No golpe militar de Dilma, Jacques Wagner teria falsificado assinatura de comandante da Marinha

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Enquanto muitos pediam “calma, vamos com calma”, eu usei os termos adequados desde o início: o decreto 8515, dando poderes totais ao ministro da defesa Jacques Wagner, era um golpe militar. Foi editado dias antes do 7 de setembro, mas gerou protestos.Tão esperta quanto sordidamente, Wagner disse que devolveria os poderes usurpados dos comandantes via “portaria”, valendo-se de outro golpe: já que uma portaria pode ser revogada a qualquer momento, ao contrário de um decreto. Logo, enquanto o decreto de Dilma não for sustado, temos um golpe em vigência. E outro golpe como recheio.

Mas o pior vem agora, com a investigação pela Câmara dos Deputados da suposta falsificação de assinatura do Comandante da Marinha no decreto de Dilma. Falsificação esta feita por… Wagner.

Assista o vídeo e fique de cabelos em pé:

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12 COMMENTS

    • Ainda bem que eu saí do Exército em 2001, porque já não aguentava olhar para o quadro de FHC no gabinete do Chefe de Instrução. Imagine o dessa corja…

  1. Abaixo transcrevo o que o ex ministro Nelson Jobim declarou sobre o famigerado decreto:
    na íntegra em: http://www.defesanet.com.br/crise/noticia/20306/Nelson-Jobim—Decreto-sobre-os-Militares/

    “A Lei Complementar 67, de 1999, dispõe que os comandantes exercerão a direção e a gestão da respectiva força (art. 4º, com a redação da LC 136/2010). A Presidência não pode delegar ao ministro competência que lei atribui aos comandantes.

    O ministro não pode subdelegar competências que não poderia ter recebido por delegação, pois elas são dos comandantes. Caberia à Presidência, por decreto, definir no que consistem a direção e a gestão das respectivas forças, atribuídas aos comandantes pela lei.

    No entanto, no dia 10, o erro se agravou. Retificaram o decreto para permitir (!) ao ministro a subdelegação aos comandantes. A lei complementar nada vale, quando atribui aos comandantes, sem intermediação, o exercício da direção e da gestão da respectiva força?

    O caminho escolhido foi tortuoso, ilegal e, ainda, reiterado. Incompetência no nosso Brasil?”(sic)

      • Nada disso foi sem ver ou ler. Foi tudo planejado para que todos pensem que foram deslizes ou erros inocentes. Essa prática é frequente. Ano passado tivemos o calote venezuelano da PDVSA na Petrobras e o governo alegou erros contratuais que prejudicaram o Brasil. Come on…

  2. Isso é de uma gravidade impensável. Caso se confirme a suspeita e o Comandante da Marinha não cobre da Presidente as providências cabíveis (demissão imediata de todos os envolvidos), ele se tornará indigno do cargo que ocupa. (As chances são mínimas, mas … e se o milico for bolivariano?)

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