Golpe ditatorial dado ontem pelo STF foi em parte construído por (toda) a oposição

34
118

lewandowski

 

Um sinal de que o golpe ditatorial – anulando decisões legítimas do Congresso – feito ontem, em 17/12, em grande parte pertence à oposição se vê nesta declaração de Miguel Reale Júnior: “O Supremo não está contente em julgar e quer legislar. Como pode uma maioria simples do Senado destituir uma maioria de 2/3 da Câmara?”.

Ou seja, ele tratou um golpe ditatorial com um discurso mole.

O normalmente cuidadoso Reinaldo Azevedo ontem descuidou: “Ministros do Supremo estão brincando com fogo. É uma pena que seja a carne alheia a queimar caso sejam bem-sucedidos na sua irresponsabilidade.”

Mas os ministros do STF não foram irresponsáveis. Irresponsabilidade é ignorar que os ministros do STF fizeram tudo de caso pensado.

Quer dizer, ele tratou um golpe ditatorial como um “equívoco jurídico”.

Ontem, vi muita gente revoltada com o golpe do STF. Se isso for para gerar alguma pressão, tudo bem. Mas se for a manifestação de uma sensação de revolta natural, ela é incongruente, pois a maior parte das pessoas não fez nada em 17/9 (exatamente três meses atrás) quando o STF deu o golpe estabelecendo o controle bolivariano de campanhas. A quem ficou surpreso com o que aconteceu ontem eu pergunto: em que planeta vocês estavam vivendo?

É evidente que o voto de Fachin, na quarta (16/12), foi uma enganação. Ainda assim, isso tranquilizou muita gente da oposição que, como esperado, não pressionou os juízes do STF adequadamente. Na verdade, como ele estava visado, transferiu o golpe para os que estavam menos visados. Convenhamos, jogar contra o PT e seu puxadinho não é coisa para principiantes.

Voltemos à questão do STF e o golpe do controle bolivariano de campanhas em 17/09. Quando a oposição se recusou a transformar isso em questão de ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos – até porque interferência de um governo tirânico sobre leis eleitorais é uma das violações dos Direitos Humanos -, e não os rotulou de golpistas, e nem coordenou uma estratégia de guerra jurídica comunicou a mensagem: “Na próxima, já podem colocar sem vaselina”. E assim os ministros de Dilma o fizeram. Por que bufam agora?

De que adiantaria lutar pela pressão contra parlamentares – o que foi um acerto -, mas ignorar qualquer tipo de pressão sobre o STF? Não foram denunciados em cortes internacionais, não foram chamados de golpistas, não foram vítimas de escracho público e, mesmo assim, fizeram tudo que lhes deu na telha.

Eu não estou querendo sugerir que se interrompam pedidos por impeachment, nem outras demandas. Mas e o resto? E os demais grupos? Ninguém quis falar deste assunto? Ora, se a regra “passividade atrai agressividade” não foi revogada, era óbvio que o STF se sentiria autorizado a ir adiante, e logo em seguida fatiou a Lava Jato, impediu o Roberto Jefferson de falar e concluiu com o golpe de ontem.

Estou lendo as notícias de hoje e vejo que os principais formadores de opinião ainda se recusam a dizer que vivemos em uma ditadura (e temos que sair dela). Se recusam a chamar os ministros do STF de golpistas. Se recusam a falar em reais manifestações contra o STF. Em complemento, vemos até políticos de oposição optando pelo discurso conformista.

Por que hoje a mídia inteira se comporta como o Pravda? Porque a direita tomou a decisão, em novembro de 2014, de não transformar o corte de verbas para a Veja em um escândalo. Não fizeram nada quando a Rachel Sheherazade foi punida pela Jandira Feghali de falar no SBT.

Se quisermos recuperar algo em 2016, teremos que primeiro fazer uma reflexão. Vamos querer falar como adultos em política? Vamos querer jogar o jogo? Vamos querer realmente rotular nossos oponentes? Vamos de fato ir para o ataque? Serão as escolhas que teremos que fazer. Por enquanto, as nossas escolhas deram vida fácil para que o STF desse sequência ao seu estabelecimento de uma ditadura e a violação completa da separação entre poderes.

Mas eles fizeram isso em 17/9, não em 17/12. A ditadura foi formalmente estabelecida há três meses atrás. E desde aquela época nós escolhemos não transformar isso em caso político. Leite derramado.

Enfim, escolhemos as nossas prioridades, e o resultado está aí. Um STF que faz o que quer. Uma ditadura estabelecida. Uma mídia que se tornou porta voz de um governo tirânico. É por isso que em 2015 eu jogo a toalha. Vamos ver o que dá para se recuperar em 2016…

Anúncios

34 COMMENTS

  1. Só intervenção militar com destituição de Todos (Câmara, Senado e ministros do STF e STJ) com convocação de novas eleições salva o Brasil.

      • Sei que você propugna por uma solução inteiramente civil ao problema, Luciano. Quer saber? Eu também tenho a convicção de que esse seria o melhor dos mundos. Mas quer saber outra coisa também? Cara, está cada vez mais difícil botar fé nesta alternativa “civilista”…Você ainda tem alguma dúvida de que o destino está nos reservando um final violento para esta história?

    • A ideia é boa, mas se o mero pedido de impeachment foi suficiente para colocar toda a corja que parasita o Estado brasileiro (não só petralhas mas muitos expoentes do patrimonialismo também) em polvorosa, imagine se amanhecessemos com Brasília cercada pelas FFAA? A classe petralha internacional inteira se uniria contra nós e tudo que é ONG petralha pelo mundo a começar pela ONU promoveriam retaliações!

      Imagine a convusão nas Polícias Militares, que certamente se dividiriam entre apoiar uma revolução ou obedecer aos governadores. Nesse ínterim, imagine também as diversas organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e MST, que tem ligações mais ou menos óbvias com o submundo da política, atuando em um momento de indecisão das PMs.

      A intervenção militar é a melhor e mais rápida solução, mas é também a mais dolorosa e nesse momento, com o país cheio de gangrenas e tecidos apodrecendo, seria uma “cirurgia” muito arriscada.

      A solução infelizmente é esperar que tenhamos uma medicação para começar a tratar o caso grave do Brasil, mas ela ainda está em testes laboratoriais: o Partido Militar Brasileiro. O Novo parece também um bom remédio, mas desde quando eles ficaram abertamente do lados dos petralhas condenando o “Estatuto da Família” eu já não acredito mais neles, pois são pouco mais do que a “ala direita” do PSDB.

    • Estado Democrático de Direito, Leis, Ordem, Democracia são coisas que só funcionam quando existe independência entre os poderes. A partir do momento que o judiciário (sua mais alta corte do País) rasga a Constituição tudo isso foi para o Vinagre. A partir disso podem começar a pensar em força bruta visto que os meios legais e legítimos foram para o brejo. Por isso digo Só intervenção militar com destituição de Todos (Câmara, Senado e ministros do STF e STJ) com convocação de novas eleições salva o Brasil.

    • Parabéns pela matéria. Falou tudo que deveria ser dito. Se o ” leite foi derramado” à revelia do do desejo do povo e da constituição, pelos menos, daqui em diante já sabemos, nome à nome, quem são os traidores da pátria. Conhecendo os bandidos fica mais fácil apontar nossas miras e escolher nossos alvos. A luta não termina em 2015 por um país livre e justo. A facção criminosa não sairá vencedora. Nada melhor do que um dia após o outro. Perdemos sim uma batalha, mas não perdemos ainda a guerra. Em frente Brasil!

  2. Tenho apenas conhecimento superficial sobre política pois só acordei “politicamente” nas eleições anteriores. No entanto vejo que o politicamente correto também está presente em massa tanto no resquício de imprensa livre que temos quanto nos poucos políticos que podemos chamar de oposição.

    Tanto a Dilma quanto toda sua trupe nem por um momento sequer hesitaram chamar um processo legal e constitucional de ‘golpe’ (o impeachment). E o que a oposição fez ontem? Se eu pudesse condensar todos os discursos que vi seria algo do tipo: -‘Temos que respeitar o excelentíssimo Superior Tribunal Federal, guardião-mor de nossa constituição’. Alguns atores oposicionistas como O Antagonista e o MBL tentaram contra-atacar também tachando algumas decisões desde a deflagração do impeachment como golpe mas parece-me que mais como uma defesa neutralizadora do que como ataque em si. O Revoltados Online ontem só seu revoltou depois do golpe. Já o VemPraRua… esse parece-me totalmente perdido.

    No mais, até que ponto a pressão numa instituição (STF) cujos membros não são eleitos e nem pode perder o cargo funciona? Entendo que a decisão aqui é entre não fazer pressão e não ter resultado algum e fazer e talvez ter algum ganho, porém confesso certo ceticismo quanto à sua eficacia real.

    • Ultimamente eu tenho tentado dialogar com diversos conservadores religiosos, e, pra minha surpresa, tenho tido mais sucesso com os conservadores evangélicos do que com os católicos. Esses últimos parecem ser os mais intransigentes dessa parte da direita que o Luciano chama de “direita revolucionária”. Tem havido um ataque focado e sem sentido no YouTube de vários canais conservadores a liberais e libertários (como se fossem a mesma coisa), e, pra essa galera, só é “de direita” quem é conservador como eles. Pode ser só impressão minha, mas acho que uma parte significativa dos conservadores já é ou está pra se tornar nossos inimigos políticos em breve. Tudo isso regado a risos e aplausos (nos bastidores óbvio) da esquerda.

      • Jeferson,

        O engraçado é perguntar para estes mais radicais: “Quais suas demandas? Quais suas propostas de lei? Quais suas demandas de ação política? Vocês se organizam para entregar resultados? Podemos ver?”.

        Eles travam.

        Abs,

        LH

      • Simplesmente porque liberais e libertários NÃO SÃO CONSERVADORES, mas esquerdistas.
        Já fiz esse comentário por aqui e reitero: as esquerdas são divididas apenas por conta do infame Fundo Partidário mas são ideologicamente coesas, mas não é possível juntar todos os que se opõem ao bolivarianismo petista numa mesma frente porque nesse caso há divergência de meios e fins.

        Como juntar liberais, libertários e socialistas fabianos, que são outras modalidades de esquerda, com conservadores? O próprio Partido Novo (liberal) e muitos defensores deles deram um “chega pra lá” nos conservadores ao repudiarem o Estatuto da Família, enquanto o próprio Aécio fez o mesmo DEPOIS da eleição ao dizer que é de “centro” e que não adiantaria tentarem movê-lo para a “direita”.

        Sobre o contexto religioso que você levantou, nada mais natural. Os católicos se embasam em 2000 anos de Doutrina e foram mortos aos milhares por defendê-la, enquanto os protestantes estão divididos em diversas correntes e sempre foram “maleáveis”. Para não voltar muito no tempo, basta vermos alguns por aqui como Edir Macedo, que demonizava Lula e hoje lhe lambe os pés.

        Lutar contra a hegemonia da esquerda não é fácil e a reação que vemos ultimamente é natural, porque hoje o povo tem a voz da Internet e não é calado por sindicalistas e professores esquerdistas. Precisamos de um partido realmente conservador por aqui e parece-me que o Partido Militar Brasileiro pretende sê-lo.

        Quem é de esquerda e não é bolivariano já tem opções, como PSDB e Novo.

      • ‘Libertários são esquerdistas’ é uma das coisas mais idiotas que eu já lí na vida.
        Libertários podem ser de esquerda ou de direita nos costumes, mas na economia TODOS são a favor de um estado mínimo ou até de estado nenhum.Como é que isso é a mesma coisa de um puto esquerdista que quer o estado máximo a qualquer custo?
        E mesmo os libertários que são de esquerda nos costumes entram em conflito com vários princípios do libertarianismo, o que mostra bem que libertários 100% coerentes tem que ser DE DIREITA nos costumes.
        https://www.lewrockwell.com/2014/09/hans-hermann-hoppe/smack-down/

      • Tá aí um reaça radical pra não me deixar mentir, e ainda querer justificar a intransigência de seus correligionários com racionalizações a respeito de mártires passados (que Deus os tenha, e creio eu, os tem, e em posições de honra). Na cabeça dessa gente, Direita X Esquerda se resume ao que é feito politicamente quanto aos valores. Quem compartilha dos valores DELES (ou melhor, quem apoia o uso do estado para beneficiar quem apoia esses valores e/ou reprimir quem não compartilhe deles) é de direita. Quem é contra os valores deles, é de esquerda.

        Não é à toa que o próprio Olavo de Carvalho certa vez discorrendo sobre “esquerda” e “direita” falou de uma espécie de “gráfico de ferradura”, onde a extrema direita e a extrema esquerda quase se encontravam. Afinal, adotam ou defendem os mesmos métodos, têm praticamente a mesma mentalidade, só diferem no que acreditam que deve ser defendido pelo uso da força. Ah, não… na verdade o que é um FIM pra extrema direita, é um MEIO pra esquerda. Ou seja, eles, ao menos, são espertos. Já essa ala da direita sequer consegue perceber que ELES estão mais pra esquerda do que todos os outros.

        Nota: Obviamente, não me refiro a todos conservadores, inclusive me defino como “liberal-conservador”, me refiro apenas aos conservadores mais radicais. E acho que definir como “esquerdista” todo mundo que não seja conservador já é uma boa demonstração de radicalismo, ou pelo menos de princípio de radicalismo.

  3. Não resta mais dúvida: temos um STF submisso ao Poder Executivo! A maioria dos ministros é capaz de violentar a Constituição, diante de milhões de brasileiros perplexos, para defender o mandato de Dilma.

    Definitivamente, os petistas chafurdam na lama, para qual não hesitaram em arrastar a Suprema Corte, com a desenvoltura dos porcos! E a grande imprensa ? Dela também não podemos esperar independência. O chamado quarto poder está de costas para o povo brasileiro e ajoelhado diante do altar das verbas publicitárias do governo federal. Vemos uma reação pífia ao espetáculo vergonhoso de ontem no STF, a insistência em atacar Eduardo Cunha (o inimigo número um da presidente no Congresso) e poupar Renan Calheiros. O presidente do Senado é investigado em 6 (eu disse SEIS!) inquéritos na Lava Jato, mas nenhuma rede de TV ou grande jornal questiona se ele tem legitimidade para exercer um super poder no processo de impeachment. Super poder que foi concedido indevidamente, na tarde de ontem, pelos ministros bolivarianos do Supremo.

    Só Deus sabe até onde irá a resistência desta quadrilha que tomou conta do Palácio do Planalto em janeiro de 2003. Não se trata de uma disputa entre situação e oposição, normal em qualquer país democrático. Temos, de um lado, gente capaz de fazer o diabo para não largar a chave do cofre, as regalias do poder! Do outro, um povo abatido e uma oposição covarde. Como chegamos a este ponto ? O PATRIOTISMO VIROU PIADA!

  4. Pode me rotular de “direitista depressivo” e “negacionista da política”, mas depois do golpe de ontem do STF, para mim está provado que não existe possibilidade de nos livrarmos do PT pela via institucional normal. Nossa única chance é algum petista graúdo (Dirceu, Genoíno) se arrepender e confessar para o mundo o projeto totalitário do partido. Fora isso, tudo dará em água.

    Se o Bolsonaro for eleito em 2018, pode fazer uma faxina no Executivo. Mas desfazer o aparelhamento do Judiciário, do Ministério Público e da OAB é trabalho de décadas, e depende mais de ações no âmbito da cultura e do ensino, como diz o Olavo, do que ações políticas propriamente ditas.

    • Coiote,

      Não acredito em Bolsonaro em 2018. É possível derrubar o PT. Não há nada que indique que é impossível, principalmente por que não fizemos quase nada e chegamos a abalá-los. A questão de luta no âmbito da cultura não pode funcionar como uma forma de “relaxamento mental” em relação às lutas atuais.

      Abs,

      LH

      • O grande problema é que parece que não temos oposição que não seja politicamente inepta!!! E de quebra, NÃO TEMOS FORMADORES DE OPINIÃO POLITICAMENTE HÁBEIS, ou que QUEIRAM escrever politicamente. Até o Rodrigo Constantino, o Ricardo Setti e a Joice Hasselman, que já não eram grande coisa, perderam muito do poder de influenciar os outros que tinham quando foram demitidos da Veja. OK, até temos alguns formadores de opinião que façam um trabalho minimamente decente, mas são MUITO poucos, e a balança de influência de formadores de opinião está 99% deslocada pro governo.

        Isso pode parecer um simples comentário depressivo em tom de desabafo, mas não é essa a minha intenção. Acho que desde o começo do ano que só vejo você fazer posts aqui sobre a oposição e sobre os formadores de opinião pra expor o quanto eles têm sido infantis em suas colocações, sobre o quanto eles estão pra trás do governo na guerra política. Só quero ouvir alternativas que produzam resultados LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO O “MATERIAL” que temos pra trabalhar. Me diga, Luciano, o que pode ser feito numa situação como essa, em que NÃO TEMOS oposição, NÃO TEMOS mídia aliada, e o nível de aparelhamento estatal já é este que vemos?

        Apesar de achar este cenário altamente improvável, já vejo várias pessoas propondo resistência armada da população contra o governo, e insuflando fortemente seus seguidores. Temo que com a permanência do PT no poder, e o aprofundamento da crise, esse tipo de atitude ganhe força e se torne significativo. Confesso que me sinto tentado a concordar com eles que esta é a única solução, por não conseguir vislumbrar resultado favorável a nós com o “material” que temos, mas não quero aceitar isso como verdade. Qual alternativa temos?

      • Não temos oposição, não temos mídia aliada, mas o pior é que não temos povo para se rebelar. O povão não tem a mínima sensibilidade sobre o significado para a República da seção do Supremo que se encerrou ontem.

        Se tivessemos um povo sensível e consciente de sua responsabilidade política, hoje o Brasil teria amanhecido de cabeça para baixo.

        O que me espanta acima de tudo é o número ínfimo de pessoas imprestáveis que foi capaz de jogar todo o nosso país no inferno.

        Todos sabiam que o Lewandowsky era petista. Todos sabiam das tendências totalitárias do Barroso. Todos sabiam que o Fachini, além de ter sido eleito com apoio de um senador da “oposição”, foi cabo eleitoral da Dilma e advogado do MST. Todos sabiam que o Toffoli era o advogado do PT no Supremo. Pior de tudo, todos sabiam o quê, o recém conduzido ao cargo, o Procurador Geral da Dilma, Janot, iria fazer para mantê-la no poder . Mas nada foi feito para impedir isso.

        E foram, especialmente essas constatações que, depois da derrota de ontem, praticamente me fizeram desistir de continuar lutando.

      • Você acredita em quê para 2018? No PSDB? Nesse caso, prefiro que o PT continue e leve o Brasil ao ponto de ruptura para que surja uma oposição civil real (a lá Venezuela). É melhor do que o falso alívio de uma pseudo oposição frouxa, que iria apenas adiar o sofrimento, sem realmente acabar com ele.

  5. A única mudança que existe é o povo brasileiro que vota não votar no PT e partidos dele aliados. A salvação do Brasil está na decisão do povo brasileiro.

  6. Fiquei em duvida sobre um ponto.
    O julgamento do STF do dia 15/09/2015 decidiu pela inconstitucionalidade de doações a partidos por pessoas jurídicas.
    De que forma isto representou um golpe?
    Eu mesma achava que estas doações deveriam ser vedadas.

Deixe uma resposta