Os embustes na carta de Mark Manson

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Na era do textão, um deles anda fazendo sucesso pela Internet: “Uma Carta Aberta ao Brasil”, escrito por Mark Manson. Ele é um norte-americano que viveu pelo Brasil por alguns anos, e está retornando ao seu país de origem. Se define como um “autor, pensador, entusiasta da vida”. Escreveu um livro intitulado “Models: Attract Women Through Honesty”, que ele define  como “o mais maduro e honesto guia de como um homem pode atrair uma mulher sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”. Em seu site, encontramos três cursos: “Curso de Conexão”, “Superando a Ansiedade” e “Curso de Encontros e Relacionamentos”.

Isso não te cheira a embuste? Quase com certeza é. Parece que seus empreendimentos se baseiam em ensinar os outros a seduzir “sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”. Mas seu texto parece ter seduzido muita gente. Teria ele feito isso honestamente ou não? Vamos investigar algumas partes de seu conteúdo, pois ele faz uso de muitas palavras para comunicar muito pouca coisa (e isto também é uma técnica de auto-ajuda, onde vemos livros de 400 páginas que poderiam muito bem ter 20 ou 30).

Ele começa a carta dizendo que tem uma conexão com o Brasil. Motivo? Diz ele: “casei com uma de suas garotas”. Me parece uma forma de tratar as mulheres como se fazia na épocas tribais. Estranho.

Ao falar da crise, ele lembra: “eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc.” Mas diz: “recentemente eu cheguei a uma conclusão”. O engraçado é “ter muitas teorias” e agora “uma conclusão”. Serão teorias científicas ou apenas argumentação do nível da “era da opinião”? A conclusão dele terá sido embasada?

Antes de começar a falar de sua teoria, usa um truque psicológico: “muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva”. Nada que não tenhamos vistos em anúncios da Polyshop. De fato, a coisa está muito focada em marketing para enganar bocós.

Eis a primeira conclusão: “Então aí vai: é você. Você é o problema. Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema.” Boa tentativa, mas uma abertura assim não passa de um engana trouxas. Certamente isto não é uma análise séria.

E aí a coisa começa, para a nossa diversão:

Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias. Não é só culpa da Dilma ou do PT. Não é só culpa dos bancos, da iniciativa privada, do escândalo da Petrobras, do aumento do dólar ou da desvalorização do Real.

Esse trecho acima está bem esquisito. Colocar itens como “Dilma”, “bancos”, “iniciativa privada” como partes de uma equação gerando um suposto “problema” me parece a indicação de um falso problema. Ou de uma tentativa de confusionismo mesmo. Se ele colocasse a direção do vôo das andorinhas na equação, talvez nem fizesse diferença. Isso não cheira bem, definitivamente…

O problema é a cultura. São as crenças e a mentalidade que fazem parte da fundação do país e são responsáveis pela forma com que os brasileiros escolhem viver as suas vidas e construir uma sociedade.

O problema é tudo aquilo que você e todo mundo a sua volta decidiu aceitar como parte de “ser brasileiro” mesmo que isso não esteja certo.

Realmente, isto não cheirava bem. Em relação ao “problema”, ele indica os culpados: “todo mundo”. Por que? Por que as pessoas possuem uma determinada cultura. Bem, esse papo de gestão de culturas alheias tem o sabor do projeto iluminista, que visava definir como deveria ser a “cultura ideal”. Obviamente, depois de Samuel Huntington, dificilmente isso faria parte de análises sérias. Esse discurso querendo definir “a cultura certa”, com base unicamente na cultura nativa do discursante, é bullshit total. Obviamente, podemos criticar culturas alheias, mas isso é diferente de querer definir “como devem” ser as culturas de nações soberanas, com histórias muito diferentes da nação dele.

Mas os desastres de Manson ainda estão por começar….

Quer um exemplo?

Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.

Não tem isso de “eu acredito” em análises sérias. Ou ele prova ou não prova. Qual o percentual de encaixe em alternativas?

Pois vamos falar de percentuais e estudos sérios (categoria à qual o texto de Manson não pertence).

Em 1963 Stanley Milgram realizou seu famoso experimento onde vários voluntários davam choques em pessoas em outra sala, caso estas respondessem questões erradamente. O detalhe é que os choques eram falsos, mas os voluntários acreditavam que eles eram verdadeiros. E mesmo assim 65% das pessoas deram choques até o final caso conseguissem transferir a responsabilidade para outra pessoa. Eram choques que os voluntários acreditavam serem mortais. A história gerou um filme, Experimenter, feito em 2015 e estrelado por Peter Sarsgaard (infelizmente o trailer não está legendado):

Isto é um experimento, que traz um resultado estatístico. Norte-americanos participaram do experimento. Qual seria o percentual de pessoas que no Brasil dariam o choque até o fim?

Esta é a diferença entre Stanley Milgram, um estudioso sério, e Mark Manson, um embusteiro que não trabalha com estatísticas e ainda surge com um “eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria (a) e a maioria dos americanos (b)”. Sem provas e evidências, no entanto, ele “acreditar” nisto vale tanto quanto alguém acreditar no lobisomem. A crença é livre. Já as provas…

Nos países mais desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante do que qualquer indivíduo. Há uma consciência social onde o todo é mais importante do que o bem-estar de um só. E por ser um dos principais pilares de uma sociedade que funciona, ignorar isso é uma forma de egoísmo.

Qual percentual? Qual estudo? Quais provas? Como foram coletadas? O experimento Milgram mostrou que o ser humano parece não mudar tanto, estando ele na Alemanha Nazista, nos Estados Unidos ou no Brasil. Talvez o que mude são os cenários e contextos, mas vamos adiante…

É só prestar atenção: o povo alemão aceitou o nazismo. De fato o discurso do PT é do nível Goebbels, mas de fato barbárie moral como aquela praticada na Alemanha Nazista não tem paralelo em nossa sociedade, bem como o nível de tolerância a tais perversidades. E hoje a Alemanha é uma das grandes nações do globo. Mais problemas, então, para as análises de Manson…

Eu percebo que vocês brasileiros são solidários, se sacrificam e fazem de tudo por suas famílias e amigos mais próximos e, por isso, não se consideram egoístas. Mas, infelizmente, eu também acredito que grande parte dos brasileiros seja extremamente egoísta, já que priorizar a família e os amigos mais próximos em detrimento de outros membros da sociedade é uma forma de egoísmo.

Tá bom… mas isso, estatisticamente, significa o quê?

Sabe todos aqueles políticos, empresários, policiais e sindicalistas corruptos? Você já parou para pensar por que eles são corruptos? Eu garanto que quase todos eles justificam suas mentiras e falcatruas dizendo: “Eu faço isso pela minha família”. Eles querem dar uma vida melhor para seus parentes, querem que seus filhos estudem em escolas melhores e querem viver com mais segurança.

E no experimento Milgram, 65% dos voluntários norte-americanos sabiam estar matando gente “em nome de uma autoridade”. É engraçado o sujeitinho vir dar “lição de cultura” em todo um povo sem trazer provas.

É curioso ver que quando um brasileiro prejudica outro cidadão para beneficiar sua famílias, ele se acha altruísta. Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.

Teste de altruísmo agora? Nada feito. Tudo, por enquanto, fica no terreno da impressão. Eu até gostaria de ver estudos estatísticos de comportamento altruístas feito para comparar pessoas de diferentes regiões. Pena que Manson parece não gostar de pesquisar…

Além disso, seu povo também é muito vaidoso, Brasil. Eu fiquei surpreso quando descobri que dizer que alguém é vaidoso por aqui não é considerado um insulto como é nos Estados Unidos. Esta é uma outra característica particular da sua cultura.

As lendas dizem que os norte-americanos tem mania de contar vantagem de suas aquisições para os demais. Mas exatamente em nome da seriedade devemos ter dados estatísticos comprovando grau de vaidade. E este é um ponto onde novamente Manson não sai do zero. Por isso até pularei algumas partes onde ele faz análises sobre “vaidade”, pois elas não se baseiam em prova alguma.

É claro que aqui não é o único lugar no mundo onde isso acontece, mas é muito mais comum do que em qualquer outro país onde eu já estive.

Nada de estudos, nada de estatísticas vinda de psicólogos sociais. Nada de Milgram, Zimbardo, Moscovici ou Ariely… Deprimente.

E assim, você cria uma sociedade que acredita que o único jeito de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto, ou nos piores casos, tirando a vida do outro.

Mas a mentira de Manson foi fingir que ele tinha uma análise em mãos, quando tudo que ele tem é jogo de palavras com base em pseudociência pura. Pura leitura da borra de café.

Eu não quero parecer o gringo que sabe tudo, até porque eu não sei. E deus bem sabe o quanto o meu país também está na merda (eu já escrevi aqui sobre o que eu acho dos EUA). Só que em breve, Brasil, você será parte da minha vida para sempre. Você será parte da minha família. Você será meu amigo. Você será metade do meu filho quando eu tiver um. E é por isso que eu sinto que preciso dividir isso com você de forma aberta, honesta, com o amor que só um amigo pode falar francamente com outro, mesmo quando sabemos que o que temos a dizer vai doer.

Lançar uma argumentação assim com tamanha falta de dados já é um crime moral por tratar de um assunto tão sério – análise da moralidade de uma sociedade – sem bases experimentais e citações científicas. Mas o pior é tentar convencer a patuleia com chantagem emocional. Papos como “será meu amigo” ou “será metade do meu filho” são chantagens emocionais de baixo nível, não um texto a ser levado a sério por pessoas maduras.

Claro que nem tudo é embuste. Manson está certo ao dizer que a crise é terrível, mas para saber disso não precisamos de análise moral de uma sociedade, coisa que ele fingiu fazer, e não conseguiu.

A conclusão é este acinte à inteligência:

O “jeitinho brasileiro” precisa morrer. Essa vaidade, essa mania de dizer que o Brasil sempre foi assim e não tem mais jeito também precisa morrer. E a única forma de acabar com tudo isso é se cada brasileiro decidir matar isso dentro de si mesmo. Ao contrario de outras revoluções externas que fazem parte da sua história, essa revolução precisa ser interna. Ela precisa ser resultado de uma vontade que invade o seu coração e sua alma. Você precisa escolher ver as coisas de um jeito novo. Você precisa definir novos padrões e expectativas para você e para os outros. Você precisa exigir que seu tempo seja respeitado. Você deve esperar das pessoas que te cercam que elas sejam responsabilizadas pelas suas ações. Você precisa priorizar uma sociedade forte e segura acima de todo e qualquer interesse pessoal ou da sua família e amigos. Você precisa deixar que cada um lide com os seus próprios problemas, assim como você não deve esperar que ninguém seja obrigado a lidar com os seus. Essas são escolhas que precisam ser feitas diariamente. Até que essa revolução interna aconteça, eu temo que seu destino seja repetir os mesmos erros por muitas outras gerações que estão por vir.

Está claro o motivo pelo qual ele não citou experimentos da psicologia social. É porque ele não conhece o assunto, pois senão não teria escrito tamanha besteira.

Nem no Brasil e nem nos Estados Unidos (na verdade, em lugar algum do mundo) existe isso de “revolução interna”, começando a partir do cidadão comum. Na verdade, tudo que sabemos sobre sociologia mostra que os comandantes de qualquer revolução cultural pertencem a um percentual pequeno da população, algo que fica entre 1% a 5%. São aqueles que Antonio Gramsci definia como intelectuais orgânicos, ou popularmente conhecemos como formadores de opinião. E, novamente, não há indícios de que as coisas funcionem diferentemente em todos os países ocidentais. (É assim porque muitos não tem acesso aos mesmos conteúdos, e muitos só se preocupam com o dia de amanhã, até mesmo por questões de oportunidades e diversos outros fatores. Mas é assim em qualquer lugar do mundo)

Por outro lado, discursos de auto-ajuda dizendo que “você pode ser a mudança” ou “você pode ser o que quiser” são, aí sim, picaretagens da grossa. Se existir alguma mudança no cenário atual, ela não virá “da mudança interior de cada um”, mas de ações direcionadas de formadores de opinião inserindo novos elementos nos senso comum de todos. É só aí que surgem as efetivas mudanças. Alguém pode até ler o texto de Manson, compartilhá-lo e achar que recebeu uma informação válida, mas quase sempre este sentimento será uma ilusão. A mudança virá de formadores de opinião. Aliás, o conteúdo deste blog é feito para um tipo específico de formadores de opinião, mas sei que muitos podem ler isso aqui e não se encaixarem neste aspecto. E, neste último caso, a mudança será direcionada pelos formadores de opinião, e a pessoa irá segui-los. Isso não vale apenas para brasileiros, como todas as pessoas de outras nações. Vale para as demais espécies.

O povo brasileiro é sofrido e trabalhador. Até que surjam evidências em contrário, a moralidade dessas pessoas, em ambientes similares, parece não ser diferente daquela vista em outros povos. Dizer o contrário é mais ofensivo à inteligência do que às próprias pessoas avaliadas.

Não há problema algum em que uma pessoa de outro país critique o nosso. Aliás, isso é ótimo. A vergonha diante das críticas pode servir para acordar muitos formadores de opinião do torpor, e só depois o resto do povo vai acordar. Logo, o problema não é ouvir críticas. O deplorável é que, enquanto o povo brasileiro sofre, temos que ouvir um malandrão querendo aparecer com soluções falsas, que no fundo são apenas palavras de auto-ajuda que nada resolvem quando lançadas de forma genérica (e não especializada, direcionada e para públicos específicos e focados). Isso é brincar com o sofrimento do povo.

De fato temos sérios problemas, mas sair brincando com as pessoa dizendo “o problema está com você”, a partir de nenhum estudo, é claramente imoral. Manson pode ter tentado fazer uma análise moral, mas apresentou um texto originado de um comportamento que eticamente é repreensível. E estou sendo bonzinho.

Assim como existiram vários fatores que levaram os alemães a tolerar o nazismo, bem como os norte-americanos a tolerar várias leis racistas por muitos anos, aqueles que levam os brasileiros a não se espantar com a corrupção vêm de questões de uma estrutura cultural, por questões de guerra cultural. E mais: a corrupção “não começa” com essa cultura de aceitação, mas com os arquitetos dessa corrupção.

É como ocorre em qualquer empresa: a cultura de uma organização é definida pelos que estão no topo, e não pela decisão individual de cada membro da equipe. Até mesmo nas organizações – onde a sociologia é usada de forma muito básica e tosca – sabemos que são alguns poucos formadores de opinião que ditam o ritmo das coisas. (Claro que eles podem arrumar algum encantador de serpentes para dizer “a solução começa com você”, mas eles próprios sabem que isso é falado para atingir alguns poucos, pois a mudança virá somente a partir dos líderes. Muitas organizações não te dizem isso, mas é assim que as coisas funcionam. Sempre. Em todo o mundo.)

Vamos aos fatos. Temos problemas sérios na economia, assim como uma overdose de doutrinação cultural de esquerda. O mero ressurgimento de uma cultura de direita – coisa recente – já está mudando a percepção das pessoas sobre questões críticas, ou seja, como já aventado anteriormente, são os formadores de opinião dando o tom. Não temos dados estatísticos mostrando que nosso povo “tem problemas” em relação aos demais povos. Na verdade, a percepção é de que nosso povo seja bastante generoso e receptivo. Mas devemos partir para estudos científicos. Nada se pode concluir da “moralidade intrínseca problemática” do povo brasileiro. Esse na verdade é o maior conformismo: dizer que “o povo é assim mesmo, e devia mudar” é como dizer “o cliente é assim mesmo, e devia mudar”. Mas a verdade é que a responsabilidade está nos formadores de opinião, no primeiro caso, e nos gerentes de marketing, no segundo.

Todas as mudanças sociais que aconteceram no mundo vieram de formadores de opinião. Nada se mudou em termos sociais – e até mesmos em pequenos aspectos do mundo corporativo – com a transferência da responsabilidade para cada indivíduo, que se torna “responsável pela mudança interna dentro de cada um”. Ao contrário, a grande maioria sempre será influenciada por uma minoria. É por isso que a busca de líderes é sempre uma atividade árdua nas organizações.

Se tivermos quaisquer mudanças consideráveis – e elas são possíveis – elas não resultarão de discursos picaretas e embusteiros como os de Mark Manson, mas da ação direcionada de um grupo reduzido de pessoas que influenciarão os demais. Se alguém se considera um formador de opinião descompromissado, que pressione os formadores de opinião de maior potencial de antena. Isso irá amplificar a mudança e acelerá-la.

Se você leu o texto de Manson e não é um formador de opinião, não se sinta culpado. Ele mentiu para você. Não apresentou nenhuma citação de autor que o endossasse. Ele foi arrogante e brincou com os sentimentos das pessoas com golpes fajutos de auto-ajuda. Nosso povo não é o culpado da atual situação, como praticamente nenhum povo do mundo seria se vivesse na mesma situação. Em todas as nações do mundo, os formadores de opinião decidem a questão. É uma realidade dura, mas é assim que as coisas são.

Alias, pensando bem, muitos formadores de opinião de direita dos Estados Unidos estão comendo bola, pois estão deixando Bernie Sanders passar ileso e conquistar aumentos de popularidade. Se ele ganhar, quem sabe no futuro os norte-americanos estejam passando vergonha perante o mundo. Mas se isso ocorrer, a culpa será dos formadores de opinião oposicionistas de lá, e não do povo.

Encarar as coisas como elas são – em que o povo tende a ser inocente, mas o mesmo não vale para os formadores de opinião – é encarar como as coisas funcionam (e não funcionam) por todo o Ocidente. E isso vale para o Brasil. Ao transferir a responsabilidade para todos seus leitores, a partir de chantagens emocionais, Manson inverteu papéis e responsabilidades. Pode até ter gerado algumas sensações positivas e vontade de compartilhar conteúdo, mas não endereçou nenhum problema real e não os relacionou de maneira séria a qualquer causa. Em qualquer processo de mudança, começar por esse ponto de partida é vender uma ilusão.

Com isso, Manson se torna parte do problema. Formadores de opinião vendedores de embustes e falsas soluções -que geram sensações positivas momentâneas, mas tratam de problemas vagos e propagam receitas charlatanescas – são uma doença para as civilizações. Pessoas que agem como Manson são parte do problema, pois são formadores de opinião, nem um pouco comprometidos com o povo. O povo, em geral, é inocente.

Que feio, Manson!

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128 COMMENTS

    • Fabiana, acredito no seguinte, trabalho pra caramba, tento fazer as coisas da maneira mais correta possível e no final sou acusado de ser parte do problemas que ocorrem no brasil, acho injusto.Por outro lado, sim o brasileiro de certa forma tem sua parcela de culpa nos problemas, no momento de suas escolhas por exemplo, mas esses textos são bons para olharmos para nos, e cada dia melhorar.

      • Bruno,

        O brasileiro de certa forma “tem sua parcela de culpa nos problemas”. Mas esta parcela é maior do que a que existe nos cidadãos do Vietnã, dos Estados Unidos, da França e da Síria? Se não, é difícil definir se são “parte do problema”.

        Abs,

        LH

    • Claro que não viu nada demais, você é o exemplo acabado do típico sabichão que vota no Lula, no PT, apóia qualquer modismo importado da esquerda americana, e depois vai vomitar pelos dedos no teclado do facebook reclamando contra a “direita”, “o capitalismo”, etc.etc.

    • Só comprova que já havia passado da hora de alguém responder à altura a esse tipo de embuste. Esse tipo de lugar comum só faz duas coisas: desviar a atenção das pessoas do real problema e fazer com que elas se sintam culpadas por coisas que A MAIORIA DELAS NÃO FAZ. Ah, tem uma terceira também, que é destruir qualquer esperança de melhoria que as pessoas fazem, afinal, tudo o que ele falou só seria possível se TODOS adotassem esse tipo de postura. Como cada um, quando muito, tem controle só sobre suas próprias ações…

      Interessante o Luciano ter mencionado Zimbardo, porque a obra que o tornou mais conhecido – Efeito Lúcifer – foi uma das bases mais fortes que me afastou do coletivismo (o efeito CONTRÁRIO do que esse tipo de texto tenta fazer, veja quantas vezes ele fala em abrir mão do benefício próprio pelo “bem comum”) e consequentemente das idéias esquerdistas. Quem ler os experimentos não consegue não associar o coletivismo ao fator inibidor do senso de moral do indivíduo, justificando que as maiores atrocidades sejam realizadas. E o resultado dos experimentos também trouxe um elemento surpresa inesperado, para aqueles que acham que o ser humano é mesmo um demônio sem solução e que o mundo está perdido, mas vou deixar em tom de suspense pra ver se estimula algumas pessoas a procurarem pelo livro.

    • Sou servidora há 23 anos e sempre me angustiei em ver que os recursos da saúde (sou enfermeira ) não dava por desperdício dos usuários, servidores que acho que é público e pode levar pra casa, usuários que acha que é público pode estou dar em casa, arrumando um jeito de levar mais do precisa, pela idéia de cuidar para não faltar se precisar no futuro. Esquece ou nem tem consciência de que faltará para outrem. Assim vi, estoques acabarem num relâmpago para satisfazer o egoísmo e a crença na escacez da nossa mediocridade.
      Grata Mark Manson que organizou as idéias que sempre tive de nós Brasileiro. Nunca sei muito ibope as queixas dos corruptos pq creio que no solo brasileiro não tem de onde tirar políticos honestos.
      Claro que rezo diariamente para que o PT saia e que Lula & CIA sejam responsabilizados pelos seu crimes, mas como crente num sistema de evolução espiritual que passa o planeta, enquanto nós brasileiro precisar sofrer um pouco mais, teremos que ter esses governantes! !
      Amém.

    • É verdade, o Sr. Mark Manson não é o primeiro a escrever este tipo de de texto. O famoso escritor, cronista e jornalista João Ubaldo Ribeiro , escrevera tempos atrás no ESTADÃO e O GLOBO um bonito texto intitulado de : ( “PRECISA-SE DE OBRA PRIMA PARA A NAÇÃO ” ), e seu conteúdo era similar ao Texto que o Sr. Mark Manso escreveu. Só há exageros aí nestes argumentos e muita falácia de pessoas que não quer aceitar os fato e a verdade.

    • O Sr. Mark Manson está certo, o texto que ele emitiu tem uma certa similaridade com o texto feito pelo Sr. João Ubaldo Ribeiro ( cronistas, escritor e jornalista baiano ) quando emitiu um texto para o ESTADÃO e O GLOBO cujo título era: ” PRECISA-SE DE OBRA PRIMA PARA CONSTRUIR UMA NAÇÃO.”. Alguém contestou o tal texto na época ?

  1. Parabéns pelo texto, Luciano. Eu estava sem entender porque tantas pessoas conhecidas minhas, que se dizem de direita, compartilhavam o textão do americano. Pra mim, todo o blablablá não passava, em resumo, da soma daquelas duas acusações fajutas da esquerda: 1) somos egoístas porque não privilegiamos o coletivo em detrimento do indivíduo; 2) não temos moral para acusar ninguém porque colamos na prova no colegial. Só não conseguia por isso em palavras, mas seu texto conseguiu desmascará-lo sem restar dúvida.

    • Bem, eu compartilho dos mesmos sentimentos do americano. Não sei se fora do Brasil as coisas e as pessoas são diferentes-e pouco importa também -mas eu penso que realmente as posturas maléficas indicadas por ele são bem comuns aqui mesmo. E ele deixa bem claro que é a opinião e impressões dele. Logo não tem que provar tudo que diz. De todo modo acho que ainda é possível refletir a respeito das idéias e tirar algum proveito. Ah! desculpe, esqueci que aqui não se pode dizer o que se pensa sem provar tudo com estudos e tudo o mais.

  2. Parabéns pelo texto, muito bem fundamentado, só achei pesado demais. Parece que está contestando um texto acadêmico, de grande importância, quando na verdade o texto é opinativo e, como você mesmo diz, não há mal algum de um estrangeiro tecer criticas a nós brasileiros. Dar valor demasiado a certas coisas, demostra quase sempre desdém, e você sabe: quem desdenha…

    • A questão não é desdém.

      A questão de de uma INFORMAÇÃO FALSA, na qual muita gente tem caído. É ERRADO e até IMORAL defender que a culpa “está dividida por todo o povo”, quando na verdade a direção vem de formadores que precisam assumir sua responsabilidade.

      • Concordo com todos os argumentos. Parabéns mais uma vez por defender a honra nacional. Também acho que é errado culpar a população como um todo.Generalizar! Pessoalmente acho até que o povão é refém. Agora, cá entre nós: cadê essa elite de formadores que nunca se forma há séculos e não assume essa responsabilidade? Quais são as explicações sociológicas, estatística, para a merda de país em que vivemos. Desconstruir argumentos é fácil, o difícil é apontar os motivos, construir soluções, apontar alternativas. Como não as temos, tá valendo qualquer coisa, inclusive, a opinião do gringo. “Falso, porque não esta fundamentada em estudos científicos”. Sei não! Será que chegamos ao ponto de não podemos mais opinar baseado apenas na nossa intuição, na percepção vivida? Se non è vero, è molto probabile.

  3. Luciano, não encarei por este lado. Recentemente uma dupla de americanos fez um vídeo satirizando o comportamento de brasileiros na Disney e pagou caro pelo conteúdo politicamente incorreto, mas absolutamente verdadeiro. Tiveram que produzir um novo vídeo se desculpando pelo excesso, dizendo que respeitavam os brasileiros e blá-blá-blá. Nem precisa ser dito que o poder de compra dos brasileiros na Flórida foi uma “força oculta” obrigando os jovens a se retratar.
    O texto do Mason segue esta linha pessoal e, em nenhum momento, se diz cientista social, psicólogo nem cita nada que se assemelhe a ciência nem pseudociencia. E nem precisamos disso frente aos inúmeros exemplos de civilidade que assistimos aqui mesmo na Copa onde, ao contrário do que fazem muitos brasileiros e latino-americanos, fartos exemplos de atitudes cidadãs eram vistas em japoneses, europeus e outros povos de cultura mais aprimorada.
    Viva um tempo fora em países do dito primeiro mundo. Apenas sinta a diferença. Preconceito contra preconceito também não contribui.
    Luciano, o ceticismo é uma ferramenta que usada com exagero vai encontrar falhas até em conto de fadas. Vai com calma.

    • Paulo Jr.
      O texto do Mason segue esta linha pessoal e, em nenhum momento, se diz cientista social, psicólogo nem cita nada que se assemelhe a ciência nem pseudociencia. E nem precisamos disso frente aos inúmeros exemplos de civilidade que assistimos aqui mesmo na Copa onde, ao contrário do que fazem muitos brasileiros e latino-americanos, fartos exemplos de atitudes cidadãs eram vistas em japoneses, europeus e outros povos de cultura mais aprimorada.
      Se o texto segue a linha “pessoal”, esse é o maior problema. O sujeito não estava dizendo se gostava de Deadpool ou Superman, ou se prefere macarrão ou bolo de carne. Estava fazendo uma análise sobre a moralidade intrínseca ao brasileiro. E isso é muito grave, e ainda propaga uma crença falsa que, coincidentemente (?), é peça de marketing petista.
      Viva um tempo fora em países do dito primeiro mundo. Apenas sinta a diferença.

      Ué… mas o que essas diferenças de senso comum e mudanças de CONTEXTO provam sobre a moralidade intrínseca de um povo? Você está invertendo causa e efeito.
      Luciano, o ceticismo é uma ferramenta que usada com exagero vai encontrar falhas até em conto de fadas. Vai com calma.

      Se tentarem vender um conto de fadas como um fato, sim, encontramos falhas fácil. Mas esta é a função do ceticismo, não?

  4. Muito boa a crítica para separar os adultos das crianças quando se trata de conhecimento político e cultural.
    Confesso que ao ler essa carta do Manson me deixei levar pelas generalizações, já q diante de tantos casos de corrupção, dá a entender mesmo que a maior parte do povo é corrupto e vaidoso. Mas, o tom popularesco e algumas discordâncias fizeram com q eu não compartilhasse.

    Não vejo problema em alguém, no caso Manson, dar sua visão sobre um tema e usar estratégias de marketing para isso, afim de atrair público. O problema é a aceitação cega por parte de muitos.
    Até concordo com o Mark quando ele diz que o brasileiro trata muito mal a questão da responsabilização individual e, no tocante ao interesse coletivo, boa parte procura levar vantagens pessoais. Mas, ao explicar isso ele o faz muito mal e acaba misturando as coisas. Muita gente q leu o texto pode pensar que o individualismo é ruim, o que não é verdade.

    No geral, esse texto do Mark Mansom parece um texto produzido por um cuzão, tipo um Felipe Neto da vida que só quer audiência e tenta agradar o máximo de gente possível com críticas generalistas a respeito de temas que são quase um consenso entre quem tem algum nível de consciência crítica e política. Por isso, quase nunca assumem uma posição quando o tema é polêmico e divide a sociedade. Ex: Nas eleições de 2014, quando tava 50% a 50%, não vi Felipe Neto descer o pau no PT, ele só veio fazer isso agora q tá 90% a 10%. Ai é fácil!

  5. Realmente é muito difícil aceitar que nós somos tão corruptos qnto os políticos e etc….enquanto ficarmos nesse bla bla, jogando a culpa dos nossos problemas em uma classe: políticos, policia, religião, imprensa e zaz…Não vai haver mudança em nosso país! O problema do Brasil são sim os brasileiros, nós é que temos que criar vergonha na cara e dar um fim a esse “jeitinho brasileiro”, a carta do americano fala crua e simplesmente a verdade…somos egoístas sim! E isso nada tem haver com socialismo e sim com um sentimento coletivo, onde nossas ações diárias devem observar tb os benefícios dos que no cercam…tipo: posso escutar som na maior altura, até altas horas da noite, dentro da minha casa? Posso, mas isso não estaria prejudicando meus vizinhos??? Sim! Mas o brasileiro não se importa, ele acha que se tem o direito, ele está certo! Qndo o americano cita o espírito egoísta do brasileiro, ele se refere a isso! E todos os outros exemplos que ele cita são neste sentido: o brasileiro é corrupto e acha que não é!

    • Tatiana,
      Dizer “o problema do Brasil são os brasileiros” não é análise séria e NÃO HÁ NENHUM ESTUDO SÉRIO que a embase. Se tiver, traga. Este é o desafio. Quando se diz “somos egoístas sim”, qual a proporção. Em um fator de medição de “egoísmo” em estudos controlados, qual nossa taxa em comparação com a de norte-americanos, alemães e chineses? Sem isso, nada feito. Você pode falar dias e dias esses achismos, mas isso NÃO PROVA sua alegação. Você fez uma alegação sobre um FATO DO MUNDO. Se você diz que há um lobisomem no quintal, traga provas. Se diz que há um índice maior de egoísmo no brasileiro, faça experimentos como o Milgram fez, e embase, com provas. Sem isso, desculpe, é pseudociência, e vender isso como se fosse análise séria é DESONESTO. O Mark Manson foi desonesto.

      • Até gostei da sua análise quanto ao embasamento do texto, que é totalmente “achismo”. Entretanto, você usou da mesma tática, porque afirma que as diretrizes de um povo sempre partem de “formadores de opinião”. Você sujou o próprio texto com ideologia gratuitamente.

      • Klein.

        Não me baseei em vários autores (que mencionei) que já falaram sobre opinião pública. Não há nada de achismo nisso. Desde os tempos de Lippman e Lewin, entender como surgem as “mudanças sociais” não é mais algo baseado em achismo.

        Abs,

        LH

      • E este tipo de estudo serve pra que querido? Pra apresentar em congressos e dar palestras? Para ficar famoso? Pra ser reconhecido como o bambambam do pelo da asa direita do mosquito? Pra publicar em uma revista e um bando de outros pseudo-intelectuais aplaudirem? A prova querido está nas ruas, no dia a dia, nas ações que nos submetemos. Se tem politico que aceita propina é que tem um cara do outro lado pagando, e quem é esse outro cara? O que ele ganha com isso? Essa é a pergunta que mais ouço: o que eu ganho com isso? Existem sim pessoas boas que não estão nessa “vibe” mas é dificil viver num sistema onde as prioridades são definidas somente pela grana e sem avanço nenhum. Seu texto pode ser bom, mas me pergunto: O que ele ajudará o País, a grande massa, o cidadão comum? Em quase nada…………se é que será lido por eles!

      • “A prova querido está nas ruas, no dia a dia, nas ações que nos submetemos” <- hehehehehe…. isso é pensamento mágico. Ridículo…

        "E este tipo de estudo serve pra que querido? Pra apresentar em congressos e dar palestras? Para ficar famoso? Pra ser reconhecido como o bambambam do pelo da asa direita do mosquito? Pra publicar em uma revista e um bando de outros pseudo-intelectuais aplaudirem?" <- Algo não é verdadeiro ou falso em termos de objetivo. Eu poderia escrever o texto para ser lido só por 10 pessoas. Ainda assim você tem que refutá-lo com fatos.

        "O que ele ajudará o País, a grande massa, o cidadão comum? Em quase nada…………se é que será lido por eles!" <- Falácia… meu texto pode não ajudar a ninguém. O que importa é se ele tem base ou não tem. E o texto de Manson não tem.

        Vamos melhorar a argumentação…

    • Nem precisa de rigor científico. Como uma pessoa que passou mais de um ano lendo postagens no 9gag (que inicialmente era um site de humor, mas atualmente está mais para uma rede social baseada em memes) nos percursos casa-trabalho e trabalho-casa, lendo os comentários inclusive, fica óbvio que no mundo inteiro se praticam EXATAMENTE as mesmas imoralidades que vemos por aqui. Claro que não há informação de “com que frequência isso se faz lá e aqui”… da mesma forma que NENHUM dos milhares de textos desse tipo possuem. Logo, é impossível tentar estabelecer qualquer relação de correlação (que dirá causa e efeito) entre as duas variáveis.

      Isso deveria encerrar o caso, mas parece que abandonar o senso comum para tentar entender a realidade como ela é – rotina da ciência – deve ser muito difícil pra muitas pessoas.

    • Concordo com você, Tatiana! Já dizia Paulo: Tudo posso, mas nem tudo me convém… O querer levar vantagem em tudo é o grande problema do brasileiro. Furar fila, não devolver troco errado ou contestar uma conta de restaurante cobrando menos, não respeitar as leis…pequenas atitudes que fazem a diferença! “Somos o país do futuro”, nunca o do presente!

      • Jaque, o “óbvio” em questão é o truque de dizer que o jeitinho brasileiro é responsável por colocar sociopatas no poder, o mesmo truque que diz que só pq colei na prova eu não posso reclamar do Dirceu, Lula e CIA.

      • É só assistir à pregação de Paulo Jr. Até os pastores estão na lama. O gerente geral do BB proibiu que dessem carta de crédito à classe. Por que será, hein?

  6. Caro Luciano, é sério que você, após escrever, concluiu que o seu texto tinha mais embasamento do que o do amigão vendedor de auto ajuda? Sério mesmo???

    • Do meu lado, tenho toda uma literatura sobre como funciona a opinião pública. Citei alguns. Do lado de Manson, não havia nenhuma citação, nenhuma estatística, NADA… Quer discutir com Gramsci, Lippman, Noelle-Newmann, Lewin e tudo que a sociologia e a psicologia social nos dizem sobre os processos de mudança social? Ok, faça! Mas FAÇA! Está desafiado. 😉

      • Luciano, pelo que vi, só menininhas que não conhecem nada do assunto, e mordedores fronha encantados c om o gringo fanfarrão, querendo defender o cara. Essa é a geração facebook: um bando de bostas analfabetos que pensam que sabem tudo…e depois, o problema são os brasileiros…. bando de lixos.

      • Paulo, qual a necessidade de usar de tamanha misoginia e homofobia para desqualificar o texto infantilóide e com intenções ulteriores de marketing pessoal do americano? Mulheres ou homossexuais são muito bem capazes de julgar o vazio generalizante do texto deste pick-up artist ou date coach como o caso de Julien Blanc banido de países como Austrália e Reino Unido por promover estupro e turismo sexual. Extremamente sexista o modo como se refere a brasileira que conquistou, dando muito sentido ao fato de ser palestrante da seduction community.
        Não se compara o fato de japoneses não sujarem estádios respeitando espaço público com americano típico ignorante mas arrogante se imiscuindo em questões políticas nacionais com propostas coletivistas e ainda fazendo profecias simplistas de má agouro sem ter uma formação em economia.

  7. O velho blablablá Esquerdista de sempre! O que me impressiona é o fato de pessoas da Direita ainda não terem assimilado que isso é um embuste “estilo Kafka”: A Esquerda mata, rouba, mente e diz que a culpa é da vítima!

    Vou lançar uma ideia aqui: Estando de conversa com alguém, seja quem e onde for, o primeiro Esquerdista que falar uma M* similar a deste gringo embusteiro, não hesite: Meta-lhe uma bofetada na cara e o chame de CRIMINOSO aos berros. Basta isso para essa situação psicótica terminare, antes que alguém me condene, isto não é “violência” e sim um truque psicológico que se aprende em artes marciais: Sentimo-nos corajosos, quando fazemos algo audacioso (audax fortuna juvat).

  8. O texto desse tal Manson (será parente do Marilyn?) me parece mais escrito por um brasileiro paga pau de EUA. Aquele tipo de brasileiro que tudo do Brasil é terrível e elogia qualquer pedaço de bosta dos EUA. Tedioso.

  9. Quando você coloca como a parte responsável pela solução do problema um pequeno grupo de pesadores, formadores de opinião, você exclui um grande grupo que faz parte do problema que deveria assumir a responsabilidade como tal.

    • A pergunta é: por que deveria? As pessoas precisam de uma série de condições para formar opinião, mas nem todas tem as mesmas condições (inclusive materiais, de tempo, etc.). E isso é assim EM TODO O MUNDO. No Brasil, na França, nos Estados Unidos, no Vietnã. Dizer que “deveria assumir responsibilidade” se baeia em qual padrão de estudo sobre opinião pública? Esse é o embuste da análise do Mark Manson.

  10. Luciano, apenas registrando meu agradecimento a você. Explico: desde o princípio, quando essa carta começou a ser amplamente disseminada, eu fiquei desconfiado. Resolvi ler para conferir. Segui desconfiado, pois utilizava artimanhas bem comuns do discurso esquerdista de: 1) “O problema da corrupção vem desde você furando a fila do banco, não devolvendo o troco…”, e por aí vai; 2) “Devemos pensar mais no coletivo do que no individual”, mas no caso eles pensam é só neles mesmo, e o resto que pense no coletivo; 3) “Não é só culpa da Dilma e do PT”. Essa é clássica. Quando qualquer pessoa fala isso, eu já coloco não só um, mas os dois pés atrás. Enfim, foram os primeiros padrões que eu identifiquei em uma primeira leitura. O restante, pude ver com a sua (excelente) análise.

    Voltando ao meu agradecimento, eu o faço porque com o seu conteúdo aprendi a fazer melhor as leituras desses discursos cretinos. Abraço.

    • Adicione mais um motivo pra pé atrás no seu checklist: tudo o que cultua o coletivismo (a OBRIGAÇÃO “MORAL” de se fazer sacrifícios pelo “bem comum”) é ou possui embuste. Nota que não estou afirmando que alguns desses sacrifícios não são necessários, mas a maioria das pessoas que os pratica não o prega, e a maioria das pessoas que o prega não os pratica. Quem defende o coletivismo está, no fundo, defendendo um caminho da mão dele até o seu bolso.

  11. Comentário antes de ler o artigo.

    Também vi aquela carta do Mark como um embuste, porém o Lucinao foi mais rápido que eu para divulgar. Tive até uma longa discussão com um grande amigo que também está luta.

    Pra quem pesquisou o background do Mark, ele tem indicação até por um dos jornais mais esquerdopatas dos EUA: o Huffington Post. Só isso já é motivo para ligar o sinal de alerta.

    Bem, agora vou ler o artigo, e fazer as contribuições, se necessário.

  12. Independente do que seja o Manson, concordo totalmente com ele! Nossa cultura errada que vem de anos e anos nos torna responsáveis pela crise de hoje. E a mudança interna de cada um não será fácil, especialmente porque não achamos que estamos errados, que cometemos erros ou somos corruptos, a culpa é sempre do outro. Lamentável

    • É TUA opinião e a DELE. Mas o que importa são os fatos. Precisamos saber se há EVIDÊNCIAS ou não de que existe “um problema com o povo” eque não existe em outros lugares. Deste jeito não dá, desculpe… Está muito na linha de história de fantasmas, de lobisomem, etc…

  13. Agora fiquei com uma dúvida: Se em todas as nações do mundo, os formadores de opinião decidem a questão, para que serve a democracia?! Não seria mais adequado e científico voltarmos à monarquia ou à oligarquia?

      • Reflexão:
        Mas então a democracia é uma brincadeira de faz-de-conta bem onerosa! Eu faço de conta que voto conscientemente e decido alguma coisa e você faz de conta que governa para e pelo povo, desde que as leis sejam cumpridas e os impostos, recolhidos, é claro! Isso é, e desculpe-me a contundência, um simulacro! Uma forma sofisticada de escravidão política e econômica. Se os formadores de opinião são uma minoria surgida por seleção natural, do que adianta impor uma vida política perene a uma população que jamais despertará essa vocação, já que, como se viu nos estudos, não as possui. Guardadas as proporções, é querer que os eucaliptos sejam pinheiros por decreto. Em outras palavras, a democracia e a política são manifestações de núcleo axiológico com verniz ético e científico. Logo, a bondade, o conhecimento científico e o ceticismo se tornam instrumentos desnecessários e quase inoperantes nesse jogo, pois eles não atingem mortalmente o núcleo do poder, apenas a periferia. Nesse sentido, voltando ao ponto, a ditadura ou a monarquia são mais realistas e sinceras do que a democracia, pois observam fatos naturais da vida humana e as representam inequivocamente na vida política. Será que a democracia, por insistir na igualdade, não está escondendo um socialismo latente?

      • a ditadura ou a monarquia são mais realistas e sinceras do que a democracia,

        Engraçado você sugerir, em lugar da democracia, um regime que coloca as pessoas como GADO nas mãos de DONOS de territórios. A democracia, de fato, tem problemas, mas monarquia e ditadura são imorais em essencia.

    • Luciano, você descontextualizou minha afirmação e usou um argumento de natureza ética. Eu disse que “a ditadura ou a monarquia são mais realistas e sinceras do que a democracia, pois observam fatos naturais da vida humana e as representam inequivocamente na vida política.” Não disse que são necessariamente melhores do ponto de vista ético. Até porque a vida parece não dar muita bola para aspectos éticos na luta pelo poder. E a pesquisa sobre os formadores de opinião confirma isso. Logo, uma minoria comandando ou influindo uma maioria é um fato científico. Poucos são os machos-alfa, mais adaptados por evolução. No fundo, precisamos saber se o aspecto ético e civilizacional vai conseguir sobrepujar o fato científico e biológico que comanda o jogo político há milhares de anos. Resumindo: a democracia anti-científica e ética versus a monarquia científica e anti-ética! Quanto à questão de sermos gado nas mãos de donos, você descreveu a realidade atual.

      • Eduardo, ok.

        Pode até ser que eu tenha compreendido errado.

        Foquemos nesta frase sua: “a democracia anti-científica e ética versus a monarquia científica e anti-ética”.

        O problema é que a democracia não é menos “científica” que a monarquia e a oligarquia. Na verdade, o jogo de interesses é igual em todas elas.

        E há uma diferença aqui: o formador de opinião INFLUENCIA e, no caso de embustes, isso é imoral. Mas aonde o formador de opinião INFLUENCIA, o monarca DETERMINA (falamos isso das antigas monarquias, de antes da democracia moderna).

        Então, não existe isso de a monarquia ser “mais científica”.

        Abs,

        LH

  14. Eu acho que o Mark Manson foi bem esperto de fazer um texto criticando o Brasil perto das olimpíadas que serão realizadas aqui, no Rio.
    Pois assim ele conseguiu um GIGANTESCO aumento no número de pageviews no seu site e deve ter vendido mais livros de auto-ajuda.

    Sujeito esperto.

    A propósito, ele é esquerdista, mas é suficientemente dissimulado para que poucos percebam facilmente.

  15. Ayan, bem lembrado essa questão dos formadores de opinião, seria muita ingenuidade nossa achar que movimentos como “primavera árabe” se dão por mera vontade do povão. O que você disse dos formadores de opinião (liderança, seja intelectual ou política) é algo óbvio, porém oculto (falo por mim, só refleti isso agora, depois de ler o seu texto), mas com base no meu histórico esquerdista e de outros esquerdosos com os quais convivi, tenho a impressão de que isso é algo generalizado.

    Tenho uma dúvida, que só surgiu após ler o seu belo texto, se os formadores de opinião (os lideres) estão na linha de frente mostrando um caminho, qual a diferença de ser um líder esquerdista (engenharia social, tal como conhecemos entre os esquerdistas) e os lideres da direita? Porque os lideres da direita também não são conhecidos como engenheiros sociais?

    Grato

  16. “Imagine que você está de carona no carro de um amigo tarde da noite. Vocês passam por uma rua escura e totalmente vazia. O papo está bom e ele não está prestando muita atenção quando, de repente, ele arranca o retrovisor de um carro super caro. Antes que alguém veja, ele acelera e vai embora.

    No dia seguinte, você ouve um colega de trabalho que você mal conhece dizendo que deixou o carro estacionado na rua na noite anterior e ele amanheceu sem o retrovisor. Pela descrição, você descobre que é o mesmo carro que seu brother bateu “sem querer”. O que você faz?

    A) Fica quieto e finge que não sabe de nada para proteger seu amigo? Ou
    B) Diz para o cara que sente muito e força o seu amigo a assumir a responsabilidade pelo erro?

    Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.”

    Eu diria que a alternativa B é tão desonesta quanto a A, pois o cidadão está apenas jogando a responsabilidade para o amigo enquanto tira o seu da reta

  17. Pois é, não consegui ver o vídeo todo (não vi a carta, vi o vídeo de uma moça lendo a tal carta aberta)… porque me soou, logo desde o início, um amontoado de chavão, lugar-comum, impressões, etc.
    .
    O que me chamou a atenção é que algo que já deveria estar batido ainda é usado com algum grau de sucesso: espalhar confusão como falta de senso de hierarquia e de proporção, além da boa e velha generalização. A carta toda é isso. Coloca você cidadão comum no mesmo nível de uma Dilma, de um Lulla. Transforma seus pequenos possíveis vícios (POSSÍVEL – já que é apenas alegação, generalização) na mesma gravidade dos atos da presidente do governo mais ladrão da história do mundo.

  18. Ok, OK, o gringo fala um monte de besteiras. Mas fica uma pergunta no ar : Aquela grande parcela da terra de Santa Cruz (+- 30Milhões votaram nulo/branco ou não compareceram) que se comporta como neandertais, tem ou não tem influência nesses estado de coisas que vemos e vivemos ?

  19. como ele é americano, e o texto diz que o problema está no brasileiro, LOGO,
    ele não é o problema.
    por isso, ele quis sair do país.
    pra deixar de ser mais um problema então???
    pelo amor de deus.
    que audácia absurda.
    vai dar uma aula de como “não” escrever.
    por que não fica aqui e resolve o problema então??
    ele disse que é meu amigo.
    amigo meu não fala assim comigo.
    Faça qualquer coisa que me cheire mais pratica!!!!

    uma vez um maluco disse ser Jesus para um grande
    psiquiatra americano.
    O psiquiatra disse a ele que precisava de um bom carpinteiro
    para ajudar…. e não é que ele deixou de ser Jesus!!!!

    fala serio.

  20. Essa pessoa publica um “textão” como disse Luciano Henrique ” A era do textão” que nem mesmo o olhar mais perspicaz consegue perceber que é uma forma de ganhar dinheiro fácil, criticando um povo que ele não só não conhece como não faz parte . Se entrar na página http://markmanson.net/brazil_pt você vai pagar até para bater papo e em dólar, ele faz propaganta do seu curso, por favor dêem licença! , Talvez ele realmente tenha razão um povo que deixa um estrageiro aproveitar-se e elucubrar-se sobre um assunto politico, social e econômico de país do qual nada conhece…. o que dizer não é mesmo ainda por cima ganhar dinheiro deste mesmo povo.. santa ingenuidade. Quanto ao sermos culpados, porque temos uma cultura de vaidosos, não… não ninguém merece, então quer dizer que se eu moro em um casebre, se sou pobre não posso ter nem celular, melhor cozinhar no fogão a lenha, pessoas se endividam porque precisam comprar até geladeira. Olha só que bizarro não podem, discurso de uma política capitalista egoísta onde o indivíduo têm menos valor do que os bens que adquire. Outra coisa ele escreveu que lá fora se ouve que o brasileiro não trabalham mas ele não acha isso, só acha que somos sem caráter, bom eu tenho caráter e muito. Nos estados Unidos não faltam pessoas sem escrúpulos ” Senador americano Robert Menendez, 61 anos, foi indiciado por tráfico de influências por ter conseguido vistos para jovens estrangeiras – que teriam relacionamento com um médico, doador de campanhas eleitorais do democrata. Um dos pivôs do escândalo é a brasileira Juliana Lopes Leite, ex-BBB, e advogada em Miami. As informações são do NY Post.” isso é só um pequeno caso se começarmos a pesquisar vamos ver coisas… então meus caros amigos, a responsabilidade de hoje e sempre haver corrupção e bandalheiras no Brasil é de quem esta sim no poder, a ganância pela ganância o poder pelo poder, se queremos mudar não é aplaudindo bobagens é exigindo e punindo.

  21. O gringo não pretendeu apresentar um estudo e sim, uma opinião. Talvez a razão de tantas pessoas terem se identificado com o “textão” seja por estarem fartas de presenciar a mentalidade descrita, ao vivo e a cores? Sim, outras culturas também têm seus muitos problemas, com embasamento estatístico ou sem ele. No caso específico de comparação, os EUA, existe o fato de que aquele é um país melhor que o Brasil, sob vários aspectos. O sentimento de coletividade ou bem comum, lá, ainda é superior ao nosso (até quando depende de quem vão eleger, para cimentar ou extirpar a tendência esquerdopata…) e deve ser encarado não sob a ideologia esquerdista, mas sob a perspectiva do “commom law” na forma como é tratado por Roger Scruton. Ainda que o gringo tenha puxado a brasa para a sardinha dele, permanece o fato de que os brasileiros precisam, urgentemente, começar a se verem como são, não como gostam de pensar que sejam. O problema do Brasil são os brasileiros, com as exceções de praxe. Não há formador de opinião que mude o fato de que, após 2005, a imensa maioria dos brasileiros soube que havia gente de péssimo caráter ocupando o poder. Não há formador de opinião que possa mudar o fato de que o brasileiro, como qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, sabe perfeitamente a diferença entre certo e errado. E quanto ao exemplo dado do experimento, a forma como você coloca a pergunta “qual o percentual de brasileiros que dariam o choque até o fim” faz parecer que você pensa que não chegaria ao total dos americanos. Considerando a submissão que a maioria dos brasileiros têm às autoridades, para ficar num aspecto só…Nós somos “um povo sofrido” mas os americanos não encontraram a cama pronta e o alimento sobre a mesa posta. Também foram um “povo sofrido”, mas que diferença entre os resultados….

    • Vamos focar nos fatos e não nas “opiniões”.
      O gringo não pretendeu apresentar um estudo e sim, uma opinião.
      Este é um problema. Eu citei fontes que não estão “dando opinião”.
      Talvez a razão de tantas pessoas terem se identificado com o “textão” seja por estarem fartas de presenciar a mentalidade descrita, ao vivo e a cores?
      Muitos se identificaram com o “textão” e muitos se identificam com vídeos da Kefera. Mas isso é um ad populum.
      O sentimento de coletividade ou bem comum, lá, ainda é superior ao nosso (até quando depende de quem vão eleger, para cimentar ou extirpar a tendência esquerdopata…)
      E daí? Isto não prova nada ainda…
      permanece o fato de que os brasileiros precisam, urgentemente, começar a se verem como são, não como gostam de pensar que sejam
      Não é assim. Não existe mudança social com base no lançamento de responsabilidades para todo um povo deste jeito.
      O problema do Brasil são os brasileiros, com as exceções de praxe.
      Não é isso que se provou. Aliás, antes você falou de “opinião”. Mas esse é o problema: faltam os fatos.
      Não há formador de opinião que mude o fato de que, após 2005, a imensa maioria dos brasileiros soube que havia gente de péssimo caráter ocupando o poder.
      Qual tese sobre formação de opinião você está aventando para dizer que “não há formador de opinião que mude o fato de que…”.
      É o contrário: foram formadores de opinião da extrema-esquerda que fizeram uma campanha política muito melhor e levaram o trono. Não teve nada de “povo culpado”… Isso é uma questão de OPINIÃO PÚBLICA. Há uma ciência em torno disso.
      Não há formador de opinião que possa mudar o fato de que o brasileiro, como qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, sabe perfeitamente a diferença entre certo e errado.
      Absurdo. Eu citei o exemplo da aderência de alemães ao nazismo e isso já complicou essa equação. Em tempo: isto também já foi ESTUDADO pela psicologia social. O papo de “não há formador de opinião que possa mudar (x)” é absurdo. Quer dizer, tivemos formadores de opinião que convenceram boa parte dos alemães a apoiar o nazismo, mas “não há formador de opinião que possa mudar o fato de que o brasileiro (x)”. Isso sim é alegação extraordinária…
      E quanto ao exemplo dado do experimento, a forma como você coloca a pergunta “qual o percentual de brasileiros que dariam o choque até o fim” faz parecer que você pensa que não chegaria ao total dos americanos.
      Errado. Não faz parecer não. Eu perguntei para saber se ele tinha o percentual de brasileiros. Seria 62% ou 68%? Ou um valor diferente? O fato é que ele NÃO TEM valores deste tipo e foi chutando análises como se conta uma história da carochinha…
      Nós somos “um povo sofrido” mas os americanos não encontraram a cama pronta e o alimento sobre a mesa posta. Também foram um “povo sofrido”, mas que diferença entre os resultados….
      E a diferença está em uma cultura política superior, que tem formadores de opinião notórios e isso segue até hoje, em ambos os lados. Já o povo em geral? É aquele que tem 65% de seus representantes indo até o fim no experimento Milgram. Mas sem problemas. A responsabilidade “não é do povo”. É dos formadores de opinião. Sempre foi assim e sempre será em qualquer lugar do mundo. E isso não é uma opinião…

      • ‘Muitos se identificaram com o “textão” e muitos se identificam com vídeos da Kefera. Mas isso é um ad populum.’
        Não me diga!! Um sujeito que vive defendendo o lixo que é a democracia vem falar de ad populum!! hahaha coerência mandou lembrança

      • ‘Absurdo. Eu citei o exemplo da aderência de alemães ao nazismo e isso já complicou essa equação.’

        Péssimo exemplo
        1 Eles só souberam dos campos de concentração depois que a guerra terminou.
        2 O que possibilitou a ascenção do Hitler muito mais do que a política foi o tratado de Versalhes que foi mesmo desnecessariamente humilhante e gerou no povo o desespero por um salvador da pátria, mesmo que fosse um maluco

      • 1 Eles só souberam dos campos de concentração depois que a guerra terminou.
        Mentira. Sabiam disso enquanto a guerra acontecia. Leia “Hitler e os Alemães”, de Eric Voegelin, com toneladas de evidências de como a opinião pública APOIOU o nazismo na Alemanha.
        2 O que possibilitou a ascenção do Hitler muito mais do que a política foi o tratado de Versalhes que foi mesmo desnecessariamente humilhante e gerou no povo o desespero por um salvador da pátria, mesmo que fosse um maluco
        Ué, mas elencar um salvador da pátria é uma forma de política… 😀

      • ‘E você, que provavelmente tem VERGONHA DE ATÉ MESMO FALAR ‘

        Nossa, vc tá lendo pensamento agora, mãe dinah? Vai vender mapa astral também? Cuidado que a concorrência é braba haha
        Vc acha que eu sou um desses que quer intervenção militar é? Eu não, pq eu sei que não vai adiantar nada.O brasil é uma merda tão grande que NADA vai adiantar, no máximo pode ter um ou outro paliativo…eu falo isso desde sempre, diferente de vc que fica aí vendendo falsas esperanças.

      • Nossa, vc tá lendo pensamento agora, mãe dinah? Vai vender mapa astral também? Cuidado que a concorrência é braba haha

        Eu disse “provavelmente”. Er… não sei se você percebeu, mas este blog é focado em ceticismo político. O desafio é mais importante neste momento. E lançar a dúvida é melhor. 😀

        Digamos que são estudos de padrões de comportamento…

        Vc acha que eu sou um desses que quer intervenção militar é? Eu não, pq eu sei que não vai adiantar nada.O brasil é uma merda tão grande que NADA vai adiantar, no máximo pode ter um ou outro paliativo…eu falo isso desde sempre, diferente de vc que fica aí vendendo falsas esperanças.

        ahoiahoahoahoahoaha….

        Ou seja, criticou a democracia e NÃO TEM NADA MELHOR para oferecer.

        Putz… isso é um purismo infantil, digno de pena.

        Porém, na política coletamos as opções do momento. Você perdeu esse debate, pois, eu mostro que, dentre as opções que temos, democracia é a melhor. Vemos como sofrem as pessoas de regiões não democráticas do Globo. Os países mais evoluídos do mundo são democráticos. Os dados estão a meu favor.

        Já você “critica a democracia” e pergunto: “qual a alternativa?”. Ah, não tem…

        Patético, patético.

      • ‘Você perdeu esse debate, pois, eu mostro que, dentre as opções que temos, democracia é a melhor. Vemos como sofrem as pessoas de regiões não democráticas do Globo. ‘

        Vc não ganhou nada, a única coisa que vc vai fazer é mostrar os dados que confirmam a conclusão que vc quer chegar. Vc vai falar em países não democráticos citando somente os de esquerda como se as duas coisas estivessem necessariamente ligadas.O Chile do pinochet não era uma democracia, a Arábia Saudita, capacho dos EUA, não é uma democracia , o brasil dos militares não era uma democracia e crescia 3x mais que o resto da américa latina.

        ‘Os países mais evoluídos do mundo são democráticos. Os dados estão a meu favor. ‘
        Os países mais evoluídos do mundo estão se ferrando por causa de políticas públicas que são consequência direta da democracia. Taí o Chile e os EUA prometendo almoço grátis.O que vc chama de vitória é uma situação que fica cada vez pior e que a lógica econômica prova que é insustentável.

      • Vc não ganhou nada, a única coisa que vc vai fazer é mostrar os dados que confirmam a conclusão que vc quer chegar. Vc vai falar em países não democráticos citando somente os de esquerda como se as duas coisas estivessem necessariamente ligadas.O Chile do pinochet não era uma democracia, a Arábia Saudita, capacho dos EUA, não é uma democracia , o brasil dos militares não era uma democracia e crescia 3x mais que o resto da américa latina.

        Me parece que as maiores democracias do mundo ainda são lugares melhores para se viver do que a Arábia Saudita, e o Chile dos tempos do Pinochet, e o Brasil dos tempos dos militares.

        Ademais, o tal “milagre brasileiro” foi uma ilusão causada por… um volume monstro de estatização. Foi um falso crescimento, e quando o castelo de cartas começou a cair, os ditadores largaram o poder. Em uma sociedade aberta, talvez tivessem sido desmascarados antes.

        Me parece que suas soluções alternativas são ilusões puras…

        Os países mais evoluídos do mundo estão se ferrando por causa de políticas públicas que são consequência direta da democracia. Taí o Chile e os EUA prometendo almoço grátis.O que vc chama de vitória é uma situação que fica cada vez pior e que a lógica econômica prova que é insustentável.

        Obviamente, estão se ferrando, mas MUITO MENOS do que aqueles sem democracia estão se ferrando.

        Faltou você mostrar uma alternativa melhor que a democracia.

        Somos visões opostas:

        (a) a democracia é o melhor sistema, mas tem problemas (minha visão)
        (b) a democracia deve ser abandonada, mas eu não tenho alternativa alguma melhor (sua visão)

        Dá para comparar? Não…

      • Frank Karsten?

        Embusteiro tradicional.

        Mas enfim, sigamos só com o primeiro parágrafo:

        Embora quase todos os países democráticos sofram com governos inchados, excesso de regulamentação, altos impostos e uma enorme dívida pública, poucas pessoas conseguem vislumbrar a relação causal entre estes problemas e o próprio sistema democrático. Para a maioria, a solução para estes problemas é mais democracia, e não menos.

        Opa, opa….

        Ele fala de duas alternativas:

        (a) mais democracia
        (b) menos democracia

        É uma abordagem diferente da tua, que nos coloca na escolha

        (a) mais democracia
        (b) não há solução alguma

        Agora observe o que ele diz:

        Embora quase todos os países democráticos sofram com governos inchados, excesso de regulamentação, altos impostos e uma enorme dívida pública, poucas pessoas conseguem vislumbrar a relação causal entre estes problemas e o próprio sistema democrático

        Cadê os dados mostrando que a retirada da democracia implica então na resolução desses problemas? 😀

        Enfim, você não tem dados para mostrar que a hipótese de “menos democracia” resolve os problema alegados.

      • ‘Cadê os dados mostrando que a retirada da democracia implica então na resolução desses problemas? :D’

        Ué, se os problemas foram gerados pela democracia !? Que pergunta maluca é essa, é como falar ‘mesmo que seja verdade que o cara tem obesidadde diabete etc pq só come mcdonalds, qual a PROVA de que se deixar de comer vai remover isso?’
        Nonsense. Basta ter um pingo de lógica. O povo acostumado com o estado babé sempre vai pedir mais e no dia que muda alguma coisa não é por causa de política nem de intelectuais orgânicos nem nada, é porque a ECONOMIA se deteriorou ao ponto em que ninguém aguenta mais.
        E depois… se é que isso é tão importante, existem sim provas empíricas de que acabar com a democracia vai melhorar a situação, SE for pra entrar um regime de direita na economia.Existem vários casos disso, um deles bem aqui do lado, o glorioso Chile.
        Chile que pro bem ou pro mal ficou rico por causa do regime Pinochet e que justamente agora com a volta da democracia está começando a ver o renascimento do welfare state.

      • Ué, se os problemas foram gerados pela democracia !? Que pergunta maluca é essa, é como falar ‘mesmo que seja verdade que o cara tem obesidadde diabete etc pq só come mcdonalds, qual a PROVA de que se deixar de comer vai remover isso?’
        Para mostrar que isso é problema “da democracia”, você tem que procurar países que estão LIVRES deste problema. Não tem? Engraçado, não é…
        Quer dizer… se temos 100 pessoas estudadas com obesidade mórbida por que só comem diabetes, precisamos de uma amostra de 100 pessoas – sob condições similares – que sem comer McDonalds possuem menos incidência de obesidade mórbida.
        Isso é CIÊNCIA. Você está com picaretagem.
        Nonsense. Basta ter um pingo de lógica. O povo acostumado com o estado babé sempre vai pedir mais e no dia que muda alguma coisa não é por causa de política nem de intelectuais orgânicos nem nada, é porque a ECONOMIA se deteriorou ao ponto em que ninguém aguenta mais.
        Então você não tem evidências de países que “sem a democracia” evoluíram e se tornaram melhores lugares para se viver do que aqueles “com a democracia”?
        E depois… se é que isso é tão importante, existem sim provas empíricas de que acabar com a democracia vai melhorar a situação, SE for pra entrar um regime de direita na economia.Existem vários casos disso, um deles bem aqui do lado, o glorioso Chile.
        Chile que pro bem ou pro mal ficou rico por causa do regime Pinochet e que justamente agora com a volta da democracia está começando a ver o renascimento do welfare state.

        Então porque Pinochet, que começou bem, levou a uma depressão em 1982 no país, causando a queda de 30% do PIB? Por que a taxa de pobreza do país foi para 40% em 1990, quando era 20% em 1973? Porque o país, que começou bem, teve problemas de queda salarial? Tsc tsc…
        Sair vendendo panaceias é triste.

      • Cara se vc mesmo admite que ele ‘começou bem’ então a discussão está encerrada e vc respondeu a pergunta que vc mesmo jogou.Se ele ‘começou bem’ essa é a prova de que um país se livra sim desses problemas abandonando a democracia. O que acontece depois é irrelevante pra mudar esse fato.
        ‘Então porque Pinochet, que começou bem, levou a uma depressão’…
        A economia degringolou quando ele abandonou os princípios liberais, que pergunta óbvia putz. Não é a questão ‘democracia ou não’ que faz a economia andar bem, é a questão de ter capitalismo ou não. E vc pode ter capitalismo com ou sem democracia.
        Cara isso é tão básico, qualquer um que estudou história na quinta série sabe…
        Enfim…essa história está ficando repetitiva como sempre.
        Boa sorte aí com a sua democracia das antas, com as suas tesouras e com a sua ‘direita’ PSDBista.

      • Cara se vc mesmo admite que ele ‘começou bem’ então a discussão está encerrada e vc respondeu a pergunta que vc mesmo jogou.Se ele ‘começou bem’ essa é a prova de que um país se livra sim desses problemas abandonando a democracia. O que acontece depois é irrelevante pra mudar esse fato.
        Melhor seria se eu tivesse escrito: “aparentemente começou bem”. E qualquer solução não pode ser avaliada apenas nos seus efeitos momentâneos, pois se fosse assim o governo Lula teria sido um SUCESSO rs.
        O que importa é que, no longo prazo, países sem democracia sucumbem mais do que aqueles com democracia.
        A economia degringolou quando ele abandonou os princípios liberais, que pergunta óbvia putz. Não é a questão ‘democracia ou não’ que faz a economia andar bem, é a questão de ter capitalismo ou não. E vc pode ter capitalismo com ou sem democracia.
        Ué… mas ele abandonou os princípios liberais enquanto TINHA UMA DITADURA. Então o problema não era “a democracia”. rsrsrsrs…
        Cara isso é tão básico, qualquer um que estudou história na quinta série sabe…
        Então porque você não sabe nem o básico?
        Enfim…essa história está ficando repetitiva como sempre.
        É que você não tem argumentos. Tendo identificar na “falta de democracia” do Chile a vinda dos princípios liberais hahahaha…
        Boa sorte aí com a sua democracia das antas, com as suas tesouras e com a sua ‘direita’ PSDBista.
        E boa sorte com suas demandas alternativas que… ah, você não tem né? rs.

      • ‘Ué… mas ele abandonou os princípios liberais enquanto TINHA UMA DITADURA. Então o problema não era “a democracia”

        Falácia do espantalho.Eu nunca disse que pra ter liberdade econômica era SÓ tirar a democracia.
        A questão que vc não respondeu e agora fica saindo pela tangente era a seguinte:
        1 Vc disse que sair da democracia não resolvia aqueles problemas citados pelo artigo
        2 Mostrei um caso que resolveu
        3 Vc fica tegisversando, falando que depois Pinochet isso ou aquilo etc. Não importa o que ele fez depois, o ponto já foi provado.Vc disse que era impossível o remédio TAL ter o efeito TAL. aí foi provado que ele tem.Aí vc fica falando ‘ah mas nesse caso aí ele dá isso dá aquilo’ fugindo de se responsabilizar pela sua afirmação inicial.

        ‘ Tendo identificar na “falta de democracia” do Chile a vinda dos princípios liberais hahahaha…’
        Mais espantalho…putz vc não cansa não?

        ‘E qualquer solução não pode ser avaliada apenas nos seus efeitos momentâneos, pois se fosse assim o governo Lula teria sido um SUCESSO ‘

        Cara, agora vc fechou com chave de ouro.Vem defender a democracia falando do LULA. Quem foi que botou ele lá? hahahah
        Isso seria cômico demais se não fosse trágico…

      • Falácia do espantalho.Eu nunca disse que pra ter liberdade econômica era SÓ tirar a democracia.
        Mas você tinha que demonstrar que EM MÉDIA os regimes sem democracia funcionam melhor do que aqueles COM democracia.
        A questão que vc não respondeu e agora fica saindo pela tangente era a seguinte:
        1 Vc disse que sair da democracia não resolvia aqueles problemas citados pelo artigo
        2 Mostrei um caso que resolveu
        3 Vc fica tegisversando, falando que depois Pinochet isso ou aquilo etc. Não importa o que ele fez depois, o ponto já foi provado.Vc disse que era impossível o remédio TAL ter o efeito TAL. aí foi provado que ele tem.Aí vc fica falando ‘ah mas nesse caso aí ele dá isso dá aquilo’ fugindo de se responsabilizar pela sua afirmação inicial.

        Mentira tua. Você mostrou um caso onde havia uma SOLUÇÃO TAMPÃO, que foi abortada meses depois. Quer dizer que a sua PRÓPRIA SOLUÇÃO nem mesmo aconteceu. Para provar o seu ponto, você deveria pegar uma POPULAÇÃO (estude o método científico e descubra o que isso significa em ciência) e submeter a um ambiente sob um contexto, e daí vir com resultados.
        O que você mostrou é que sua amostra é FRÁGIL, e, mesmo se a olharmos isoladamente, sua SOLUÇÃO não funciona.
        Pinochet só enrolou o povo no início.

        Mais espantalho…putz vc não cansa não?

        Então QUAL É O GANHO de abandonar a democracia, espertão? 😀

        Cara, agora vc fechou com chave de ouro.Vem defender a democracia falando do LULA. Quem foi que botou ele lá? hahahah
        Isso seria cômico demais se não fosse trágico…

        Política é feita pelos formadores de opinião. Aqueles do lado da extrema-esquerda trabalharam. Lula ganhou. Simples assim. Não sei onde isso me refuta…

        Tá ridícula tua defesa de “uma coisa para substituir a democracia”, e você até mesmo se envergonha de dizer.

        Quer propor ditadura militar (Pinochet foi isso, não?) no lugar de democracia? Traga os dados, oras…

        Você tem problemas sérios.

      • ‘Mentira tua. Você mostrou um caso onde havia uma SOLUÇÃO TAMPÃO, que foi abortada meses depois. Quer dizer que a sua PRÓPRIA SOLUÇÃO nem mesmo aconteceu. Para provar o seu ponto, você deveria pegar uma POPULAÇÃO ‘

        Não, não precisava pq vc veio com uma GENERALIZAÇÃO. Pra mostrar que uma generalização está errada basta UM contra exemplo.
        Depois, falando que ela foi abortada, É VC que convenientemente ignora os dados reais sobre a economia do Chile que mesmo com alguns erros é HOJE sim o país mais livre economicamente da AL.
        Comparar o Chile, um oásis de riqueza e liberdade com o governo Lula, esse é o ponto que vc chegou.

        ‘Então QUAL É O GANHO de abandonar a democracia, espertão? :D’
        Outro espantalho.Pra variar.Eu nunca disse que o basta abandonar a democracia e só.Vc fica misturando o tempo todo a diferença entre ‘necessário’ e ‘suficiente’, mesmo eu já tendo falado isso mil vezes.Cara vc é um sujeito tão repetitivo que dá pena.

        ‘ Traga os dados, oras… ‘
        Já trouxe e a sua única defesa foi um ad hominem.’Fulano é um fraudador’ sem explicar onde os dados dele estão errados. Dá a impressão que vc iria falar a mesma coisa independente de qualquer artigo que fosse colado.

        ‘Política é feita pelos formadores de opinião. Aqueles do lado da extrema-esquerda trabalharam. Lula ganhou. Simples assim. Não sei onde isso me refuta…’

        Precisa dizer o óbvio?Sim, precisa.Foi a DEMOCRACIA que botou ele lá.’ah foram os formadores de opinião isso formadores de opinião aquilo’…bullshit.Tem um milhão de outras variáveis além disso e a principal é um POVO que quer viver escorado no governo.
        Como todo cético sabe o ônus da prova é de quem afirma portanto É VC que vive afirmando, que tem que provar que seus ‘formadores de opinião’ podem fazer o povo largar espontaneamente o osso.
        Mas aí vc vai fazer o que já fez, vai enrolar, vai fugir do assunto, vai vir com espantalhos e não vai provar nada, nunca.

      • Não, não precisava pq vc veio com uma GENERALIZAÇÃO. Pra mostrar que uma generalização está errada basta UM contra exemplo.
        Falso. Eu não disse que é impossível que um regime ditatorial produza alguns resultados em um espaço de tempo. Eu jamais faria tal alegação absurda. Eu disse que na análise dos sistemas democráticos e ditatoriais ao redor do mundo, os primeiros levam vantagem na comparação, e de deixar os últimos comendo poeira.
        Aprenda: se eu te disser que em média os times que recebem patrocínio de majors e possuem mais de 20% das pessoas de seu estado como sua torcida tem geral ganham muito mais títulos, não adianta você achar um exemplo de um time que não tenha patrocínio de major e tenha pequena parcela de torcedores, ganhando daí um título, para dizer que “um contra exemplo refuta”. Não seu contra exemplo refutaria apenas uma afirmação baseada em quantificador universal, coisa que jamais faria.
        Depois, falando que ela foi abortada, É VC que convenientemente ignora os dados reais sobre a economia do Chile que mesmo com alguns erros é HOJE sim o país mais livre economicamente da AL.
        E vive sob regime democrático há muito tempo… Talvez então a democracia não seja “o problema”…
        Outro espantalho.Pra variar.Eu nunca disse que o basta abandonar a democracia e só.Vc fica misturando o tempo todo a diferença entre ‘necessário’ e ‘suficiente’, mesmo eu já tendo falado isso mil vezes.Cara vc é um sujeito tão repetitivo que dá pena.
        Eu já tenho pena de uma pessoa tão sem evidências. É que você tem esse estilo “bravinho de Internet”, mas na hora em que apresenta uma alegação extraordinária acha que essa encenação vai te ajudar. Está te queimando.
        Então DIGA QUAL É A FÓRMULA para melhorar as coisas. Isso DEPENDE de encerrar a democracia? Tem CORAGEM para dizer como é? Por enquanto, você nem sequer provou que “a democracia é o problema”.
        Já trouxe e a sua única defesa foi um ad hominem.’Fulano é um fraudador’ sem explicar onde os dados dele estão errados. Dá a impressão que vc iria falar a mesma coisa independente de qualquer artigo que fosse colado.
        Eu citei no mínimo 10 fontes em meu texto, que falam sobre opinião pública, e que mostram que ao redor de todo o mundo a opinião pública é sempre formada por uma parcela da população que vai entre 1% a 5%. Você pode até bater pezinho e ter a impressão que você quiser, mas o que importa é: tem provas do contrário? Tem refutação séria? Tem autores para citar? Vocês não tem. Você foi VÍTIMA da sedução do Manson. É até engraçado…
        Precisa dizer o óbvio?Sim, precisa.Foi a DEMOCRACIA que botou ele lá.’ah foram os formadores de opinião isso formadores de opinião aquilo’…bullshit.Tem um milhão de outras variáveis além disso e a principal é um POVO que quer viver escorado no governo.
        Bobagem. Essa conversinha de dizer que “o problema está no povo” é uma lenda urbana que ouvimos há muito tempo, mas jamais se tornou sequer hipótese em qualquer estudo sobre formação de opinião pública e de mudança social. É um chavão.
        Aliás, o discurso de falar que “a culpa é da democracia” é o padrão 5, daqueles que mapeei, relacionado à negação da política, mas geralmente quem fala isso não é endossado por fatos:
        http://lucianoayan.com/2016/02/20/os-11-padroes-de-negacao-da-politica/
        Como todo cético sabe o ônus da prova é de quem afirma portanto É VC que vive afirmando, que tem que provar que seus ‘formadores de opinião’ podem fazer o povo largar espontaneamente o osso.
        Eu não preciso fazer isso. Em meu texto já citei uma literatura que é utilizada por todos os agentes políticos interessados em mudança social ao redor do mundo. Tem vários: Lewin, Lippman, Gramsci, McLuhan, etc. Mas todos eles concordam em como funciona o processo de formação de opinião. Aliás, se você os tivesse lido saberia que é ridículo afirmar que existe isso de “povo espontaneamente largar o osso”. Você nem sabe do que está falando.
        Mas aí vc vai fazer o que já fez, vai enrolar, vai fugir do assunto, vai vir com espantalhos e não vai provar nada, nunca.
        Não sou eu que me recusei a citar fontes para o que afirmo. Eu citei várias fontes que estudaram o assunto, e fizeram análises estatísticas de como funciona a formação de opinião pública. Você não apresentou nada.
        Está histérico. Você é um CRÉDULO de várias afirmações para as quais não tem prova. É um crente em ideias obscurantistas e falsas como “a culpa é da democracia” ou “a culpa é do povo”. Típico de quem promove ditaturas e o abandono da política. Mas historicamente vocês já perderam o bonde da história. Se recusaram a estudar, deu nisso…
        Aliás, nem sei que raios você faz em um site baseado em guerra política, pois nisto você não acredita. E se seu próximo post não for gentil e educado, creio que isso encerrará sua participação aqui. Você é um negacionista da política, que nem é capaz de propor alternativas fora da política. O conteúdo aqui tende a te fazer sofrer. E aqui você vai perder, pois os estudos e fontes sempre trazidos servem para demolir os negacionistas. Sugiro procurar tua turma. Talvez você se sinta melhor entre os intervencionistas.

  22. Gente, o cara tocou o coração e a consciência de muita gente que compartilhou o texto. Ele escreveu uma “carta” aos brasileiros dando suas impressões pessoais. Ele não fez um “artigo científico” onde deveria embasar seus comentários!

  23. O fato de aceitarmos como verdade absoluta e incontestável opiniões dadas em textos como esse do Manson, assim como as opiniões dadas em vídeos do Felipe Neto e da Kefera, mostram como ainda estamos muito despreparados na luta política e em saber diferenciar o que é opinião do que é fato. Muitas dessas opiniões dadas são baseadas em situações que vemos no nosso dia-a-dia e por isso nos identificamos. Mas, ao mesmo tempo que trazem alguns fatos, são acompanhadas de desinformação, suposições e técnicas de marketing.

  24. Ok. Você fica com os formadores de opinião, eu fico com a responsabilização do indivíduo. Cada alemão que aderiu ao nazismo, cada americano que se permitiu torturar pessoas no experimento, cada brasileiro que votou no PT pós 2005, o fez por escolha. No máximo, se permitiu ser convencido por teses que, no fim de contas, eram compatíveis com o que já estava no próprio indivíduo. A comparação entre os que se identificam com o “textão” e os que se identificam com Kefera serve para quê? No fundo, para nivelar todos por baixo e desqualificar aqueles que se indignam por presenciar no dia a dia o comportamento de seus concidadãos.De resto, não costumo aceitar cem por cento os estudos desse ou daquele especialista nisso e naquilo.

    • Ok. Você fica com os formadores de opinião, eu fico com a responsabilização do indivíduo.

      Você pode ficar com o que quiser. O que importa é se você prova ou não prova suas afirmações.
      Cada alemão que aderiu ao nazismo, cada americano que se permitiu torturar pessoas no experimento, cada brasileiro que votou no PT pós 2005, o fez por escolha.
      Então porque a Alemanha e os Estados Unidos são potências? Se o “problema está no povo”, não deveriam estar em situação privilegiada hoje. A conta de vocês não fecha. Reconheça: Manson apelou à sedução psicológica, e você caiu. Está defendendo algo que não pode ser defendido com base em fatos…
      O Manson te passou a perna…
      No máximo, se permitiu ser convencido por teses que, no fim de contas, eram compatíveis com o que já estava no próprio indivíduo.
      Na verdade, os atributos básicos biológicos estão mesmo nos indivíduos. Os elementos culturais base também. É normal. Mas isso reforça a minha tese.
      A comparação entre os que se identificam com o “textão” e os que se identificam com Kefera serve para quê?

      Para mostrar que apenas a sensação de “gostar de um conteúdo” em maior quantidade não significa a validade deste conteúdo.
      No fundo, para nivelar todos por baixo e desqualificar aqueles que se indignam por presenciar no dia a dia o comportamento de seus concidadãos.
      Ué.. mas a culpa é sua né? A culpada é VOCÊ, é VOCÊ MESMO!
      Esse é o jogo do Manson. Eu não jogo esse jogo. Acho desonesto.
      De resto, não costumo aceitar cem por cento os estudos desse ou daquele especialista nisso e naquilo.
      O problema é que não podemos comparar os estudos sobre opinião pública com o que disse o Manson, com base em NENHUM ESTUDO.

      • Então porque a Alemanha e os Estados Unidos são potências? Se o “problema está no povo”, não deveriam estar em situação privilegiada hoje.

        Não é meio estranho comparar EUA, que não teve nazismo, com Alemanha, que teve, nesse argumento? A menos que você esteja colocando como equivalentes o nazismo e o tal experimento de Milgram? O nazismo foi um momento da história alemã; dado que seres humanos não são lineares nem estáticos, por que não deveria a Alemanha ter-se tornado potência? Se seguimos o seu raciocínio, o ser humano ainda não deveria ter deixado as cavernas, por exemplo. No caso de aceitarmos seu argumento dos formadores de opinião, por que Irma Greese e Adolf Eichmann foram julgados e condenados e Mengele foi caçado por todo aquele tempo? Eles apenas estiveram sob a influência dos formadores de opinião, correto?
        Aqui mesmo no Brasil, como podemos exigir punição para os ditos “menores infratores? Há montes de formadores de opinião sustentando que os menores infratores não podem ser responsabilizados por seus atos, devido a vários motivos. Se, então, os “menores infratores”, que não são surdos nem débeis mentais, cometem crimes, é apenas justo se acharem inimputáveis com pleno direito de matar, estuprar, queimar…

        Na verdade, os atributos básicos biológicos estão mesmo nos indivíduos. Os elementos culturais base também. É normal. Mas isso reforça a minha tese.

        Como isso reforça a sua tese? Eu pertenço à mesma cultura do delegado que, plenamente consciente de estar dirigindo em área monitorada por radar, ultrapassa o limite de velocidade enquanto fala ao celular e, depois que as multas chegam, usa seu contato no Detran para se livrar delas. Também pertenço à mesma cultura da jovem advogada bem de vida que sente inveja das famílias em que os avós adotam netos de pais vivos para que esses netos recebam as gordas pensões depois da morte dos avós. Ainda, pertenço à mesma cultura dos meus vizinhos que promovem festas a noite toda, regadas ao funk pornografia, em tal volume que os vidros das minhas janelas vibram. Também pertenço à mesma cultura dos colegas de trabalho do meu marido que, quando ele encontrou uma carteira com 500 e poucos reais e uma carteira de motorista recém obtida, aconselharam-no a jogar tudo fora e ficar com o dinheiro. Um deles, vá lá, opinou de meu marido, ao invés de jogar fora, deixar os documentos na recepção da emissora de rádio. Um outro fez piada quando meu marido disse que fazia questão de encontrar o dono e devolver tudo: perguntou se meu marido queria aparecer na televisão. Meu marido de fato conseguiu encontrar a pessoa e devolveu tudo.
        Meu ponto: jamais faria as coisas que vejo essas pessoas fazendo, nem meu marido, apesar de termos os mesmos elementos culturais básicos, porque escolhemos não ser assim. Como nós, há outros brasileiros. Somos o quê? meros fatores discordantes nas suas estatísticas? E você, é também um fator discordante?

        Para mostrar que apenas a sensação de “gostar de um conteúdo” em maior quantidade não significa a validade deste conteúdo.

        Se indignar com tantos comportamentos errados é mesmo uma questão de gosto?

        Ué.. mas a culpa é sua né? A culpada é VOCÊ, é VOCÊ MESMO!

        Generalizações são uma maneira de se analisar algo. O “é você, brasileiro”, não aponta necessariamente para cada um dos brasileiros e você tem inteligência de sobra e conhecimentos mais que suficientes para saber disso.
        Você talvez não tenha se dado conta, mas sua insistência em recusar a responsabilização do indivíduo e atribuir tudo aos formadores de opinião transforma as pessoas em meros zumbis.
        P.S.: Você tem condições de garantir que a seleção da amostra de Milgren não foi direcionada? Você pode demonstrar que, caso a amostra fosse significativamente aumentada, as percentagens seriam mantidas?

      • Não é meio estranho comparar EUA, que não teve nazismo, com Alemanha, que teve, nesse argumento?
        Estou comparando pois o que estou dizendo é que a moralidade padrão do ser humano não muda. É bom ler “Moral Origins”, de Christopher Boehm, que mostra a biologia por trás da evolução dos padrões de moralidade. São universais. E visto nas demais espécies também.
        O nazismo foi um momento da história alemã; dado que seres humanos não são lineares nem estáticos, por que não deveria a Alemanha ter-se tornado potência?
        Se tornaram uma potência mesmo muitos ali tendo tolerado o nazismo. Isso é perfeitamente normal. Formadores de opinião ajudaram a reconstruir um país, e aos poucos foram tornando ideias absurdas intoleráveis.
        Se seguimos o seu raciocínio, o ser humano ainda não deveria ter deixado as cavernas, por exemplo.
        Não falei nada disso. Falei que, independente do que é aceito por uma sociedade em termos morais, ações de formadores de opinião podem influenciar o senso comum e fazer uma sociedade que apoiou o nazismo evoluir em vários aspectos, até o ponto de não tolerá-lo.
        No caso de aceitarmos seu argumento dos formadores de opinião, por que Irma Greese e Adolf Eichmann foram julgados e condenados e Mengele foi caçado por todo aquele tempo? Eles apenas estiveram sob a influência dos formadores de opinião, correto?
        Primeiramente, existe a lei. Se você descumpriu a lei, deve pagar. Se cometeu um crime, também. Porém, o ser humano se deixará influenciar por formadores de opinião. Isso não atenua os crimes, mas, se vamos querer fazer uma sociedade evoluir moralmente, vamos atacar os formadores de opinião que estão convencendo as pessoas a tolerarem a imoralidade em termos PRIORITÁRIOS. A MUDANÇA SOCIAL está aí. E depois vai refletir no resto do povo. Isto vem desde Kurt Lewin, e já foi explicitamente abordado.
        Aqui mesmo no Brasil, como podemos exigir punição para os ditos “menores infratores?
        Por que cometeram um crime…
        Há montes de formadores de opinião sustentando que os menores infratores não podem ser responsabilizados por seus atos, devido a vários motivos. Se, então, os “menores infratores”, que não são surdos nem débeis mentais, cometem crimes, é apenas justo se acharem inimputáveis com pleno direito de matar, estuprar, queimar…
        E onde eu digo que as pessoas “não podem ser responsabilizadas”? Elas devem. Porém, não temos nem dados estatísticos para validar a hipótese da moralidade errada intrínseca do brasileiro.
        O que eu falei é sobre MUDANÇA SOCIAL, que é a proposta do texto de Manson. E ela virá dos formadores de opinião, e só, mesmo que, se alguém cometer crime, deve ser responsabilizado tendo sido influenciado ou não.
        Como isso reforça a sua tese? Eu pertenço à mesma cultura do delegado que, plenamente consciente de estar dirigindo em área monitorada por radar, ultrapassa o limite de velocidade enquanto fala ao celular e, depois que as multas chegam, usa seu contato no Detran para se livrar delas.
        E talvez ele procederia da mesma forma nos Estados Unidos se as estruturas lá fossem tão pervasivas à fraude como aqui. Ele seria responsável pelo crime tanto aqui como ali, mas principalmente temos o fato de que o contexto permitiu isso. Mas não temos dados estatísticos mostrando que, SOB AS MESMAS CONDIÇÕES, um brasileiro e um norte-americano agiriam da mesma forma.
        Também pertenço à mesma cultura da jovem advogada bem de vida que sente inveja das famílias em que os avós adotam netos de pais vivos para que esses netos recebam as gordas pensões depois da morte dos avós.
        Não há crime em sentir inveja, mas se você tiver estudos sobre sensações de inveja diferenciadas SOB AS MESMAS CONDIÇÕES, comparando pessoas de diferentes regiões, traga.
        Ainda, pertenço à mesma cultura dos meus vizinhos que promovem festas a noite toda, regadas ao funk pornografia, em tal volume que os vidros das minhas janelas vibram.
        Sim. E o funk daqui é o reggae dos Estados Unidos. Isso ainda não prova a moralidade intrínseca diferenciada.
        Também pertenço à mesma cultura dos colegas de trabalho do meu marido que, quando ele encontrou uma carteira com 500 e poucos reais e uma carteira de motorista recém obtida, aconselharam-no a jogar tudo fora e ficar com o dinheiro.
        É fácil fazer um estudo controlado de moralidade intrínseca com esse exemplo. Precisamos ver os resultados comparados de brasileiros, norte-americanos, etc…
        Um deles, vá lá, opinou de meu marido, ao invés de jogar fora, deixar os documentos na recepção da emissora de rádio. Um outro fez piada quando meu marido disse que fazia questão de encontrar o dono e devolver tudo: perguntou se meu marido queria aparecer na televisão. Meu marido de fato conseguiu encontrar a pessoa e devolveu tudo.
        Qual a chance estatística de alguém opinar assim nos Estados Unidos. Você tem?
        Meu ponto: jamais faria as coisas que vejo essas pessoas fazendo, nem meu marido, apesar de termos os mesmos elementos culturais básicos, porque escolhemos não ser assim. Como nós, há outros brasileiros. Somos o quê? meros fatores discordantes nas suas estatísticas? E você, é também um fator discordante?
        Você escolheu, assim como as pessoas de todo mundo escolhem. Estar influenciado não te tira o poder de escolha. Porém, é um fato da vida que VOCÊ vai se deixar influenciar – como se deixou influenciar pelo texto desonesto do Manson, e não é porque você é imoral, mas porque ele foi malandro – pelos formadores de opinião.
        Você pode escolher ser cética quanto às mentiras do texto dele. Mas pode escolher aceitar o embuste. Provavelmente, muitos brasileiros e norte-americanos cairiam em textos assim. É previsto.
        Se indignar com tantos comportamentos errados é mesmo uma questão de gosto?
        O problema é que falamos ali de falsa indignação e embuste.
        Generalizações são uma maneira de se analisar algo. O “é você, brasileiro”, não aponta necessariamente para cada um dos brasileiros e você tem inteligência de sobra e conhecimentos mais que suficientes para saber disso.
        E tenho conhecimentos também para saber o que sabemos psicologicamente sobre o próprio uso de comandos verbais como “Ei, estou falando com você, é você mesmo!”, junto aos outros truques usados no texto.
        Você talvez não tenha se dado conta, mas sua insistência em recusar a responsabilização do indivíduo e atribuir tudo aos formadores de opinião transforma as pessoas em meros zumbis.
        Isso é uma falácia do apelo à consequência.
        Eu não recuso a responsabilização do indivíduo. Existe lei e os códigos morais, e se você quebra-los, deve ser responsabilizada, penalmente ou moralmente. Nada falei em relação à responsabilização do indivíduo. Porém, estes indivíduos VÃO em quase todo o tempo escolher ouvir os formadores de opinião, e isso acontece EM TODO MUNDO. Essa escolha é inconsciente, em muitos casos. E são os formadores de opinião que definem as estruturas sociais, e vão influenciar as pessoas, porque elas próprias – em todo lugar do mundo – agem assim. Se SABEMOS DISSO, dizer que “o problema está no povo” é tanto desonesto como cruel, e ,pior, ensina uma noção falsa de como funcionam as coisas em termos de FORMAÇÃO DE OPINIÃO PÚBLICA.
        Não existe isso de “povo culpado pelos menores atos”, pois isso também é equivalência moral. O que existe é que precisamos EVOLUIR politicamente, METER PRESSÃO nos formadores de opinião e buscar, enfim, o que se chama sociologicamente de MUDANÇA SOCIAL. Devemos observar as acusações do Manson e exigir provas, e que, se apresentadas, nos AJUDARÃO a implementar as mudanças melhor.
        P.S.: Você tem condições de garantir que a seleção da amostra de Milgren não foi direcionada? Você pode demonstrar que, caso a amostra fosse significativamente aumentada, as percentagens seriam mantidas?
        O estudo já foi replicado posteriormente mais vezes. Mas, se for contestado, deve sê-lo com bases científicas também.

  25. Nosso problema é que o “Andar de Cima”, nunca foi Patriota e, ao contrário de outros Países, o Governo foi constituído, não para resolver os problemas da população e sim, para resolver os SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS! Junte um bando de ricaços egoístas com um Governo Egocêntrico, e o resultado é o que se vê: Dos 513 Deputados Federais EM MANDATO, apenas 30 (trinta), foram eleitos pelo voto direto da população!

    Ademais, o povo não pode ser culpado por escolher algo se, nunca teve uma real escolha e nunca existiu neste País um Governo realmente dedicado a ele povo. Resumindo: Nos falta ao menos um bom exemplo do “andar de cima”…

  26. Eu acho que foi o PT que matou o Celso Daniel. Tem algum estudo científico que prove isso? NÃO.
    Eu acho que o MST tem armas guardadas em algum lugar, se preparando pra defender o PT na marra.Tem algum estudo científico que prove isso? NÃO.
    Eu acho que a maioria das feministas dessas que pixam igreja e mostram os peitos, tem alguma doença mental. Tem algum estudo científico…
    You got it.

    Primeiro vc critica o cara por uma coisa que ele nunca se propôs a fazer, opinião todo mundo tem a sua.
    Depois se for pra usar esse critério a própria luta contra o PT fica comprometida, pq de fato não existe ‘estudo científico’ nenhum comprovando vários dos podres deles, coisas que todo mundo sabe mas não tem como provar
    E aí usar esse critério é das duas uma: ou atirar no próprio pé ou ser hipócrita.

    • Primeiro vc critica o cara por uma coisa que ele nunca se propôs a fazer, opinião todo mundo tem a sua.
      Espere. É opinião ou teoria? Durante o texto, o sujeito fala em teoria…
      Depois se for pra usar esse critério a própria luta contra o PT fica comprometida, pq de fato não existe ‘estudo científico’ nenhum comprovando vários dos podres deles, coisas que todo mundo sabe mas não tem como provar
      E quem disse que precisamos provar cientificamente qualquer coisa sobre o PT. Na luta política, usamos essas percepções para nos posicionarmos. Porém, mesmo elas podem ser questionadas quando são abordagens sobre assuntos complexos, como a questão da moral humana em diversos ambientes. E mais… no caso do Pt, não lutamos contra “teses científicas” diferentes. Mas no caso da análise de Manson, não há esse vácuo: EXISTEM teses sobre a opinião pública que explodem toda a análise dele. Além de estudos da psicologia social…
      E aí usar esse critério é das duas uma: ou atirar no próprio pé ou ser hipócrita.
      Não há duplo critério algum por aqui.
      Convenhamos. O Manson usou táticas de sedução e você caiu!

      • ‘Espere. É opinião ou teoria? Durante o texto, o sujeito fala em teoria…’

        Então esse drama todo é por causa disso? Cara, vc não sabia que americanos usam a palavra ‘teoria’ também no sentido de palpite, chute? Eu hein…

      • Slaine,

        Um palpite ou um chute são feitos com base em serem VALIDADOS posteriormente. Uma opinião pura e simples, não. (E não confunda palpite com uma opinião descompromissada)

        Se você der um palpite em um ramo onde existem pesquisas sérias, pode ser ridicularizado por isso. Se deu uma opinião quanto a preferir tomar vinho à cerveja, o máximo que posso fazer é dar outra opinião.

        Como você foi vítima do Manson assim como a mulher alvo é vítima de um PUA (Manson apertou os interruptores certos, mesmo que praticasse apenas embustes), e não tem como se desapegar emocionalmente da sedução sofrida. Por isso, racionaliza, e tenta livrar a cara dele dizendo “é só uma opinião”, como se fosse uma opinião descompromissada, algo suficiente para livrá-lo de qualquer julgamento moral/factual.

        Porém, ele entrou em uma área onde qualquer estudo sério sobre OPINIÃO PÚBLICA diz o contrário.

        “Dar um chute” em questões assim é um problema moral.

        Abs,

        LH

      • Vc superestima os seus intelectuais orgânicos.Vamos ver se eles vão ter algum poder no dia que alguém falar em cortar o bolsa esmola, esse sim vai ser um teste científico interessante.

  27. De cara eu percebo uma opinião meio preconceituosa e superficial. Por que os cursos do Mark cheiram a embuste? Então estamos julgando o livro pela capa? Quase com certeza é? Primeiro que o título dos cursos dele são esses mesmos, “Curso de Conexão, Superando a Ansiedade e Curso de Encontros e Relacionamentos”. E se funciona? Você foi lá e fez o teste ou é só opinião sua, assim como a que ele fez sobre o Brasil?

    Outro ponto:

    “Parece que seus empreendimentos se baseiam em ensinar os outros a seduzir “sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”

    …e dentro contexto do parágrafo (que não vou copiar e colar todo pra não ficar extenso) aquele tom sarcástico.

    Alguém que quer entender as coisas como realmente são (realidade) e não como quer ver, perceberia que o que ele quer dizer com não mentir, não emular e nem simular comportamento é simplesmente algo sobre ser você mesmo sem aquele lado pejorativo das pessoas, aquele lado espertinho de querer passar a perna. Até porque todos deveriam saber que qualquer forma de interação é uma forma de manipulação. A todo momento estamos dando e recebendo opiniões, onde as vezes a gente concorda ou não e noutras o próximo concorda ou não. Ou vai me dizer que você nunca mudou de opinião nessa sua vida? Quando isso aconteceu (se nunca aconteceu, desculpa aí, última bolacha do pacote), sinto lhe dizer, mas você foi manipulado, mas isso não significa que seja ruim.

    O que eu achei interessante foi você falar de técnica de autoajuda também de forma preconceituosa. Quer dizer que um livro de 400 páginas poderia ser facilmente muito bem escrito em 30 páginas? Mesmo você querendo ser objetivo com esse resumo, eu sinto muito, mas é arrogância sua querer jogar tanto conteúdo, tanto conhecimento que os autores fizeram questão de detalhar nessas 400 páginas para seus leitores só porque você tem preconceito contra livro de autoajuda.

    Vejo mais um preconceito inerente, na verdade, vindo de sua pessoa quando põe o valor negativo do tratamento da mulheres em épocas passadas com a forma de ele falar que casou se apaixonou por alguém do nosso povo. Sinto te informar, mas essa ideia de que você é o cafetão, e de que ele falou de uma de suas garotas, veio da sua cabeça. Isso sim é estranho. É que nem a história da fantasia polêmica dos pais que foram de tema de Aladin pro carnaval e fantasiaram o filho de Abu, afinal, você vê um macaquinho (aliás, se vê, qual o mal em brincar de ser esse ser?) ou o melhor amigo do Aladin?

    Pra finalizar, porque eu não vou falar da sua crítica toda, apesar de que eu gostaria (e antes que você me pergunte, é porque eu acho muita perda de tempo, tendo em vista a superficialidade do rumo levado) ele diz que tem muitas teorias, como todo mundo tem a todo momento debatendo consigo mesmo mentalmente, e isso a gente chama de reflexão e não necessita ser científica, e depois fala que chegou a uma conclusão, o que eu acho que é o objetivo de todo mundo que faz uma reflexão, mas pasmem, você achou isso engraçado? Já sei, gosta de ficar eternamente em conflito metal por esporte né?! Affemaria! por favor, né amigo?

    • De cara eu percebo uma opinião meio preconceituosa e superficial.
      Não é opinião. São argumentos com base em fatos…
      Por que os cursos do Mark cheiram a embuste? Então estamos julgando o livro pela capa? Quase com certeza é? Primeiro que o título dos cursos dele são esses mesmos, “Curso de Conexão, Superando a Ansiedade e Curso de Encontros e Relacionamentos”. E se funciona? Você foi lá e fez o teste ou é só opinião sua, assim como a que ele fez sobre o Brasil?
      Observe só a diferença.
      Eu senti o cheiro de embuste e disse uma opinião “quase com certeza é”, e isso foi uma SUSPEITA que então serve como MOTIVO para investigar mais a fundo. É assim que ele deveria ter agido moralmente. Ele poderia ter apontado uma suspeita e depois analisar os dados que tem em mãos. Mas ele NÃO FEZ ISSO. Ele tomou a opinião como um fato de eu o julgamento (errado, na melhor das hipóteses, e fraudulento, na pior) sobre a moralidade intrínseca do povo brasileiro.
      E pior… ele escreveu algo sobre questões de moralidade e opinião pública que são O OPOSTO de como as coisas são. Desculpe-me, mas são os fatos…
      Outro ponto:
      “Parece que seus empreendimentos se baseiam em ensinar os outros a seduzir “sem simular comportamento, sem mentir e sem emular os outros”
      …e dentro contexto do parágrafo (que não vou copiar e colar todo pra não ficar extenso) aquele tom sarcástico.

      Usar o “parece que” é um recurso estilístico onde você diz: “não tenho certeza, e talvez uma suspeita apenas, e por isso vou apontar com um trigger para investigação”. Ou seja, agi moralmente de forma muito diferente da de Mark Manson.
      Alguém que quer entender as coisas como realmente são (realidade) e não como quer ver, perceberia que o que ele quer dizer com não mentir, não emular e nem simular comportamento é simplesmente algo sobre ser você mesmo sem aquele lado pejorativo das pessoas, aquele lado espertinho de querer passar a perna.
      O que ele quer dizer é o seguinte: lançar uma mensagem para gerar liberação de endorfina em seus ouvintes, mentindo sobre como funciona a moralidade intrínseca de um povo. Como ele não tem dados em mãos, mas quer obter o efeito de marketing, usou as palavras para gerar este efeito. Ele passou a perna em todos os seus leitores. Isso para mim é mentir.
      Até porque todos deveriam saber que qualquer forma de interação é uma forma de manipulação.
      Está certo. O duro é manipular sabendo que a informação vendida é uma mentira. Manson sabe que está mentindo pro seu leitor. O texto dele foi imoral.
      A todo momento estamos dando e recebendo opiniões, onde as vezes a gente concorda ou não e noutras o próximo concorda ou não. Ou vai me dizer que você nunca mudou de opinião nessa sua vida? Quando isso aconteceu (se nunca aconteceu, desculpa aí, última bolacha do pacote), sinto lhe dizer, mas você foi manipulado, mas isso não significa que seja ruim.
      Esse é outro problema de equivalência moral. Fazer propaganda não e o problema, mas propaganda enganosa sim. Quando a única coisa que se tem é a propaganda, sem nenhum apego aos fatos, este é o problema.
      O que eu achei interessante foi você falar de técnica de autoajuda também de forma preconceituosa. Quer dizer que um livro de 400 páginas poderia ser facilmente muito bem escrito em 30 páginas? Mesmo você querendo ser objetivo com esse resumo, eu sinto muito, mas é arrogância sua querer jogar tanto conteúdo, tanto conhecimento que os autores fizeram questão de detalhar nessas 400 páginas para seus leitores só porque você tem preconceito contra livro de autoajuda.
      Cientificamente, a autoajuda (neste caso, a PNL) sempre foi demonstrada como pseudocientífica. Quem estudar os fenômenos da credulidade humana e da submissão a seitas irá notar que os padrões utilizados pela auto-ajuda, são aqueles utilizados nas propagandas da PolyShop. Há diversas técnicas ESTUDADAS pela psicologia social, que mostra como eles enganam seus leitores. Não é raro vermos um capítulo de 40 páginas só de técnicas de motivação (que nada tem a ver com o foco do livro), e só vermos o tema lá no terceiro ou quarto capítulo. É só estudar a psicologia social seriamente para notar facilmente este tipo de engodo. Isso não é preconceito, mas os fatos.
      Vejo mais um preconceito inerente, na verdade, vindo de sua pessoa quando põe o valor negativo do tratamento da mulheres em épocas passadas com a forma de ele falar que casou se apaixonou por alguém do nosso povo. Sinto te informar, mas essa ideia de que você é o cafetão, e de que ele falou de uma de suas garotas, veio da sua cabeça. Isso sim é estranho. É que nem a história da fantasia polêmica dos pais que foram de tema de Aladin pro carnaval e fantasiaram o filho de Abu, afinal, você vê um macaquinho (aliás, se vê, qual o mal em brincar de ser esse ser?) ou o melhor amigo do Aladin?
      Bobagem.
      Ele próprio diz ter um “curso de sedução”. Fato. Tentar convencer de que se é o macho alfa da parada é uma forma de sedução. A frase “peguei uma de suas garotas” é grosseira, mas atende aos requisitos psicológicos de uma frase de dominação. Pode parecer contraintuitivo, mas ela tem efeito especialmente poderoso em mulheres, pois elas perceberão o macho alfa mais facilmente. Em seguida, use um discurso duro, apontando o dedo na cara. E daí, misture paternalismo e condescendência: lembre-se que “você tem a fórmula”. Mostre-se como “o dominante, ensinando aos outros como agir”. Me parece que qualquer análise dos padrões do texto de Manson leva a isso não? Aliás, é curioso como muitas mulheres pareciam até “apaixonadas” pelo Manson. Parecia até truque de PUA. Acho que ele morreu de rir com tudo isso.
      Pra finalizar, porque eu não vou falar da sua crítica toda, apesar de que eu gostaria (e antes que você me pergunte, é porque eu acho muita perda de tempo, tendo em vista a superficialidade do rumo levado) ele diz que tem muitas teorias, como todo mundo tem a todo momento debatendo consigo mesmo mentalmente, e isso a gente chama de reflexão e não necessita ser científica, e depois fala que chegou a uma conclusão, o que eu acho que é o objetivo de todo mundo que faz uma reflexão, mas pasmem, você achou isso engraçado? Já sei, gosta de ficar eternamente em conflito metal por esporte né?! Affemaria! por favor, né amigo?
      O detalhe é que podemos ter muitas “teorias” a respeito de tudo. Podemos ter opinião sobre se é melhor bife a milanesa ou feijoada, ou ambos misturados. O duro é quando alguém decide dar uma de espertão em um assunto cujos dados levantados pela psicologia social DIZEM EXATAMENTE O OPOSTO. E pior: tentar vender seu embuste como se fosse um fato, e ainda ver gente caindo nisso. Outro agravante: a informação embusteira serve aos totalitários atuais – pois é parte da campanha de marketing do PT, mesmo que talvez não tenha sido essa a intenção do Manson – e presta um desserviço à evolução política de qualquer sociedade. Qualquer sociedade evoluirá politicamente quando seus formadores de opinião assumirem determinadas responsabilidades. Sempre foi assim no mundo. Dizer que a sociedade evoluirá quando INDIVIDUALMENTE as pessoas “resolverem mudar” – como se tudo fosse tão simples assim – é a eterna técnica de transferir as responsabilidades de forma difusa, não para resolver problemas, mas por marketing. O que ele fez, em uma época tão crítica para a sociedade brasileira, é uma CRUELDADE sem igual. Ele mentiu e vendeu falsas ilusões.
      E meu próximo texto sobre o Manson mostrará a maior das ironias: a defesa apaixonada feita por alguns adoradores do texto dele – mesmo que não consigam sustentar com fatos a “opinião do Manson” – mostra que eu estou certo e ele está errado. Mesmo sem fatos em mãos, e mesmo estando diante de “uma opinião”, pessoas como você o defendem ardorosamente. Ele FORMOU SUA OPINIÃO. O jogo é decidido pelos formadores de opinião, mas é assim em qualquer lugar do mundo. Pena que a opinião formada por ele é fraudulenta e vai ajudar a construir mais imoralidade.

      • Gente, Mark Manson pode ser o diabo, porém tudo o que ele falou é PURA VERDADE. Só não ceita isso que está, num bom português, COM INVEJA! Mas, nem Jesus é unanimidade que dirá Mark e eu!!!!

      • Wagner, está maluco?

        Qual o motivo para ter inveja de quem escreve texto embusteiro mentindo sobre a moralidade intrínseca de sociedades, de contador de lendas folclóricas, da Mae Dináh, de leitores da borra do café e adeptos da cientologia? É tudo a mesma coisa.

        Para invejar Mark Manson, seria primeiro necessário identificar um MOTIVO para tal. E, como de costume, vocês travaram no pensamento mágico…

        Você crê no que Mark Manson falou porque ele MOLDOU sua opinião e usou truques para não te entregar fatos. Seu comportamento é um exemplo do quanto ele errou… 😀

  28. Sem ter a carga de leitura de você Luciano, eu percebi que tinha alguma coisa errada quando ele depois de problematizar tudo, deu uma resposta de valor meramente emocional. Apelou a emoção e não deu uma resposta, tratou a resposta da pergunta feita como sendo você. Aí que eu vi que o texto era fraco. Esse artifício é basicamente a linguagem usada em letras de música. Como ele não tá cantando niguém, mas pagando de grande conhecedor da psicologia social, ele dá uma resposta dura, pra ganhar autoridade. É como um cantor trocar a impostação num verso banal da música para criar um efeito na plateia. Eu fui no blog dele e achei outras coisas. Ele diz que a melhor coisa da sua vida é ler livros grandes. Aí cita, por exemplo, o amigo do huntington, Fukuyama. Porém, como esse livro é muito “direitista”, ele critica Ayn Rand na descrição do livro, sem dizer o qeu não gosta dela. Em suma ele brinca com a noção geral que as pessoas tem, e os preconceitos com determinados autores, assuntos de maneira a criar uma sensação de erudição e superioridade moral. É um charlatão dos piores, poderia escrever várias letras de sertanejo universitário.

  29. Caro Luciano, es tu, pessoa de posses intelectuais apuradas… Isto é óbvio! Porém, apesar de cada cabeça absolver informações de modos distintos, a maioria dos cérebros humanos ativos convergem em muita coisa, o que é uma graça de Deus; caso contrário, a humanidade já teria se aniquilado, faz tempo! Respeito a sua, para mim, equivocadíssima análise acerca da relevante e embasada opinião/serviço do não menos nobre Mark Manson. Não importa se o cara veio ao Brasil ”comer as mina” ou ”vender” suas ideias. Como eu coloquei em meu comentário, ele pode ser o diabo, mas eu me rendo àquele chegar e falar um mínimo do que é coerente e óbvio. E o americano Manson o fez, goste você ou não! Entretanto, garboso, nobre insigne Henrique, continuemos o debate, mas, por favor, prestigiando ao máximo observações que sugiram mudanças relevantes para a nossa, também, sociedade culturalmente equivocada. Wagneraraujo757@gmail.com (81) 9.9858-3864 WhatsApp

    • Como eu coloquei em meu comentário, ele pode ser o diabo, mas eu me rendo àquele chegar e falar um mínimo do que é coerente e óbvio. E o americano Manson o fez, goste você ou não!

      Mas seu argumento é: “ele me convenceu”. Bem, isso é um fato. A questão é: convenceu com fatos e bons argumentos? Como eu defendo a conscientização política, que é o inverso do que Manson falou, é meu papel refutá-lo. Na guerra política, sabemos que não existe isso de “povo inerentemente culpado por sua situação, por votar mal”. A política é definida por uma pequena parcela de pessoas que conquistam corações e mentes, e não por esperanças de “mudanças no coração de cada indivíduo, em uma revolução interior”. A proposta de Manson é ridícula em termos de qualquer estudo sobre mudança social e formação de opinião pública. É fácil refutar isso.
      Mas observe: mesmo sem ter fatos em mãos, ele FORMOU sua opinião. Não teve nenhuma “revolução interior”. Foi ELE que decidiu o pensamento de muita gente, mesmo SEM TRAZER FATOS e NEM SEQUER DAR ARGUMENTOS para que vocês possam se defender. Este modelo de gente acreditando nele (mesmo que reconheçam que foi só uma opinião) e mantendo sua ideia mesmo que os argumentos dele sejam desmascarados, é uma prova de que MEU ARGUMENTO está sustentado: a opinião pública é direcionada por FORMADORES DE OPINIÃO.

      • Caro Luciano, sua réplica forçou minha tréplica! ”…a política é definida por uma pequena parcela de pessoas que conquistam corações e mentes…” Você mesmo fez um resumo, o que para mim é o maior argumento para responsabiliza, SIM, o coletivo, pelos prejuízos na esfera pública e o caus ”secular” social e econômico em que o Brasil vive. Lembra-se? ”Todo povo tem o governo que merece!” Espero, meu amigo, que você reflita alguns de seus conceitos e ideologias. Você não é obrigado a tal reciclagem, porém seria bom pensar no assunto. Vou torcer para que continues questionador, pois quem questiona, produz o bom. Enquanto isso, eu, pelo menos eu, direi a meu filho Pedro, com 2 anos de idade o seguinte: Filho, leia de tudo e forme opinião, porém adote para si uma lei: respeito a tudo e a todos. Um abraço forte, Luciano.

      • Caro Luciano, sua réplica forçou minha tréplica! ”…a política é definida por uma pequena parcela de pessoas que conquistam corações e mentes…” Você mesmo fez um resumo, o que para mim é o maior argumento para responsabiliza, SIM, o coletivo, pelos prejuízos na esfera pública e o caus ”secular” social e econômico em que o Brasil vive.
        É exatamente o contrário. Esse fenômeno que citei não é do Brasil, mas como funciona a opinião pública NO MUNDO TODO. E no mundo todo, a culpa do cenário político-social não é “do coletivo”, mas da ação de formadores de opinião de cada um dos lados.
        Lembra-se? ”Todo povo tem o governo que merece!”
        Esse ditado popular é mentiroso e não é corroborado por evidências.
        Espero, meu amigo, que você reflita alguns de seus conceitos e ideologias. Você não é obrigado a tal reciclagem, porém seria bom pensar no assunto.
        Não é só PENSAR no assunto. Temos que ESTUDAR o assunto. O que o Manson falou no texto é a mesma bobagem que temos ouvido há várias e várias décadas dizendo que “o povo brasileiro é o culpado”. A única novidade é que ele usou recursos de sedução em um texto. Mas a verdade vai na direção oposta.
        Vou torcer para que continues questionador, pois quem questiona, produz o bom. Enquanto isso, eu, pelo menos eu, direi a meu filho Pedro, com 2 anos de idade o seguinte: Filho, leia de tudo e forme opinião, porém adote para si uma lei: respeito a tudo e a todos.
        Eu não respeito a tudo e a todos. Respeito quem fizer por merecer respeito.
        Enfim… em relação ao seu filho Pedro, a questão é simples: ele vai ser um formador de opinião? Se sim, ele estará entre os 1% a 5% da população que formará a opinião do restante. Caso contrário, ele se deixará influenciar pelos bons formadores de opinião? Não sabemos ainda. É assim que funcionam as coisas, AO CONTRÁRIO do que está no texto de Manson. Mas se o seu filho decidir se tornar um formador de opinião, ele deve estar ciente de uma coisa: a culpa NÃO É do povo. Se ele não formar opinião para o que considera justo, o problema estará na linguagem e nas técnicas que ele utilizar. É a verdade dura, mas é o que sabemos em termos da ciência da opinião pública.

  30. Não há crime em sentir inveja, mas se você tiver estudos sobre sensações de inveja diferenciadas SOB AS MESMAS CONDIÇÕES, comparando pessoas de diferentes regiões, traga.

    Não insulte minha inteligência, por favor. Você sabe perfeitamente que a questão não é a inveja, mas toda a imoralidade intrínseca tanto da moça quanto das famílias. Você critica o que você identifica como desonestidade argumentativa do gringo e faz a mesma coisa?
    A propósito: Se a opinião pública é condicionada por formadores de opinião; se é necessário combater a má influência de maus formadores de opinião, de onde devem sair os seus contrários? Se, conforme você, apelar isoladamente ao indivíduo não funciona, onde se há de ir buscar o formador de opinião “do bem”?

    • Não insulte minha inteligência, por favor. Você sabe perfeitamente que a questão não é a inveja, mas toda a imoralidade intrínseca tanto da moça quanto das famílias. Você critica o que você identifica como desonestidade argumentativa do gringo e faz a mesma coisa?

      E aí você teria que mostrar estatisticamente que a tal “imoralidade intrínseca” existe mais no Brasil do que nos Estados Unidos, e AINDA POR CIMA provar que esse é o fator definindo “o problema”. O Manson chutou alto nas alegações, mas não tinha provas em mãos. Alias, ele convenceu seus leitores a acreditar nele MESMO SEM TER PROVAS e tendo renegado tudo que sabemos sobre OPINIÃO PÚBLICA. Ele FORMOU OPINIÃO. Conforme eu disse que a coisa funciona…

      A propósito: Se a opinião pública é condicionada por formadores de opinião; se é necessário combater a má influência de maus formadores de opinião, de onde devem sair os seus contrários? Se, conforme você, apelar isoladamente ao indivíduo não funciona, onde se há de ir buscar o formador de opinião “do bem”?

      Não é “dos índivíduos” (em larga escala) e nem de “revoluções internas do povo”. É exatamente o oposto: vai sair de uma pequena parcela de formadores de opinião do outro lado.

      Enfim, se hoje temos um cenário de caos moral no Brasil, é porque os formadores de opinião de valores morais diferenciados não tem feito um bom trabalho. Em nível geral, o povo não é o problema.

      • Alias, ele convenceu seus leitores a acreditar nele MESMO SEM TER PROVAS

        Ele não convenceu os leitores a crer nele. Ele ecoou o que as pessoas veem e vivenciam. Embora você queira, não pode ter a pretensão de nos convencer que o que vemos todo dia não existe. O Brasil de agora não é resultado de algumas poucas décadas. Você deveria ler os autores que já trataram do ethos brasileiro. O formador de opinião não tem responsabilidade nenhuma sobre a mãe que atravessou o carro na calçada e começa a retirar embalagens de dentro do carro, enquanto diz ao filho de uns 4 ou 5 anos que ele não pode jogar lixo no carro, assim como a mamãe já ensinou que não pode jogar lixo na sala. E o que o menino aprende é que a calçada é lata de lixo, pois é onde ela está jogando aquelas coisas. Calçadas, aliás, rendem várias demonstrações da incivilidade brasileira. Pode ser que na sua cidade elas sejam livres, mas na minha não são. Carros atravessados estacionados na calçada, móveis descartados, animais mortos, material de construção…
        Esses exemplos se multiplicam em vários aspectos na vida cotidiana e não são da responsabilidade de nenhum formador de opinião.
        Essas são ações de pessoas que não têm senso de comunidade, que não respeitam o próximo. Essas pessoas são legião e estão disseminadas por todas as classes sociais formando o caldo de cultura que define o o que somos como país e é de nosso país que vem os políticos e os formadores de opinião, não de outro país ou planeta. Dizer que os formadores de opinião dos EUA ou da Alemanha pós II Guerra foram de melhor qualidade pode ser resposta para você, mas não serve para muitos outros. Chega a ser mesmo ofensivo, pois o que você demonstra é que o povo não passa de uma massa amorfa, sem iniciativa, que pode ser moldada ao bel prazer de quem tenha a melhor lábia. Só que o povo não é uma entidade. O povo é constituído de indivíduos. E aquela “pequena parcela de formadores de opinião do outro lado” deve necessariamente ser constituída de indivíduos saídos desse mesmo povo.
        Para encerrar, por incrível que pareça para você, o gringo demonstra mais respeito pelo povo brasileiro, pois ele não foi condescendente/paternalista. Ele falou aos brasileiros como se fala a adultos, não como quem fala a crianças.

      • Ele não convenceu os leitores a crer nele. Ele ecoou o que as pessoas veem e vivenciam. Embora você queira, não pode ter a pretensão de nos convencer que o que vemos todo dia não existe.
        Ao contrário. Ele convenceu as pessoas a crer nele a partir da leitura fria, mesma técnica usada pelos médiuns. Fez isso sem apresentar prova alguma: https://pt.wikipedia.org/wiki/Leitura_a_frio
        O Brasil de agora não é resultado de algumas poucas décadas. Você deveria ler os autores que já trataram do ethos brasileiro.
        Tem algum deles que questiona as pesquisas sobre formação de opinião pública? Qual deles?
        O formador de opinião não tem responsabilidade nenhuma sobre a mãe que atravessou o carro na calçada e começa a retirar embalagens de dentro do carro, enquanto diz ao filho de uns 4 ou 5 anos que ele não pode jogar lixo no carro, assim como a mamãe já ensinou que não pode jogar lixo na sala.
        Espantalho. O que eu disse que é os formadores de opinião criam um ambiente onde algumas ações são mais ou menos toleráveis em larga escala. Isto influencia como as pessoas são percebidas, e, então, toleráveis ou não. Quem define as influencias QUE ACEITA é cada indivíduo, mas ele não pode se ver livre dessas influencias. É assim que funciona no mundo todo, sorry.
        Esses exemplos se multiplicam em vários aspectos na vida cotidiana e não são da responsabilidade de nenhum formador de opinião.
        É duro discutir com quem se recusa a trazer estudos sérios querendo propor uma REVISÃO de tudo que sabemos sobre formação de opinião pública. Você afirmar o que quiser, com a emoção que você optou, mas isso não é PROVAR a validade do que Manson afirmou.
        Essas são ações de pessoas que não têm senso de comunidade, que não respeitam o próximo.
        Eu quero ver os dados de experimentos mostrando que isso ocorre diferentemente em vários países, e que esta é a CAUSA RAIZ do problema. As alegações de vocês mansonistas são extraordinárias e querem revisar os estudos de formação de opinião pública, que são embasadíssimos. Chega a ser cômico.
        Essas pessoas são legião e estão disseminadas por todas as classes sociais formando o caldo de cultura que define o o que somos como país e é de nosso país que vem os políticos e os formadores de opinião, não de outro país ou planeta.
        Já ouvimos essa conversa há muitas e muitas décadas, mas é pura fantasia. Querer definir que formadores não tem poder de determinação em nosso país, enquanto isso acontece em todos os outros países do mundo, é absurdo. Querer definir uma moralidade intrínseca é mais absurdo ainda.
        Dizer que os formadores de opinião dos EUA ou da Alemanha pós II Guerra foram de melhor qualidade pode ser resposta para você, mas não serve para muitos outros.
        Mas aí você está apelando a OPINIÃO. Você não pode refutar algo dizendo “tudo bem você acreditar nisso, mas eu acredito naquilo”, mas isso é raciocínio mágico. Chega a ser imoral. Se a resposta “não serve para você” – mesmo Voegelin e Lewin tendo demonstrado o oposto, especialmente na questão da Alemanha Nazista – então você prova que o Manson está errado: tua opinião foi FORMADA pelas técnicas utilizadas por ele. Foram suficientes para você blindar sua mente AOS FATOS. Seu comportamento prova que estou certo: os formadores de opinião definem o jogo. Mas não sou eu que afirmo: é toda a ciência da opinião pública.
        Chega a ser mesmo ofensivo, pois o que você demonstra é que o povo não passa de uma massa amorfa, sem iniciativa, que pode ser moldada ao bel prazer de quem tenha a melhor lábia.
        Sempre foi assim e sempre será em todo o lugar do mundo. E não: cerca de 1% a 5% formam a opinião do resto, em diferentes níveis. O restante, mais preocupado com o seu dia a dia, vai DELEGAR suas opiniões aceitas a ESTES formadores de opinião. É uma questão de esforço e prioridades. Mas funciona assim em todo lugar do mundo. É uma ciência utilizada nas organizações, inclusive. Se uma organização ignorar estas regras, vai fracassar na escolha de líderes.
        Só que o povo não é uma entidade. O povo é constituído de indivíduos. E aquela “pequena parcela de formadores de opinião do outro lado” deve necessariamente ser constituída de indivíduos saídos desse mesmo povo.
        Ninguém disse que a parcela de formadores de opinião não saem do povo. Eles saem. Mas não ultrapassarão os 5%. Isso não me refuta. Ao contrário, me valida.
        Para encerrar, por incrível que pareça para você, o gringo demonstra mais respeito pelo povo brasileiro, pois ele não foi condescendente/paternalista. Ele falou aos brasileiros como se fala a adultos, não como quem fala a crianças.
        É o oposto. Ao mentir sobre as responsabilidades, vendeu uma falsidade negacionista da política ao povo. Vendeu uma falsa solução e ainda trollou muita gente. Ao ignorar os estudos sérios sobre o assunto, zoou a mente de seus leitores. O tom paternalista foi apenas um recurso de PNL usado para cultos. Ele chegou a ser cruel enquanto faz isso. Em um texto adicional, mostrarei essas falhas morais, pois em termos de refutação e apresentação de fontes, parece que já fiz o suficiente.

  31. Luciano, compreendo o que quer dizer e concordo que uma minoria composta dos formadores de opinião é MAIS responsável, porém eles não são os únicos responsáveis. Mesmo no experimento Milgram 45% dos participantes se recusaram a dar prosseguimento ao que acreditaram ser um abuso. A História é cheia de exemplos de pessoas que sofreram por sua consciência.

    Todo indivíduo com um mínimo de integridade neurológica tem a obrigação moral de desenvolver autonomia de pensamento e senso moral; se a maioria não faz isso plenamente, não é por falta de potencialidade e sim por diversos motivos, inclusive conveniência.

    Assim, cada brasileiro que digitou 13 nas eleições cometeu um ato de corrupção. Não podemos jogar toda a responsabilidade sobre o cidadão comum, mas também não podemos eximi-lo. Se os brasileiros em geral tivessem sido mais íntegros, a Dilma não teria tido nem a primeira eleição.

    * * *

  32. Puxa, Luciano, muito obrigado por me aliviar dessa culpa. Já estava pensando em rever algumas atitudes mas agora vou continuar comprando dvd pirata, dando suborno pro guarda, assistindo todos os canais fechados sem pagar com aquela antena que comprei sem nota no camelô, passando batido na faixa de pedestre e esperando que os formadores de opinião me ensinem a ser um cidadão. Enquanto isso vou lavando vantagem em tudo, certo? Sem culpa. Valeu!

    • Eita chantagenzinha hein… Você pode mudar a atitude que quiser, mas se surgir uma MUDANÇA efetiva, não vai ser porque você tomou uma decisão assim. O Brasil vai MUDAR MESMO quando uma liderança de formadores de opinião decidir mudar o jogo, e isso já está acontecendo. Caso contrário, você apenas buscará uma mudança moral em seu dia, mas, em larga escala, isso não fará nada para nos tirar dessa situação em que estamos.

  33. “Ainda que só 3% dos brasileiros afirmem ser corruptos, 70% admitem ter tomado ao menos uma ‘atitude corrupta’ durante a vida. E mais: mesmo se considerando honestos, 80% conhecem alguém que cometeu algum tipo de ilegalidade.
    A pesquisa fresquinha do Data Popular, capitaneado por Renato Meirelles, dá uma nítida dimensão do que são as microcorrupções diárias – tema do levantamento feito com 3,5 mil entrevistados.” (http://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/corrupto-e-o-outro/)

  34. Fui procurar sobre a figura e dou de cara com site Huffington Post (site de extrema-esquerda e que o embuste escreve – ou já escreveu -).

    O método dele é semelhante ao da maioria dos picaretas.Primeiro joga a pessoa para baixo, dizendo que a culpa é dela, para depois se apresentar como o salvador.Quando a pessoa começa a notar que ele não é nenhuma salvação, o picareta começa a culpar a pessoa novamente.

    Você já viu uma “certa” pessoa fazendo isso e é incrível como eles nunca mudam.

    “Ele não percebe que altruísmo é abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo.”

    Ai vemos como esse cara é, no mínimo, desinforado.Vamos aos “altruístas” dos americanos:

    http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/americanos-preferem-politicos-mulherengos-a-ateus.html

    “Eleitores americanos preferem candidato mulherengo a ateu ”

    Cadê o altruísmo e o bem para a comunidade?

    O próprio Obama teve que dizer n vezes que não era mulçumano, que era cristão.
    O americano, em sua maioria (e quem diz isso é a pesquisa, não eu), prefere votar em um adúltero que acredite em deus do que em um ateu.
    A propósito, percebam que sempre que um político ou celebridade de lá faz alguma besteira e é descoberto usa a cartada de que “é uma pessoa muito religiosa”.Puro marketing.

    A propósito, será cômico ver o sabichão ter que dizer como seu povo altruísta elegeu o Trump, o megalomaníaco xenófobo e anti-mercado (Trump é intervencionista -é até incrível ver liberal defendendo esse traste-).Isso se não votarem em algo pior, como o esquerdopata do Bernie.

    Deixando esse bosta de lado, Ayan, você já leu o livro “A Cabeça do Brasileiro”, de Alberto Almeida?

    O livro é um estudo sobre o que o brasileiro pensa sobre vários assuntos.

  35. “Eu acredito que a maioria dos brasileiros escolheria a alternativa A. Eu também acredito que a maioria dos gringos escolheria a alternativa B.”

    Algo fácil de ser respondido.A maioria escolheria A porque a maioria dos brasileiros têm escolaridade baixa (no livro “A Cabeça do Brasileiro”, que é uma pesquisa sobre o comportamento do brasileiro, Almeia mostra como as camadas menos escolarizadas tendem a aceitar propostas totalitárias -como a censura-, assim como tendem a achar normal atitudes corruptas, como não ver problema em alguém furar fila -isso se explica porque muitos brasileiros acreditam que corrupção só acontece quando tem dinheiro-).A maioria dos gringos escolheria B porque têm alta escolaridade.

    O texto em si não tem nada de novo, você encontra coisas semelhantes em fóruns e facebook.Só teve toda essa repercussão porque o autor é gringo.Pra ser sincero, o texto é um lixo de um embuste que escreve (ou escrevia) para o igualmente lixo Huffington Post (site esquerdopata).

  36. Gostei muito da sua análise. Consegui achar palavras que complementassem o que vivo dizendo por aí: o brasileiro forma um Povo VALOROSO e GUERREIRO! Vou levar a minha análise para o seguinte lado: é irônico que os que mais DESTRATEM o Povo brasileiro sejam os DIREITISTAS brasileiros!

    …Estou errado???!!!

    A Esquerda brasileira, apesar de todos os seus defeitos, esse erro não tem: eles botam a mão no fogo pelo Povo brasileiro!, ainda que, na prática, o façam de uma maneira meio torta – ou MUITO torta!

    Eu vou além: esses nossos direitistas, em geral, não passam de americanófilos, e talvez isso explique a alta aceitação desse texto desse tal de Manson!
    …Apesar de que EU MESMO seja um conservador, mantenho a seguinte crítica: o que se convencionou chamar de “conservador brasileiro” não passa de conservadores NORTE-AMERICANOS que, PORVENTURA, aqui nasceram e aqui vivem.

    Posso dar exemplos? Ok, lá vai: qual uma das características de um DIREITISTA CONSERVADOR? Estudar a História de seu País e defender a Memória Histórica de seus Pais Fundadores!
    Pois bem: tente defender Dom João VI ou Dom Pedro I em um grupo de direitistas na rede social azulada… Vão aparecer DUZENTOS indivíduos para DETRAÍ-LOS! Para esses “defensores da Pátria Brasileira”, João VI não passava de um “corno covarde comedor de coxinhas de frango, um fujão!”, Pedro I era um “mulherengo filhinho-de-papai!”, isso vindo de gente usando avatares e marcas-d’água do BOLSA, do NEW PARTY, o elefante-símbolo do GOP, a águia-careca ianque, etc, etc…!
    VEJA BEM: estamos falando de uma figura que impediu a RETALHAÇÃO do Brasil, e outro que foi o personagem básico para a quebra da dependência política com Portugal!

    Os conservadores brasileiros atacam a “doutrinação marxista” nas aulas de História e Geografia em nossa rede de ensino, mas atacam nossas Grandes Figuras Históricas tal qual qualquer membro de qualquer Coletivo Socialista de universidade, com camisetinha de Che Guevara, o faz/faria! Quer atitude mais paradoxal?!
    …Por outro lado, existe uma IDOLATRIA, por parte desses cidadãos, a figuras que NADA ou POUCO tem a ver conosco, como aquele presidente-ator-cowboy dos Anos ’80 dos EUA, ou ao tal do Partido do Chá! Vai me desculpar, mas é o cúmulo aquele brazuca da destra ostentar a bandeira do “Don’t Tread on Me!” e achar que está “combatendo os comunistas”! 😛

    Certa vez, flagrei uma direitista, na rede do Zuckerberg, lamentando pela “falta” de uma BIBLE BELT no Brasil! Isso seria como um vaqueiro do WYOMING lamentando pela falta de um SAMBÓDROMO em seu estado! Só que lá o ridículo de sua lamentação seria NOTÓRIA!

    …Pergunte a um conservador brasileiro médio quem foi o Visconde de Cairu, e ele não saberá dizer, …saberá, porém, dizer os nomes dos cachorros de John Adams!

    Eu entendo que a aceitação a esse texto, do tal Manson, é de parte de quem NÃO GOSTA do Brasil, mas gostaria que ele, o Brasil e os brasileiros, fossem como os EUA e os ianques são, desconsiderando suas diferenças antropológicas, sociológicas, históricas, etc… Se você não entende seu próprio País, seu Povo e sua História, não tem como combater quem queira destruí-los!
    Rejeitam o Brasil REAL, mas buscam um “Brasil” que nunca deixará de existir apenas na cabeça deles!

    E, claro, não preciso dizer que não se trata de rejeitar tudo o que vem de fora, claro que podemos aceitar influências ótimas vindas de fora: se eu fosse cego nessa defesa, não teria como eu jogar nem futebol; o caso é que os AMERICANÓFILOS são exagerados!

    Isso, os AMERICANÓFILOS! Agora temos os EURASIANOS!…

  37. É irônico que os que discordam da sua afirmação de que “os formadores de opinião são importantes e fundamentais” o façam agindo como formadores de opinião! Será tão difícil entender isso???!!!

    Aliás, acho que dá para resumir o diálogo seu com seus discordantes da seguinte forma:

    AYAN – “O brasileiro é um Povo valoroso e audaz!”
    DETRATOR – “Não, o Povo brasileiro é imbecil!”
    AYAN – “Não, não somos imbecis! Qual a base científica para você afirmar isso?!”
    DETRATOR – “Como você ousa dizer que nós não somos imbecis??!! Como você ousa atacar nossa dignidade enquanto imbecis??!!”

    É fogo…

  38. Olá.

    Ótima análise. Parabéns. Certamente ajudará várias outras pessoas a se questionarem sobre a verdadeira finalidade de “uma carta aberta ao Brasil” escrita por um “quase anônimo”. Sim, quantas pessoas realmente o conhecem? Mark Zuckerberg ou Charles Manson certamente são recordáveis, mas Mark Manson?

    O sucesso daquele texto, saindo um pouco da perspectiva puramente sociológica, advém também do posicionamento semiótico. O que isto significa? Uma peça publicitária para lograr êxito precisa ser adequada ao público alvo. Vender um produto por meio da divulgação requer conhecimento de diversos fatores relacionados a quem potencialmente se interessará pela oferta. Neste sentido, uma campanha para vender determinado serviço, por exemplo, restará adequada conforme demanda, localização, costumes etc.

    Sucesso, pois atingiu o objetivo: conseguiu atrair leitores e evidenciação. Somente por esses dois resultados imediatos, cuja constatação poderá ser aferida empiricamente, ou seja, com base na observação, é possível perceber que estamos diante de uma peça publicitária, senão vejamos.

    Dar um título convincente e atrativo foi o primeiro passo desta campanha. Usar o termo “carta aberta” reveste o texto com certa formalidade. Aliás, segundo o Brasil Escola, valendo-me de referências mais acessíveis, “carta aberta, além da característica argumentativa, possui traços persuasivos, uma vez que a intenção de quem a redige é a de convencer o interlocutor acerca de suas ideias”. Somente pelo título o leitor deve estar advertido: tratar-se-á, como bem colocou o autor desta análise, de um embuste.

    Entretanto, somente o título seguiu formalizado, pois o conteúdo em nada se fundamentou, senão em opinião pessoal, motivo pelo qual, apenas por este pequeno detalhe, o título se confirma publicitário. Justamente por não poder ser caracterizada “carta aberta”, o autor espertamente colocou o artigo “uma” antes do termo empregado. Confuso? Sim, esta foi a primeira intenção: “vou falar o que me vem em mente, mas quero que seja seriamente interpretada como verdade”. O que o autor escreveu foi uma carta pessoal, uma opinião dele sobre o que ele acha dos brasileiros, mas para não ofender tão diretamente, usou a metonímia, uma figura de linguagem dada pela substituição de uma palavra por outra quando há estreita correlação. Assim, leia-se “uma carta aberta [porém pessoal] aos brasileiros”.

    Não me prolongarei, mas para não me esquivar do mérito, ou seja, do conteúdo textual, perceba (ai é questão de ler e reler e exercitar o poder da autocrítica) que o texto é uma proposição à quem se encontra neste estado de contemplação, de observar o país com base nas pessoas em sua volta ou, pior dizendo, em si mesmo. Pra não citar Hobbes, Locke, Rousseau, Montesquieu, Kant, vou resumir: não há como comparar o Estado (Estado e governo são duas coisas diferente) ao indivíduo! Este é ínfimo em comparação àquele! E o texto, concordando com o autor da crítica, é imoral quando propõe que o cidadão comum faça uma auto reflexão no sentido de confirmar: “não é só o Estado que erra, pois eu também contribuo com meus erros”. Dizer que o Estado erra por erro seu é admitir erro por duas vezes: uma por você próprio e outra pelo Estado como fruto do seu interesse em sociedade”. Neste ponto, se você aderiu a este tipo de pensamento, fique tranquilo que, como peça publicitária, o texto foi um sucesso.

    O autor utiliza o termo “gringo” para pronunciar sua opinião, mas jamais conheci um estrangeiro vindo “daquelas bandas dos EUA” que se denominasse gringo. Seria mais um detalhe semiótico para causar empatia (e aceitação) aos brasileiros?

    Noutro exemplo, o autor tenta colocar os conceitos de famílias num único patamar, comparando os cuidados com a família por parte do político com os cuidados com a família por parte sua, minha, do autor da análise ou de qualquer outra pessoa que leu o texto. Não está menos errado aquele “qualquer” que se corrompe em comparação ao político corrupto. Contudo, dizer que as necessidades familiares são fatores desencadeantes da corrupção é grotesco. Desculpe, mas isto parece mentalidade de quem assiste e se baseia nas novelas daquela emissora de TV que por séculos (figura de linguagem) impera no país. Mais uma vez o texto usou da semiótica para aproximar a sua necessidade familiar da necessidade da família do político. É um golpe baixo, mas se lhe atingiu, palmas ao texto!

    Por fim, como não poderia deixar de notar, com apenas um “rolar” de mouse, me deparo com “Dilma” e “PT” precedidos por “não é só culpa”. Outras entidades não foram especificadas como o atual governo do país. Isto revelaria muito sobre “em defesa de quem está a carta”, mas, ainda assim, demandaria muita análise técnica do texto para expor qualquer opinião. Contudo, certos trechos, para quem realmente acompanha a política no Brasil, minimizaram todo esse trabalho: “você pode tirar a Dilma de lá, ou todo o PT”. São duas ocorrências suficientemente plausíveis para afirmarmos que, embora nenhuma outra entidade, empresa, organização, tenha sido citada, o autor fez questão de debater a honra da presidente da República e o partido que a elegeu para ser elegível – e eleita. Mais adiante ele, o autor, “sem querer querendo”, expõe o jargão do governo: “tirar milhares de pessoas da pobreza”. Pior, ele deixa vazar uma pretensão antiga desse governo, qual seja, mudar a Constituição: “[você] pode (e deveria) refazer a constituição, mas não vai adiantar”. Se não vai adiantar, então qual foi a do “pode (e deveria)”? Incoerência típica destoante de uma “carta aberta”, mas que corrobora com uma peça publicitária.

    Atenciosamente.

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