Marine LePen desmascara jihadismo e a UE

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O politicamente correto tem um poder fortíssimo, cujo centro se encontra na frouxidão com que seus adversários o denunciam. Haja vista o caso recente da junção de feministas histéricas para tentar destruir um negócio honesto: o Quitandinha Bar. É evidente que o dono do local deveria lançar no mínimo uma centena de processos contra aquelas pessoas lançando falsas acusações em nome de uma agenda torpe. Ou mesmo o caso do pai que foi injustamente acusado de racismo neste carnaval. O coitado ainda pediu desculpas. Devia lançar uma dezena de processos. Evidentemente, precisamos criar uma coalisão de advogados voluntários que irão receber seus dividendos após as causas terem sido ganhas. Essa é uma dica que podemos abstrair do livro “A Verdadeira Direita”, de Daniel Fribeig, que está para ser lançado no Brasil pela Editora Simonsen.

Mas isso só vai acontecer a partir do momento em que os discursos contendo forte denunciação e indignação – incluindo componentes como rotulagem e shaming, cujo uso sempre tenho defendido por aqui – se tornarem um padrão. Isso irá tirar as pessoas do torpor. Eu não sou o maior fã de algumas das ideias de Marine LePen, mas ela dá de 10×0 na comparação com os líderes socialistas hoje na França, que intencionalmente trouxeram o risco de terrorismo contra seu próprio país, materializando-se de maneira mais contundente no massacre de 13 de novembro. Neste discurso no Parlamento Francês, Marine Le Pen fala do assunto como se deve:

O tom para ser utilizado contra a extrema-esquerda no Brasil (e contra o politicamente correto também) é esse aí. Alguém ainda pode argumentar, dizendo: “Ah, eu quero tratar os debates com a esquerda socialista hoje no Brasil como se estivesse em debate de Oxford”. Ok, é um direito que toda pessoa tem. Mas isso é o mesmo que querer vencer um torneio de futebol sem treinar. Será apenas o colecionamento de derrotas e a eterna lambeção de feridas. Mas se escolhermos partir para a denunciação forte e assertiva, teremos resultados. É apenas uma escolha.

Créditos ao Juntos pelo Brasil pela tradução.

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6 COMMENTS

  1. Ao endossar volta e meia as técnicas esquerdistas como eficientes e anos luz à frente das de direita em resultados práticos, você (e vários outros articulistas, mas principalmente você) encaixa sempre um “Eu não sou o maior fã de algumas das ideias de Marine LePen, mas…”,
    Vê se algum esquerdista fica se desculpando por defender o que é errado! Eles vão pro pau, difamam, caluniam, inventam dossiês, e etc. Você nunca vai ver um defensor de Dilma começando um texto assim: “eu não sou o maior fã de algumas das ideias de Dilma, mas…”;
    Enfim, esse ‘shame” da direita de sempre botar uma azeitoninha na empada dos esquerdistas como preâmbulo para posar de isento e correto, tem que acabar também. Deixe para criticar Le Pen depois que ela ganhar, ok? Não tenho uma webcam acompanhando tudo que ela diz ou faz, mas neste discurso não vi UMA SÓ palavra fora do lugar. Grande abraço e parabéns pelo blog.

    • Bruno,

      A questão é que nesse caso eu REALMENTE não concordo com várias ideias de LePen. A esquerda também faz isso às vezes, ao citar alguém, com reservas, embora apoiar seus ataques ao adversário. Estão fazendo isso agora com o Bresser, citando-o para defender Lula e dizendo “ele é tucano, mas…”. Não vejo isso como um problema.

      Grato pelas palavras.

      LH

  2. Curioso que, na Europa, apenas os políticos nacionalistas (a tal “extrema-direita”) estão denunciando a islamização da Europa. Os políticos liberais ou são frouxos (Cameron) ou estão promovendo ativamente a imigração em massa (Merkel). A mídia liberal idem. Por que os liberais estão se comportando dessa forma? Será mesmo em nome da “tolerância” ou haverá uma agenda por trás? E o que falar da revista The Economist, com viés de esquerda, mas defensora da economia de mercado, que passou todos os limites na sua defesa radical da imigração em massa, enfurecendo os próprios leitores?

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