Porchat define Rachel como extrema-direita. E a direita está brava, mas por motivos errados.

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Conforme matéria do Terra, o humorista de extrema-esquerda Fábio Porchat usou a preempção e rotulou Rachel Sheherazade de extrema-direita. Tecnicamente, ele está jogando o jogo que a direita se recusa a jogar.

Em entrevista à Sabrina Sato, Porchat disse que não concorda com as opiniões de Rachel: “eu acho muito ‘direita extrema o que ela fala, e aí não bate a ideia assim”.

O engraçado é que em vez de ficarem irritados com os formadores de opinião de direita resolveram reclamar: “Putz, como ele ousa fazer isso?”. Isso é como entrar em campo para jogar futebol e ficar fazendo malabarismos desconexos enquanto o outro time, entendendo o código do jogo, faz 3×0 em minutos, resultando na reclamação: “Putz, como ele ousa fazer gols?”. Mas na verdade fazer gols era a obrigação do time adversário. Fazer mais gols e buscar não tomá-lo era a obrigação do teu time.

Quem impediu que nossos formadores de opinião rotulassem Fábio Porchat de extrem-esquerda antes? Ninguém. Ele só aproveitou a oportunidade e rotulou primeiro.

Precisamos começar a levar vergonha a quem não joga o jogo político do nosso lado. Pode ser uma abordagem dura, é fato, mas não é possível que sigamos falando de política como falamos com as crianças. Adultos precisam agir como responsáveis por suas ações.

Uma das regras da política é essa: o agressor geralmente prevalece. E quem rotula com mais rapidez seguiu essa regra. Escolher definir Porchat como “de esquerda” ou “progressista” é uma escolha de jogo.

Se há um puxão de orelha mais importante nesse caso, ele fica para a direita que não o definiu – e aí o fariam acertadamente – como de extrema-esquerda antes. Restou a ele aproveitar a oportunidade.

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31 COMMENTS

  1. Luciano, lembra-se que antigamente o marxismo-humanismo-neoateísmo chamava seus inimigos segundo alcunhas que permitiam um mínimo que fosse de definição de significado? Se alguém era chamado de “burguês”, a acusação era a de ser um grande dono de meios de produção. Se “pequeno-burguês”, algum dono de pequeno negócio. Se “machista”, acusado de colaborar para uma suposta opressão das mulheres. Fico aqui em apenas algumas pequenas alcunhas, mas já dá para entender a função delas como palavras-gatilho com a finalidade de instantaneamente desumanizar alguém que se oponha a essa estratégia de perpetuação no poder disfarçada de filosofia e estudos econômicos e sociais. Vira um “apito de cachorro” instantâneo e os militantes passam a agir como exemplares hidrofóbicos do referido animal doméstico.
    Pois bem, eis que estamos vendo tal estratégia ter um aperfeiçoamento, que é o de passar a alcunhas com significado extremamente flexível e atribuível ao momento. Sendo o Foro de São Paulo tendo Cuba como membro importante, importou-se de lá tal estratégia, uma vez que por lá são chamados de gusanos aqueles que se opõem à monarquia absolutista castrista que se disfarça de regime republicano de força. Gusano quer dizer “verme”, o que por si só já é desumanizador e comparável aos hutus chamando os tutsis de “baratas”. Logo, pode ser aplicado a qualquer um que lá se oponha ao regime, mesmo que um mendigo. Para cá a confecção de alcunhas indefinidas floresceu em 2013, com a ascensão do termo “coxinha” e a narrativa fabricada de que seria um termo de origem popular, quando na realidade a única origem popular para tal termo é o de ser uma gíria paulistana usada para policiais militares. Como esse termo já não mais tem a mesma força, pode ser que agora se use o “P2” como chamado que só militante sabe o real significado. No protesto de sexta-feira supostamente contra os R$ 3,80 da passagem e que sabemos ser continuação daquele em que transformaram escolas públicas em acampamentos, eis que acusaram alguém de P2 e o resultado você vê abaixo:

    http://www.youtube.com/watch?v=AzKy9-0L35U

    A denúncia é do Reaçonaria, que também repercutiu em sua página no Face e no blog próprio:

    http://www.facebook.com/Reaconaria/videos/1430894816936055/

    “P2”, como sabemos, é a acusação de que alguém seria policial infiltrado na passeata e aquelas pessoas a quem acusam quando ocorre violência em uma manifestação (lembremos que, quando da morte de um cinegrafista da Bandeirantes por um rojão que atingiu a nuca, o pessoal do movimento disse que havia sido esse tipo de gente, quando a realidade mostrou que os algozes eram das próprias fileiras do grupo acusador). Logo, é mais uma daquelas alcunhas que pode ser aplicada a qualquer um a quem se queira aplicá-la, inclusive aí com a finalidade de chamar a atenção da polícia e esta espancar os espancadores de quem acusam ser “P2”, que originalmente é um termo usado para definir policiais a paisana em missão de inteligência. Porém, tal qual “coxinha”, é mais uma daquelas coisas que na prática nasce sem significado definido, que só passa a existir quando uma liderança transforma isso na gota de sangue que provoca um ataque de tubarões.
    Logo, na prática o que se está dizendo é que qualquer um pode ser acusado de coisa muito pior que “coxinha” e que tal acusação altamente indefinida pode inclusive gerar ataques que põem em risco a integridade física de alguém. Espero eu que o espancado processe seus agressores por lesão corporal dolosa e, caso não se comprove que ele anteriormente estava batendo em alguém como os flagrados acusavam, que também processe por crimes contra a honra, no qual inclusive o “P2” pode se incluir na categoria de difamação.

  2. Se FHC e o PSDB são chamados de Direita a torto e a direita, não é muito difícil ser chamado de extrema-direita por qualquer coisa mais polêmica que você defenda

  3. É o que vivo falando… Muitos que se dizem direitista aceitam o jogo de rotulagem típico da esquerda e seus mestres senhores da Nova Ordem Mundial. Aceitam e fazem uso dos mesmos rótulos ridículos, pois são postiços, inconsistentes, vazios(na maioria) e artificiais , enfim fraudulentos neologismos, sem alteração ou questionamento… Depois, quando são alvos deles, ficam melindrados e feridos, sem outra reação senão a catotonia , dando assim legitimidade e ganho à esquerdopatia que atinge assim seu objetivo de imobilizar e desqualificar seu oponente. E continua indefinidamente participando desse joguinho boçal sem saber jogar, isto é, sem fazer uso efetivo e fazendo papel de esparring e coadjuvante sempre na defensiva… E eu pergunto: ATÉ QUANDO?!…

  4. pior do que isso: se ele tivesse só rotulado mas fosse alguém sem muita exposição, ok. o problema é que ele está em evidência, o povo leva a opinião de quem está em evidência como verdade, mesmo ele não sabendo nada de política… tá difícil.

  5. Rotular de “extrema-esquerda” um esquerdista bocó, no melhor estilo “caviar’, como Fabio Porchat, é dar-lhe uma importância indevida. Psolista, ele se arrisca a passar mais um desses taradinhos ideológicos que mamam nas tetas do lulopetismo, via Lei Rouanet. A mesma Lei Rouanet que defendeu, tempos atrás – sofrivelmente, é verdade -, num desses cadernos de cultura” dos nossos jornalões. Alguém, se surpreenderia, então, com a desfaçatez com que ele se posta contra os adversários daquele partidozinho, sujo, viciado em pixulecos, que está destruindo o País?

    Diante de um esquerdista desses – os outros, todos os outros, simpáticos ao crime organizado na politica, também são desparafusados -, Raquel poderia, mesmo, ser rotulada de extremamente direita.

  6. O problema é que Fábio Porchat não aparece muito (se é que aparece) falando de política. Me parece que isso foi uma exceção, e se eu estiver engando, peço que me corrijam. Sei que posso estar errado, mas não tenho conhecimento dele fazendo esse tipo de comentário, diferente do Gregório Duvivier, que toda hora está em evidência fazendo proselitismo ideológico.

    Concluindo, rotular alguém que não aparece fazendo comentário como “extrema esquerda” antes que ele venha fazer qualquer comentário político faz você parecer um militante radical e enraivecido de extrema direita aos olhos dos outros. Claro que nada impede de se fazer comentários ofensivos a posteriori, colando nele a pecha de “radical de extrema esquerda”, alguém para quem qualquer coisa mais moderada soa como “extrema” aos seus ouvidos, desde que venha do outro lado, neutralizando com isso o ataque (e possivelmente futuros ataques).

  7. Luciano, se você quiser surfar na onda da morte de David Bowie hoje, acredite que até mesmo sobre combate ao marxismo-humanismo-neoateísmo o artista poderá influenciar, conforme verá abaixo:

    http://twitter.com/alssst/status/686560879320666112

    Flávio Morgenstern já falou no Facebook a respeito disso:

    http://www.facebook.com/flaviomorg/photos/a.193725657469588.1073741828.188821107960043/560984097410407/?type=3

    Logo, como se pode comprovar, para um inocente útil do marxismo-humanismo-neoateísmo, basta você ser branco e homem para fazer parte daquele grupo a quem chamam de opressor, mesmo tendo sido o marxismo-humanismo-neoateísmo a mais pura obra de um homem branco e imposta a diversos povos que outrora tinham culturas das mais diversas e hoje em dia tornam-se incrivelmente parecidos, uma vez que muito parecidas foram as manobras marxistas-humanistas-neoateístas contra esses mesmos povos: genocídios em série, expurgos, propaganda, personalismo e totalitarismo. Se recuarmos um pouco no tempo, veremos que o jacobinismo também foi obra de homens brancos. Logo, a moça eternizada após o Print Screen apertado está na prática sendo bem mais andrófila e caucasófila do que acredita. Também está sendo patriarcal ao extremo, se levarmos em conta o fato de que regimes MHNs consolidados sempre têm homens que são chefes de suas famílias no poder (Castro, Kim, José Eduardo dos Santos, Robert Mugabe, os presidentes chineses) e deixam as mulheres sempre em papel subalterno.
    Como provavelmente essa tuiteira engoliu a pílula do afro-MHN, tudo indica que também que ela está na última moda desse grupelho: condenar as uniões entre brancos e negros, bem como amaldiçoar sua descendência. E nesse caso, Ziggy Stardust enquadra-se nesse ódio baseado na cor e na acusação de que negros que se casam com brancos estão “traindo” a própria raça, mesmo que não se vejam como raça e se recusem a tal, uma vez que a segunda esposa do astro era a ex-modelo somali Iman, que ficou com ele até o último suspiro e tiveram juntos uma filha, Alexandria Zahra Jones:

    http://static.independent.co.uk/s3fs-public/thumbnails/image/2014/06/30/10/david-bowie-iman.jpg

    http://d39ya49a1fwv14.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/02/david-bowie-iman-black-daughter.png

    http://heavyeditorial.files.wordpress.com/2016/01/lexi-jones.jpg

    Logo, considerando-se a previsibilidade comportamental de MHNs, eles dirão que Bowie:

    1) Olhou a mulher negra enquanto objeto sexual;

    2) Ter tido um relacionamento com ela não o faria menos racista (afinal, 100% dos brancos são racistas conforme nos dizem os afro-MHNs, exceto quando os brancos são Fidel e outros em posição de liderança em regimes MHNs);

    3) Ter tido uma filha com uma mulher de origem africana decorre de estupro.

    E dirão que a filha de Bowie e Iman:

    1) Seria fruto de estupro, uma vez que oriunda de um pai branco e uma mãe negra;

    2) Não pode se assumir mulata porque isso seria dizer que é “filha de mula”, quando na realidade o termo deriva do árabe muwallad (“pessoa de ancestralidade mista” e originalmente usado para definir quem era filho de árabe e ibérico);

    3) Não pode se enquadrar como “parda” porque isso seria dizer que é “filha de pardal”;

    4) Tem de renegar toda sua ancestralidade inglesa e só assumir a ancestralidade somali, mesmo que sendo bem parecida com o pai, conforme se pode ver pelo formato do rosto e as bochechas.

    O que posso dizer a respeito disso?

    http://www.youtube.com/watch?v=N4d7Wp9kKjA

    É a minha forma de bater palma para ver maluco dançar…:-) Como são malucos, irão dizer que não dançam canção composta por homem branco patriarcal e continuo rindo da mesma maneira, pois eles me ensinaram a pensar dialeticamente e uso isso em contexto de uma zoeira que nunca termina.

    • Pra desautorizar ainda mais o pessoal do marxismo-humanismo-neoateísmo, que se observe David Bowie muito antes de ter se casado com Iman defendendo que a MTV pusesse mais clipes de artistas negros:

      http://www.youtube.com/watch?v=XZGiVzIr8Qg

      Logo, como queríamos demonstrar, o alvo principal do MHN é o homem branco pelo simples fato de ele ser homem e branco. Se esse homem branco for heterossexual e cristão, torna-se ainda mais alvo dos marxistas-humanistas-neoateístas, que irão tentar “desconstrui-lo”, o que podemos chamar mais precisamente de fazer lavagem cerebral que o faça se sentir culpado por coisas que nunca fez nem teria como fazer.

  8. Esse Porchato é aquele pilantrinha que faz piada com Jesus Cristo, mas que confessou publicamente que não tem coragem de fazer piada com Maomé porque tem medinho dos muçulmanos.
    Certa vez ele afrontou a Polícia Militar de algum estado, foi ameaçado de levar um merecido cacete e correu a pedir ajuda ao Álvaro Dias.
    É um boiola petralha nojento. Só isso.

  9. Esses petralhas do baixo nível de Porchat nem merecem espaço, tanto que só fico sabendo das asneiras dele por aqui.

    O bolivarianismo se fortalece muito mais com a cumplicidade tácita dos socialistas fabianos (PSDB) e com as recaídas petistas do Reinaldo Azevedo (basta ver que ele trata Jair Bolsonaro pior do que Stédile ou Boulos) do que todos esses petralhas insignificantes juntos.

  10. A “crítica” desse “humorista” é tão infantil que eu fico até supreso que o pessoal dê atenção.
    Deveriam se preocupar com outras coisas, como, por exemplo, esse “humorista” usar dinheiro público para fazer filme que ninguém vê.

  11. A direita (coisa que nem existe no Brasil) já perdeu o jogo político faz tempo! Você já falou em alguns textos. Como o fato da “direita” xingar de “utópica” a esquerda. E outra, ao invés de trazer os nordestinos para a direita, mostrando que o PT deixa mais pobre o nordeste, de maneira que todo munto possa entender, ela, a direita, culpa os nordestinos pela vitória do PT. Ainda hoje se ver posts no facebook dando conta disso. Ai, chega 2018, querem que os nordestinos votem na direita. Façam-me o favor, não é!

    • Até Reinaldo Azevedo investiu nesse espantalho stalinista: “Vejo moças e rapazes, naquela que certamente é a melhor fase da vida, dedicados à alegria de ocupar o espaço público com uma pauta que nunca encontrou guarida na velha direita brasileira, que sempre soube ser grosseiramente patrimonialista, estupidamente nacionalista, grotescamente oportunista.”*

      Reinaldo é tucano nem tão enrustido assim e está cada vez mais fazendo o que o PSDB faz: foi passar a eleição que eles cada vez mais reiteram ser um partido socialista, no caso, fabiano. Estão inclusive usando a mesma estratégia bolchevique de aparelhar instituições, como fizeram com os “limpinhos” do MBL que andam com Aloysio Nunes.

      * http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/encerrando-o-capitulo-bolsonaro-olavo/

    • O Juca comete um erro nesta entrevista. O de citar que o capitalismo venceu, e que ele entende que deve-se humanizar o capitalismo. Se a esquerda conseguir humanizar o capitalismo, estará transformando o capitalismo em socialismo (comunismo revolucionário ou gramsciano) que é e sempre foi muito mais assassino do que o capitalismo com todas as suas inconsistências. Outro erro a meu ver, é votar na Luciana Genro como se fosse uma alternativa válida. Um governo comandado pela luciana Genro não só seria muito pior do que o da Dilma Roussef, como tambem seria muito mais desumano. Um bando de lunáticos a serviço do lado mais assassino do socialismo. Definitivamente o trejeito bonachão do Juca Kfouri não me convence nem me comove. Prezado Rodrigo Pimentel, não sou o mestre, mas não resisti ao impulso de expressar minha opinião. Saudações.

  12. Um dia você tem que fazer um texto sobre Mahatma Gandhi na ótica da guerra politica,
    Parece me que ele era bom na guerra politica.
    “Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence.”

  13. Mais um cretino que está fazendo sucesso e acredita que tem condição de discutir qualquer coisa como se fosse um deus intelectual. Um presunçoso a serviço do flagelo esquerdista. Eu gostaria, por curiosidade, ouvir suas definições de esquerda e direita, só para saber se existe algum nexo no que ele diz. Quando vejo pessoas como este rapaz, mudo de canal. Se membro da direita extrema é ser defensor do estado de direito, da livre empresa, da liberdade de expressão, da moral judaico cristã, da honestidade no trato da coisa pública, da responsabilidade pelos próprios atos, da negação dos paternalismos e apadrinhamentos, da negação da utilização de verbas públicas para projetos ideológicos e opositor do aparelhamento do estado, do uso de técnicas gramscianas, da idólatra de assassinos como Mao, Che, Fidel e outros monstros, estou com a Rachel Sheherazade e não abro para nenhum idiota de esquerda extrema ou mais juntinha do centro. Em tempo, David Bowye, como ser humano com todos os seus defeitos e virtudes é muito melhor do que Angela Merkel, Fabio Porchat, Ana (feminista) Silva, muçulmanos tentando mudar a bandeira Suiça e outras nulidades. Esquerda (socialismo, comunismo, bolivarianismo, nazismo, facismo etc) não vale nada. É lixo moral.

  14. Por “direita extrema” esse panaca do Fábio Porchat quer dizer “uma mulher que defende o direito do cidadão de se defender de um bandido”. Ou seja, Fábio Porchat, com essa, determina que “as ideia” que “batem assim” com as dele são as que defendem bandidos. Valeu, Porchat, por mostrar do lado de quem você está. E não é do lado da população.

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