daí por diante?

A verba da FUNARTE é da ordem de cerca de 250 milhões por ano. Se existir um limite de financiamento privado de campanha (com um teto de, digamos, 250 milhões), isso significa que só com esta entidade, o governo garante o dobro de qualquer concorrente na disputa pelo poder, pois um artista bancado em prol de um projeto de poder específico de um partido significa investimento em propaganda política bancada com nosso dinheiro.

De que adianta lutarmos pelo impeachment se ignoramos os mecanismos pelos quais os petistas usam o estado para bancar uma indústria cultural e midiática para dificultar tanto o trabalho da oposição?

Seja lá como for, é aterrador notar que há muita gente que realmente não fica zangada o suficiente diante de tais afrontas. Um dia esse sangue de barata precisa esquentar.

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11 COMMENTS

  1. A poucos dias você postou sobre “boicote aos escritores de direita“, acho que passado essa tempestade, era bom alguns escritores de direita aproveitar a ditadura bolivariana que “quase” nos engoliu e escreverem sobre o que vivemos, fatos, arquiteturas, planos, aparelhamento, manipulação, prejuízos para o país, etc. Isso só não daria um livro como uma série deles cada um com um tema diferente para abordar. Além de que, me parece que nossas ‘tragédias’ tem mais destaque.

  2. Esse canalha confessa seu crime e tenta justificar, como todo criminoso, em especial os esquerdopatas! a intenção dele é elogiável, a melhor delas! “É tentar produzir um equilíbrio” para que fique ainda mais desequilibrado a favor dos esquerdopatas, lógico!…

    • ‘Porta dos fundos’ tem relação com aquele humorista Duvivir que ganhou boquinha no Banco do Brazil?
      Fico confuso com esses programas humorísticos que cresceram com o PT e seus investimentos em “cultura”, cultura de bactérias para transformar a população em “povo gado”, que está mais para “povo jegue”, pois passou de ser enganado por ideologias para hoje ser manipulado por discursos falsos de ‘bondade’, de ‘mais amor’ e outras falácias para eles parecerem mocinhos enquanto lançam suas pequenas doses de manipulações.

  3. A teta é NOSSA! Governo não produz riqueza, gerencia. E o nosso, além de ROUBAR como nuncaantesnahistoriadestepais, gerencia MUITO MAL. Esses bostinhas têm que ser denunciados dia sim, outro também!

  4. Peraí, colocam pra gerir um sujeito que assumidamente não tem porra de experiência nenhuma, e o que ele está dizendo é praticamente: “sei que será preciso puxar o saco do governo e manter artistas que o façam, e por isso o farei”?
    Essa demanda precisa entrar na nossa agenda assim como a redução da maioridade penal, que após 22 anos parada voltou a ser discutida.

  5. Projetos que não valem um ovo podre sustentados com nosso dinheiro, ” arte” ” músicos”, ” atores” que não tem a minima ideia do que estão fazendo no palco, enriquecendo, e o povo trouxa, idiota, cada vez mais aplaudindo e se ferrando de verde e amarelo. Que povinho mais covarde, alienado, que gosta de ser extorquido é o nosso.

  6. Não é novidade, eu mesmo sofro boicote. Faço quadrinhos, tenho obra com 27 páginas e não recebo apoio de ninguém. Eu, o Fernando Torelly e outros somos sistematicamente boicotados do mainstream das artes populares. Quando não, boicotados. O Torelly ainda fechou um contrato com a Nike pra copa passada, senão me engano. Faça esquerdice e consiga destaque.

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