Nazismo e psicopatia na instrumentalização do intervencionismo pelos bolivarianos

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Nos preocupamos com a participação de intervencionistas nas manifestações republicanas contra o PT. Eles de fato não deveriam estar lá. Sua proposta é repulsiva e tão totalitária quanto a dos petistas, embora menos dissimulada. Caso conquistassem o que quisessem, fariam uma verdadeira tragédia se abater sobre nós. Os petistas seriam transmutados em heróis, a direita seria moralmente dizimada, entraríamos em uma crise muito maior que a atual, ficaríamos isolados, etc.

O detalhe, porém, é que esta é só uma hipótese de trabalho, uma vez que não há a menor possibilidade de uma intervenção vingar. Todo esforço dispendido pelos militaristas em nome desta causa perdida não tem nenhum valor político em prol do que eles dizem acreditar. Ao contrário, só serve como propaganda inadvertida para o adversário.

Diante disso, um repórter bolivariano se esbaldou entrevistando exatamente os personagens mais bizarros das manifestações. Vários deles adeptos da intervenção militar. Que tanto esforço seja dispendido para fornecer propaganda gratuita e inadvertida para o PT é motivo de preocupação.

Mas estamos nos esquecendo de algo muito mais depravado: a forma como o PT está instrumentalizando os ingênuos militaristas é exatamente a mesma tática usada por Joseph Goebbels para lançar preconceito contra os judeus. Basta pegar elementos desviantes, que jamais representariam o todo, e apresentá-los como a representação do todo. É precisamente isso que os petistas tem feito, demonstrando o quão moralmente criminosos são. Algum petista poderia tentar rebater, dizendo: “Os outros fazem isso conosco também?”. Mentira. Nós citamos líderes petistas como exemplo de petistas. Citamos jornalistas petistas como exemplo de mídia petista. Mas não citamos o PCO como exemplo do PT. Igualmente, não citamos a Heloisa Helena como representante do projeto petista. Então, vamos combinar: o jogo sujo da generalização é coisa que os petistas aprenderam com os marqueteiros de Stalin, Mao e Hitler.

Para piorar, os intervencionistas são ingênuos à toda prova. Não podemos dizer que todos são incapazes. Há alguns inteligentes no meio de seus integrantes. Ainda assim, mesmos estes inteligentes ignoram a realidade política. Também é fato que alguns possuem problemas mentais. Quanto a vários que se incluem neste último grupo, podemos chamá-los de incapazes. São exatamente esses que os jornalistas bolivarianos mais buscam para fazer entrevistas. Aproveitar-se da ingenuidade ou até incapacidade humana para atacar um grupo que não se associa a estes ingênuos ou incapazes é algo digno de dos piores psicopatas.

Decerto temos um problema a resolver: precisamos ser mais assertivos e proibir a presença de intervencionistas nas manifestações. Mas deveríamos lançar sobre os petistas um problema ainda maior. Na prática da generalização torpe, aproveitando-se de pessoas que ou são ingênuas ou são incapazes, unicamente com o fito de lançar ódio sobre todos seus opositores, os petistas agem como nazistas e psicopatas. O que no fim das contas dá no mesmo. Deveriam ser expostos ao público por mais este pacote de crueldades.

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5 COMMENTS

  1. Repito o que digo aqui há um bom tempo: o esforço gasto na crítica de um grupo tão insignificante é um desperdício de recursos. A esquerda _sempre_ irá ridicularizar seus oponentes, sejam eles intervencionistas ou não. Este mesmo truque baixo do jornalista chileno (entrevistar amalucados para ridicularizar o movimento) foi usado em março pela Carta Capital. Proibir a participação de adeptos da intervenção nas manifestações é um fator de complicação desnecessário. O mais importante é continuar marcando posição _contra_ a intervenção, algo que o MBL vem fazendo com muita firmeza.

    O tempo perdido com essa crítica poderia ser usado para investigar esse jornalista chileno. Quem é? O que faz? Quem paga? Para quem trabalha?

    Att.

  2. O cara aparece com um microfone sem logo de emissora falando espanhol e por isso é um repórter chileno? É pelo menos suspeito. Pode até ser.

    As manifestações estão melhorando mas é importante forçar também a imprensa internacional a se pronunciar sobre o que acontece aqui. Nesse formato, com cartazes só em português, somente no domingo, tem algumas limitações.

    Tá na hora de colocar cartazes em inglês chamando atenção da ONU sobre fraudes nas eleições.

    Tá na hora de chamar Obama de omisso pois a petição sobre o avanço do comunismo na América do Sul que o obriga a se pronunciar quando chega a 100 mil assinaturas, já tem mais de 120 mil.

    Tá na hora de muitos cartazes com o símbolo do comunismo em proibição para que o resto do mundo saiba a merda que estamos enfrentando.

    A única crítica que eu faço ao boneco inflável do Lula é que ele não se parece tanto assim com ele. Fotos acabam sendo mais contundentes. Deixam claro a comunidade internacional que o protesto tem um alvo específico.

    E intervencionismo não representa a maioria dos brasileiros e se os que forem adeptos quiserem protestar que o façam distante de nós. Concordo, os movimentos estão de parabéns mas podem chegar no estado da arte e para isso precisam também proibir intervencionistas.

  3. Proibir os manifestantes intervencionistas nas manifestações…
    Vamos proibir quem proteste contra Cunha ou Renan? Contra os ministros do TCU, STJ ou STF, para forcarmo-nos no foco da manifestação do momento? Precisaremos de uma comissão para decidir quais cartazes proibir?

    Entendi e concordo com seu texto, entretanto um dos males da democracia é justamente a liberdade!
    Se podemos deixar negros, indios, japoneses ou brancos protestarem, não temos direito de vetar idéias. Que cada um as vete em seu próprio conceito de direito, ética e moral.

    Mas o que realmente não é visto nas manifestações pró-intervencionismo, nem é o que ela mostra, mas o que oculta: as pessoas estão desesperadas por coisas certas e não acreditam que o Congresso vá fazer isso e acham que somente um interventor ditador, com todos os poderes de reduzir salários e vantagens dos congressistas, determinar leis capitais etc e tal, poderá resolver a grave crise moral e ética do país.

    Não creio que isso seja exatamente consciente senão um ato de desespero nessa desesperança toda, mas que na história já deu origem a homens como Hitler.

    O que é preciso é aumentar a discussão e disseminação de informações, mas ai que entra em desespero sou eu, pois o povo brasileiro é muito desinformado, não lê e bem, os formadores de opinião também não são lá essas coisas todas.

    Vejo com muita tristeza os “bonzinhos” darem todos os direitos aos “homens maus” em suas opiniões sem afetarem-nos com o “shaming”, como vc mesmo já falou. Não vejo o mundo um lugar para fracos. Não digo que os fortes tenham que ser injustos, apenas não oferecer a outra face, mas retribuir o tapa com mais força e, talvez, uma força decisiva.

    Abs.

  4. O Brasil está tão podre que uma intervenção militar acabaria por matá-lo. Há um texto interessante sobre isso: http://www.sociedademilitar.com.br/wp/2015/01/intervencao-militar-uns-querem-e-outros-tambem-o-que-aconteceria-com-o-brasil-se-as-forcas-armadas-resolvessem-intervir.html

    Em 1964 não houve intervenção, mas Revolução mesmo, pois as mudanças políticas enterraram o varguismo e levaram ao poder um grupo distino, não formado somente por militares. Não chegou a ser uma ditadura, onde o Poder Executivo tem poderes absolutos, mas foi um regime autoritário que adotou até mesmo políticas econômicas de esquerda, como o estatismo exacerbado de Geisel.

    A situação hoje, em alguns aspectos, consegue ser pior que em 1964. Não teríamos apoio dos demais Poderes (muitos depudatos/senadores têm ficha suja e temeriam um governo sério, enquanto o Judiciário está fortemente aparelhado e doutrinado em esquerdismo), dos governos estaduais (estruturalmente enfraquecidos desde o Estado Novo e com governadores/deputados estaduais que não se arriscariam) dos organismos internacionais (ONU, OEA, UNASUL e Mercosul são/estão dominados por esquerdistas) das grandes nações (EUA, Rússia, China, França e vários outros países europeus estão nas mãos da esquerda) e da imprensa nacional e internacional (antros de esquerdismo chulé). Com esse cenário, nenhum Poder solicitaria a intervenção militar como preconizada pela CF-88.

    Assim sendo, a solução única seria uma revolução nos moldes egípcios, com as Forças Armadas metendo toda a quadrilha na cadeia, julgando e executando todos os que lesaram a Pátria. Todavia, isso teria um risco social altíssimo e teríamos sanções internacionais as mais diversas, greves manipuladas, terrorismo perpetrado por grupos de extrema esquerda, pelo crime organizado (que tem ligações com políticos, principalmente traficantes de drogas e máfias de presídios), ladrões em geral do erário e mesmo a possibilidade de uma declaração formal de guerra pela UNASUL (versão latina do Pacto de Varsóvia).

    A História nos mostra um exemplo vitorioso, mas que teve um preço muito alto: a Guerra Civil Espanhola, onde o Generalíssimo Franco derrotou a escória vermelha. Mas perguntemos a nós mesmos: se hoje tivéssemos um grande líder como Franco, quem levantaria do sofá ou da frente do computador e correria aos quartéis das Forças Armadas para tomar parte em uma revolução?

    Os intervencionistas não pensam nas consequências do que pedem. Até sou a favor da ideia, mas sou realista em admitir que é inviável. Não temos um Franco para nos guiar e não temos a garra e determinação dos espanhóis dos anos 1930.

  5. O “repórter chileno” pode ser algum grupo de comediante se passando por repórter estrangeiro, já vi similar em um programa de humor, como minha memória para ‘celebridades’ e programas é muito ruim, não sei dizer qual foi. Eles filmam e depois ridicularizam, sem o menor respeito com exposição pública dessas pessoas em seus programas. Eles deveriam fazer isso com políticos, que se elegem ou não, para falar e fazer besteira.

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