Texto sobre sexualidade de Dilma faz a BLOSTA subir pelas paredes

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A BLOSTA está choramingando pelos cantos depois que a revista Época publicou um artigo irônico e muito espirituoso falando sobre a vida sexual de Dilma Rousseff. Observe a ladainha, vinda do site Brasil247, que compilou a opinião de membros da blogosfera estatal e outros de sua turminha no texto “Época ultrapassa limites com texto sobre vida sexual de Dilma”:

João Luiz Vieira, um dos editores da revista Época, que pertence ao grupo Globo, publicou uma grosseria que repercutiu mal na internet e na imprensa em geral.

Em seu artigo “Dilma e o Sexo”, Vieira atribui os problemas da presidente Dilma Rousseff à “falta de erotismo”. A baixaria, que já foi retirada do ar (estava aqui), ainda pode ser lida aqui.

Mas, afinal, o que leva um profissional (Vieira é jornalista há 26 anos) a escrever uma espécie de crônica sobre a vida sexual da presidente da República para tentar explicar a crise política e econômica que atravessa o Brasil?

Para o jornalista Fernando Brito, Época ultrapassou todos os limites da civilidade. “Época, como sub-Veja que sempre foi, apenas colhe os frutos de uma mídia empresarial que perdeu todo o limite de civilidade e bota Jabores, Rodrigos, Reinaldos, Gentilis e outros a rosnar. E outros que, sibilantes, revestem a peçonha em termos e temas pretensamente “cults”. Tornamo-nos a república dos imbecis, dos ofensores, da xingação. Que época!”, afirma Brito.

Alguns internautas se assustaram com a publicação da Época, independentemente de serem ou não eleitores da atual presidente ou de estarem de acordo com o governo vigente. “O que é isso? Até que ponto esses caras se rebaixarão moral e intelectualmente? Tudo bem, eles contam com a simpatias de imbecis piores que eles. Mas senso de ridículo, nunca tiveram nenhum? Ou abrem mão dele agora em razão de seus “objetivos maiores”? Cara, que gente podre”, escreveu Marcos Nunes.

“Isso não é jornalismo, é um esgoto dos mais fétidos. Me senti agredida como mulher. O que virá em seguida? Que presidência é lugar de homem (rico) e que ela deveria ir lavar uma louça ou costurar uma roupa? Estou perplexa”, criticou Ana Maria.

Abaixo você pode ler trechos do texto “Dilma e o Sexo”, de José Luis Vieira:

Não a conheço pessoalmente, nem sei de ninguém que a viu nua, mas é bem provável que sua sexualidade tenha sido subtraída há pelo menos uma década, como que provando exatamente o contrário: poder e sexo precisando se aniquilar.

Será que Dilma devaneia, sente falta de alguém para preencher a solidão que o poder provoca em noites insones? Será que ela não se ressente de um ser humano para declarar que quer mandar todo mundo para aquele lugar, afinal ela não tem como dizer isso para o neto, supostamente seu melhor amigo, que ainda nem sabe ler? Será que ela não sente falta de comer pipoca enquanto assiste suas séries de TV paga, que tanto ama e a faz relaxar das pressões inerentes ao cargo?

[…]

Dilma, não. Dilma é de uma geração de mulheres anti-Jane Fonda, que acreditam que a sexualidade termina antes mesmo dos 60 anos, depois de criados filhos e ter tido seus netos. A atriz norte-americana foi uma combatente política quando era antidemocrático falar mal dos Estados Unidos, nação que estava dizimando vietnamitas e ela, no auge da beleza e do erotismo explícito como a emblemática personagem Barbarella, posou numa trincheira.

Isso foi no fim dos anos 1960, quando Dilma começou a lutar por democracia nos nossos anos de ditadura (1964-1985). Jane hoje é uma contumaz usuária de testosterona para regular seus hormônios e manter sua sexualidade gritando aos 77 anos. A atriz, precursora da autoestima para uma geração de mulheres no mundo inteiro, chega ao terço final de sua via exalando erotismo.

[…]

Diz-se que as amazonas, filhas de Ares, deus da guerra, cortavam um dos seios para manusear o arco e flecha e lutar. Ou seja, o feminino guerreiro precisaria extirpar a própria feminilidade. Não deveria, mas muitas vezes a exclui, e exemplos temos aos montes. Fragilizar-se é compatível com o cargo que essas senhoras almejam? Talvez sim, talvez não.

Dilma, se fosse seu amigo lhe diria: erotize-se.

Como se nota, o texto é bem humorado e nem chega a ser ofensivo. Não faz acusações que ataquem a honra de Dilma, mas se dá o direito de questionar um aspecto da vida da presidente.

Uma tal de Ana Maria, instanciando a típica encenação petista, disse: “Me senti agredida como mulher”. Duvido muito que tenha realmente se sentido agredida. Ou ofendida. Ou qualquer bobagem que ela queira alegar.

É bom lembrar que na época das eleições o PT usou como uma de suas propagandas pelas redes sociais a acusação de que Aécio Neves batia em sua esposa, Letícia Weber. Até o momento eles não apresentaram qualquer evidência em favor desta alegação. Logo, aqui temos mais um exemplo do duplo padrão psicopático petista: as ofensas à Leticia Weber (chamando-a de “agredida pelo marido”, sem provas) não agridem Ana Maria como mulher, mas um texto espirituoso e divertido de José Vieira sim.

Qual o fator para que os petistas se sintam “ofendidos”? Meramente o fato de Dilma ser presidente por seu partido, não por ter sido ofendida de fato. Alias, se Dilma teve seus “sentimentos magoados” por um texto deste tipo, é sinal de não ter estrutura psicológica para ser presidente. Com mais precisão, podemos dizer que ela não tem estrutura moral para o cargo.

O duplo padrão petista, enfim, está mais uma vez revelado. Que continuem assim, fazendo encenações para se fingirem de vítimas. Não podemos deixar de apontar a encenação e o cinismo caso a caso, frame por frame, post por post.

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8 COMMENTS

  1. Vale lembrar também a propaganda do PT para a prefeitura de São Paulo em 2004, em que se veiculava em horário nobre a pergunta: “Kassab é casado? Tem filhos?”

  2. O livro “Quem pensa Enriquece” faz essa associação entre uma vida sexual ativa e o sucesso nas diversas áreas da economia, política e etc. É uma hipótese.

    A esquerda e as ONG´s esquerdistas que defende aborto em qualquer circunstância, a legalização da prostituição, o ensino da teoria de gênero para crianças de 3 a 6 anos e que vê como revolucionário introduzir um crucifixo no próprio reto se sente ofendida com um texto que fala de uma suposta pouca atividade sexual da presidente. Duplo padrão é pouco.

  3. Tornamo-nos a república dos imbecis, dos ofendidos, da falta de interpretação de texto, das crianças mimadas que não suportam uma “nome feio” que já corre pro colo da mamãe. Que época!”, afirmo eu.

  4. Humm … pode ser humor, mas quando um jornalista afirma que a Dilma lutou por _democracia_ durante a ditadura militar, ele revela a sua natureza esquerdopata. O objetivo do texto poder ser exatamente este aí: vitimizar a presid’anta.

    • Exatamente! Além disso, usou a velha retórica esquerdista de que os EUA “dizimavam” vietnamitas, como se a intervenção fosse de cunho genocida e voltada à população civil, passando ao largo da realidade de que o governo.comunista combatido dizimou muito mais patrícios antes, durante e após o fim da guerra.

  5. Não foi ofensivo…. ok. Faça o seguinte:substitua o nome de Dilma pelo nome de sua mãe ou avó e leia para elas….. sera que elas se sentirão efendidas?

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