Tropa de Dilma consegue se rebaixar ainda mais em termos éticos ao aliciar pessoas do PMDB para reverter destituição de seu sicário Picciani

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A “relação” PT-PMDB, como sempre tenho dito, é similar àquela entre um sádico e sua parceira masoquista. Em troca de carguinhos, o PMDB tem aceitado humilhação atrás de humilhação. De vez em quando, rebate com um ataque, mas o troféu da afronta sempre fica na mão do PT. Se o PMDB já pensa em terminar a relação, a hora é agora, já que as palhaçadas petistas chegaram a um novo patamar.

Após saber que Picciani havia perdido sua liderança no PMDB – principalmente por ter baixado excessivamente o nível em seu servilismo ao PT e agindo mais como um agente infiltrado do que como um pmdebista de fato -, o partido bolivariano decidiu aliciar parlamentares do PMDB para retirar seus nomes da lista que afastou seu sicário de lá.

É isto mesmo que você leu!

No mundo corporativo, isso se chama aliciamento de profissionais alheios. Também se chama espionagem industrial. Quer dizer, o PT age com o PMDB da forma como só se agiria contra um inimigo e em momentos de guerra. Nada que surpreenda, já que depois de vazar a carta de Temer, tentar definir a liderança de um partido com o qual tem relação a partir do aliciamento sujo é apenas mais uma demonstração da incapacidade de agir eticamente que acomete o PT.

Leia a matéria da Folha:

O Palácio do Planalto mobilizou nesta quarta-feira (9) ministros peemedebistas e a base aliada na Câmara dos Deputados para buscar votos no PMDB para reverter a destituição do deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ) da liderança do partido na Câmara dos Deputados.

O núcleo duro da presidente Dilma Rousseff entrou em contato com líderes do governo e de partidos governistas para que iniciem ofensiva sobre a bancada peemedebista.

O esforço é convencer para que mudem de opinião deputados federais que assinaram abaixo-assinado, protocolado nesta quarta-feira na secretaria-geral da Câmara dos Deputados, pela retirada de Picciani.

Para retornar ao posto, ele precisa da reversão de pelo menos duas assinaturas para que consiga o apoio da maioria da bancada federal, ou seja, 35 de 66.

Segundo a Folha apurou, pelo menos três peemedebistas já foram procurados por parlamentares governistas. A tentativa, no entanto, não teve êxito.

De acordo com relatos de peemedebistas, ministros do partido, como da Agricultura e da Saúde, também estariam no esforço concentrado para reverter assinaturas.

Os deputados federais favoráveis ao impeachment queixaram-se nesta quarta-feira (9) ao vice-presidente Michel Temer do assédio do Palácio do Planalto.

“Se o governo federal continuar a colocar suas digitais nesse processo, vamos pressionar a Executiva Nacional do PMDB a antecipar a convocação da convenção nacional do partido para discutir o rompimento da sigla com o governo federal”, ameaçou o deputado federal Lúcio Vieira Lima (BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos peemedebistas mais próximos a Michel Temer e defensor do impeachment.

O PT é um partido de escorpiões. Que Picciani esteja contando com tamanha sujeira petista – que deveria ser suficiente para definir o término da “relação” – é outro sinal de que sua ética não difere da do partido do qual é um serviçal.

Picciani poderia muito bem se mudar para o PT. Já que os bolivarianos querem tanto vê-lo como líder, que o levem para seu covil. Esta figura já não orna com um partido como o PMDB, que pode ser criticado por muita coisa, mas não por ser dedicado ao totalitarismo.

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