Kim Kataguiri na Folha: #EsseImpeachmentÉMeu!

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Clique aqui para ler o texto “#EsseImpeachmentÉMeu!”, na coluna de hoje de Kim Kataguiri para a Folha. Aqui traremos apenas alguns trechos.

Kim começa lembrando como o governo e setores da imprensa inventam o mito de que o impeachment “se resume a um mero embate entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha”. Lembra também que existe a farsa dita pelo PT de que o processo “é golpe da oposição”.

O detalhe, como lembra Kim, é que “o impeachment começou a ser debatido pela classe política única e exclusivamente por causa da pressão popular. Antes de a população impor essa pauta, até a oposição a rejeitava”.

Claro que a mídia hoje fala aquilo que as verbas estatais ditam o que ela deve dizer, que não difere daquilo que é escrito pelos marqueteiros do PT.

E aí ele relembra como a coisa foi diferente no impeachment de Collor:

Durante o processo de impeachment de Collor, a história foi bem diferente. As manifestações eram apoiadas ou organizadas por diversos partidos políticos. A narrativa da imprensa também era outra: não se falava em “golpismo” ou “fascismo”, mas em “festa da democracia” e “momento histórico”.

Partidos de esquerda levantavam a bandeira da honestidade. Lula discursava sobre a importância de o povo ter o poder de destituir um político. A população mantinha a esperança de que um governo de esquerda pudesse trazer uma nova moralidade.

E o que mudou?

Como bem lembra Kim, hoje “as manifestações são contra um governo de esquerda”. Logo, eles entendem estar acima da lei. É muito pertinente que Kim lembre que hoje “a sociedade brasileira tornou-se menos ingênua”. Complementa lembrando que “em política, a perda da ingenuidade será sempre um bem”.

Eis a bela conclusão:

Hércules tinha de limpar uma estrebaria imensa. Nós temos o Estado brasileiro a limpar, transformado que foi em estrebaria. O herói grego precisou desviar dois rios para completar sua tarefa. Nenhum de nós, individualmente, tem o poder de eliminar o lamaçal que tomou conta do país. Até porque “mar de lama” há muito deixou de ser só uma metáfora. Mas nós somos o mar de gente e temos ao nosso lado a Constituição e as leis.

No dia 13 de março, devemos canalizar esse mar para as instituições. Fortalecidas, elas resgatarão a dignidade do poder. Ainda assim, temos de ter em mente que o impeachment não é panaceia. O caminho até uma República forte e um Estado que atenda aos interesses da sociedade é longo. A queda de Dilma Rousseff é só a primeira das doze tarefas.

Belas palavras, úteis para não deixar ninguém esquecer que derrubar este governo tirânico é apenas o começo.

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