O caso Temer e o que a direita ainda precisa aprender sobre pressão política

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A extrema esquerda, ainda mais do que a esquerda moderada, entende que a política é baseada em pressão. Eles já perceberam a regra óbvia que se exibe para nós em qualquer dinâmica comportamental política: sem pressão, não há resultados. E ainda mais: se um político do “miolo” não recebe pressão de um lado, deixa de respeitá-lo. Em outros termos, isto significa que eles gostam de apanhar.

Por “miolo” podemos reconhecer todos aqueles políticos não comprometidos com um lado ou outro. Como é o caso do PMDB. Ou do PSDB. Enfim, se os pressionarmos, eles passam a nos respeitar, podendo vir para o nosso o lado, de acordo com o nível de pressão.

Foi apenas Michel Temer reconhecer o óbvio (que Dilma, a continuar com essa popularidade, não duraria até o fim do mandato) para ser enxovalhado por toda uma horda de petistas, que chegaram a rotulá-lo de golpista. Roberto Amaral, como sempre demonstrando fascismo exacerbado, disse que Temer faria parte “da elite golpista”.

Temer fez o que se espera de qualquer político pressionado: recuou e disse que “as coisas não eram bem assim”. Em seguida, afirmou que Dilma vai até o fim do mandato.

É isto que a direita precisa aprender a fazer: pressão contínua, incessante e sem desculpas. Se você mantiver o nível de pressão no limite máximo, e, é claro, estiver dentro dos limites da civilidade, só tem a ganhar e nada a perder.

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