Não tem preço: jornalista da BLOSTA confessa que Dilma depende de compra de deputados para se manter no poder

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Como é satisfatório encarar a política com ceticismo, observando o conteúdo de seus oponentes do mesmo modo que um investigador de fraudes busca as brechas para capturar um picareta. Raramente ficamos surpresos ou decepcionados. É uma ótima sensação. Recomendo a todos. Assim, adquiri a ótica de olhar com cuidado o que os governistas escrevem em seus blogs estatais. Tereza Cruvinel, no Brasil247 (aquele mesmo, que está sendo investigado no Petrolão), nos dá essa confissão tão maravilhosa que merece ser emoldurada:

“Dilma já seria afastada do cargo, temporariamente, assim que a Câmara autorizar a abertura do processo pelo Senado, e não ao final do julgamento pelos senadores.  A lei diz que o afastamento é temporário, por até 90 dias,  para que não haja interferência do governante no julgamento”, explica a colunista Tereza Cruvinel, sobre os ritos de eventual processo de impeachment; por isso mesmo, ela explica, a principal batalha em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff ocorrerá na Câmara dos Deputados, quando serão necessários 342 votos;  “Isso significa que o governo pode barrar o processo se tiver a seu lado 172 deputados.  Não é muito, para quem ainda terá a caneta na mão, mesmo em tempos de crise econômico-financeira”, diz ela; depois disso, ainda restaria o recurso ao STF, alegando que Dilma não cometeu crime de responsabilidade.

Observem a gravidade deste trecho em específico: “Não é muito, para quem ainda terá a caneta na mão, mesmo em tempos de crise econômico-financeira”.

Ou seja, Cruvinel parte da premissa de que dane-se a crise. Basta Dilma usar a caneta e comprar cerca de uns 80 a 90 deputados, pois o restante é do próprio partido, ou de suas linhas auxiliares, PCdoB e PSOL. Daí estaria resolvido o problema. Será mesmo?

Ela simplesmente acabou de carimbar na testa de quase 100 deputados que eles são potencialmente comprados, às custas do dinheiro público, em tempos de um país caindo pelas tabelas, tudo para manter no poder a presidente que intencionalmente levou o país ao colapso.

À oposição, está dado o presente: agora é ir para a pressão nível hard em nome desses que estão feito pintinhos com a boca aberta correndo atrás da ração dos donos do galinheiro.

É isto aí: para um bolivariano, o fundo do poço moral é apenas uma etapa. Se antes já era um governo ser legitimidade, agora se tornou um governo diante do qual temos que virar as costas e nem mesmo apertar a mão.

Brilhante, Tereza. Parabéns. Continue assim. Eu agradeço muito pela confissão.

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18 COMMENTS

  1. Percebe-se os erros primários de avaliação dos tiranos, típico do desespero dos acuados. O que a Dilma tem a oferecer? E se os potenciais deputados comprados aceitassem salvar o mandato da Dilma, a mesma cumpriria como NÃO costuma fazer?
    O melhor é que a jornalista não ponderou essas questões e ainda escreveu sobre a intenção da abertura do balcão de negócios.
    Veremos se a oposição cola o frame de comprados naqueles que defenderem o mandato da Dilma.

  2. Mais um chamando ptista de democrata, e quem não é. de golpista: Ciro Gomes.
    E também tentando instituir o medo ao dizer que o país viverá momentos tensos caso tirem a senhora do poder.
    Ora, ora…isso só acontece porque falta gente de atitude para mostrá-lo o quanto está equivocado, entre outras coisas…
    O Brasil está sem defesa, tirando raras exceções como o Juíz Sérgio Moro e Gilmar Mendes. Porque o povo, ó… quietinho…

  3. Tereza Cruvinel sempre foi, pra mim, uma das piores colunistas políticas que já li/vi, seja por falta de honestidade intelectual, seja por análises absolutamente rasas. Não me espanta estar ali.

    A última contagem, segundo O Antagonista, dava algo entre 285 a 290 deputados a favor do Impeachment – declarados. Há um mês e pouco atrás eram uns 230. E antes, menos ainda. É um movimento com viés de atrair mais gente ainda. Sabem que o país está completamente parado refém de um governo que não consegue uma base de mais de 140 deputados fiéis. Estão se dando conta que em breve pode não haver mais nada para “dividir.”

    São necessários 342 votos, se considerarmos aqueles que são favoráveis mas não querem declarar o voto, restariam bem poucos “vendíveis,” ou seja, mais fácil ainda de colar o frame.

    O próprio Jean Wyllys admitiu que o impeachment tem mais votos a favor que o contrário.

    Mas, mesmo com o impeachment, a luta continua. Em 2016 é praticamente certo que a extrema-esquerda deve ser demolida nas eleições municipais, e pra 2018, a meta é eleger ao menos alguém mais moderado e reduzir ainda mais a base da extrema-esquerda no Congresso. E, como que fosse um começo de um trabalho, começar a aumentar a base que nos é favorável, através do NOVO e, porquê não dizer, do DEM.

  4. Uma opinião sensata: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10205431520607430&id=1232502095

    “(…)o pessoal do MBL, sobretudo o Kim Patroca Kataguiri e o Renan Santos, não se vendeu, como disse antes. Apenas fizeram o que sempre fazem e se orgulham disso, a saber, olhar a vida HUMANA (a vida dos homens em sociedade, ou, como se diz, a política) sob o espectro ECONÔMICO pragmático.”

    Eu concordo com a opinião do Allan. Agora eis a minha: os libertários e liberais são peças importantes mas eles não tem bagagem para fazer frente a esquerda. Kim disse na Joven Pan “Helio Bicudo é uma prova que existe esquerda democrática.”

    Bom, se Hélio Bicudo é democrático eu respeitosamente me declaro Frank Sinatra. Ele deveria ter dito “Hélio Bicudo é um exemplo que não toda esquerda que gosta do PT” ou “O Bicudo é um exemplo de uma pessoa que ajudou a criar o monstro PT e se arrependeu.”

  5. Tentando arregimentar manifestações em estádios ainda, mas é difícil convencer a direita sobre a necessidade disso.
    Mais fácil a megera comprar um punhado de corruptos que fazer liberais entenderem que a pressão das ruas não pode parar.

  6. Enquanto 99% dos eleitores insistirem em ficar em casa em dia de protesto, o PT vai continuar colocando em prática seu projeto criminoso de poder! Não adianta ficar revoltado só na internet ou fazer coro contra Dilma em show de rock e country music.

    Se 300 mil pessoas fossem pra frente do Congresso gritar IMPEACHMENT, o efeito seria devastador.

  7. Essa FARRA COM DINHEIRO PUBLICO precisa acabar de uma vez por todas…os salarios do funcionalismo publico devem ser, com urgencia, fixados em QUANTIDADE DE SALARIOS MINIMOS. Ou seja, poderiam ser fixados, por exemplo, 15 salarios minimos para os cargos de presidente da republica, do congresso (senado e camara) e do supremo, 14 para os cargos subsequentes, e, assim por diante, até chegar ao cargo de menor remuneraçao.

    Essa medida, em primeiro lugar, extinguiria a injustiça atual (e verdadeira afronta à democracia) de possuirmos, no Brasil, uma casta de funcionarios publicos que decide quanto quer ganhar, aprovando o seu proprio aumento de salario. Isso è uma vergonha pra um pais que se diz democratico e que quer promover justiça social, pois o exemplo tem que vir de cima!!!

    O resultado è esse que estamos assistindo: uma categoria tendo que se humilhar e fazer conchavos para receber aumento de salario, enquanto os congressistas, a qualquer tempo, sem serem contenstados por ninguem, fazem o que bem entendem com seus proprios salarios (e mordomias extras). Uma das maiores vergonhas nacionais!!! O Estado passando a perna no proprio Estado!!!

    Em segundo lugar, essa medida traria mais e mais jutiça social, pois, se os nobres congressistas, em determinado momento, achassem que estao ganhando pouco, teriam que pensar muito bem antes de aumentar seus proprios salarios, pois teriam que reajustar o salario minmo, aumentando, assim, os salarios de todo o funcionalismo publico.

    O Brasil è um pais injusto em sua essencia, pois, na hora de ganhar, cada qual quer meter a mao e garantir que seu cargo è mais importante do que os demais. Mas, na hora do prejuizo, cada qual tira o corpo fora e quer socializar as perdas, apertando os cintos da populaçao. ou seja, essa turma è socialista somente na hora de gastar, como aquela professorzinha ateu-comunista, da USP, que disse odiar a classe media (a qual paga o salario dela).

    Por isso, eu digo: jà passou da hora de acabarmos com essa FARRA com dinheiro publico!!!

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