Um espetacular vídeo de Gloria Alvarez para entender o bolivarianismo

15
133

gloria

A guatemalteca Gloria Alvarez se destaca entre os formadores de opinião da direita por usar uma clareza invejável. No vídeo que veremos ao final deste post, ela foi além em seu didatismo. Costumamos brincar dizendo: “entendeu ou quer que eu desenhe?”. Pois não é que Gloria desenhou?

Decerto eu não concordo com o uso da terminologia “populismo” para se referir aos líderes socialistas atuais. A discordância é mais por uma questão de frame. Se dizer em “nome do povo” é um frame útil, mesmo que Gloria demonstre, com clareza, que os “populistas” não são amigos. Na realidade, apenas os utilizam como massa de manobra temporária. Logo, eu não os chamaria de populistas. Melhor seria rotulá-los como totalitários, socialistas e, no caso dos latino-americanos, bolivarianos. Por essa ótica, o vídeo de Gloria explicaria o padrão de comportamento bolivariano.

Concordo que a luta principal hoje não é entre esquerda versus direita. A luta mais importante dos dias atuais é entre bolivarianos e republicanos. Depois que vencermos os bolivarianos, passaremos a discutir as questões na luta entre direita e esquerda.

Enfim, veja o vídeo:

Anúncios

15 COMMENTS

    • Não faltou, é uma afirmativa mesmo. “O populismo ama tanto os pobres, que os multiplica.”

      Ayan, talvez o uso do frame “populismo” tenha maior penetração porque todos já o têm como uma coisa ruim, embora a concepção de “populismo” no imaginário coletivo seja bem vaga. Certamente chamar de “bolivarianismo” atacaria diretamente o maior inimigo presente, mas o bolivarianismo é só um caso específico do caso geral que ela explica. Nem Péron nem Getúlio, exemplos que ela utilizou, são bolivarianos. Seria só ela mudar os exemplos, pra Chavez e Lula, mas aí o exemplo perderia a força do mito que existe sobre essas figuras, e reduziria o poder didático, que tem maior potencial de produzir efeitos de longo prazo, em troca de um pouco de poder político. Vale a pena? Para nós sim. Para ela, ou ela nem pensou nisso, ou ela achou que, para os objetivos dela, não. Nada que nos impeça de viralizarmos este vídeo dando a ele o subtítulo de “Bolivarianismo Explicado”, por exemplo.

  1. POR QUE A ESQUERDA ENVEREDOU PARA O CRIME

    Augusto de Franco

    Uma análise
    O que está acontecendo com o PT não é um fenômeno isolado. Aconteceu com vários grupos da esquerda autocrática depois da queda do muro de Berlim. Sobretudo na América Latina, em que muitos dirigentes de organizações ditas revolucionárias enveredaram para o crime.
    Conheci vários desses militantes que viraram bandidos. Daniel Ortega, da Frente Sandinista, hoje presidente da Nicarágua, foi um deles. Me lembro como se fosse hoje. Ele foi convidado de honra no I Congresso do PT (que coordenei), no final de 1991. Chegando lá, no Hotel Pampa, em São Bernardo, Daniel pediu logo ao tesoureiro do PT à época, se não podia arranjar umas prostitutas. Esse Daniel e seu irmão Humberto, eram teleguiados de Fidel, que lhes passava pitos, aos berros. Reuniões decisivas para o futuro da chamada revolução sandinista foram realizadas em Havana, sob o comando de Fidel. E enquanto as bases petistas da Igreja idolatravam por aqui os sandinistas como expoentes de uma nova espiritualidade dos pobres, esses bandidos assaltavam patrimônio público (inclusive passavam para seus nomes propriedades imóveis) do Estado nicaraguense.
    O mesmo ocorreu com gente da Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional de El Salvador, que também está no governo. Aconteceu com o Mir chileno (e com o Mir Militar) com alguns Tupamaros. com as FARC colombianas e, é claro, com a nova leva de bolivarianos, que não tinham tanta tradição de esquerda, como Chávez, Maduro e Cabello (mas aí já estamos falando de delinquentes da pior espécie, que inclusive chefiam o narcotráfico na região) e como Rafael Correa e Evo Morales. Bem, para resumir, aconteceu com boa parte das organizações e pessoas que frequentam as reuniões do Foro de São Paulo (fundado, não por acaso, um ano depois da queda do muro – e eu estava presente na reunião de fundação, no Hotel Danúbio).
    Não dando certo a revolução pela insurreição, pelo foquismo ou pela guerra popular prolongada, essa galera chegou à conclusão de que seria preciso fazer a revolução pela corrupção. Bastaria adotar a via eleitoral contra a democracia e depois assaltar o Estado para financiar um esquema de poder de longo prazo. O plano era simples: conquistar hegemonia sobre a sociedade a partir do Estado aparelhado pelo partido. O objetivo era claro: chegar ao governo pela via eleitoral, tomar o poder e nunca mais sair do governo. Para isso, entretanto, era necessário, além do tradicional caixa 2, fazer um caixa 3, encarregado de custear ações legais e ilegais, ostensivas e clandestinas, para controlar as instituições, comprar aliados, remover ou neutralizar obstáculos…
    Afinal, pensaram eles: as elites não fizeram sempre assim? Para jogar o jogo duro do poder não se pode ter escrúpulos. Foi essa a conclusão de Lula, Dirceu e dos dirigentes petistas que tomaram o mesmo caminho. É claro que, como ninguém é de ferro e como não se pode amarrar a boca do boi que debulha, alguma compensação em vida esses bravos revolucionários mereciam ter. E foi assim que enriqueceram, abriram contas secretas no exterior para guardar os frutos dos seus crimes, adquiriram bens móveis e imóveis em nome próprio ou de terceiros e foram levando a vida numa boa enquanto o paraíso comunista não chegasse.
    O ano de 1989 foi decisivo para essa degeneração política e moral da esquerda. Mas o que aconteceu não foi um resultado do somatório de desvios individuais. Não! Eles viram que seria muito difícil conquistar o mundo e assumir o comando de seus próprios países, contrapondo um bloco a outro bloco. O bloco dito comunista se desfez. A União Soviética derreteu em 1991. Ruiu tudo. E agora? Bem, agora – pensaram eles – seria necessário ter uma nova estratégia. E eis que surgiu uma ideologia pervertida, baseada numa fusão escrota de maquiavelismo (realpolitik exacerbada) com gramscismo. Eles, como operadores políticos, conduziriam a realpolitik sem o menor pudor, enquanto que pediriam ajuda aos universitários para dar tratos à bola do gramscismo (e reproduzir mais militantes nas madrassas em que se transformaram as universidades).
    No Brasil, porém, parece que erraram no timing. Precisariam de mais uns três ou quatro anos para ter tudo dominado, dos tribunais superiores, passando pelo Congresso, pelo movimento sindical e pelos fundos de pensão, pelos (falsos) movimentos sociais que atuam como correias de transmissão do partido, pela academia colonizada, pelas ONGs que se transformaram em organizações neo-governamentais, por uma blogosfera suja financiada com dinheiro de estatais e por grandes empresas (com destaque para as empreiteiras, atraídas pela promessa de lucros incessantes quase eternos se estivessem aliadas a um sólido projeto de poder de longo prazo).
    Não deu tempo. O plano foi descoberto antes que as instituições fossem completamente degeneradas. E chegamos então a este agosto de 2015, ano em que alguns desses dirigentes vão começar a assistir, de seus camarotes na prisão, o desmoronamento do esquema maléfico que urdiram.

    Fonte: http://www.luizberto.com/coluna/deu-no-jornal

  2. Essa dicotomia em nada me atrai.pra mim republica(haja vista o modo como foi implementada). é uma parte do problema e não da solução.

    Se bem que nao atual situaçao,longe do ideal,a defesa da republica é ate escusável.

      • Monarquia constitucional.A republica brasileira certamente não é responsável pelos males cometidos pela esquerda,mais preparou o terreno e deu as condições necessárias para a ascensão destes.
        Numa monarquia séria,partidos picaretas como o PT. teriam muito menos poder e meios de ação para aparelhar os três poderes,tendo em vista a existência do poder moderador.

        Para dar um exemplo,a constituição do império de 1824 definia assim o papel do monarca:

        Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organisação Politica, e é delegado privativamente ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação, e seu Primeiro Representante, para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independencia, equilibrio, e harmonia dos mais Poderes Politicos.

Deixe uma resposta