Um exemplo de pensamento de direita em oposição à fé cega na crença

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Lenin Stalin Obama Hillary

Tenho defendido aqui constantemente o conceito de questionamento à fé cega na crença. A partir de uma perspectiva de direita ou de qualquer rejeição ao esquerdismo, fé cega na crença significa crer – sem qualquer evidência para tal – que os esquerdistas realmente são “devotados às suas causas, mas apenas cometem desastres econômicos e políticos”. Quem se deixar envolver pela conversa, pode ter até vontade de chorar ao ouvir a lamentação. Mas isso é apenas fé, não a observação empírica e racional do comportamento esquerdista. Abandonar a fé cega na crença é observar o esquerdismo como ele é (em seu comportamento), não por suas declarações de propaganda.

Roger Scar dá um belo exemplo de abandono da fé cega na crença em palavras escritas na página de Facebook Libertroll:

Há muito tempo que a batalha contra a esquerda não é mais uma questão de lógica, argumentos ou “quem tem razão.”

Todos sabem – inclusive os próprios socialistas – que o socialismo não funciona ao que diz funcionar. Os progressistas também sabem que o desarmamento não reduz a criminalidade. As feministas sabem que o “patriarcado” é uma abstração com pouquíssima base na realidade. Vocês realmente acham que alguém como Fernando Henrique ou Dilma Rousseff chegaram onde estão hoje sendo leigos e crentes em uma ideia estúpida?

Pode ser que em algum momento da vida, sobretudo na adolescência, estas ideias realmente iludam muita gente. Mas qualquer ser humano minimamente maduro e com alguma experiência sabe perfeitamente que estas coisas são apenas estúpidas. O que os leva a defendê-las é quase sempre algum tipo de ganho pessoal.

Não acreditem no que a esquerda diz sobre si mesma. Acreditem no que ela faz, pois é isso que importa.

A batalha contra a esquerda não é mais no campo econômico ou moral. Esta parte a história já se encarregou de mostrar. O que ainda mantém a esquerda forte é a política. É nesse campo que jogam e é nele que vencem. Por isso esses debates sobre leis trabalhistas, intervenção ou não do Estado na economia ou mesmo imposição de pautas como ideologia de gênero não têm utilidade prática. É claro que você pode debater tais assuntos quando quiser, mas não espere mais do que um exercício mental livre de qualquer resultado.

Minha sugestão, a princípio, é que parem de subestimar o adversário. A esquerda não é leiga ou estúpida por defender o que defende. Ela é canalha. A defesa destas pautas é uma escolha consciente com objetivos políticos bem traçados. Se a crise que vivemos hoje não é solucionada, não é porque o governo não saiba o que fazer. Ele sabe o que fazer. Apenas não quer fazê-lo. Alguns podem argumentar sobre quais vantagens a crise econômica traz para o partido, mas não é esta a questão. A crise pode não trazer vantagens diretas e provavelmente não traz. O ponto é que a crise não é o objetivo em si, mas uma consequência de outras ações que o partido deliberadamente tomou e continua tomando, e eles são totalmente cientes de seus efeitos colaterais. Se continuam a fazer, é porque há prioridades maiores do que solucionar a crise (na visão deles).

Excelente!

E quais as vantagens em adotar este ponto de vista, muito mais racional e realista? Em primeiro lugar, adquirimos capacidade de previsão dos próximos passos esquerdistas, sem ficarmos sempre com aquela sensação de “oh, como ele pode fazer isso?”. Em segundo, reduzimos a capacidade de tomar rasteiras esquerdistas, exatamente por estar esperando a próxima ação em torno de um modelo mental amparado na realidade. Em terceiro, nos tornamos muito mais assertivos ao denunciá-los.

Conseguimos comunicar aos outros o que o esquerdismo é (e não mais a propaganda feitas pelos esquerdistas deles próprios) e eliminamos nossos próprios colapsos mentais, pois a mente sempre se confunde entre compaixão e atitude assertiva no momento de atacar um “coitadinho enganado”. Subconscientemente, nos questionamos, se não abandonarmos a fé cega na crença: “Por que a Dilma é tão desastradinha em suas declarações?”. Mas em outro momento esta pessoa está com raiva em razão das rasteiras que ela dá em todo mundo. Na hora de se decidir entre percebê-la como cruel ou “coitada desastrada” o cérebro colapsa e reage muitas vezes de forma patética, condescendente e pouco precavida. Ao abandonarmos a fé cega na crença, também abandonamos todos esses colapsos mentais e, enfim, vamos fazer o serviço que deveríamos fazer: desmascarar nossos adversários políticos, avaliando-os como eles são de forma realista, e sem perder tempo com compaixões injustificadas.

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5 COMMENTS

  1. Isto aqui é fé cega?

    Profecia de Dalmo Accorsini em 21.09.15

    Tenho mais uma predição a fazer! Entre Outubro e meados de Novembro uma guerra será iniciada pela Venezuela contra a Colômbia alegando auto defesa, simultâneo atacarão também a região em conflito de Esequiba na Guiana. As duas razões são óbvias o ataque a Colômbia será para justificarem um decreto de estado de sitio e assim cancelar as eleições de 6 de Dezembro, no caso da Guiana esta o Ouro e Petróleo que CUBA deseja!

    *Essa predição e baseada em analise de fatos e não de origem paranormal!

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153232997093937&set=a.400990688936.169184.572123936&type=1&permPage=1

    Nos comentários tem #dalmotemrazão

  2. Ótimo texto!

    Vale lembrar aquela definição que diz haver três níveis de socialistas: (1) a massa de manobra que realmente acredita; (2) os idiotas úteis da esquerda caviar que fingem tanto que às vezes acabam acreditando nas próprias mentiras e (3) os sociopatas no poder.

    As pessoas do primeiro nível têm razoável possibilidade de mudar; as do segundo é mais difícil, mas não impossível; as do terceiro são casos perdidos.

    * * *

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