Totalitarismo petista: Brasil247 desrespeita eleitores que votaram em Aécio e quer decidir por eles.

6
66

Carlos-Augusto-MontenegroIbopeBlog-do-Mesquita

Assim como os institutos de pesquisa da Argentina mamam nas tetas do governo e, como garantia de seu critério, só tem a entregar um “la garantia soy yo”, o mesmo acontece no Brasil. Ao ser criticado por Aécio Neves, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, saiu-se com um discurso ditatorial e desrespeitoso à democracia que cospe na soberania do voto. O Brasil247 comemorou a declaração de Montenegro que mereceria ter sido varrida para debaixo do tapete. Leia abaixo a matéria:

Em reação a críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra o Ibope, o presidente do instituto, Carlos Augusto Montenegro, disse que o tucano não obteve 48% dos votos dos eleitores em 2014, quando se candidatou à presidência e perdeu para a presidente Dilma Rousseff.

Segundo ele, apenas 15% dos brasileiros votaram no tucano, enquanto 33% eram eleitores anti-PT, que votariam em outros candidatos. A informação é da coluna de Ilimar Franco, do Globo, desta quarta-feira 48. A afirmação de Montenegro, segundo o colunista, veio após um bate-boca entre Aécio e Lindberg Farias (PT-RJ) no Senado.

O petista subiu na tribuna para ressaltar os 47% de rejeição a Aécio, de acordo com pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, que destacou principalmente os 55% de rejeição ao nome do ex-presidente Lula em 2018. “Foi só um alerta”, disse o petista. “Não preciso de alerta”, respondeu Aécio. Segundo outro senador, o tucano ainda disparou: “Isso é o Ibope!”.

É preciso ter má fé ou ser muito ingênuo para cair nas lorotas de Montenegro. Sim, Dilma teve 51,5% dos votos válidos. E, sim, Aécio teve 48,5% dos votos válidos. Esses são os fatos da democracia e qualquer um que a respeite tem que aceitá-los. Claro que existe o argumento de que “as urnas foram fraudadas”, mas, como as urnas não são auditáveis, e como o processo foi todo validado pela legislação existente, não há o que fazer. Quem aventa a possibilidade de “anular as eleições”, melhor faria se lutasse pelo voto impresso no futuro, demanda que, curiosamente, muitos deles tem relegado a segundo plano.

Voltando às picaretagens intelectuais de Montenegro, se ele fosse coerente com seu lero-lero, Dilma não recebeu 51,5% dos votos, mas 30%, que é a base tradicional de apoio do PT. Claro que ele omitiu esta informação.

Evidentemente, uma pessoa com sua formação acadêmica sabe que as pessoas escolhem de acordo com as opções disponíveis. E ele também sabe – embora tenha fingido não saber – que a rejeição a um opositor é um dos fatores de escolha. É claro que o Ibope não é confiável, assim como os institutos da Argentina não o são. Os contratos milionários entre o Ibope e o governo ajudam as pessoas a desconfiar tanto do Ibope como do Datafolha, e o que ambos os institutos fizeram no primeiro turno das eleições em 2014cai na mesma categoria do que os institutos argentinos cometeram no primeiro turno das eleições do país vizinho. Em ambos os casos, os opositores do governo autoritário tinham muito mais votos do que os institutos “oficiais” disseram que tinham. Por que não estou surpreso? Os truquezinhos de desrespeito à soberania do voto, e desapego à lógica, só enganam quem não prestou atenção. (Aliás, é bom lembrar que o nome de Montenegro já havia aparecido há alguns meses nas delações do Petrolão)

A melhor análise para a rejeição atual de Aécio Neves é a seguinte. Ficar titubeando diante do impeachment de Dilma, usar discurso frouxo por muito tempo e adotar outros comportamentos repugnantes para uma real oposição – e olhe que ele tem sido bem melhor que Alckmin e Serra, o que também não é muito mérito – tem feito com que sua liderança exibida no segundo turno das eleições 2014 se transformasse em decepção. Não está no gibi o número de pessoas de direita que nele votaram nas eleições de 2014 e hoje se declaram abandonados “pelos políticos em geral” (incluindo ele). Um termo que já foi utilizado é “oposição tele-catch”.

A solução para Aécio recuperar sua popularidade de antes é bem simples. Observar o tom que Silvio Costa, Roberto Requião, Jandira Feghali, Paulo Pimenta e outros titãs do jogo político utilizam contra os oponentes do PT. A rotulagem deve ser levada à estratosfera. O “nós e eles” deve ser utilizado em nível torrencial (e sempre usando termos que calem ao coração do povo), mas, ao contrário do que faz o PT, basta se valer de rótulos realistas e validados pela realidade. Se fizer isso, Aécio conquistará o respeito de todos o que o abandonaram.

Anúncios

6 COMMENTS

    • Se forem, fizeram melhor e mais pelo Brasil que os presidentes anteriores à eles e também os que vieram após eles. Num país onde a grande mídia, professores, jornalistas e muitos outros acham que é moda ser de esquerda e mentem que esquerda é a salvação, ser político de direita ou assumir é quase ‘suicídio político’, querer ‘en’direitar o país de uma hora para outra também. Pelo menos assim é hoje e, se a população de direita não aprender ou não querer jogar o jogo político, acho que será por muito tempo. Se quiser me contrariar, nem adianta citar Bolsonaro, pois esse é prova viva de um político perseguido por muitas acusações falsas e pela mídia que finge acreditar nelas.

  1. Então peça para ele largar a política.
    Você ainda não percebeu que ele não é assim?
    Esses discursos agressivos de políticos charlatãos e canalhas eu nunca o vi fazer.
    O que não quer dizer que ele não seja combativo, já demonstrou que sim.
    Sinceramente se é isso que o eleitorado brasileiro espera dele deve procurá-lo em outra pessoa, o que com certeza não deve faltar por aí.
    Você realmente acha que a postura destas figuras que você citou são modelos para se seguir?
    Choquei!!!

  2. O Aecio tem que tomar um “Viagra mental” antes de abrir a boca. Nunca vi tanta paumolência vindo de um cara que tem um lastro de 48,5% de votos válidos. Tem medo de que?

  3. Nos tornamos a república da mentira, do embuste, da enganação. As pessoas que tem o poder ou que o rodeiam, não tem estatura para as posições que ocupam. Não se ocupam de uma nação, mas de tribos, governando apenas para os seus objetivos pessoais. Não tem como isso dar certo.A quantidade de coisas erradas no Brasil é absurda, o que deixa muita gente desesperada com relação à possibilidade de que algum dia possamos caminhar de uma maneira correta, civilizada e equilibrada, oferecendo as pessoas as oportunidades de empreenderem suas vidas.

Deixe uma resposta