Paulo Nogueira pede: Jean Wyllys para presidente

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Quando muitos diziam que o surgimento de uma candidatura radical de direita serviria para alimentar um extremismo ainda maior de esquerda, muitos deram de ombros.

Claramente Paulo Nogueira fantasia a realidade e seus textos jamais podem ser considerados uma análise política do Brasil, mas de um país ficcional criado em sua mente com um único fito: fazer propaganda de extrema-esquerda. Mesmo que ele minta sobre a realidade, taticamente ele busca oportunidades políticas. Seu texto “Quem pode fazer o papel de Sanders no Brasil?”, publicado no Diário do Centro do Mundo, sugere um candidato para fazer o papel de Bernie Sanders no Brasil:

Sanders fala, apropriadamente, em promover uma revolução política que devolva o poder ao povo, às pessoas das ruas, e o retire dos bilionários.

É isso que o Brasil tem que fazer.

O primeiro passo, essencial, é pregar, pregar e ainda pregar. É o que Sanders, aos 74 anos, está fazendo.

A pregação força o debate e desperta muitos que estavam adormecidos, completamente descrentes da política e, mais que tudo, dos políticos.

Quem, no Brasil, poderia colocar uma nova agenda política em debate, com vigor e credibilidade?

Quem representa, como Sanders, uma ruptura com o status quo viciado e viciante?

Vejo apenas um nome.

Jean Wyllys.

Em relação ao Jair Bolsonaro e sua candidatura à presidência, mantenho meu ceticismo. Acho muito estranho o fato de essa discussão ter sido levantada antes mesmo até das eleições de 2016, principalmente quando temos demandas muito mais urgentes, como tratar a questão do impeachment e de bloquear tentativas totalitárias do PT.

Há algo de “esquisito” nesse frisson surgido na Internet. Convém lembrar que muitos dos líderes dessa campanha virtual disseram, meses atrás, que “só a intervenção militar salva” ou “só a revolução civil salva” (obviamente, nem todos fizeram as mesmas demandas, geralmente optando por uma delas). Muitas destas mesmas pessoas diziam que “as instituições já acabaram”. Mas se acabaram então por que estão apoiando um candidato que só poderia ser eleito por via das instituições? Enfim, tem gato na tuba.

Aliás, o pessoal pró-Bolsonaro que está brabo comigo na verdade deveria me agradecer: ao questionar a direita true neocon, estou botando pressão naqueles que mudam de discurso a cada três meses – e isso é na fase boa, pois já vi gente mudando de discurso a cada semana – para que não venham em abril dizer “tá tudo acabado, desista das instituições” ou “a única solução é intervenção militar”. Quem está apoiando o Bolsonaro agora tem um único discurso aceitável: “é vitória por eleição ou vitória por eleição, não há terceira opção”. Se estão apoiando um candidato, foquem em sua meta. Mas se tiver gente mudando o discurso vai ficar feio. Assim, essa é uma pressão útil ao candidato.

No fim, não sabemos o que vai acontecer: será que essa campanha virtual vai ter gás até 2018? Vamos ver. Mas por enquanto já sabemos que isso vai levantar mais radicalismo do outro lado. Quem sabe até eles não levem a sério isso de apostar em Jean Wyllys para ser o contraponto de Jair Bolsonaro.

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19 COMMENTS

  1. Qualquer discussão sobre 2018 , agora , me parece errada , crontraproducente..É confessar que o impeachment de Dilma não mais virá. .É , portanto , fortalecer a beócia presidencial…Fortalecer e revigorar as esquerdas

  2. Luciano, a esquerda nuncca precisou se pautar em nenhum radicalismo de direita para enveredar pelo camrinho do extremismo. Esse é um medo infundado,que atinge apenas os liberais,que são de direita na economia e de esquerda na ideologia. Não se preocupe com isso, pois para ser contraponto de alguma ameba,o jeanus ainda tem que comer muito angú. Nem menospreze o Bolsonaro na sua ordem de grandeza política ,pois, como você mesmo diz… a negação não é o melhor caminho. Abraçar cegamente as instituições é aceitar a instituição militar também como uma saida… nem que seja a de emergência…por menos que se queira fazer uso dela e suas prerrogativas, nem sempre o caminho mais fácil é o melhor caminho.

  3. Dilma deve estar adorando essas discussões ferrenhas sobre 2018. O impeachment fica esquecido, visto que muitos desses bolsotários que chupam o grelo desse candidatinho de meia tigela deles são negacionistas a respeito do impeachment. São anti-movimentos de rua então declaram cheio de orgulhos que não participarão das passeatas de 13/03, sem notar o quão otários estão sendo e o quão linhas auxiliares do PT estão sendo.

    Ao invés de bater na tecla do IMPEACHMENT tão pensando em eleger aquela porra daquele filhote bastardo de ditadura? Ah, vão a merda.

    Merecem mesmo essa porra de Paulo Caganeira indicando Jean Wyllys. Pra mim (e foda-se você que discorda), dizer “Jean Wyllys presidente” é o mesmo nível de palhaçada que “Bolsotário presidente”. Extremistas, bem mais parecidos que parecem, que se ajudam mesmo que não queiram. Dois palhaços. Dou a descarga em ambos.

  4. Entre o extremista com discurso 100% marxista cultural e o extremista (será tão extremista assim, ou nos acostumamos demais a duas décadas de esquerdistas na presidência?) que enfrenta o marxismo cultural, prefiro a segunda opção, ou seja, o Bolsonaro. E digo mais: SE OS DOIS FOSSEM JUNTOS AO SEGUNDO TURNO, muita gente da direita que critica o direitista reacionário votaria nele.

    • É óbvio! Suas duas constatações são óbvias! E ainda digo que QUASE TODA a direita que critica o Bolsonaro votaria nele num segundo turno, a menos que fosse um segundo turno contra OUTRO candidato de direita, coisa que, em princípio, nos parece impossível de acontecer até lá. (Até porque quem tem santo a ser adorado é a esquerda, não a direita, que DEVERIA reconhecer homens falhos em TODOS os seus líderes, e portanto, sujeitos a críticas)

      Mas ainda há muito chão até 2018, e muitos objetivos intermediários que precisam URGENTEMENTE ser alcançados, e devemos focar neles e trabalhar por eles. No momento atual, creio que a maioria compartilha da opinião de que Bolsonaro 2017 é melhor que Bolsonaro 2018, mas isso não é uma possibilidade sem um impeachment ou cassação da chapa de Dilma e Temer, coisa que essa direita “True” neocon tem se recusado a apoiar.

  5. Se o impeachment acontecer até o final de 2016 (dentro dos dois primeiros anos do mandato), haverá nova eleição presidencial, conforme a Constituição. É por isso que estão lançando Bolsonaro desde já. Não tem nada a ver com 2018, ainda.

    Já se o impeachment acontecer em 2017 ou em 2018, a eleição do novo presidente (tampão) é feita pelo Congresso Nacional.

  6. Como assim “quem pode ser o Bernie Sanders do Brasil”? Em que planeta moram esses esquedopatas? SÓ o que há em nosso sistema político é Bernies Sanders apelando para o populismo barato de esquerda e prometendo mundos e fundos para depois tirar cada vez mais dos nossos direitos inalienáveis e nos presentiar com crise econômica atrás de crise econômica.

  7. Não vejo problemas em especular sobre a presidência de 2018. Essa vai acontecer com ou sem impeachment. O problema dos opositores do PT é se organizar para que a pressão sobre o impeachment nunca deixe de ser prioridade pois Dima e sua política totalitária são o grande entrave do Brasil e o desgaste político do PT seja pela prisão do Lula ou pelo impedimento da sua fantoche são de extrema importância para arrancar o PT do poder e ter chances reais de ganhar as próprias eleições em 2018.

  8. Ou melhor, no caso em tela uma nova eleição somente ocorreria se o TSE anulasse a eleição da chapa Dilma/Temer nos primeiros dois anos de mandato. Pelo impeachment, não, porque somente Dilma perderia o mandato. Neste caso, seria sucedida por Temer.

  9. Seria maravilhoso para a Direita a candidatura de uma anta comunista como o Jean Willis. Jair Bolsonaro machuca tanto o coitadinho que ele foge do recinto a cada fala do Bolsonaro. E o Bolsonaro sempre fala: fica Jean Willis, mas este sempre foge com uma fleugma antina.

    • Acho que ainda faltam um pouco mais de narrativa e estratégia política para o Bolsonaro. Não vale a pena ficar entrando em disputa com marias do rosario e etc. E também é desnecessário essa brigas entre a direita. O pessoal tem que entender que não existe candidato perfeito e que vai ser de acordo com o perfil de cada um. É como o luciano fala: existem outra pautas, cada evento por vez, e pressão nos políticos para escutarem a nossa voz e a voz das ruas.

  10. Jeânus Wyllys é o que há de mais lixo no parlamento. Não esqueçamos seus lixos amigos. Érica kokay, Marcelo freixo, Jandira feghali, Chico Alencar, Maria do rosário. Vou parar. Não vai caber na página. É muita gente que não presta junto. Também pudera. Vida SMART MATIC, qualquer lixo entra no poder. Bolsonaro presidente 2018, e vocês vão correr com os rabos entre as pernas. Vocês esquerdopatas vão ter que levantar a bunda da cadeira e vão ter que trabalhar. Dinheiro para ONG nunca mais. Vocês tiram nossa liberdade. Jeânus Wyllys é um lixo.

  11. Eu só não entendo uma coisa, tem tanta ong, tanto direitos humanos, tantos parlamentáreis que dizem que defende os direitos das minorias, fico pensando quem vai defender o direito das maiorias, nós a maioria que trabalhamos para um bando de vagabundos mamem nas tetas do governo, bando de parazitas sanguessugas.
    Tá na hora de mudar, um país onde quem trabalha paga e que não trabalha recebe não tem um futuro promissor. Chega disso.
    Eu como micro empresário não aguento mais pagar tantos impostos, trabalhar com um lazarento pra ver esses merdas sugarem nosso suor, é triste ver um filho varando noite de cara nos cadernos pra tentar uma vaga em universidade, e vem um vadio cotista e rouba dele. CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

  12. Acredito que nisso tudo tem um porem, se tivéssemos candidatos de um lado Jair e Jean, qual realmente fala oque o brasileiro comum pensa??Qual a pauta de cada um??Não vejo problemas em apoiar Bolsonaro, melhor ter um Bolsonaro do que candidatos apenas a esquerda.Como um amigo acima disse ” será tão extremista assim, ou nos acostumamos demais a duas décadas de esquerdistas na presidência?” em relação a Jair Bolsonaro.
    Logicamente não podemos deixar de lado o impeachment e vejo sim no Bolsonaro a oposição que tanto se pede inclusive nesse blog.

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