Dilma quer dar outro golpe no TCU, ao pedir mais 15 dias de prazo

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O PT é o partido da avacalhação dos outros. Como bons sádicos sabem fazer, eles manipulam as outras partes com as quais se relacionam. E o pior é que quase sempre os outros caem, feito patinhos. Será que o TCU vai ser engabelado de novo?

Pois não é que segundo o UOL, o governo petista pediu nesta segunda feira mais 15 dias de prazo ao TCU para dar explicações sobre as evidências de irregularidades nos seus gastos em 2014. A informação vem do ministro Augusto Nardes, relator do caso.

Recapitulando: em 17 de junho o TCU deu 30 dias de prazo. Já era sacanagem, mas, vá lá, aceitemos que é normal alguém ser enrolado por um partido tão sórdido. Mas no dia 12 de agosto, Dilma pediu mais 15 dias. E não é que eles deram? Aqui a coisa já descambava para o escracho.

Augusto Nardes disse o seguinte: “Tomei conhecimento agora (desse novo pedido de prazo) e vou tomar uma decisão entre hoje e amanhã. Já foi dado um prazo bastante elástico, de 45 dias”.

Era só o que faltava dar mais 15 dias de prazo. Independente disto ocorrer, o PT já pode ser elencado como o maior manipulador de instituições da história política nacional.

Com a palavra, Augusto Nardes.

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11 COMMENTS

    • Exatamente. A Dilma não está se negando a prestar contas. Ela está pedindo sistematicamente o adiamento dos prazos. É o joguinho sujo dela. Enquanto deixarem o TCU dar prazo em cima de prazo, ela ganha tempo e mais tempo. A oposição tem que pressionar o TCU. Tem que dar prioridade a tudo que leve Dilma ao impeachment e Lula ao banco dos réus da Lava-jato.

  1. Falta experiência em gestão em muitas instituições governamentais. Todo mundo sabe que a Dilma está mais enrolada que bobina; nem em 100 anos com 1 milhão de HH, ela vai conseguir achar uma explicação que seja plausível e honesta simultaneamente. Qualquer progresso neste processo é uma armadilha a mais para a presidente.

    O governo se pronunciou de forma negativa quanto ao prazo de 30 dias quando foi concedido pelo TCU na primeira vez? Não? Tchau.

    Se pronunciou? Então qual é o prazo que vocês acham factível? 60 dias. Pois você tem o dobro do prazo e por isso não será tolerado mais nenhum atraso. Tchau

    Hoje a oposição já estaria articulando o impeachment.

  2. Ora, se Dilma queria 30 dias além dos 30 inicialmente concedidos, por que pediu 15?
    O Tribunal já concedeu o prazo adicional solicitado pelo próprio governo, motivo pelo qual se mostra desarrazoada a concessão de novo prazo por falta de justa da causa, seja qual for a justificativa apresentada para a nova dilação ora pretendida.
    Ao conceder novo prazo pela terceira vez consecutiva, o TCU estaria passando um atestado de conivência com a manobra protelatória do governo.
    O que o Tribunal poderia fazer seria julgar de plano o processo no estado em que se encontra, diante da preclusão de dois prazos consecutivos já concedidos para a prática do mesmo ato processual por parte do governo.
    Assim, fica evidente que o pedido de novo prazo nada mais é que o descumprimento puro e simples da determinação daquela Corte de Contas.
    Seria um absurdo jurídico que levaria imediatamente à conclusão de o Tribunal estaria sendo conivente com as ilegalidades apontadas no processo e, portanto, agindo como cúmplice das pedaladas fiscais.
    Um é pouco, dois é bom, três é demais.
    Cabe ao Tribunal negar a manobra do governo.

  3. Aqui devemos ter um cuidado enorme.

    O próprio PT quer vender a imagem de uma Dilma incompetente, enrolada, com boas intenções, mas com ideias curtas.

    Quando da campanha de Lula por Dilma a imagem que vendiam dela era outra: uma pessoa forte, cão-de-guarda, que sabia o que queria; a Margareth Tatcher da Pindorama.

    Devemos saber cobrar do PT o preço, tanto uma alegação (como o partido indica um incompetente para a presidência? Não havia ninguém mais qualificado no partido?), como de outra (ela não é um cão-de-guarda? Por que então não dá jeito na economia? Na gestão? No administrativo?)

    Qualquer que seja a “Dilma” que nos venderem, cobremos o preço.

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