BLOSTA pede totalitarismo de Maduro no Brasil

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Uma das formas de se avaliar o caráter de uma pessoa ou grupo é observar aquilo de que ela se orgulha. Normalmente, eles não expõem suas perversidades, e precisamos daí esmiuçar seu comportamento. Em outros casos, elas soltam a língua – feito bêbados – e falam o que sentem. Nesses casos, é fácil expô-los pelo que realmente defendem. Observe o que diz Isaías Almada no blog Viomundo, mais um da estrutura bolivariana denominada como BLOSTA (blogosfera estatal):

Gostaria de sugerir ao Viomundo, se isso for possível, que fosse colocado um pequeno vídeo do discurso do presidente Nicolas Maduro feito nessa sexta-feira 15, na Assembleia Nacional em Caracas, onde ele aponta o dedo para os deputados da direita e diz que não permitirá a privatização de uma das maiores obras dos governos Chavez/Maduro: as casas populares ou Gran Mision de Viviendas Venezuela (GMVV), além de dar um pito nos “esqualidos” sobre a violência em retirar os retratos de Bolívar, Chávez e do próprio Maduro, numa atitude arrogante no dia da posse da nova assembleia.

Um ato de coragem e de compromisso com o povo, um soco na estupidez dessa direita que tenta botar as garras de fora na América Latina. Um exemplo para a nossa esquerda, que não tem sabido enfrentar a oposição aqui no Brasil.

Quem se lembra do caso da garota que recentemente confessou ter matado o ex-namorado? Ela não pode mais se alegar inocente, pois confessou um crime. Vale o mesmo para esse texto, onde os governistas confessam aderência ao totalitarismo absoluto.

Isaías se orgulha de Maduro ter dito que “não permitirá” algumas mudanças. Mas em qualquer sistema democrático, não é papel do Executivo definir o que será permitido ou não. Em uma democracia, as soluções são negociadas, não impostas.

Em seguida, ele aponta que retirar os retratos de “Bolívar, Chávez e do próprio Maduro” é uma violência, mas na verdade a presença desses retratos por lá era uma evidência de ditadura, onde, tal como no exemplo acima, os poderes não são separados. Lugar de quadros de Chávez e Maduro é no Palácio do Executivo, não no do Legislativo. Segunda confissão de totalitarismo.

Para o fascista, “Macri na Argentina e Ramos Allup em Caracas e suas idéias precisam ser derrotados.” Claro, pois são inimigos de ditaduras, coisas que Isaías confessou duas vezes defender.

A terceira e mais relevante confissão é que isso deve ser um exemplo para “a nossa esquerda”, que, segundo ele “não tem sabido enfrentar a oposição atual no Brasil”. Logo, ele pede ditadura para vencer a oposição.

Não há como negar. São eles próprios que estão fazendo suas propostas à luz do dia em sites bancados pelo governo petista.

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4 COMMENTS

  1. Lavei a alma ao ver o vídeo do cara mandando tirar o enorme banner de maduro. Quer ver a cara do Grande Irmão a cada dez passos, vá morar na Coréia do Norte. Aliás, esse é um traço em comum a todos os regimes comunistas, o culto onipresente ao Grande Líder e a arquitetura feita de molde a apequenar o indivíduo diante do leviatã Estado. Pensou em Niemeyer? Pois pensou certo!

  2. Eles sempre existiram, mas a partir dos jacobinos, sua ideologia ficou evidente: não existe ideologia. Esse movimento é liderado por um grupo de invejosos preguiçosos imorais sanguinários que querem viver no bem-bom a custa dos que realmente produzem.
    Se for preciso eliminam camaradas de jornada que ameaçam o líder.
    Leia-se o exemplo de Cândida Ventura sob a liderança de Álvaro Cunhal em Portugal no relato de José Manuel Fernandes, em
    http://observador.pt/especiais/afinal-ultimo-estalinista-cunhal-carrillo/
    Está documentado que essa purga aconteceu na Rússia, na URSS, na Polônia, Tchecoslováquia, Espanha, Portugal. Daí, podemos inferir que mortos e desaparecidos no tempo militar brasileiro também foram vítimas dos próprios camaradas.
    Essa gente não vai largar o osso democraticamente ou sob o “império das leis vigentes”

  3. Isaías Almada, obrigado por demonstrar o monstro que você é. O monstro que apóia um ditador, que tortura oponentes, que prende oponentes, que admite em frente a uma multidão ter nojo de homossexuais, que chama em frente a uma multidão os homossexuais de “mariconas” e faz piada envolvendo gozo (um PRESIDENTE falando isso para uma multidão, onde deviam haver crianças. é no mínimo nojento e indecente)
    Vá pro inferno, ALMAdakenga.

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