Ex-premiê da Austrália profere blasfêmia: cultura ocidental é superior

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Na era do politicamente correto, já temos uma nova lei de blasfêmia: falar a verdade a respeito de nossa cultura (e de outras). Como se lê no Globo, o ex-prêmie da Austrália está sendo chamado de polêmico por ter dito que… nossa cultura ocidental é superior:

O ex-primeiro-ministro conservador australiano Tony Abbott afirmou nesta quarta-feira que “culturas não são todas iguais” e que o Ocidente deveria proclamar sua superioridade sobre a “cultura islâmica”.

O Ocidente deve “estar preparado para proclamar a superioridade evidente de nossa cultura sobre uma cultura que justifica o fato de matar em nome de Deus”, escreveu Abbott em um artigo publicado no jornal “The Daily Telegraph”.

Abbott, ex-seminarista católico, foi destituído por Malcolm Turnbull em setembro em uma disputa interna do Partido Liberal, a principal formação da coalizão conservadora que governa o país.

“Não podemos ficar em negação a respeito do gigantesco problema dentro do islã”, escreve o ex-primeiro-ministro, que já foi conhecido como “monge louco””.

“O Islã nunca teve sua própria versão da Reforma e do Iluminismo ou uma aceitação consequente do pluralismo e da separação da Igreja e do Estado”, completa.

Os australianos devem promover mais a cultura ocidental e parar de “pedir desculpas pelos valores que fizeram do nosso país tão livre, justo e próspero como qualquer outro na Terra”.

“Não é culturalmente insensível exigir lealdade à Austrália e respeito à civilização ocidental. Culturas não são todas iguais”.

A Austrália, que participa na coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, impediu seis projetos de atentados de muçulmanos radicais no último ano, segundo as autoridades.

No entanto, o país registrou ataques, incluindo uma tomada de reféns que durou 17 horas em um café de Sydney e terminou com a morte de duas vítimas e do autor do sequestro, um desequilibrado de origem iraniana que parecia inspirado pelo jihadismo.

A opinião de Tony Abbott, publicada ao mesmo tempo que Donald Trump, o bilionário pré-candidato republicano à Casa Branca, provoca escândalo com sua pretensão de declarar os muçulmanos ‘personas non gratas’ nos Estados Unidos, também gerou reações.

O líder da oposição trabalhista, Bill Shorten, acusou Abbott de querer dividir o país.

“Soltar afirmações sobre a superioridade cultural e religiosa é totalmente contraproducente”, afirmou em um comunicado.

“O extremismo do EI, destes terroristas, é rejeitado completamente pelos dirigentes de uma grande maioria dos países islâmicos”, afirmou o primeiro-ministro Malcolm Turnbull.

O engraçado é ver os motivos para a “polêmica”. O socialista Bill Shorten disse: “Soltar afirmações sobre a superioridade cultural e religiosa é totalmente contraproducente”. Isso tem um nome: falácia do apelo à consequência.

A pergunta é: uma cultura que permite o apedrejamento de mulheres, assassinato de apóstatas e prisão para homossexuais é melhor ou pior que outra que não tolere essas coisas? A resposta é sim ou é não. Se alguém não consegue dar esta resposta é por ter falhas morais.

Nisto, o ex-premiê falou algo que não pode ser refutado. Como a esquerda não consegue refutá-lo, transformarão suas palavras em blasfêmia. Devem ser ridicularizados em dobro por isso.

O politicamente correto é o verdadeiro fascismo cultural.

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3 COMMENTS

  1. O absurdo é que a cultura islâmica pratica tudo aquilo que a esquerda diz tanto que condena, faz de formas muito piores e com frequência explicitamente, mas ainda assim a esquerda a defende mesmo quando imigrantes atacam “membros de minorias”.

    Mas já aprendi a lição: isso parece absurdo somente se pressupormos que os militantes realmente acreditam nos valores que dizem defender, que não é apenas pretexto para ganhar poder.

    * * *

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