A esquerda como fiadora do recebimento de refugiados islâmicos na Europa

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refugiados

Eu ainda não havia escrito algo sobre a questão dos refugiados islâmicos na Europa. Fá-lo-ei agora, uma vez que os resultados das decisões atuais irão impactar o futuro do Ocidente. Também deveriam impactar a forma como responderemos a esta situação.

Adianto que não compartilho da visão de alguns conservadores que tem apelado ao desânimo absoluto, afirmando que a “Europa está condenada”. Falamos de um grupo de países com 508 milhões de habitantes. A Europa espera receber 800 mil refugiados nos próximos anos, o que, convenhamos, não é tanto assim.

Todavia, se a situação não é apocalíptica, seria ingenuidade afirmar que não ocorrerão impactos. A Europa tem se mostrado, tal qual o restante do Ocidente, absurdamente incapaz de lidar com o islamismo radical, por culpa especialmente do politicamente correto. Este é um dos temas de meu livro “Liberdade ou Morte”.

Em tempo: este livro fora previamente intitulado “A Urgência de Sermos Charlie, e deve ser lançado em meados de outubro, pela Editora Simonsen. Aliás, peço paciência aos contribuintes do crowdfunding, pois o lançamento inicial era previsto para final de junho. Todavia, criei um posfácio de 60 páginas, que enviei ao editor no início de junho, o que resultou em uma nova edição, e novos ajustes para encaixar o novo conteúdo. O fato é que estou extremamente satisfeito com a versão final e tenho plena consciência de que os leitores em geral – e, em primeira mão os contribuintes do crowdfunding – ficarão muito mais satisfeitos com o livro atual. Daí quando lerem, agora com 8 capítulos, tentem imaginar o livro sem o capítulo 8, e com o capítulo 7 reduzido à metade. Creio que isto fará os leitores repararem que a espera de três meses a mais valeu a pena.

Voltando à questão dos refugiados, sigamos.

O número de imigrantes, em um número controlado (evidentemente), não é o problema. O problema é a forma complacente com que se reage ao fundamentalismo islâmico, e, muito pior, a postura politicamente correta endossando o barbarismo cometido pelos radicais. Foi isto que levou não apenas a um surto abjeto de justificação de atrocidades como o atentado ao Charlie Hebdo, como, inclusive, o incentivou.

A esquerda se vale de refugiados para aumentar seu poder de capitalização na falsa luta entre oprimidos e opressores (e eles definem os islâmicos em seus países como oprimidos). Ademais, conseguem mais um meio de aumentar o assistencialismo e obter votos. Isto é, a criação de miséria pela Europa, para a esquerda, é sempre um negócio tão sórdido quanto lucrativo.

Não deve causar nenhuma surpresa o fato de que se pedirmos que o terrorismo praticado pelo Estado Islâmico seja combatido via ação militar coordenada entre Estados Unidos e Europa, a esquerda começará a estrebuchar pelo chão, lembrando até a menina Regan, possuída pelo demônio no filme “O Exorcista”. Simplesmente não há como discutir com esquerdista sobre o assunto, posto que eles dependem das atrocidades do Estado Islâmico para causar o altíssimo fluxo de refugiados em direção ao Ocidente, já que estes refugiados, uma vez estabelecidos na Europa, serão instrumentos políticos em suas mãos.

Estas constatações devem nos levar ao óbvio: a esquerda vai causar miséria e aumentar a taxa de barbarismo em seus países. Como já disse anteriormente, o pulo do gato está na forma em como responderemos a isso. É mais do que simples: os esquerdistas se transformam automaticamente em fiadores destes refugiados islâmicos.

A cada ato terrorista, a cada desrespeito à livre expressão, a cada violência praticada contra cidadãos nativos da Europa, a conta deve ser entregue aos esquerdistas, que devem pagar com suas reputações arranhadas.

A direita tem se desanimado, achando que a entrada de um grande número de imigrantes na Europa é o “começo do fim”. Mas se assumirmos a perspectiva de que devemos cobrar um preço por mais essa coleção de dissimulações  esquerdistas, são estes que passarão a temer os resultados de sua escolha.

A esquerda obtém sucesso quando não cobramos o preço de suas ações cujas consequências são intencionais. Basta aguardamos e observar os resultados das políticas esquerdistas quanto aos imigrantes, mas, na hora em que estes resultados se materializarem, será preciso então gastar um bom esforço expondo ao público quem são os culpados. Se fizermos isto, apresentaremos os esquerdistas como os fiadores de atos de terrorismo e selvageria que inexoravelmente ocorrerão. É quando eles perderão boa parte do capital político que esmeram amealhar.

Depende de nós.

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24 COMMENTS

  1. Caro Luciano,

    Eu infelizmente partilho do pessimista dos que acham que é o começo do fim.

    Imagine a quantidade de radicais e terroristas que estão entrando na Europa com salvo conduto do governo. Enquanto isso, qualquer pessoa que tenta entrar no país por meios legais (através de aeroportos, por exemplo), passa por um rígido sistema de segurança, revistas, raio-x, etc.

    Só saberemos o resultado das ações irresponsáveis de líderes como Obama, que geraram um vácuo de poder nestes países e gerou essa bomba relógio.

    Espero que não tenhamos que viver novamente um 9/11, ou coisa pior.

    • Na verdade há uma perversão moral REVOLUCIONÁRIA NO ISLÃ, desencadeada pelo IDEÓLOGO marxista Sayd Qutb, que transformou o Islã na religião redentora do mundo, ao estilo ocidental.

  2. A atuação da direita nesse caso está catastrófica. Errando tanto na forma quanto no conteúdo, reproduzindo até mesmo um discurso idêntico ao do Goebbels em relação aos judeus. O preconceito (ele é real e evidente em relação aos muçulmanos) dos grupos direitistas e conservadores os colocou numa posição muito desfavorável. Aliás, a atuação da direita em relação aos muçulmanos é sinônimo de mentiras, invenções, dados incorretos, manipulação descarada, injustiça, etc. etc., assemelha-se muito à atuação da ATEA contra o cristianismo.

    • A direita esquece que racismo, xenofobia, farisaísmo religioso NÃO É tolerado pelo público, tanto pior quando se trata de público brasileiro. Tão logo a esquerda detecte esse padrão irão pintar e bordar com os direitistas com m. na cabeça. São erros de atuação bem usuais em relação aos haitianos, cujo extrato, infelizmente, envolve racismo.

  3. O Islã é uma ideologia, não se restringe a uma religião. A esquerda ser cobrada politica e socialmente pela merda que está por vir, ok. Mas quem realmente vai pagar serão as vítimas lesionadas, amputas e mortas nos ataques terroristas que acontecerão pela Europa e as vítimas no próprio oriente médio, que sofrem agora. Esta conta está totalmente assimétrica, não fecha. Não pode nem ser considerada uma equação, na minha opinião.Não tem preço o que a esquerda tá rifando, essa é a verdade. São de uma canalhice sem escalas.

  4. a migracao aguda de africanos e asiaticos para a europa representa tb uma solucao ao continente, que tem perdido populacao.
    esses migrantes nao farao tamanha diferenca a curto prazo, mas com certeza causam impacto.
    o principal eh visual, e com o tempo impacto cultural.
    eu defendo que sejam aplicadas as leis do pais, educacao com valores ocidentais de liberdade e democracia.
    e olhar atento aos radicais.
    a maior parte dos sirios sao apenas gente que quer viver, sao pessoas que devem trabalhar e reestruturar suas familias.
    os radicais sao uma minoria, que pode causar muito estrago.
    o custo da boa acao de receber os migrantes eh a necessidade da vigilia.
    acoes para conter os radicais, sempre e sem medo.
    o politicamente correto, que nesse caso impede a acao, soh vai ser superado diante de uma crise mais aguda envolvendo os migrantes.
    portanto mais uma vez as crises sao oportunidades na superacao de pensamentos que podem levar a derrocada do ocidente.
    temos de entender o multiculturalismo, e perceber que a diversidade eh um valor.
    mas isso nao pode permitir que sejamos condescendentes com organizacoes que induzem ao crime e a destruicao de direitos e liberdades estabelecidos.

  5. Um fato: não cabem todos os miseráveis e fugitivos de teocracias e ditaduras do Oriente médio e África na Europa. Vai haver mais igualdade, certamente. Todo mundo na merda. E a causa da romaria segue intocada por conta do bundamolismo politicamente correto do ocidente.

    Uma pergunta: já existe um spray para identificar terroristas e jihadistas no meio de centenas de milhares de pessoas? Onde é que compra? Será que tem no Mercado Livre ou na Amazon?

  6. O Rodrigo Constantino citou um ponto de vista bem interessante. Ponderou que o grande afluxo tem a ver com o bem estar social existente na maioria dos países europeus. E que a redução desses benefícios com mais liberalismo poderia reduzir o interesse.
    Não acho que justifica tudo mas faz pensar em quanto um toma lá dá cá, da direita possibilitaria menos poder do estado.

  7. Lamento que O Antagonista tenha se colocado tão”progressista” e politicamente correto nesta questão, sem contextualizar o multiculturalismo. Só se incomodou com comentários xenófobos mas não aprofundou.

  8. A esquerda acha que será poupada quando as bombas e os massacres começarem a explodir na Europa!!! Ledo engano!! Serão os primeiros a experimentar o fio da espada e a ira religiosa dos soldados de Mohammad!!! Charlie Ebdo que o diga!!!!

  9. Salve.
    Tem-se considerar 2 coisas:
    Primeiro, do tal “conjuto de países” que formam a Europa essa horda de “sírios”, quase todos homens jovens e vindos desde a Túnisia até o Paquistão… os húngaros têm montes de documentos pessoais descartados para provar… não querem saber dos países do Leste europeu ou dos Balkans. Eles buscam o coração do Wellfare State: Escandinávia, Benelux e acima de tudo a Alemanha… o que já reduz muito o campo de diluíção dessa massa migrante.
    Segundo, Essa gente toda não vai ser assimilada, do mesmo modo que os norte-africanos não foram até hoje na França, nem os turcos na Alemanha. E não vão o ser, não pela hostilidade ou preconceito inato de seus “hospedeiros”, mas pela sua lealdade ser devida apenas a “Comunidade dos Fiéis”… seu ideal é se pendurarem nas tetas da assistência social, plenamente auto-justificados pela jurisprudência islâmica estabelecida: Cabe aos cães infiés, as “piores das criaturas viventes” (corão 8:55) receber e hospedar os muslimas em jornada e sustentar suas comunidades.
    A Markell está se compromentendo a receber centenas de milhares desses refugiados de araque (onde estão as mulheres, os idosos e as crianças?), um de seus ministros chegou a afirmar que não se pode impor limites face ao “desastre humanitário”… a Alemanha já tem 6.000.000 de muslimas, entrando 200.000 por ano e somando-se ao naturalmente maior número de filhos dessa população, quantos chegarão a ser até o final da década?

  10. Eu não concordo em dizer que a culpa é do é politicamente correto. O problema é tratar como bulling para alguns e sendo para outras pessoas é liberdade de expressão.

    Não é digo que responsabilidade do ocidente, até porque sabe-se do extremismo irracional, porém é no mínimo ingenuidade lidar dessa forma.

    Em outras palavras, o equilíbrio será restaurado quando houver a compreensão de quê em nenhum dos estremos está a solução. Nem a falta e nem o excesso. Enquanto houverem interesse de líderes de ambos os lados, os conflitos continuarão.

    • Marcio,

      Temos que ter clareza ao tratar da situação.

      Multiculturalismo é um lixo. No livro “Liberdade ou Morte” eu dedico um capítulo especificamente para isso.
      Melhor seria falar em integração. Ou seja, os islâmicos chegam e se integram à cultura de um país, que inclui liberdade de expressão, secularização, estado laico, etc.
      Se eles não quiserem, que voltem para seus países. Caso contrário, que sejam forçados por lei a se adequarem.
      Se isto fosse feito, ninguém iria achar aceitável sequer surgir a alternativa de alguém falar que “é justificável atacar quem faz charges de Maomé”. As pessoas sofreriam REJEIÇÃO SOCIAL simplesmente por propor essa ideia.
      Ao contrário: na Europa, muita gente aceita como normal ameaçar alguém que tenha feito charges de Maomé.
      Resultado? Doze pessoas assassinadas no Charlie Hebdo.
      Isto é resultado prático do politicamente correto, que chega a INCENTIVAR a violência dos “oprimidos”.

      Abs,

      LH

      • Temos apenas que refletir que o grupo que se denomina como estado islâmico é composto também por desertores das forças anti-terroristas compostas por americanos e inglesesque estão usando a natureza bélica dos povos dessa região para atingir seus objetivos, tal estratégia usada por um austríaco para ter uma Alemanha sedenta por vingança a seu lado. Pode se verificar que a maior parte dos americanos que defenderam seu país (ou assim pensavam) em missão no Afeganistão e Iraque estão hoje desempregados. Sendo que para conseguir um emprego terão de começar do zero, ou seguir fazendo o que fazem bem, só que agora lutando do outro lado, por outra ideologia.
        Referente a França, não é o politicamente correto que dá espaço para casos como que ocorreram com os chargistas e sim a própria liberdade de expressão que é usada tanto para que as ameaças sejam tratadas como normais por parte dos islâmicos, quanto para as charges, independente se for Maomé, Jesus, as Torres Gêmeas ou como o caso recente da criança Síria que foi encontrada morta a beira do mar que virou polêmica por ter virado alvo das charges do mesmo jornal.

  11. Nossa como tem gente ingênua no mundo! Prefiro acreditar que sim!Ou é muito ingênuo ou mesmo sem noção! Coloquemos alguma data e veremos a tempestade que irá varrer o velho mundo!

  12. Poxa, logo você!
    Primeiramente, bom dia, e obrigado pelo texto.
    Segundo e último: ISLAM É ISLAM! não existe essa de “radical”: ou se é mulçumano ou não é!
    Paz e vamos ser DIRETOS e CORAJOSOS.

  13. Acredito que no texto faltou colocar que não se espera que ocorram atentados ou mortes de inocentes na Europa graças a essa migração descontrolada de islâmicos. Mas, que isso será uma consequência das escolhas que os países, cedendo ao discurso esquerdista e multiculturalista, vem fazendo.

    O ideal mesmo seria evitar a migração de terroristas para evitar, já de agora, que atentados ocorram e mortes ocorram.

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