Belíssimo vídeo de Leonardo Bruno dá uma dica de postura para 2016

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Vocês não imaginam como eu fico satisfeito quando encontro pontos de concordâncias com aliados na luta contra o totalitarismo com os quais tenha discordado no passado. Isto porque sou um dialético, em termos políticos, e especialmente focado em algo que defino como pensamento dialético-crítico. Vivemos tensionando os eventos do mundo, como também dialogando com eles. Mas em níveis táticos, também dialogamos com estratégias e táticas de aliados, em diversos graus.

Qualquer um disposto a lutar contra o totalitarismo petista é meu aliado, discorde ele de mim em alguns pontos ou não. Não concordo com Leonardo Bruno quando ele define o liberalismo como um aliado do esquerdismo. Meu argumento vai em outra direção: tanto liberalismo quanto conservadorismo são oponentes do esquerdismo, mas ambos vem cometendo erros estratégicos e táticos ao longo dos séculos, motivo central pelo qual o esquerdismo, especialmente o totalitário, tem se saído tão bem ultimamente. Uma visão mais dialética das contradições táticas liberais e conservadoras seria mais útil, a meu ver.

A despeito dessa discordância – já exposta por mim em mais de um post -, devo reconhecer neste vídeo de Leonardo Bruno uma das coisas mais brilhantes dos últimos dias. As palavras dele aqui dão uma demonstração límpida daquilo que defino como encarar os eventos do mundo com a perspectiva dialético-crítica.

Pela perspectiva dialética, os eventos do mundo são apresentados não apenas para serem sentidos por seres inertes que se arrogam como agentes fora do mundo onde esses eventos acontecem, mas para serem questionados em um eterno processo de tese-antítese-síntese. Não fazemos isso para propor ilusões picaretas como “fim da história” – como fizera Hegel, delirantemente, e Marx, safadamente -, mas para causar a tensão necessária para mudanças para as quais temos argumentos lógicos e morais em favor de seu florescer. A perspectiva é também crítica, por entender que as contradições apresentadas não devem ser vistas com passividade covarde, mas com uma corajosa postura crítica. Logo, as figuras contraditórias e suas ações imorais devem sofrer um brutal escrutínio, resultando em desmascaramento, desmoralização e ridicularização.

Isto afeta como sentimos e reagimos a qualquer evento político do mundo. Quase sempre vemos este discurso maldito dizendo “está tudo acabado, está tudo dominando”. Estas pessoas, mesmo se considerando opositoras, não tem noção do quanto ajudam aqueles a quem se opõem. Este tipo de ação beira a imoralidade. Uma perspectiva dialético-crítica serve para mostrarmos uma postura praticamente oposicionista a esta. Neste ponto, eu e Leonardo Bruno, se não concordamos em todos os paradigmas adotados, concordamos 100% na postura, que pode ser vista abaixo:

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14 COMMENTS

    • Somos dois. Eu normalmente não gosto do Coconde, mas neste vídeo, ele acertou.

      Aliás, ele é um dos caras com quem tive uma pequena “discussão”, devido à insistência dele no fato de que os liberais SÃO parte da (não apenas ajudam a) esquerda.

      • Eu creio que parte dos liberais são parte da esquerda.
        Os liberais não gostam de se definir como esquerdista ou direitista só isso.

  1. Como desmoralizar alguém que nunca teve moral (comunistas são psicopatas e, por definição, amorais) e como desmascarar com a verdade alguém que não sabe o que é a verdade? Em outras palavras, a desmoralização e o desmascaramento não vão convencer os comunistas, pelo menos os seus líderes, do erro, fazendo-os ter um “ataque de consciência pesada”. Muito pelo contrário, vão acentuar ainda mais a atitude revolucionária pelo poder. Aliás, é o que estão fazendo. A desmoralização e o desmascaramento (e eu acrescentaria a “desesteticação” deles, ou seja, dizer que eles são FEIOS, como “arma”) servem para acordar e motivar as pessoas normais, de modo a retirar o apoio e a obediência aos líderes fajutos e alçar pessoas sensatas ao poder.

    Para os psicopatas comunistas da liderança (não o cordão protetor de apaniguados e histéricos), a verdade e a moral evidenciam um senso de proporções, o que expõe o poder real desse pessoal, atiçando o ódio ou o medo. Penso que é por aí que se deve atacar para derrubar. Em outras palavras, a desmoralização e o desmascaramento seriam como “jabs” numa luta de box, que abririam a guarda do adversário para o “punch” definitivo, o “direto de direita” (não resisti ao trocadilho, rsrsrs). Assim, penso que deveria haver dois tipos de frames: os frames-jabs, aqueles que ridicularizam e expõem a verdade, a moral e a estética do adversário (vocês são sujos, feios e malvados!), e os frames-diretos, aqueles que estimulam o medo/ódio (vocês vão perder tudo, vão acabar destruídos, etc.).

    Ainda sobre a “moral e verdade”, penso que há outras questões para reflexão: como definir e julgar a moralidade e a verdade de alguém, principalmente de um candidato a ou ocupante de cargos públicos? O critério seria o que ele fez no passado, o que ele fala no presente e o que ele planeja no futuro? Seria a capacidade de representar fidedignamente os eleitores? Seria o de servir fielmente às leis? Seria o histórico de grupos aos quais pertenceu? Seria o currículo acadêmico? Ou seria a quantidade de medo e ódio?

  2. Manchetes do R7 e do Estadao.com. COM COMUNISTA NÃO SE NEGOCIA, NÂO SE CONVERSA, NÂO SE DIALOGA!

    1) Governo aumenta imposto de bebidas e artigos eletrônicos

    2) Dilma veta reajuste do Bolsa Família

    3) No ano do lema ‘Pátria Educadora’, MEC tem corte de R$ 10,5 bilhões

  3. Ola, Amigos feliz 2016 a tds ai dentro do possivel .

    Aproveito para indicar um artigo que saira amanha no Jornal o Globo do Historiador Marcos Villa

    Onde se muda todo o CV escolar do Ginasio ao ensino Medio.

    Onde sutilmentente tentam apagar a historia do Mundo e do Brasil.

    Abracos

    Joao Camargo

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