O caminho para Cunha acabar definitivamente com o PT

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eduardocunha_AgênciaBrasil

Neste momento, os blogueiros governistas estão jogando o jogo do “Cunha defunto”. Isto é, encenar um teatro, no qual fingem julgar que Eduardo Cunha está morto e enterrado. Um completo cadáver político. Porém, como todo comportamento petista, isto também não passa de pura artimanha psicológica. (Tudo bancado com o seu, o meu, o nosso dinheiro)

A verdade é que Cunha está bem vivo. Mas depende dele virar a mesa.

É claro que ele precisará contar com o apoio de centristas e esquerdistas moderados. E, quem sabe, até de alguns direitistas. Ao menos os que conseguirem pensar politicamente. E não está fácil conseguir direitistas que tenham escolhido pensar politicamente.

E falando em direita, é nas demandas mais ignoradas pela direita que está a chave para a demolição do PT. É o duelo pela liberdade de imprensa, pela liberdade de expressão (incluindo na Internet) e afins. Enfim, evitar que o PT controle o fluxo de informações com o uso de verba estatal e regulações safadíssimas. Esta é a instância central da guerra política.

Para começar, Cunha precisa aprovar o financiamento privado de campanha em segundo turno, mas não apenas isso. É preciso desconstruir o discurso petista, que tenta jogar nos empreiteiros a culpa da corrupção do partido. Com isso, muitos lorpas e pascácios caíram na lorota de que “a culpa é do financiamento privado de campanha”. É preciso deixar claro para o povo que proibir financiamento privado é golpe, além de explicar:

  • que o PT teve o financiamento privado para chegar ao poder, e agora quer tirar dos oponentes;
  • que financiamento privado de empresas existe em todo o mundo civilizado;
  • que nenhum empresário botou arma na cabeça dos petistas para que ocorresse o saqueamento estatal, ou seja, o PT roubou porque quis;
  • que todos os petistas (e políticos de suas linhas auxiliares) que afirmam que a ‘culpa é do financiamento privado’ possuem falhas de caráter, pois transferem suas culpas para os outros;
  • que o problema está no financiamento público do aparelho de campanha petista, envolvendo blogs de baixaria, financiamento para artistas da extrema esquerda e daí por diante.

Ainda neste sentido, outras demandas devem ser encaixadas imediatamente. Como a isonomia nas despesas com publicidade de Internet. Uma legislação neste sentido deveria proibir que o governo selecionasse sites para torrar verba estatal. Tudo deveria ser gasto a partir de um mecanismo como Adsense, completamente isonômico. Em outras palavras, seria impossível existir pagamento desproporcional para sites de apoio ao governo.

Outra demanda? Dando sequência ao que falamos, deveria ocorrer a proibição de anúncios de estatais monopolistas. Petrobrás e Correios, por exemplo, estariam proibidas de anunciar. A Caixa Econômica Federal também.

Mais? Claro que sim. Outra lei deveria prever a automação de distribuição de verbas de cultura (isso por que, pela Janela de Overton, falar em extinção do Ministério da Cultura agora seria um purismo para assustar as pessoas). Com critérios objetivos, os artistas não poderiam mais serem selecionados por critérios subjetivos. Não poderia haver interferência humana para decidir o recebedor. Deveria existir um site na Internet, com consulta pública dos requerentes, upload de documentação (com pena de prisão para quem subiu dados falsos), e demais itens de controle e governança, como um limite (de acordo com a verba disponível) para quem tenha atendido os critérios.

O controle de fluxo de informações também depende de órgãos aparelhados, como a OAB. Por isso, outra ideia seria o fim do exame da OAB. Cada advogado formado poderia começar a advogar assim que quisesse.

O site Humaniza Redes deveria ser transferido para a Polícia Federal, que receberia autonomia para registro de crimes de ódio. Seria terminantemente proibido que o governo fizesse qualquer tipo de “filtro” em relação ao que será ou não encaminhado à Polícia Federal. Essa Gestapo virtual criada pelo PT precisa ser retirada do controle do partido imediatamente.

A aprovação das leis sugeridas simplesmente derrubariam o PT, por vários motivos. Sem a verba de estatais monopolistas, eles perderiam poder de chantagem econômica sobre as grandes empresas de mídia. Com um mecanismo de isonomia para anúncios na Internet, perderiam a verba desproporcional que banca seus blogs de baixaria (que dão as ordens de comando para todos os golpes petistas contra a democracia e a república). Com o fim do exame da OAB, uma entidade que só serve para fazer propaganda petista perderia muitos de seus recursos. Com a transferência do Humaniza Redes para a Polícia Federal, o governo perderia potencial de executar o jogo de criminalizar a divergência (que eles fingem ser “crime de ódio”). E com a aprovação do financiamento privado de campanhas, os partidos oponentes poderiam obter recursos para combater o PT.

É claro que outras medidas para limitar o uso de verbas estatais (como um limite radical no uso de publicidade institucional) devem entrar na lista de prioridade.  Aqui, por enquanto, eu foquei em citar cinco demandas, que dão uma linha do caminho a ser traçado. Claro que os pedidos de impeachment são importantes, mas de que adianta focar nestes pedidos se no controle do fluxo de informações o PT está ganhando de lavada?

É hora de levar a batalha para o terreno onde ela será decidida. Enfim, aonde está a verdadeira força petista: no controle do fluxo de informações a partir do uso de verba estatal.

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33 COMMENTS

  1. Virou um câncer na direita a questão Cunha, parece que nego esqueceu completamente que Cinah está comandando as piores derrotas do PT no momento, e que assim como ele pode ter extorquido o Delator, o OT também poderia tê-lo feito. Mas vejamos as cenas do próximo capítulo, por enquanto estou focado em enxergar a Dilma caindo, quem sabe logo após não caia o Cunha?

  2. Como advogado, entendo que acabar com o exame seria instalar o caos, devido à baixa qualidade dos bacharéis formados. É um filtro necessário. Alguns sequer sabem escrever de forma decente, e podem acabar sendo içados a postos de destaque com o título de advogado.
    Acho que as mudanças deveriam passar pelo Ministério da Educação, com medidas contra instituições de ensino.
    Há também a ideologização que vem, sobretudo, de disciplinas como Sociologia, Filosofia, Psicologia e Direito Ambiental, p. ex.

    • Foda-se! As pessoas devem ser livres para escolher os profissionais que quiserem e uma entidade de classe como a OAB não tem o direito de dizer a elas quem é bom e quem não é. Além disso, a perda de qualidade, se é que ela ocorreria, seria compensada pelo desmantelamento desse pilar do poder petista.

      • Gostei do foda-se.
        Esses profissionais são contratados por valores baixíssimos, indignos, para fazerem trabalho de estagiário e serviço de correspondente. Sabotam os outros profissionais, que por vezes não podem nem cobrar consulta, e ainda queimam o filme da categoria perante o público.
        Por fim, algo muito importante: é o povão quem sai prejudicado, pois vai procurar o serviço barato, até por achar que qualquer um serve, já que é advogado, e não querer abrir mão de um dinheiro que seria melhor investido se pagasse por profissionais mais mais qualificados.
        No direito um processo mal conduzido ou mal iniciado pode representar a perda da ação, e o bem envolvido ser perdido para sempre.
        Nas Nações desenvolvidas é até mais rigoroso. Nos EUA, salvo engano, o advogado aprovado na ordem não pode atuar no Supremo se não possuir uma licença especial.

      • ‘Esses profissionais são contratados por valores baixíssimos, indignos, para fazerem trabalho de estagiário e serviço de correspondente. Sabotam os outros profissionais, que por vezes não podem nem cobrar consulta’

        Isso se chama concorrência.Se chama capitalismo.Se vc não gosta, se mude pra cuba.

        ‘Nas Nações desenvolvidas é até mais rigoroso. Nos EUA, salvo engano, o advogado aprovado na ordem não pode atuar no Supremo se não possuir uma licença especial.’

        Taí, isso é o que essa tal de ‘direita’ ganha endeusando a porcaria dos EUA.E daí se os EUA fazem X? Eles não são a terra da liberdade há muito tempo.
        Aliás é engraçado que um blog que se dedica a desmascaras as falácias da esquerda sempre deixa passar em branco a falácia do ‘até os EUA fazem’…

      • ‘Quem seria o idiota que contrataria um incopetente, né?’

        Pois é, mas não é nem questão de competência, o que as guildas querem é obrigar todo mundo a depender delas mesmas.Olhe o setor de tecnologia por ex, não tem regulamentação e alguns dos melhores profissionais não passaram por faculdade nenhuma.
        Pura balela esse negócio de que pra ser competente vc precisa da aprovação deles.Balela que só é conveniente pra eles.

      • “Quem seria o idiota que contrataria um incopetente, né?”

        O mesmo “idiota” que faz cirurgia em clínicas ilegais, contrata um amigo só porque esse já fez um “puxadinho”, se “consulta” com o amigo que diz saber advocacia, etc, etc etc.

        O que mais têm são pessoas que contratam incompetentes.Acredito até que o Peixoto, por ser advogado, deve conhecer um monte de casos assim.

    • Neste caso, a concorrência é a solução. Deve-se permitir a criação de instituições concorrentes à OAB. Assim, quebra-se o monopólio da mesma.

    • Isso é uma decisão dos consumidores. Se quiserem um advogado que não sabe escrever, que assim seja. Isso vai causar pressão nos advogados bons. A OAB traz inércia, preguiça, e os advogados ficam muitos tranquilos quando sabem que estão protegidos. A OAB nada mais é do que um cartel e a qualidade do serviço de direito cai e o preço aumenta, as pessoas querem o contrário, aumentar a qualidade e diminuir o preço.

    • “As pessoas devem ser livres para escolher os profissionais”

      Há profissões e profissões.

      Uma pessoa tem todo o direito de escolher o mecânico que quiser, mas para profissões como engenharia e medicina, devem ter conselhos, para poder filtrar.

      Nesse caso, eu sou obrigado a concordar com o Fernando Peixoto.
      O fim do exame da ordem, ao meu ver, seria péssimo principalmente para os pobres.Os ricos vão, logicamente, continuar a escolher os advogados mais caros (ou seja, os mais preparados), enquanto o pobre ficaria com o mais barato, que talvez saiba algo sobre direito.
      A OAB deve ser criticada em muitos casos, mas ela faz um ótimo trabalho na “filtragem” de advogados.

      • Não tinha lido sua resposta e disse algo çarecido acima. É isso mesmo o que penso. E não adianta falar em Defensoria, pq o povo sofre para ser atendido, em razão da fraca estrutura que os estados oferecem.

      • ‘mas para profissões como engenharia e medicina, devem ter conselhos, para poder filtrar.’

        Não tem que ter conselho nenhum, não tem que ter nem obrigatoriedade de diploma.Se eu quiser contratar um engenheiro ou médico ou o que quer que seja, problema meu e dele.

      • Nesse caso, deixe o mercado filtrar, e não um conselho que só serve para arrecadar e não traz benefícios.

        Existem médicos com CRM, advogados com OAB e engenheiros com CREA que valem menos que um saco cheio de “nada” (e até acho que você conhece alguns). Não é conselho que traz qualidade, mas sim a concorrência. Quando a concorrência é suprimida – seja por conselhos, leis, reservas de mercado, etc – a qualidade do serviço cai.

        Você realmente acha que bons profissionais ligam para a existência ou não de conselhos? Eles tem nome, tem competência, não precisam de reserva de mercado. Quem apoia conselhos são os maus profissionais que dependem disso para ter clientes. Infelizmente essa é a grande maioria, daí achar que a manutenção de conselhos é um clamor popular.

        No caso dos advogados, o consumidor tem o direito de escolher entre o certo e o duvidoso, da mesma forma que tem direito de escolher entre um iPhone ou um Panasonic Eluga. Particularmente, e falo aqui por mim, ainda que o mercado fosse aberto, eu optaria por profissionais formados em escolas reconhecidas e com bom nome no mercado.

        Além disso, certamente surgiriam empresas certificadoras que referendariam a expertise do advogado, criando uma espécie de “selo de garantia de qualidade”. Hoje o único “selo de qualidade” é a OAB, um órgão muito mais político do que técnico.

        Ou seja, a reserva de mercado só serve para gerar atrasos e maus profissionais. Bons profissionais – seja na área que for – vêm da livre concorrência. O resto é balela.

      • “Não tem que ter conselho nenhum, não tem que ter nem obrigatoriedade de diploma.Se eu quiser contratar um engenheiro ou médico ou o que quer que seja, problema meu e dele.”

        O desejo você já demonstrou.Agora mostre argumentos.

    • APEZAR DE SER ENGENHEIRO E GENTE NOTA QUE ANTOGAMENTE QUEM NÃO PRESTAVA IA SER POLICIA HOJE QUEM NÃO VLE NADA VAI SER ADVOGADO E O PIOR É QUE ALGUNS CONSEGUEM CRECER E VIRAR PRESODENTE DO STF NO MAIODESRESPIEITO ÁS INDEPEMNDENCIAS DOS 3 PODERS E ARRASTAM CONSIGO OYTROS MAIS DA MESMA LAIA ADOVOGADOS DE PORTA DE CADEIA

    • A solução é extremamente simples, certificações privadas. Assim como funciona com profissionais de TI e de engenharia. As instituições certificadoras dependem da credibilidade de suas certificações, por isso costumam ser muito mais rigorosas e difíceis de se conseguir do que diplomas universitários, e consequentemente são muito mais valorizadas no mercado do que elas.

      O mesmo conceito pode facilmente ser aplicado a TODAS as profissões. Por que o cara precisa ser certificado pela OAB, e não por uma instituição especializada, por exemplo, em direito penal (incluindo direito processual penal), direito civil, direito tributário, etc?

      Os 5% de aprovados no exame da OAB sugerem que o filtro ideológico é muito mais forte do que o conhecimento exigido para o exame. Por pior que seja o nível das faculdades de direito atualmente, não é possível que só 5% dos formados estejam realmente aptos a realizar as tarefas mais básicas associadas à advocacia.

      Em qualquer profissão, profissionais recém formados e com pouca experiência e qualificação irão ganhar menos, realizar tarefas mais simples, ainda que associadas ao seu campo de especialização, terão menos nome (logo, muito pouca gente irá procurar os seus serviços, pelo contrário, eles é que precisam sair por aí ofertando). Ou seja, essa sua preocupação sobre “pobres terem problemas por procurar profissionais mais baratos” não procede. Esses mesmos “profissionais mais baratos” vão estar muito ocupados tentando conseguir um EMPREGO pra garantir alguma renda, pra tentar oferecê-los diretamente a pessoas físicas, e é assim pra todo mundo, até que se tenha acumulado uma certa experiência e notoriedade em sua profissão.

    • Não acho que o exame da OAB, seja um filtro tal como se propaga, acho que já na faculdade se deveria se determinar o ramo, Trabalhista, Tributário, Civel, Penal, etc. e especializar naquela área, e o profissional sairia bom para aquilo que tenha escolhido, pois teria maior carga horária neste seu ramo do direito, isto sim seria muito melhor que um exame que é monopólio de uma entidade absolutamente aparelhada!

  3. Eu ouvi um borburinho de alguns avermelhados, de que vão usar a PLS 494/2008 para CENSURAR A INTERNET, e criar uma “Ley de Medios” brasileira, que será operada pelo HUMANIZA REDES junto a jurisprudência do MARCO CIVIL DA INTERNET.
    Espero que eu esteja errado.

  4. Brilhante análise! Se Cunha seguir este roteiro, muito provavelmente o pt vai conhecer, em breve, a sua Waterloo, como aconteceu com Napoleão.

  5. Lívio Oliveira – muito boa a sugestão: “Neste caso, a concorrência é a solução. Deve-se permitir a criação de instituições concorrentes à OAB. Assim, quebra-se o monopólio da mesma”. Só precisamos verificar o aspecto “legal e praticidade do processo”. Estamos juntos para outras entidades representativas… Fora OAB comunista.

  6. “É preciso deixar claro para o povo que proibir financiamento privado é golpe, além de explicar:”

    Acrescento mais um ponto (na minha opinião seria o primeiro do tópico):

    Explicar que “financiamento público” nada mais é do que dar mais dinheiro seu para políticos.

    Só com essa explicação, a rejeição ao “financiamento” público vai ser alta.

    • Bem lembrado, Luis.
      A direita deveria pressionar os partidos (principalmente o pmdb) para acabar com esse imposto patético.
      Dá dinheiro para sindicato quem quiser.

  7. Olá Luciano,

    Acompanho seu blog há algum tempo (8 meses +-), e já li David Horowitz por influencia sua. Toda base de guerra politica que aprendi se iniciou aqui no seu blog, então deixo meus agradecimentos. Apesar de já ter bebido na fonte do Olva, acho q nesse campo especifico (guerra politica) vc se destaca de maneira proeminente.

    Gostei desse texto, mas discordo em 2 pontos fundamentais, e faço questão de destacar pois concordo com vc em mais de 90% das vezes:

    1 – Fim da exame da OAB.

    Como já foi dito pelo colega acima, acabar com o exame de ordem vai jogar no mercado milhares de profissionais incapacitados, alguns até analfabetos (pagou a faculdade, passou), e nesse ponto quem mais vai sofrer eh o povo, os mais pobres. A gente não conserta um erro com outro erro. Outra solução: concorrencia com a OAB? Em principio, para um liberal como eu, parece uma ótima saida, mas temos que lembrar que a OAB é um conselho de classe, e portanto, não há condições de dois conselhos ou três regularem a mesma classe. É completamente incoerente, imagina se um conselho autoriza, e o outro desautoriza? Vai pra justiça? Criamos novo problema…

    Esse ponto da OAB é muito melindroso, e não tem saída fácil. Vou expor a única alternativa plausível que vejo: a mobilização dos profissionais de direito (aos poucos vem acontecendo… a conta gotas) para tirarem esses aproveitadores que não representam a classe, e fim da doutrinação marxista nas escolas de direito. Dificil, não impossível, mas é a saída plausível que temos. Com uma OAB sem ideologia, e com pessoas que se preocupem mais com a classe do que os próprios interesses (os paises liberais são assim), teremos uma entidade funcional.

    2 – Cunha deveria focar mais na guerra contra o controle da midia do que o Impeachment.

    Há 8 meses atrás eu concordava 100% com vc; o PT partia agressivamente para o ataque no controle da midia, o povo não estava contra a Dilma, não havia clima nem condições politicas para pedir impeachment. Era burrice estrategica da direita perder tempo com isso justamente quando a batalha do controle da midia estava a todo vapor. Mas então… as circunstancias mudaram!

    Hoje temos apenas 9% de aprovação da Dilma, economia em frangalhos, desemprego real do brasil beirando 18% (na estatistica oficial não conta aqueles que estão desempregados mas não procuram trabalho),um legislativo independente e combativo, escandalos de corrupção aos milhares, povo na rua. Hoje há uma chance real de impeachment, de modo que seria mta burrice se a direita perdesse esse bonde. Ao mesmo tempo, justamente por tantos escandalos de corrupção, preocupação com Cunha, etc, o PT não passa tanto tempo se preocupando com o controle da midia, se tornou algo marginal diante de uma possibilidade real do Impeachment. Acho que o foco do Cunha deve ser o impeachment sim (lembrando que ele já enviou oficio ao bolsonaro e outras pessoas pra atualizarem os pedidos de impeachment).

    Observação pessoal: Não acho Cunha herói, mas é evidente que ele se mostrou como oposição ferrenha ao PT. Vamos usá-lo até quando der… Continue seu trabalho excelente Luciano! Estou aguardando seu livro, fui um dos colaboradores.

    • Olá Victor,

      Obrigado pela colaboração.

      Quanto ao item 2, eu diria o seguinte: o impeachment tende a rolar, e a pressão é boa.

      Mas há um poder na mão do PT: os blogs sujos, que custam 10 milhões por ano ao erário.

      Eles dão a base para a confecção de conteúdo que é DIRECIONADO para a a mídia de larga escala.

      Cuidar disso é essencial para tirar a tropa que eles tem, e que é bancada com dinheiro indevido.

      Abs,

      LH

  8. Talvez algo mais eficiente do que o fim do exame da OAB seja a possibilidade de advogar sem se filiar a instituição. Ainda que houvesse uma prova, isso faria com que o profissional não fosse obrigado a dar dinheiro a OAB para poder trabalhar. Ele poderia ter uma carteira emitida mediante uma taxa e escolheria se quer se manter nos quadros da ordem ou não. Isso forçaria a instituição a gerar algum valor ao filiado para que ele se mantivesse lá dentro. Defender pautas políticas polêmicas certamente é um péssimo modo de manter os filiados, pois vai desagradar muita gente. O foco teria que ser na fidelização dos filiados, e não na atuação política.

    O simples fim do exame da OAB com manutenção da obrigatoriedade de associação teria um efeito contrário. Faria com que a instituição ganhasse muito dinheiro, pois aumentaria muito a base de filiados.

    Quanto ao mérito, também sou a favor do fim do exame. Mas não acho que isso vá resolver a questão do proselitismo da entidade.

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