Socialista Morena reconhece que ataque de Marilena Chauí à classe média foi tiro no pé

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Lançamento livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”

A oposição brasileira é um desastre em termos de guerra política. Mas a extrema-esquerda às vezes comete seus deslizes, e por isso temos que aproveitá-los. Cynara Menezes, a “socialista morena” escreveu um post intitulado “Marilena Chuí errou em atacar a classe média”, do qual pinço algumas partes interessantes:

Aquele vídeo em que a Marilena Chaui, intelectual que respeito, ataca a classe média, sempre me deixou incomodada. Poxa, eu sou de classe média! Compreendo, claro, que ela se referia, mais que à classe média, ao pensamento médio, tacanho, mesquinho, egoísta. Ainda assim, foi como se ela estivesse me atacando pessoalmente.

[…] É duro, para uma pessoa de classe média, ouvir uma intelectual de esquerda dizer que a odeia, que a acha “uma abominação política porque fascista, uma abominação ética porque violenta, e uma abominação cognitiva porque ignorante” —sobretudo quando não se é nada disso. Soa pior ainda quando vemos que tem a seu lado, no palco da palestra em questão, um ex-presidente que se gaba (e é verdade) de ter possibilitado a ascensão dos pobres à… classe média!

Essa crítica tão feroz à classe média, que me perdoe a Marilena Chaui, me parece elitista, uma velha contradição da esquerda intelectual no Brasil. Um certo esnobismo, complexo de superioridade. Me lembra aquele personagem de Terra em Transe, de Glauber Rocha, gritando a todos pulmões que o povo é débil mental. Não acredito que faça bem nenhum à imagem da esquerda este tipo de postura, pelo contrário. O vídeo de Marilena Chaui virou um clássico da direita contra a esquerda na internet, popularizado em memes e edições grotescas.

Do ponto de vista estratégico, o ataque da filósofa petista é um desastre. Atiçou a turba sem necessidade, ajudou a desatar a ira da classe média sobre a esquerda (como se não bastasse a mídia…). Principalmente porque sabemos que na hora agá, em ano eleitoral, o PT gasta milhões com marqueteiros para atrair justamente a classe média —com doações dos banqueiros que, aliás, ele NÃO critica. Taí, eu simplesmente não consigo entender uma esquerda que poupa os banqueiros e detona a classe média. E sejamos francos: se quem vai às ruas atacar a esquerda é de classe média, também o é boa parte de quem se manifesta para defendê-la.

Está aí o filão para ser aproveitado. O negócio é falar à classe média, e não deixar o povo jamais esquecer qual o partido que disse “odiar a classe média”.

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12 COMMENTS

  1. Essa velha doida ainda tá fora do hospício? O que estão esperando pra internar uma louca, feroz de ódio, ridícula dessas, num Juqueri da vida?

    Até os esquerdopatas tão querendo ela internada num Juqueri, essa DOENTE.

  2. Marilena Chauí esqueceu que existe a internet. Antes, latia em recinto fechado para a sua claque e tudo ficava escondido. Agora, a canoa virou… Esquerdopatas, menos, o Brasil ainda não é Cuba.

  3. Essa socialista morena finge muito bem que não sabe qual o efeito do socialismo na sociedade! O socialismo deixa os pobres na pobreza de sempre, deixa os ricos na riqueza de sempre e destroi a classe média, transformando-os em pobres. Daí a oposição da classe média ao socialismo, daí o odio dos socialistas à classe média, pois esta é a única classe que tem motivos para se organizar e combater o socialismo!!! Daí que ano passado em uma reunião de socialistas em uma faculdade brasileira, o palestrante lá pelas tantas diz que o inimigo é a classe média e que é preciso definir o que fazer com ela: matar ou mandar para Miami!
    Socialista morena, me engana que eu gosto!

    • Não. Vemos como eles reagem internamente – recomendo consultar os blogs mais focados nos militantes e ter alguns contatos – e avaliam se o discurso pode ser instrumentalizado ou não. Se não pode, obviamente é um deslize.

    • Por quê? Nós percebemos que é deslize JUSTAMENTE porque sabemos que eles NÃO CREEM do que alegam crer, e deixam escapar alguma coisa que denote isso. E ela deixou escapar MUITA coisa aí, desde o fato de que a exposição do ataque à classe média doeu, quanto o fato de que o PT foi um grande beneficiário das doações PRIVADAS de campanha, quanto a hipocrisia dos “intelectuais” (sic) de esquerda e se ler mais, provavelmente se encontra mais.

      Se acreditássemos que ela acredita nisso, não seria um deslize, seria um desabafo, uma decepção… mas na verdade ela apenas confessou o que nós mesmos vemos falando.

  4. KKKK…. alguém que pede desculpas a Marilena Chibiu só pode ser tão ou mais estúpida do que ela!!! A esquerdalha não se ajusta mesmo. Cada vez mais ” uma aberração cognitiva”…kkkkk

  5. Nem Freud poderia solucionar essa histeria. Essa senhora já me fez escrever antes sobre suas loucuras.

    O silêncio do vazio ou a desídia filosófica

    Diante da maior onda de corrupção da história da República brasileira, diante do escândalo político de um dos maiores partidos de esquerda do mundo, diante da falência, ou melhor, da ausência de programas sociais e econômicos do prometido partido da salvação nacional, filósofos de esquerda e fundadores do partidão tupiniquim, resolvem não responder à sociedade, o que no mínimo é incoerente com sua própria filosofia, dita anti-burguesa, tão militante da práxis e voltada ao serviço público.

    Os ditos intelectuais engajados chegaram até a criar o seminário “O Silêncio dos Intelectuais”, numa tentativa de embasamento teórico para suas confusões e frustrações.

    O silêncio desses intelectuais de esquerda é na verdade uma fuga da própria intelectualidade travestida de uma pseudo-perplexidade diante da complexidade do mundo. Vale saber que a complexidade do mundo para os engajados não passa da falência do modelo marxista como explicação e solução para o mundo. Ora, o mundo sempre foi complexo e desafiador. Esse arrogante silêncio não passa de um estratagema medíocre. Gritam que estão calados em busca de uma dignidade como se dependesse mais de uma militância que do esforço hercúleo da honestidade intelectual.

    O silêncio contra a balbúrdia, a razão contra a opinião: é o que defende a professora Marilena Chauí, como uma vestal da própria intelectualidade. Mas seus artigos e palestras nada mais são que interpretações marxistas, com o obsessivo viés economicista, reduzindo todo o processo do conhecimento a um mero produto de exploração capitalista. A formação intelectual, o indivíduo, a mídia, tudo merece seu desprezo e seu silêncio.

    Em uma carta, publicada na Folha de São Paulo, Marilena Chauí diz: “na sociedade capitalista, os meios de comunicação são empresas privadas e, portanto, pertencem ao espaço privado dos interesses de mercado”. Contra esse avassalador mercado nada melhor que seu ruidoso silêncio, sua sorridente filosofia, ainda que nada compreenda nem transforme. Na verdade a dita professora não está em silêncio, infelizmente, ou melhor, trata-se de um falso silêncio, de mais uma tentativa de negação do real, bem próprio da esquerda e bem caro à sua filosofia.

    A crítica ao capitalismo não mais é feita por uma suposta incapacidade inata do capitalismo de gerar riquezas e soluções, mas justamente pelo contrário, ou seja, por ser o capitalismo eficiente. Esses intelectuais têm verdadeira aversão à eficiência pois, assim confessam, o progresso ameaça o pensamento, a produção criativa. É como se exigissem que a modernidade optasse pela miséria, pelo fracasso, para garantir-lhes a inspiração criativa. Creio que é de Joãozinho Trinta a frase: “quem gosta de pobreza é intelectual”.

    Em sua palestra, no dito seminário, ela tenta exorcizar a eficiência capitalista para salvaguardar a mística emancipatória do intelectual de esquerda. E após aplausos inicia a velha ladainha militante contra forças tenebrosas do capitalismo enquanto cerceador da informação e castrador do pensar. Ora, a informação nunca foi tão democratizada em toda a história da humanidade, ainda que, inevitavelmente, apresente novas contradições e crises. Bem ao contrário, os momentos em que a informação e o pensamento sofreram maior repressão e aniquilação sistemática foram nos regimes comunistas, totalitários, que esses intelectuais sempre colocam como o rumo, o norte, o futuro.

    A miopia do reducionismo marxista evoluiu para uma cegueira pedante. Marilena Chauí não é uma professora, quiçá uma filósofa: é uma militante. Não defende princípios mas estratégias políticas. A mais histriônica dos mudos de plantão defende tal silêncio como um monge o seu claustro, mas substituiu a mística pelo frisson dos aplausos.

    Para esses intelectuais o Estado, assim como o próprio pensamento, não pode se render à repugnante eficiência e competência que o mundo e os povos exigem na solução dos problemas. Se a realidade não quer se adequar às suas ideologias, silenciam para preservar a pureza ideológica enquanto outros mecanismos de ação devem ser buscados para transformar essa irritante realidade, ou melhor, substituir as eternas exigências da existência por um punhado de contradições construídas por uma teoria qualquer.

    No programa de televisão “Observatório da Imprensa”, a dita professora disse que seu silêncio é próprio do pensamento que se retira da balbúrdia de opiniões infundadas, de um verdadeiro terrorismo contra o seu filho mais querido, o Partido dos Trabalhadores. Talvez a irracionalidade da mudez da intelectual engajada seja fruto de seu instinto maternal. Quem sabe? Gorki talvez possa desculpá-la.

    Ela pede silêncio pois não compreende mais o mundo. O mundo lhe escapa. Mas não é justamente o vazio ontológico que nos incita à busca? Isso é prova de que ela não fala de filosofia mas de política. Ela reclama da fragmentação do mundo moderno e desvia a atenção das verdadeiras causas, as mais funestas, ao culpar a revolução tecnológica, quando sabemos que as revoluções ideológicas, tão defendidas por ela própria, ainda que não as únicas, são causas muito mais eficientes e trágicas dessa fragmentação.

    Ela apela ainda para a autonomia racional tentando legitimar a própria fuga da racionalidade. Isso é picaretagem da grossa.

    Não, esse silêncio não é para eles, em prol da própria atividade pensante. Esse silêncio é para nós, os tolos, burgueses de todos os tamanhos, que ignoramos as estratégias políticas de poder por trás desses grupos de militantes engajados.

    Ronaldo Castro em 18 de novembro de 2005

    Artigo publicado no Mídia Sem Máscara
    http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=4309
    18 de novembro de 2005

  6. Não sei se foi ato falho por parte da “Socialista Morena”; afinal Marilena e sua mente parada na década bolchevista estava bradando contra a classe média PARA os psicopatas petistas e não para o público em geral. A lavagem cerebral nos militantes PETISTAS é parte do processo de treinamento e motivacional previsto para os soldadinhos da esquerda.

    Está mais para:

    “Não somos todos radicais revolucionários psicóticos como essa louca aparenta esbravejando e cuspindo no microfone”

    Quando na verdade é:

    “Somos radicais sim e endossamos cada palavra dessa doida varrida; continuamos a odiar a família e todo mundo vê o que acontece quando a gente vai para rua protestar; até crucifixo no nosso rabo entra em nome de projetos totalitários de poder e só lamentamos na verdade não ter o controle total da internet e o povo ainda ter liberdade de expressão para verificar e criticar nossa psicopatia”

  7. Conhecem a velha máxima: a melhor arma contra um comunista é deixá-lo falar. A velha louca Chauí e sua cria Alucynara Menezes se merecem. Elas prestam um excelente serviço ao expor às pessoas comuns a total falência moral e ética de sua ideologia.

  8. Cynara, a Marilena Chauí não deve estar bem de saúde. Que coisa horroroza aquela gritaria toda ofendendo muita gente de bem, honesta e ingênua. E o “Bhrama” alí, de camarote, assistindo a toda aquela babozeira, rindo, sim rindo, logo ele o melhor representante da “zelite” imoral. Ignorantes.

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