Piada: Dilma diz que “demorou” para perceber gravidade da crise

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Realize a seguinte situação: um hacker invadiu uma empresa, levou segredos corporativos e os vendeu para um competidor. Com isso, fez seu pé de meia definitivamente. Após ser capturado pela polícia, mas sem devolver tudo que conquistou, choraminga: “Peço desculpas pelo meu erro ao enviar uma mensagem para o e-mail que não era de minha empresa”.

Eu diria que um cinismo  de tamanha dimensão mereceria um agravamento de pena. E você, o que acha?

Pois não é que Dilma acredita que conseguirá livrar sua cara com um embuste tão acintoso?

A presidente anda trombeteando por todos os lados que errou ao só perceber que a crise econômica era muito maior do que se esperava entre os meses de novembro e dezembro do ano passado –depois que já havia sido reeleita. Que conveniente, não?

O problema é que esta mentira não pode colar de forma alguma, já que há vários meses descobriu-se que o governo escondeu dados relacionados à crise por causa das eleições.  Em outras palavras, o governo sabia da crise, mas atuou para que muitos brasileiros não a descobrissem. Caso contrário, o PT não se reelegeria.

A coisa é bem pior: a crise foi criada pelo governo petista, que tinha como projeto principal conseguir censurar a mídia já no primeiro semestre de 2015. Foi para isso que Berzoini foi elencado como ministro das comunicações. Em outras palavras: o projeto central era o de censurar a mídia, pois o PT já havia avançado na criação do colapso econômico, e precisa esconder os indicadores ruins (além dos escândalos de corrupção, é claro).

É a mesma situação do hacker. A questão não é mais se o hacker sabia ou não que as informações confidenciais eram enviadas a um concorrente, isto é, um crime de espionagem corporativa. Mas sim o reconhecimento do fato de que esta era exatamente a intenção do hacker: enviar as informações para fora da empresa. Do mesmo modo, não é que Dilma errou ao “demorar para descobrir” os erros. Ela sabia de tudo, e o governo teve que agir para esconder os “erros” no afã de garantir a eleição. Para piorar, não eram “erros”, mas acertos sórdidos. Estávamos diante da destruição intencional de nossa economia.

As eleições de 2014 foram vencidas pelo PT pois o partido se valeu de doses de cinismo além dos limites e ainda assim ficou impune, sem receber shaming na proporção justa. O bizarro é que o PT, de umas duas semanas para cá, retornou ao mesmo ritmo de mentiras da época da campanha. É imperativo que não os deixemos usar esse diferencial competitivo: a capacidade de mentir em uma proporção tão veloz e alucinante que seus oponentes desistem de desmascará-los, permitindo, lamentavelmente, que eles convertam as mentiras não desmascaradas em um poderoso capital político.

Está na hora deste show de cinismo fracassar de uma vez por todas.

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11 COMMENTS

  1. Exatamente Luciano. A maior arma do PT é a capacidade de mentir ilimitadamente. Lula, Dilma e Cardozo, principalmente esse último, poderiam facilmente ser professores dos lobistas da industria do cigarro. Eu considero essa capacidade deles mais perigosa do que o próprio aparelhamento do Estado.

  2. Luciano, você diz várias vezes que o PT orquestrou a crise propositalmente. Qual é a base para estas afirmações? Sei bem que a situação econômica do Brasil está assim por causa da gastança com auto-propaganda, mas vejo a crise como um subproduto e não como um objetivo.

    Crise financeira é algo em comum entre vários países bolivarianos, mas não me parece um requerimento (visto a Bolívia que parece andar muito bem), então eu não compreendo essa colocação.

    • Rafael,

      Vejamos da seguinte forma.

      Situação 1: você mantém um relacionamento amoroso com sua namorada via consenso e sedução contínua
      Situação 2: você mantém um relacionamento amoroso com sua namorada com base no estupro e acorrentamento

      Ao optar pela situação 2, você também vai escolher um cenário onde ela sofrerá muito mais. Terá que isolá-la das amigas dela, pois, sem isso, você é que pode se dar mal.

      Na verdade, podemos até dizer que você não está optando pelo sofrimento dela, mas pela criação de uma CONDIÇÃO onde ela não só com certeza irá sofrer, como as condições que estabelecem este sofrimento são necessárias para a manutenção do seu intento de manter a situação 2.

      Portanto, diante de um júri, não precisamos ficar nos questionando “se lá no fundo de sua mente você queria realmente que ela sofresse”. Melhor sabemos se você gerou as condições para o sofrimento dela (sabendo destes resultados) intencionalmente ou não.

      Ademais, uma proposta política baseada no afastamento de investidores, e que DEPENDE de censura de mídia, COM CERTEZA tem más intenções.

      Abs,

      LH

  3. Ah, Dilma… vai fritar um omelete no programa da Gimenez, vai.
    Vai assistir Chaves ou A Usurpadora no Netflix, vai levar os cachorros no pet shop, vai cuidar do jardim, vai varrer as folhas, vai ler um gibi, vai trocar receitas com a vizinha, vai fofocar no portão, vai dar uma volta de carro ou de bike, vai desenhar, vai mudar os móveis da sala de lugar, só não continue sendo presidente.

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