CQC pratica bullying contra um arquiteto e se dá mal

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CQC

Conforme matéria do UOL, Lucas Salles, “repórter” do CQC, tomou um soco durante uma reportagem. Leia mais:

Após levar um soco de um entrevistado que defendeu pela internet a chacina em Osasco, na Grande São Paulo, o repórter do “CQC” Lucas Salles postou uma foto no Facebook neste sábado (5) e chamou haters de “babacões”. Hater é o termo utilizado para as pessoas que publicam críticas ou comentários de ódio nas redes sociais.

“Alô, haters babacões. Nem está roxo, mas está doendo pra cacete”, disse ele. “Se sentindo otário”, acrescentou.

No Twitter, ele também fez piada sobre o episódio. “É tanta porrada que eu nem sei por onde começar. Mas a pior delas é não ter mais [a série] ‘Kenan & Kel’. Essa é a pior porrada da vida”, brincou.

Lucas Salles levou o soco de um rapaz, cuja identidade não foi revelada, durante a gravação de uma entrevista para o quadro “CQC Haters”, do “CQC”, da Band. Salles questionava o homem sobre o post em uma rede social, no qual teria defendido a execução de 19 pessoas em Osasco, no mês de agosto.

“Você acha mesmo que bandido bom é bandido morto? Você não acha que as pessoas tinham o direito de serem julgadas e não mortas?”, perguntou o repórter. “Se são bandidos, não”, respondeu o rapaz. “Como você sabe que são bandidos?”, insistiu Salles. “Baseado nas passagens policiais”, replicou.

Após a troca de perguntas e respostas, o clima entre os dois esquentou de vez. “Eu não acredito em recuperação”, disse o homem. “Eu também não acredito, não. Eu estou conversando com você, achei que fosse melhorar depois dessa conversa, só que não”, disparou Salles. A resposta irritou o rapaz, que revidou com um soco e uma cabeçada no repórter.

O quadro “CQC Haters” tem como missão rastrear, investigar e identificar pessoas que publicam determinados comentários em redes sociais. Geralmente, a entrevista é exibida no “CQC”, mas com a imagem do rosto do indivíduo “borrada”.

Antes de qualquer coisa, que fique claro: este blog não endossa qualquer tipo agressão física diante de piadas e ataques políticos. Ataque político se rebate com ataque político. Piada se rebate com piada. Frame se rebate com frame. E assim por diante.

Porém, todos sabem que o CQC é um programa cuja imoralidade já fez o termômetro de perversidades morais explodir. É um pessoal com falhas éticas tão graves que dependem unicamente da ingenuidade de seus alvos diante de seus truques. Quando um filho pergunta a um pai que trabalha no CQC sobre o que ele faz, a resposta honesta seria: “Filho, minha vida se baseia em jogar jogos sujos diante de quem não tem noção de ser vítima destes truques”. Não dá para descer mais baixo que isso, certo?

Ultimamente, pegaram mania de chamar de hater todos aqueles que discordam de suas ideias de extrema esquerda. É claro que um programa assim jamais irá perseguir o presidente da CUT, que falou em pegar em armas para defender Dilma Rousseff. Mas um sujeito que fugiu do pensamento bovino das cartilhas do MEC, e tenha cometido algum excesso, se torna vítima potencial dessa gente.

A partir daí, eles vão conversar com os incautos, que não sabem da armação. Obviamente, não são entrevistas de fato, mas simulações de perguntas para lançar shaming no oponente. Algo como “Você não tem vergonha de ter opinião (x)?” ou “Você não acha que os espectadores terão nojo de alguém que defende coisas tão imundas como (y)?”. É claro que um leitor deste blog não responderia a nenhuma dessas perguntas, e se limitaria a lançar shaming de volta, em perguntas simuladas. É aquele ditado: se não sabe brincar, não desce pro play. Melhor ainda: nem conversaria com essa escória.

Não é o caso do arquiteto, que provavelmente não lê este blog e caiu no jogo. E quando uma pessoa está sendo vitimada por jogos deste tipo, sem saber que tudo não passa de uma grande armação (e se soubesse, poderia jogar o jogo de volta, fazendo o sujeitinho que se traveste de repórter sair de fininho, envergonhado), começa a ficar irritado, sentindo-se humilhado. É um risco que a indignação resulte em atos violentos. Alias, o repórter que está jogando o jogo vai capitalizar até se sofrer violência, pois poderá fazer o papel de vítima. Por isso mesmo, o melhor é só lançar shaming de volta ou mesmo nem falar com a criatura.

Isto é o que está por trás da perversidade dos membros do CQC. Infelizmente, mais uma pessoa foi vitimada por um programa de ética perversa, por não saber como funciona os ardis dessa gente.

Vale ressaltar que é plenamente justificável que uma pessoa vivendo sob ininterrupta ameaça de violência (como quase todo cidadão brasileiro) e não tenha informações completas sobre a chacina pense que a frase “bandido bom é bandido morto” se adequaria ao caso. Principalmente após saber que os executores são policiais em revide contra bandidos que assassinaram alguns dos seus amigos de farda. O arquiteto em questão é mais uma vítima da violência do que um ator político que merecesse humilhação pública.

Lucas Salles disse que a agressão “nem deixou marca roxa”. Mas no dia em que ele se defrontar com alguém que conhece seus truques, sua reputação ficará bastante machucada. E com razão.

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35 COMMENTS

  1. Esse cqc é a personificação do Jornalismo(?) de nível abaixo de esgoto… Eu teria vergonha de participar de uim lixo deste… Nem por todo o dinheiro do mundo! É pior que prostituição, ou tráfico, pois vendem a alma por dinheiro e notoriedade, além de entorpecerem a mente de seu público…

  2. Esse programa é uma baixaria só, deixei de ver há muito tempo. Mas nem todo mundo tem o sangue frio ou a língua rápida o bastante para revidar com respostas matadoras. Portanto,acho que o repórter teve o que merecia. Deveria ter apanhado mais, gerado um processo por agressão, e então a “entrevista” serviria como prova e atenuante para o agressor, que simplesmente revidou várias agressões verbais (que machucam praca) com uma física. Esse aí é aquele gorducho carioca, não é não? PQP, esse cara é muito babaca

  3. Será que o CQC Haters fará entrevista com as feministas radicais ? Será que fará entrevistas com marxistas do PSOl e PCO, PCdoB, PSTu que pregam a violência de classes ?

  4. A frase “bandido bom é bandido morto” é repetida pela maior parte da população brasileira, vítima da voiolência urbana provoada de propósito pela esquerda, para desestabilizar a sociedade. Querem relativizar a palavra bandido, como se um bandido fosse alguem que tivesse algumas atitudes em prol das vítimas e de vez em quando uma negativa, e não como o que o bandido realmente é: uma pessoa totalmente descomprometda com as regras sociais, com a Lei e que quer se dar bem seja como for, às custas das vidas alheias. Até por que bandido e esquerda se identificam muito.

  5. Esse CQC é um programa manipulador e claramente adota um viés tendencioso favorável a esquerda, porém é preciso admitir que esse arquiteto falou muita merda. Em primeiro lugar, defender aquele ato bárbaro dos bandidos de farda que mataram pessoas indiscriminadamente, sendo que apenas 6 das 19 vítimas tinham passagem pela polícia e a grande maioria eram trabalhadores que apenas passavam naquele momento nas ruas, é no mínimo muita idiotice. Em segundo lugar, é muito pouco improvável que esse cidadão esteja vivendo sob ininterrupta ameaça de violência maior do aquelas pessoas assassinadas, pois todos sabem o quão é difícil morar nas periferias das grandes cidades, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, onde as pessoas convivem quase que diariamente com situações de violência extrema.

    Luciano Ayan, seria plenamente justificável para você se alguma daquelas pessoas assassinadas defendesse na Internet algum assassinato praticado por algum assaltante em um bairro nobre de SP?

    • Astolfo,

      Não foi nada disso que eu disse. O que eu digo é que, (1) com a confiança de que a PM fez uma ação de vingança, (2) e como tal não estavam atrás de inocentes, é COMPREENSÍVEL que alguém com POUCA INFORMAÇÃO sobre o assunto entenda que foi uma chacina lançada contra bandidos. Só isso.

      Ninguém está dizendo que é certo matar inocentes. E nem mesmo executar bandidos sem julgamento. Estou julgando a sensação de alguém, que vive sob medo do crime endêmico no Brasil, ao expressar uma frase clichê.

      Abs,

      LH

  6. Isso sem contar que o quadro é editado.
    Quem garante que o cara deu o soco por causa disso (e não porque ficou sendo provocado pelo “repórter”)?

  7. Tem que fazer o seguinte: vai enrolando o tal reporter e caminhando em direção a sua propria casa. Quando chegar, deixa a porta aberta e certamente ele irá entrar. Isso é invasão de domicílio. Quebra o cara a pau e ainda processa o vagabundo por invasão.

  8. Discordo tanto do repórter do CQC, quanto do arquiteto, pois o primeiro abusou de sua liberdade de imprensa e o segundo o agrediu. Civilmente, os dois cometeram delitos (ilícitos civis). Pelo correto, o arquiteto deveria entrar com ação civil contra o repórter por danos morais, pedindo ressarcimento, em vez de agredi-lo. Também, civilmente, agredido deveria entrar com ação civil contra ele por dano físico e pedir ressarcimento dele. Pancadarias não resolvem problemas nenhuns, somente fomentam mais problemas. Então, se não querem receber entrevistas deste programa ou de quaisquer outros, fujam deles e ignorem-nos veementemente, mas não partam para as pancadarias, pois somente piorarão as situações.

  9. Se o entrevistado responder a altura e colocar o repórter do CQC no seu devido lugar, o programa vai editar a entrevista ao máximo, se a humilhação for grande, talvez não irá nem exibi-la. O jeito é ignorar ou fazer como fez o arquiteto, porque assim eles não ficarão mais tão a vontade durante a próxima entrevista desonesta.

  10. Esse tal CQC haters é a personificação da ditadura politicamente correta. Algo que faria até George Orwel ter calafrios. Você discorda do discurso esquerdista dominante e em meia hora aparece uma van cheia de militantes montando piquete na frente da sua casa para te perseguir.

  11. De início gostei do formato do programa. Com o tempo vi que se tratava de uma trupe de adultos fazendo piadas de muleque e, como muito bem mencionado no post, incitando e ridicularizando pessoas na rua, pegas de surpresa, para responderem a questionamentos preparados e constrangedores. Não respeitam a opinião alheia, não aceitam quando são refutados por argumentos e estão com uma audiência medíocre. Melhor assim, eles são os legítimos “Haters”.

  12. Jovens, estamos falando de TELEVISÃO. Eles fazem o que querem, manipulam informação e o escambau!!! Não se deve dar crédito a esse lixo de tv brasileira. Pensem bem, o clima deve ter esquentado até o filha da puta do entrevistador apelar com o outro (já esperando esse tipo de reação). Só que o CQC deve ter cortado essa parte e mostra o babaca levando um soco… pois é, foi procurar, achou!!

    • Marcelo Tas não apresenta mais o CQC. Quem está no lugar dele é o Dan Stullbach, aquele ator que fazia um sujeito que batia na mulher com uma raquete de tênis numa novela da Globo.

      Se bem que o Tas foi cúmplice da sacanagem que fizeram com o Bolsonaro, já há algum tempo, no mesmo CQC.

  13. Entrevista com o líder da CUT que ameaçou atirar na população, nada.

    Entrevista com aquela porra de líder no Nordeste sei lá do que, que também disse que queria fuzilar a população, nada.

    CQC além de tudo é covarde, pois não se mete a “zoar” gente perigosa como CUT, MST e esses outros que ameaçam de verdade atacarem armados a população, pois o CQC sabe que esses bandidos são capazes disso.
    O que fazem então?
    Vão atrás de alguns malucos tipo esse arquiteto aí.

    Lucas Salles precisa é ficar aliviado que no caso desse maluco foi só um soco que tomou.
    Se fosse alguém da CUT ou do MST, será que ele ainda estaria aqui contando a historinha, fazendo piadinha?
    Ele sabe bem a resposta.

  14. Esse história está muito mal contada.Leia isso, por favor:

    “Depois da exibição do quadro, comentei com Lucas Salles, por meio do Twitter, que senti falta de uma explicação sobre o que aconteceu dentro da delegacia e o que levou o rapaz a mudar de opinião.

    O repórter respondeu: “Nos fizemos o B.O. (boletim de ocorrência), a delegada disse que a culpa era dos dois (mais minha, por incrível que pareça) e que devíamos resolver isso e pensarmos se queríamos levar à frente. Ela nos passou para outra delegacia (aquela estava sem luz) e, no meio do caminho, ele disse que queria pedir desculpas. Acho que foi uma questão de montagem/edição mesmo.”

    http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2015/09/08/o-que-nao-foi-mostrado-e-dito-no-caso-da-agressao-ao-reporter-do-cqc/

    A delegada disse que os dois estavam errados e qua a culpa era mais do repórter do que do entrevistado.
    Vejam o vídeo da matéria e notem como a parte da agressão até a delegacia foi totalmente editado, passando ao telespectador que o entrevistado pediu desculpas por medo de ter parado na delegacia.
    Em NENHUM momento o programa diz que o entrevistador pediu desculpas por livre vontade.

    A pergunta que fica é:

    Que coisa que o “repórter” fez que pesa mais do que uma agressão (como ele mesmo afirmou ao Stycer, a delegada disse que a culpa era mais dele do que a do entrevistado).

    Esse programa consegue piorar a cada dia.

    • *Que coisa que o “repórter” fez que pesa mais do que uma agressão (como ele mesmo afirmou ao Stycer, a delegada disse que a culpa era mais dele do que a do entrevistado)?

      • A propósito, uma das perguntas que as pessoas estão fazendo na internet é onde está o facebook do entrevistado.

        Eu não ficaria supreso se descobrirem que foi armado (ainda mais porque o programinha vai mal das pernas).

  15. Vindo desse programa, não acredito em absolutamente nada, muitas matérias repletas das manipulações mais abjetas. Não me surpreenderia nem um pouco se tudo fosse armado. Pelo menos quando o João Kléber fazia suas armações era só para ganhar ibope, e não para avançar uma agenda pútrida de esquerda.

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