Produtora milionária diz que não vive sem as tetas da Rouanet

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Como lemos no UOL, a empresa Aventura Entretenimento – que mamou R$ 22 milhões via Lei Rouanet só em 2015 – diz que não pode ficar sem a mamata:

Maior captador de recursos da Lei Rouanet no país, com cerca de R$ 22 milhões no ano passado, a empresa Aventura Entretenimento diz que, caso os grandes espetáculos musicais sejam impedidos de buscar o incentivo, não será possível sobreviver nem manter shows dessa natureza em cartaz somente com a bilheteria. A Aventura foi responsável, entre outros musicais, pela montagem de “Sambra”, com o sambista Diogo Nogueira, visto por cerca de 20 mil pessoas e para o qual foi autorizada a captar R$ 9,2 milhões; o musical “Elis” (R$ 8,5 milhões autorizados) e “Chacrinha” (R$ 4,6 milhões).

“Os incentivos fiscais ainda são a mola propulsora do segmento criativo, não só em teatro, mas em cinema e cultura em geral. No esporte também é assim. São objetos de desenvolvimento sociocultural de um país. Não entendemos que os projetos de teatro estejam na análise de potencial viabilidade sem incentivo”, diz o empresário Luiz Calainho, em nota em nome da empresa da qual é sócio, para o UOL. “Em teatro não conseguimos visualizar projetos que não precisem deste incentivo. E as grandes produções, certamente, retornam em empregabilidade, desenvolvimento técnico de toda cadeia e impostos. Espetáculos de teatro não se mantêm em cartaz em temporada com a receita de bilheteria.”

A regra já parece ter sido definida por essa gente. Não há apenas que zombar do povo brasileiro. Há que escrachar de uma vez por todas. Eu teria vergonha de aparecer em público de dizer uma coisa dessas: sair dizendo que, sem o dinheiro torrencial vergonhosamente obtido pela Lei Rouanet, não seria possível sobreviver nem manter shows dessa natureza em cartaz somente com a bilheteria. Ora, então não faça o show. Ou que façam shows que atraiam público. Esse pessoal realmente perdeu totalmente o pudor.

A declaração ofensiva dessa empresa é argumento fundamental para acabar com essa Lei Rouanet.

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4 COMMENTS

  1. Luciano. Penso que há muito isso é assunto para o CADE porque não há como competir com essa gente. Mesmo com falta de qualidade eles impedem que outras propostas sem incentivo ou com incentivo menor encontrem uma casabde espetáculos disponivel. É uma distorçāo no mercado.

  2. Todas as grandes peças de teatro tem patrocinadores.
    O que inviabiliza o patrocínio é a alta carga tributária em cima dos empresários.
    Teatro pode até precisar mais de incentivo, mas shows sertanejos com certeza não.
    Empresários do ramo não precisam ser milionários.
    Que produzam com menos, e ganhem menos.
    O que se vê é enriquecimento ilícito.

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