Executiva demitida do Santander por falar a verdade sobre a economia petista recebe R$ 450 mil. É pouco.

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Deve ter sido com muito ranger de dentes que o Brasil247 publicou a notícia que veremos a seguir, mostrando que Sinara Polycarpo, ex-executiva do Santander, recebeu R$ 450 mil de indenização por sua demissão. Como é uma perseguida política do PT, é óbvio que os bolivarianos desejariam vê-la sem receber nada. Se deram mal. Veja a notícia:

Sinara Polycarpo ficou conhecida ano passado por conta da “polêmica” carta enviada aos clientes do Santander, alertando sobre os riscos que a reeleição de Dilma Rousseff poderia trazer – o que inclusive custou seu cargo no banco onde ela trabalhava há mais de 8 anos. (para rever o caso, clique aqui). Se até então o único ponto positivo dessa história era o fato da sua projeção ter sido assertiva, agora ela tem um motivo muito mais “tangível” para comemorar.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região de São Paulo julgou o processo movido por Sinara contra o banco, dando ganho de causa para a reclamante por danos morais. Com isso, o Santander foi condenado a pagar R$ 450 mil de indenização. A decisão foi proferida pela juíza Lucia Toledo Rodrigues no dia 5 de agosto, como mostra o processo nº 00028302920145020078, da 78ª Vara do Trabalho.

Procurado pelo InfoMoney na noite de quinta-feira (10), a assessoria de imprensa do Santander até o momento ela não se manifestou. A decisão foi tomada em 1ª instância, ou seja, o Santander ainda recorrer.

Embora tenha deferido a indenização por danos morais, a juíza deferiu os pedidos de indenização por danos materiais, de recebimento de horas extras, de reconhecimento de bônus, de desvio de função e dos honorários advocatícios, todos feitos por Sinara. Também foi deferido o pedido feito pelo Santander de condenação da sua ex-funcionária por litigância de má-fé.

Da carta ao processo A tal carta que gerou a demissão de Sinara foi enviada aos clientes do Santander em junho do ano passado, época em que a corrida presidencial começava a se acirrar. Ela apresentava um cenário de deterioração da economia brasileira, que poderia se agravar caso Dilma voltasse a subir nas pesquisas de intenções de voto – o que traria uma alta do dólar e queda do Ibovespa, na projeção da superintendente.

A reação do PT foi enfática: o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva chegou a dizer que “essa moça não entende p***a nenhuma de Brasil e de governo Dilma” e pediu para o então presidente mundial do Santander que demitisse a analista. Após um pedido formal de desculpas ao governo brasileiro, o banco comunicou o desligamento de Sinara.

Sinara x Santander No processo, Sinara alegava que sua dispensa decorreu por “nítido ato de discriminação política” e que causou-lhe grandes tormentas sobretudo pela condução adotada pelo Santander, que disse não concordar com a análise apresentada na carta e pediu desculpas publicamente pelo texto, colocando-a em evidência de forma indevida. Além disso, ela constentava a justificativa dada pelo banco para a sua demissão (“descumprimento de código de conduta”), usada com a intenção de “mascarar a atitude de submissão da instituição ao PT”.

Diante disso, a ex-superintendente exigira uma indenização por danos morais e materiais consistente no valor dos salários e demais vantagens que receberia se tivesse continuado no emprego, desde a rescisão e até sua efetiva reintegração ou recolocação em outro emprego semelhante. De acordo com os autos, Sinara recebia R$ 32.785,74 por mês.

Como réu da história, o Santander acusava sua ex-funcionária de oportunismo, alegando que sua demissão não teve cunho político, mas sim jurídico. “[a reclamante] violou norma de conduta do banco ao não ter cumprido com sua obrigação de revisar o texto de análise financeira elaborado por seus subordinados, para evitar publicações com conotações político-partidárias”, afirmou a defesa do Santander.

Como vemos abaixo, a decisão foi uma vitória de goleada da executiva (chamada, indevidamente, de “analista” pelo Brasil247):

Dentre os argumentos utilizados pela juíza a favor de Sinara, havia o prestígio que ela tinha no seu ramo de atuação – ela ocupava de alto escalão e representava o Santander na mídia e em eventos sobre investimentos. Além disso, ela destaca que o texto contido na carta enviada aos clientes apresentava uma “constatação uníssona entre os analistas do mercado” e como a política está diretamente ligada à economia, é inconcebível querer dissociar os dois assuntos em uma análise de investimento.

“Assim, a alegação do Banco de que a reclamante foi demitida por quebra da fidúcia ao ter descumprido código de conduta da instituição é totalmente incoerente e apenas piora a gravidade de sua conduta, pois, inadvertidamente, taxou a reclamante de descumpridora de normas da empresa, o que, obviamente, macula sua carreira profissional”, afirma a juíza.

Outro ponto está ligado ao descumprimento do Código de Ética, utilizado pelo banco como motivo para demitir a funcionária. Para a juíza, quem descumpriu o código foi o próprio Santander, não só por manifestar-se pedindo desculpas pelo informe publicado como também por dizer que tinha “convicção de que a economia brasileira seguirá sua bemsucedida trajetória de desenvolvimento”. Tendo em vista o cenário atual da economia brasileira, essa atitude do banco serviu apenas para demonstrar sua parcialidade em atender os interesses políticos por conta da eleição e a falta de comprometimento perante seus clientes investidores.

“Se eles acreditassem na assertiva de que a economia seguiria a ‘bem-sucedida trajetória de desenvolvimento’, fatalmente amargariam prejuízos financeiros, dada a retração da economia e a desvalorização do nosso câmbio e dos ativos negociados na bolsa de valores”, ressalta a juíza.

Por fim, ela rebate a acusação do Santander de que a atitude de Sinara feriu sua imagem perante o público. Segundo a juíza, a própria atitude do banco em se desculpar publicamente e anunciar a demissão dos envolvidos na divulgação da carta serviu para tal mácula. “Se entendesse por bem não continuar a relação de emprego, o réu deveria ter agido com discrição e guardado para si os motivos de tal escolha e não anunciar publicamente que a autora fora demitida por ter descumprido norma de conduta da instituição, cuja veracidade da justificativa é controvertida e incoerente”, conclui.

Enfim, quem é Sinara? Uma pessoa que foi perseguida por um partido político por ter atuado com perfeição em sua profissão, permitindo que os clientes do Banco Santander soubessem a verdade sobre a economia brasileira. Verdade esta que o PT queria esconder.

Este é o PT: um partido moralmente monstruoso que persegue politicamente profissionais, quando estes nada mais fazem que agir eticamente diante de seus clientes.

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12 COMMENTS

  1. A agência Empiricus Research também divulgou umas notas péssimas sobre o futuro da economia brasileira e foi processada pelo governo PTista que perdeu a causa uma vez que a Empiricus acertou tudo. Vejam que é porque estão acertando. Sob o ponto de vista do PT, qualquer ação que critique diretamente ou indiretamente eles é um motivo para processo judicial independente de ser um trabalho legítimo ou um direito previsto na Constituição.

    • Eu lembrei na hora do Felipe Miranda, da Empiricus. Pelo visto, a empresa mais do que dobrou sua base de assinantes depois do ocorrido, e o livro “O Fim do Brasil” vendeu muito bem. Acho que também poderíamos usar isso politicamente.

  2. E como ficam as pessoas que acreditaram nos outros executivos do banco?Como saber se muitos não mentiram com medo de perder seus empregos?

    A melhor coisa que podemos fazer é tirar nossas contas desse banco.

    O Santander merece dar desculpas não só a Sinara, mas a todos os brasileiros.

    PS:Para um partido que vive dizendo que a oposição trabalha com a elite…

  3. Pelo menos uma vez a verdade triunfou sobre a canalhice e as mentiras deslavadas dos terroristas recalcados que hoje mandam nesse treco que, por enquanto, nem dá pra chamar de país.

  4. Seria interessante saber quais foram os movimentos de investimentos institucionais do banco, uma vez que, o banco não acreditava na análise da Sinara, e acreditava no bom andamento da economia. Teve lucro ou prejuízo???

  5. Quando defendo a plena liberdade de expressão é para evitar esse tipo de censura, ou qualquer outra que só beneficia os canalhas esquerdopatas de plantão e no poder! E tem quem se diz direitista, ou se considera direitista que defende censura e rótulos cerceadores do livre debate tais como: racista, anti-semita, xenófobo, islamofóbico, machista, homófobo, nazi-facista e outros tantos usados pelos canalhas ou inocentes idiotas a serviço dos senhores da Nova Ordem Mundial… Quem se vale de conceitos como “discurso de ódio” visando enquadrar opositores e tipificar penalmente a quem discorde, alegando ofensa, deseja apenas monopolizar o debate e evitar dialogo perigoso para suas idéias mentirosas e inconsistentes… Em suma, quer o monólogo ditatorial no lugar do diálogo interativo e constrututor. Quer calar os discordantes e opositores! Está aí um exemplo concreto neste caso…Quem não teme o contradito e nem tem o que precise esconder, não impede a expressão de ninguem e quem quer que seja, nem por nada!…

  6. já que os próprios donos da banco bilionários querem impor comunismo global, a soluçaõ ta em boiocotar o sistema, destruir a civilização, causar um caos global. ser unabomber mesmo

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