Como a direita pode sair da conversa entre malucos

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intervencaoOs dias atuais testemunham o vicejar de mais de uma forma de pensamento de direita. Antes de ser motivo para desânimo – alguns poderiam dizer que a direita “precisa se unificar”-, é mais um sinal de maturidade. O crescimento de uma forma de pensamento, que se especializaria em outras formas, inevitavelmente traria divergências em termos de objetivos, crenças e valores.

Podemos procurar com cuidado e dificilmente encontraremos maior divergência na direita do que entre a direita intervencionista e a direita democrática. Essas não são as únicas duas variações, evidentemente, mas é delas que tratarei agora. (E há argumentos dizendo que os intervencionistas não são direitistas, mas tecnocratas de centro-esquerda, mas deixemos isso pra lá no momento)

Antes de qualquer outra coisa, vejamos como tem sido o formato de muitos diálogos entre direitistas hoje:

A: Seu investimento no comércio de mariolas é um absurdo, pois você está gastando o dinheiro de sua faculdade de medicina.

B: Estou no caminho certo, pois já assinei a franquia, e tenho até garantia de retorno financeiro.

A: Você está louco?! Você não pode investir nisso e desistir do curso de medicina!

B: Mas quem disse que algum dia eu quis fazer curso de medicina?

A: É absurdo que você desista deste sonho!

B: Mas quem te disse que é meu sonho fazer medicina?

A: A profissão de médico é o caminho!

B: Não para mim. Preste atenção: eu não quero tratar este tipo de coisa. Não quero fazer cirurgias. Tenho nojo disso. Não tenho talento para fazer consultar. Não gosto dessa área. Que diabos você tem em mente para mim?

A: …

Agora, observe este trecho de um texto intervencionista criticando os que defendem impeachment:

Qualquer bebezinho de colo sabe que o tal impeachment é um golpe baixo da classe política para manter a governança do crime organizado no Brasil. O País só terá solução com uma intervenção constitucional – algo parecido com o que ocorreu na gélida Islândia. Assim mesmo, por aqui o trabalho será de alta complexidade, porque o Estado Capimunista brasileiro assumiu um tamanho desproporcional, com uma burocracia e um estamento que jogam contra qualquer proposta concreta e efetiva de mudança.

É claro que o intervencionista acima age como a pessoa exigindo que o empreendedor de mariolas opte pela carreira de médico, mesmo que seu interlocutor tenha tanto interesse em abraçar esta carreira como de abraçar um porco espinho.

Faz muita falta para o debate político brasileiro de direita a compreensão de três fatores que, se ignorados, criam tais conversas que parecem coisa de maluco: (1) Objetivo, (2) Crenças, (3) Valores.

O trecho acima, por exemplo, define que a situação do Brasil é tão crítica que só a intervenção militar resolve. E, mais, assume que a intervenção militar é uma solução. Além disso, define a intervenção militar como possível. Só aí temos três crenças, que dificilmente serão compartilhadas por aqueles que ele critica. Ademais, basta que a hipótese “intervenção militar é possível” seja mandada para a vala que todas as outras hipóteses se dissolvem. Se a intervenção militar não é uma alternativa possível, lutar por ela é como buscar a ajuda de elfos para vencer seus adversários. Não vai acontecer.

O intervencionista afirmará que sua hipótese é viável. Atualmente, principalmente na era das tiranias modernas, a posição de um cético quanto ao intervencionismo é até mais confortável. Mais importante, todavia, é observar que as crenças aqui assumem papel fundamental para o intervencionista.

Ele também precisa da crença de que a ação política não funciona, tamanho o poder da gangue no poder. Essa hipótese é furada, especialmente pelo fato de que o PT está desgastado mesmo que a ação política de seus opositores ainda fique, em média, abaixo da crítica. Logo, como podemos dizer que “a ação política não funciona”? Deste jeito parece que essa direita ficou por toda a vida tentando vencer jogos de futebol com as regras da dança – como fazia o personagem Alex ao lutar contra o leão Tytsa no filme Madagascar, e, evidentemente, perdia – para então decretar que “jogar o jogo político” não funciona. Melhor seria tentar jogar o jogo político por vários anos antes de decretar que “só a intervenção militar” funciona, não?

Aqui já não falamos de crenças apenas, mas de objetivos, geralmente derivados das crenças e valores assumidos. O objetivo deste grupo é pedir a ajuda do exército. O objetivo daqueles com quem não concordam é investir na luta política. Para que as pessoas dedicadas à política acreditem no discurso de “beco sem saída” divulgado pelos intervencionistas, será preciso que elas troquem de objetivos, o que é extremamente improvável. Se estes objetivos já estiverem enraizados no sistema límbico profundo (onde geralmente residem), é inútil buscar a troca de objetivos presentes nas mentes alheias. Neste caso, o máximo que podemos fazer é deixar que os intervencionistas persigam seus objetivos. E esperar para ver se eles tenham resultados. Vale o mesmo para a direita ligada em política.

Há também uma questão de valor. Quem adotou a via política, sabe que só em último recurso é possível pensar em ajuda militar. Geralmente no caso de uma invasão estrangeira. Até mesmo em países como Venezuela e Argentina a alternativa é a via democrática. E este é um valor. Para estas pessoas (grupo do qual faço parte), o respeito às instituições, às leis e ao sistema eleitoral é tão grande que o abandono disto tudo não é uma decisão que se toma da mesma forma como escolhemos se vamos optar por molho bolonhesa ou sugo no talharim. Ao contrário, os intervencionistas tem o discurso militar para quase todas as ocasiões, esteja o país em colapso profundo ou não, tenha sido invadido por forças estrangeiras ou não, existam chances de luta democrática restando ou não. Eles já fizeram esta escolha há muito tempo.

Outro problema relacionado a valores. Muitos intervencionistas adotam a visão tecnocrática, a partir da qual uma elite deveria ter o poder de usar métodos autoritários para dirigir o resto. Esta própria visão tende a solapar a democracia, pois eles entendem que há um risco de “pessoas votarem errado”. Para algumas pessoas, no entanto, esta própria alternativa é revoltante.

Enfim, como vemos, quando um intervencionista tenta convencer um adepto da luta unicamente política a mudar de ideia, quase sempre vemos uma conversa de maluco. Isto acontece porque alguém se dispõe a propor uma mudança de ação de outra pessoa, mesmo que essa pessoa tenha objetivos, crenças e valores completamente diferentes do dele.

Claro que devemos falar de táticas, estratégias, métodos, projetos (coisa que a direita quase não aborda) e daí por diante. Mas se nos acostumarmos a entender quais são os objetivos, as crenças e os valores daquelas pessoa de direita das quais discordamos, ganharemos muito no sentido de começar a ter um diálogo realmente produtivo.

Nada tenho contra os indivíduos intervencionistas. A meu ver, acho que são pessoas que se desiludiram demais com nossas instituições. Ao mesmo tempo, possuem uma visão de mundo da qual discordo em grande parte, especialmente no aceite da política. Todavia, é possível perceber que muitos deles interagem sem dar a mínima para os objetivos, os valores e as crenças dos outros.

Esta é a pergunta que poderíamos fazer a estas pessoas: “Se você vem aqui propor intervencionismo, já parou para questionar como nos divergimos em objetivos? E crenças? E em valores?”.

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22 COMMENTS

  1. Cheiro de censura à moda chinesa no ar: aplicativo irá monitorar em tempo real o chamado “discurso de ódio”. Fica a impressão de que as questões do Enem sobre Simone de Beuvoir e a redação falando da “persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” eram na realidade um gancho para gerar revolta nos contrários ao marxismo-humanismo-neoateísmo e rastreá-los mais facilmente, uma vez que sabemos que no linguajar gramscista o termo “discurso de ódio” na realidade significa “aquele discurso que desmoraliza os inocentes úteis que lutam por uma ditadura marxista-humanista-neoateísta sem saber disso e atrasa o avanço da agenda totalitária”. Claro que não irão monitorar discursos contra homens, brancos, cristãos e heterossexuais e anti-MHNs, uma vez que sabemos muito bem o que significa o tal termo.

    • Em outra época foi denunciado o humanizaredes e, não deu em muito. Talvez seja bom divulgar esse fato, até porque existe a sábia frase “o que não nos mata nos fortalece”, digo que, a direita terá ganho respeitando um pouco o ‘politicamente correto’, naquelas coisas mais óbvias e onde não existe ganho ao desrespeitar o ‘politicamente…’, pois a gente aprende muito ao tentar mudar as palavras e pensar no que dirá, a gente desenvolve uma capacidade de procurar termos diferentes e essa capacidade também é útil para achar argumentos e, para quando argumentar procurar palavras mais ou menos impactantes para determinadas situações, isso sem muito esforço por ter praticado. Além do fato que tendo mais cuidado com o ‘politicamente correto’, a direita pode atrair pessoas de centro e assim se fortalecer, sem contar que, fica mais difícil para a extrema esquerda rotular a direita como intolerantes, a esquerda ainda fará isso, mas ao fazê-lo, passará cada vez mais como mentirosos, pois as pessoas não verão tanto isso ao discutir com pessoas de direita.

  2. Passei numa livraria ontem e tinha alguns livros de esquerda falando de 64. Tinha um que falava que o terror de 64 ainda é uma ameaça.

    É fantastico como a esquerda sabe se vitimizar. Ocorrer um gope militar hoje para derrubar o pt e o foro de sp, é algo tão provável quando sermos invadidos por aliens. E mesmo sabendo disso, pois afinal autores de esquerda de burros não tem nada, insistem em levantarem esse espantalho, pois afinal sabem que é um ÓTIMO catalizador politico.

    As pautas da direita liberal moderada (não minarquistas nem anarcocapitalistas) me parecem melhores catalizadores politicos para quem está na esquerda, mas é contra o PT. Inclusive, nos ultimos tempos varias formadores de opinião que antes eram claramente de esquerda vem tomando para si um discurso mais centro-liberal. Pra o curto e médio prazo me parece o tipo de pauta que mais pode gerar frutos concretos. Justamente por isso que considero o fusionismo que o mbl tentou fazer com conservadores mais ferrenhos errado estratégicamente.

  3. O problema é que a minoria criminosa comunista é disciplinada e vence a maioria “democrata” indisciplinada e covarde! Votaram no “operário” Lula que nunca trabalhou, agora vão colher o que semearam; Comunismo PeTista!!!

  4. Esquece se intervencionista é de direita ou não, o fato é que do começo ao quase fim temos os mesmos anseios: nos livrarmos do lulopetismo. Só nos diferenciamos quanto ao meio, nós queremos pela via democrática e eles pela intervenção. Temos que ter mais fino trato ao lidar com nossos pares de anseios. Tenho dito aos muitos que aparecem na minha página: ok queremos a mesma coisa então lutemos respeitosamente, vc pela via que quiser e eu pela via democrática. É um direito deles querer o que querem e nós também. O que não pode haver é fragmentação que prejudique o fim: livrar o país do nefasto lulopetismo. Hora de menos definição ideológica e mais ação.

  5. Quero colocar aqui uma breve historinha que me passaram e que a achei adequada é pertinente:
    Sobre impeachment ou intervenção, pediu-me imaginar uma situação de sequestro:
    A vítima sequestrada é o Brasil.
    Em um sequestro, tenta-se negociar com os sequestradores sim, contudo, objetivo principal é estourar o cativeiro, prender a bandidagem em flagrante delito e liberando a vítima sequestrada!
    No caso do impeachment, a única coisa a ocorrer é substituir o chefe da quadrilha de sequestradores. O sequestro seguirá em frente!
    Então, você quer resolver o problema ou quer manter o sequestro do país?!
    A esse respeito, magnífico o hangout com a presença do Dr. Antonio Ribas com uma lucidez, clareza e concisão invulgares. Valioso, recomenda-se: https://youtu.be/3Jom_A7qGHc

      • Prezado Luciano Henrique: não entendi, a que turma se refere? Pergunto porque não defendo turma alguma. Policio-me para entender e esmiuçar os fatos o que, particularmente, dá muito trabalho. Também não entendi qual premissa estaria errada? Referes ao aparelhamento institucional pelo crime organizado? Achas que não existe?

    • Se você diz que o impeachment não deveria ser, você deve imaginar que alguém terá o poder, ‘a turma’ a qual Luciano citou, uma vez que você não especificou.
      Quem quer impeachment, sabe que as coisas seguirão um rito legal e depois existirão novas eleições, a democracia, onde o povo escolherá. Quem opta pelo jogo político sabe que terá a possibilidade de continuar o jogo, e deverá se quer melhorias. Já a sua opção não, assim, você deve saber a quem você quer dar o poder, e que talvez dará e não poderá escolher mais, mesmo que a escolha tenha sido errada.
      Quanto ao comparar o Brasil com vítimas de sequestro, é bem diferente, no caso, sabemos quem são os sequestradores, existem provas. Após resgatar a vítima, iremos exigir a justiça. Você acredita que o Brasil continuará sequestrado, quem quer democracia acredita que ela nos permite escolher quem irá ter o poder, e assim, derrubando os maus aos poucos, já que de uma tacada não é possível derrubar todos.

      • Desculpe se não fui suficientemente claro, contudo, aos referirmos ao art 142 da Constituição Federal, està implícito o sistema legal no qual se insere pelo qual a intervenção dura o prazo de 60 dias durante os quais se organiza a eleição. Pelo seu comentário, evidente você ignora o sistema sobre o qual está a falar…
        É assim que funciona a “desinformação” em que se baseia a manipulação dos lobistas da NOM- Foro SP
        http://bit.ly/superficialidade

  6. O brasileiro tem um grande defeito que ainda não se deu conta….desconhece o que é viver em comunidade, seja la que assunto for, cada um tem o seu palpite, ou elegem alguém para concordar com tudo o que fala ou escreve ou vice-versa, e na atual situação politica, não passa na cabeça de nenhum dos apoiadores de diversos grupos, que todos poderiam se unir pela mesma causa que é a derrubada da presidente para iniciar o processo de limpeza que este pais precisa, preferem ficar fazendo intrigas, um contra os outros para chegar a lugar nenhum, ou melhor…no pior resultado, mas ai vai ser tarde demais.
    A solução esta na frente do nariz. A UNIÃO FAZ A FORÇA

  7. Luciano. O que vejo é uma completa DESUNIÃO DA DIREITA, devido as seguintes motivos abaixo:

    A) Ausência de um LÍDER!
    É o líder que unifica as várias correntes em uma única direção. Na falta deste sempre existirá fragmentação de esforços.

    B) Existem também questões que não vi ninguém abordar e que são fundamentais caso ALGUÉM VENHA A SE APRESENTAR COMO LIDER:

    1) Como alijar o PT do Poder EM TODA A MÁQUINA ADMINISTRATIVA DO ESTADO ?
    2) Nova CONSTITUIÇÃO. Foi a Constituição de 1988 que permitiu que o descalabro atual se manifestasse, sobretudo na área Político-Partidária onde atualmente dos 513 Deputados apenas 35 foram ELEITOS DIRETAMENTE PELO POVO.
    3) Sistema de Governo: Presidencialismo? Parlamentarismo? Monarquia? Qual???
    5) Nomes para Integrar o PRIMEIRO ESCALÃO do novo Governo ?

    Então, o problema REAL é que nem Intervencionistas e nem Não Intervencionistas estudaram profundamente o problema e, portanto, nenhum dos grupos possui sequer argumentos suficientes para ao menos convencer alguns do outro grupo a mudarem de lado. Eu acho que um bom começo, seria uma “cheklist” de objetivos crescentes e, com base nestes montar uma estratégia de ação, que contemple os tópicos do Ítem “B”:

    1) Impeachment;
    2) Derrubada do PT do poder;
    3) Fim da maquininha de Votar;
    4) Reestruturação do sistema Político;
    5) Governo de Direita, empenhado em prol do Estado Mínimo;
    6) Desvinculação completa do Estado da Iniciativa privada, com a privatização de Bancos, Empresas Estatais, Faculdades e de todo o Sistema de Ensino;

    Isso só para começar. Levará décadas para se cumprir esta lista e, em algum momento, poderá ocorrer alguma “COMOÇÃO” maior que justifique ou force alguma participação dos Militares, mas SEM CUMPRIR ANTES OS ÍTENS “A” e “B”, NADA FEITO!

    • Você está propondo soluções totalmente de cabeça pra baixo. Chega a ser curioso.
      As coisas nascem é da base pro topo, da sociedade pro Estado. Não vai ser por decreto que vamos impôr um governo de direita liberal. Tem que construir um partido ou “tomar” os existentes, fazer ele crescer e ganhar eleições, enquanto travamos batalhas pela cultura.

      Tampouco vamos conseguir impôr uma constituição como queremos… Basta lembrar que um referendo constituinte é pauta da pior esquerda, MST, CUT, CNBB e tutti quanti já faz mais de um ano.

      Um líder não vai aparecer do nada e nos salvar tal qual um anjo mandado dos céus, simplesmente porque o trabalho que tem que ser feito é de nos conectarmos, organizar, protestar, pressionar… E isso que cabe a cada um de nós. Estamos por nós mesmo, e se nós não soubermos nos organizar como sociedade civil, nada vai acontecer.

      • Eu não estou propondo nada! Apenas fiz um “brainstorm” da situação atual e apontei algumas questões importantes e que precisam ser resolvidas. Por exemplo: Eu disse que PRECISAMOS de um LÍDER mas, eu não disse COMO este seria escolhido, ou surgiria, veja bem.

        O que eu acho certo é que, QUALQUER LIDERANÇA que venha a surgir precisa ter respostas para estas questões que eu apontei ou não vai conseguir convencer ninguém a trocar de lado, seja Intervencionista ou Não-Intervencionista.

    • Carecemos lideranças civis para uma mínima estrutura de governabilidade, humanos preparados para comandar as instituições civis do pais. Dependendo do compartilhamento de setores, a quantidade minimamente suficiente vai de 2 a 5 mil… Onde estão?
      Contudo, no ângulo oposto, os militares estão muito melhor preparados do que a 60 anos. Hoje, acredito que não cometeriam os principais erros como quando:
      a) misturaram os terroristas (psicopatas) com os criminosos comuns ensejando o inicio do crime organizado e a associação desses dois grupos no Foro de São Paulo – http://bit.ly/perigosos
      b) permitiram a idiotização do pais e o aparelhamento das categorias intelectuais, isto é, dos jornalistas, escritores e professores, mediante o intenso arrocho da Emenda Constitucional n. 9 suprimindo a isenção tributária justificada e necessária para essas categorias mal remuneradas pelo mercado e muito importantes para a sociedade, provocando: (b1) a canalização da revolta dessas categorias contra os militares; (b2) a evasão dos competentes deixando espaço para ingressarem nas funções intelectuais tanto os psicopatas então financiados pelo Kremlin quando os psicopatetas aprofundando a idiotização – http://bit.ly/analfabetismo-funcional
      c) expuseram-se a todos os ônus de tudo o quanto aconteceu por estarem, formalmente, no comando do pais embora, ao compartilharem o poder político-econômico com civis, aliás, alguns muitos muito mal escolhidos, tenham sido enrolados na maior parte das situações – http://bit.ly/desumanos
      d) caíram em sucessivas armadilhas psicopatas desgastando-se e se cansando, a começar por acreditarem que a eleição direta seria limpa – http://bit.ly/idolatria-politica;
      e) omitiram-se do dever de preservar a verdade, permitindo as mentiras sistemáticas dos inimigos da Pátria ficassem ecoando sem contestação; talvez, um tanto de soberba insuflada pelos psicopatas levando-os a acreditarem não haver necessidade disso; subavaliaram os riscos de, mediante o uso de técnicas das janelas de Overton e procedimentos de Saul Alinsky, se criada a segunda maior farsa da história do Brasil, a suposta “ditadura militar” na qual grande parte da população acredita – http://bit.ly/contragolpe1964;
      f) subavaliaram o poder de manipulação, omitiram-se de fomentar a propaganda anticomunista e o desenvolvimento de lideranças. Pelo contrário, extinguiram a ADR quando autorizado o funcionamento do Partido Comunista. Sendo notoriamente uma farsa o o comunismo, permitir a sua apologia por partido político é como regulamentar a “profissão” de estelionatário.
      g) o mais grave dos erros: não fomentaram, aliás, tudo indica que SEM QUERER sufocaram o nascimento e desenvolvimento de lideranças civis; os seres humanos decentes foram sendo alijados do ambiente político deixando, aos psicopatas, todo espaço para tomarem conta.
      i) “Devolveram” o poder ao civis mesmo cientes da escassez de lideranças humanas e da falta de caráter de grande parte dos “lideres” de então.

  8. Durante o ato do grupo fascista MTST contra o movimento pacífico MBL, pesquei o _melhor exemplo de como os grupos antiPT devem se relacionar:
    – Ao perceber as provocações do MTST contra o MBL, um jovem vestindo camiseta do SOS, dirigiu-se para o local da confusão; no caminho ele abordou um dos líderes do MBL (Renan), quando uma voz feminina provocativa diz: “agora, vai chamar os militares”; sem respondê-la, o moço do SOS continuou a caminhada. Hoje, ao acessar o blog do Felipe Moura, ví, surpreso, a imagem (deveria ser publicada nas primeiras páginas de toda a imprensa democrática) com o cordão da resistência pacífica. E quem estava lá, sentado com o MBL, reforçando o cordão? O rapaz com a camiseta do SOS!

    Cada um a seu modo, às vezes juntos, às vezes distantes, combatendo o bom combate. É o _instinto antibolivariano mostrando o caminho.

    PS: O senador Caiado ganhou pontos comigo. Esteve ao lado dos garotos durante a confusão e cobrou do presidente do senado ações para preservar a segurança e o direito do MBL.
    PS2: Enquanto o senador Caiado falava com Renan Calheiros, o Aécio do PSDB … zzzz. Cuidado MBL, esse toco é podre.

  9. Luciano, acho que você interpretou mal o trecho do cara. Ele não está propondo intervenção militar, mas intervenção constitucional como na Islândia (?). Salvo se ele falar outra coisa no resto do texto.

    O que ele propõe ali não faz o menor sentido (a nova constituição na Islândia não foi adotada), mas não é golpe militar.

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