Dilma parte para o escracho absoluto ao vetar voto impresso

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Poucos acreditam nas urnas eletrônicas Smartmatic, utilizadas no Brasil e na Venezuela. Em ambos os países, criou-se a piada escrota de votações unicamente eletrônicas, nas quais o eleitor sequer pode visualizar um recibo. Quer dizer, algo sem o menor valor em termos de provas. Para que voto voltasse a ter uma real validade precisaríamos do retorno das urnas tradicionais de papel ou da utilização de urnas eletrônicas com um voto impresso a ser depositado na urna. Ambas seriam auditáveis.

Em total desrespeito pelos direitos humanos (tanto que a questão já deveria ter sido levada ao Tribunal de Haia), o Brasil tem mantido urnas eletrônicas há vários pleitos. Pois neste ano o Congresso resolveu corrigir esta aberração ao exigir que o voto passasse a ser impresso. O que Dilma faz? Veta a proposta já aprovada com uma desculpa canalha, conforme mostra o Antagonista:

Dilma Rousseff vetou a adoção do voto impresso que havia sido aprovada pela Câmara. A petista alegou que a implantação do sistema de conferência de votos associado a urnas eletrônicas custaria R$ 1,8 bilhão para as próximas eleições.

Se não fosse o custo, Dilma arrumaria outro motivo para evitar dar mais transparência à votação eletrônica.

A desculpa de “aumento de custo de R$ 1,8 bilhão” é uma ofensa. É cuspe na cara do povo mesmo. Esse valor não dá aquilo que o governo gasta com publicidade estatal nos meios de comunicação. Na verdade, com sua atitude Dilma mostra que o PT está morrendo de medo de disputar as eleições de 2016 sem as urnas unicamente eletrônicas.

Precisamos exigir que o Congresso derrube mais essa afronta de Dilma, que já ultrapassou todos os limites da falta de dignidade.

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34 COMMENTS

    • Rodrigo, isso seria o ideal. Porém para não perder o bonde fui na pagina do FB do Cunha e deixei um livro lá exigindo que ele faça as manobras para derrubar esse veto.

      • Boa! Pressão em página de facebook pode parecer birrinha mas não é, tem muito resultado vide que lá está exposto para todo o público do político.
        Lembram do caso que aqueles insanos da Manuela D’Ávilla e uns outros PCdoBistas, PSOListas e petistas inventaram de dar passe livre para bandidos?
        No mesmo dia que anunciaram isso, rolaram xingamentos monstruosos nas páginas desses deputados, gente dizendo que nunca mais votaria neles, um constrangimento monstruoso.
        Não deu outra: abortaram o projeto no dia seguinte e, mais do que isso, começaram a negar que tinham o feito e disseram ser contra o tal passe livre para bandidos.

        BOTA PRESSÃO NESSES DESGRAÇADOS!

    • Ter o voto impresso é um direito do cidadão, garanto que ninguém se importaria em voltar mesmo ao papel e caneta, tendo assim a certeza de que, o seu voto foi pra quem você votou. Nós, todos os brasileiros, temos de lutar por esse direito.

    • Bolsonaro expôs o ridículo do argumento Dilmo-PTista:
      .
      “A questão do veto da presidente para o Voto Impresso… a imprensa vem anunciando que o TSE disse que o custo seria de 1 bilhão e 800 milhões por ocasião da impressora ao lado da urna eletrônica. Mas dividindo esse valor por 530 mil urnas, que foram utilizadas no ano passado, dá o valor de r$ 3.400,00 pra cada impressora. Isso é o valor de uma impressora LASER, TÉRMICA, COM ENERGIA SOLAR ATÉ SE FOR O CASO!!!”
      .
      Ótimo discurso. Só que se eu fosse o Bolsonaro, procuraria SEMPRE fazer associações: Tipo o nome Dilma deve SEMPRE vir acompanhado de PT: Dilma, do PT, esse partido de esquerda, blá blá blá
      O TSE, de Dias Toffóli, indicado pelo PT, esse partido de esquerda, blá blá blá
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      .

  1. Com toda certeza as urnas eletrônicas são manipuladas,
    estamos ficando cansado com desmandos dos PTralhas
    DILMA. LULA . JOSE DIRCEU . MERCADANTE . GENUINO . ETC….. BANDO DE LADRÃO

  2. Isso só interessa ao PT, que não soma 100 cabeças entre quase 600 deputados e senadores. Nem o PMDB pode impedir que isso seja derrubado, não são tão sadomasoquistas assim.

    A tendência é que esse veto seja derrubado até com certa folga, dada a larga margem com que essa emenda (foi uma emenda do Bolsonaro) foi aprovada nas duas casas.

  3. Espero que o Congresso rejeite esse veto.
    O custo disso é pequeno diante da importância da transparência das eleições.
    Mas sabemos que é apenas uma desculpa.
    Não confio no governo, nem no legislativo, mas esse veto deve ser tomado como uma provocação.
    Eleições transparentes é uma demanda de todos, mesmo daqueles que acreditam nas urnas eletrônicas.

  4. Vídeos falando do ocorrido e pedindo para que a Câmara reverta essas decisões:

    http://www.youtube.com/watch?v=Bjr8HdHRGys

    http://www.youtube.com/watch?v=t3AIElwu13g

    Canção d’Os Reaças sobre o veto ao voto impresso:

    http://www.youtube.com/watch?v=e4wmM6AgUOg

    Aliás, se pensarmos no lado artístico da coisa, essa banda manda muito bem nas letras, que transmitem o conteúdo com uma métrica muito boa, o que só facilita sair cantarolando ao menos o refrão por aí no ritmo respiratório normal de uma pessoa.
    Por fim, segue listão de e-mails para os quais o pessoal deve enviar seus protestos:

    http://www.facebook.com/groups/forpelobrasil/permalink/1650188985236927/

  5. Com esse Dilma está obedecendo cegamente o projeto do Foro de São Paulo. Já li várias noticias de alguns de seus representantes avisando que não vão permitir “retrocesso” no Brasil (Vide presidentes da Venezuelea Maduro e Bolivia Morales). Agora não nos enganemos eles vão fazer aqui no Brasil o mesmo que fazem na Venezuela, eles vão querer “ganhar” as eleições na marra e com certeza fraudando. O voto impresso nesse sentido é mais do que uma pedra no sapato do PT.
    Mas o que mais deixou perplexo é que as vozes no Congresso deram muito mais importancia para o veto do financiamento de campanhas ($$$), do que para o veto do voto impresso. Estratégia do avestruz.

  6. 1.8 bilhão é um nada perto do que o PT já roubou fora que é um projeto que tem o apoio da população. O desconfiômetro já estava no nível máximo com essa sangue-suga e agora não tem mais escala para medir tamanha canalhice. Esse é o modo PETISTA de governar. Derrubar Dilma vai começar a aparecer como uma solução econômica. Fazendo o Brasil parar de sangrar via empréstimos a ditaduras é capaz de fecharmos 2017 no verde.

    Só fico na curiosidade também de saber quem orçou esse acréscimo de custo.

  7. O voto impresso dificulta, mas não impede a fraude. Em primeiro lugar, se você não rubricar ou assinar o voto impresso, ou seja, se você não confirmá-lo, a urna cheia de votos impressos da seção eleitoral pode muito bem ser trocada por outra urna cheia de votos, mas pró-governo, em algum tribunal eleitoral da vida. Em segundo lugar, o voto “quente” ou válido, para fins de apuração e definição do processo eleitoral, é o voto eletrônico, ou seja, o voto impresso não definiria a eleição. O voto impresso seria somente para conferência em caso de denúncia de fraude (e apenas na seção suspeita e conforme solicitação formal, ou seja, sem conferência automática e universal de toda a eleição). Por que não alçar o voto impresso à condição de veículo fundamental ou cédula eleitoral válida, ativa e objeto da apuração? Sugiro então uma inversão da situação atual de modo que o voto impresso confirmado pelo eleitor seja o voto primário ou principal e o voto eletrônico seja o de conferência. De qualquer forma, o voto impresso serve para atenuar as fraudes nas eleições, mas não após elas, pois o pixuleco corre solto e a traição aos eleitores também.

    • Concordo em partes. Trocar as urnas seria um trabalho e tanto, pois as mesmas sempre ficariam visíveis aos olhares dos fiscais sejam de partidos como os populares. Quem quisesse ludibriar, teria que necessariamente alterar o software, os impressos e deslacrar as urnas APÓS o término da contagem e isso seria um processo VISUAL. E se tratando do Brasil, com mais de meio milhões de postos de votação, alguém iria pegar alguma atitude mais do que apenas suspeita.

    • Contagem dos votos de papel e “voto eletrônico seja o de conferência”? Se for isso, seria o mais correto. Obrigatoriedade da contagem eletrônica e de papel, para comparar e garantir que não houve fraude, as contagens teriam que bater, e ambas reveladas juntas, claro que com uma margem de erro, pois a contagem humana apresentaria alguns erros, por exemplo, um petista contando os votos, seria capaz de engolir alguns comprovantes só para tirar voto da oposição, rsrs.

  8. 1. As urnas eletrônicas não são, nem nunca foram produzidas pela Smartmatic.

    2. O professor Diego Aranha fez uma auditoria paralela nas eleições passadas e NÃO achou erros na batimento entre boletins de urna e o resultado adotado pelo TSE.

    3. Há diversos procedimentos de auditoria no processo eleitoral, um deles é a votação paralela. Mãos informações em http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2014/Setembro/faltam-19-dias-saiba-como-funciona-a-votacao-paralela.

    4. Voltar para a votação de papel é permitir as várias fraudes que ocorriam no processo de votação, como preenchimento de votos em branco ou anulação de votos em determinado candidato por pessoas que trabalham na adoração dos votos.

    • Petista sempre é mentiroso…

      Vamos refutar todas:

      1. As urnas eletrônicas não são, nem nunca foram produzidas pela Smartmatic.

      http://www.smartmatic.com/pt/experiencia/artigo/eleicoes-gerais-brasil-2014/

      Mentiu!

      2. O professor Diego Aranha fez uma auditoria paralela nas eleições passadas e NÃO achou erros na batimento entre boletins de urna e o resultado adotado pelo TSE.

      Que órgão independente validou esta “auditoria”?

      3. Há diversos procedimentos de auditoria no processo eleitoral, um deles é a votação paralela. Mãos informações em http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2014/Setembro/faltam-19-dias-saiba-como-funciona-a-votacao-paralela.

      Nenhum processo de auditoria INDEPENDENTE. Você sabe o que auditoria INDEPENDENTE?

      Em tempo: votação paralela permite o controle antecipado das urnas que serão AVALIADAS. Uma auditoria INDEPENDENTE não cairia em truque tão infantil.

      4. Voltar para a votação de papel é permitir as várias fraudes que ocorriam no processo de votação, como preenchimento de votos em branco ou anulação de votos em determinado candidato por pessoas que trabalham na adoração dos votos.

      Por isso o voto impresso é uma alternativa melhor. Mas o voto em papel é MELHOR que urnas 100% eletrônicas, que são completamente fraudáveis.

      Duvida? Veja se algum cliente de banco aceita que suas transações bancárias não gerem recibo.

      Abs,

      LH

      • Inúmeros especialistas do mundo inteiro condenam o sistema de votação EXCLUSIVAMENRE eletrônico. A imprensa chapa branca, obviamente, minimizou a importância do veto de Dilma ao voto impresso. Sei que você é uma pessoa muito ocupada, Luciano, mas se tiver um tempinho, leia isto:

        A BETTER BALLOT BOX ?
        BY REBECCA MERCURI

        http://spectrum.ieee.org/computing/software/a-better-ballot-box

        About the author:

        Dr. Rebecca Mercuri has been referred to as “one of the leading international experts on electronic voting.” A technology specialist, Rebecca defended her doctoral dissertation “Electronic Vote Tabulation: Checks & Balances” at the Engineering School of the University of Pennsylvania, just eleven days before the 2000 U.S. Presidential election. Subsequently, her testimony and opinions were sought in Bush v. Gore and referenced in briefs presented to the U.S. Supreme Court. In 2002 she was contacted by Janet Reno and her legal team to help solve the mystery of the thousands of votes that vanished from the new touch-screen machines being used in Miami-Dade and Broward Counties. Since then, Dr. Mercuri has provided formal testimony and comment to the House Science Committee, the U.S. Commission on Civil Rights, the Election Assistance Commission, the National Institute of Standards and Technologies, the U.K. Cabinet, and numerous U.S. state legislatures. Her advocacy work has directly influenced the wording of state, federal, and international election legislation as well as standards and best practices guidelines.

        Dr. Mercuri has observed elections as a scientist, expert witness, poll-worker and committeewoman in numerous U.S. States, for over two decades. Many of Rebecca’s views and numerous of her papers on electronic voting appear on her website. She authored the Security Watch column for the Communications of the Association for Computing Machinery, where she also served as a contributing editor from 2002-2008. She has been frequently quoted in the New York Times, the Economist and the Wall Street Journal, by the Associated Press, in the Congressional Record, and various other venues, including TV appearances on Fox News, NBC Nightline, a debate on Lou Dobbs, and numerous radio features including NPR’s Morning Edition and This American Life.

        http://www.notablesoftware.com/rmercuri.html

        Rebecca Mercuri deveria ser convidada pelos partidos de oposição para elaborar, ao lado de especialistas brasileiros, um relatório propondo o aperfeiçoamento do nosso sistema de votação. Os petistas querem mantê-lo altamente vulnerável a fraudes. É um dos pontos fundamentais da “democracia” bolivariana!

    • Só voce mesmo para aprovar o obvio.
      Qual o problema de voltar às votações em papel, que é usado em quase todo mundo?
      Se essas urnas fossem confiaveis até os EUA usariam.

    • Achei uma citação ao meu nome usando o Google, então vamos lá.

      1. Verdade, o hardware é produzido pela Diebold e o software pelo TSE. A Smartmatic, entretanto, realiza procedimentos de manutenção e possivelmente carga de software, então possuem alguma influência no processo eleitoral eletrônico, ainda que limitada se comparada ao TSE.

      2. Não fizemos uma auditoria paralela. O projeto Você Fiscal procurou fazer uma verificação por amostragem e não encontrou divergências em 1.6% das urnas (ou 4.1% dos votos), mas é difícil extrapolar para o país inteiro por causa da concentração da amostra (um efeito que antecipamos na preparação do projeto, mas subestimamos). Mesmo que tivéssemos feito uma auditoria completa do resultado eleitoral, conferir BU impresso e eletrônico não permite verificar se o BU corresponde à intenção do eleitorado.

      3. Há limitações intrínsecas na votação paralela, ver caso Volkswagen.

      4. Voto impresso não é votação em papel, então seu argumento não procede.

      Curioso você citar meus resultados de pesquisa para argumentar contra o voto impresso, quando na verdade minha posição é completamente a favor do voto impresso:

      https://sites.google.com/site/dfaranha/projects/relatorio-urna.pdf

  9. E, óbvio, desculpa ridícula. Se os marketeiros dela não tivessem achado essa desculpinha esfarrapada, ela apareceria dizendo que voto impresso é retrocesso ou então que “não respeita voto impresso”.

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