Renato Janine Ribeiro pede totalitarismo na Folha e chama isso de “pluralismo”

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Como sempre, um socialista pede o cerceamento de todas as opiniões adversárias. Enquanto age assim, diz fazer “em nome do pluralismo”. É como a Coréia do Norte, que se diz “democrática” enquanto é o país mais totalitário do mundo. Nada de novo, portanto.

Renato Janine Ribeiro executa o mesmo tipo de artifício em um texto onde tem a cara de pau de dizer que “a Folha não é pluralista o suficiente”. Segundo ele, é porque não daria “espaço para a esquerda”. Acredite se quiser!

Se pluralismo é dar voz, com equilíbrio, a visões políticas opostas, a Folha não é um jornal pluralista. Ela tem uns cem colunistas permanentes. É óbvio que nem todos falam de política. Mas, dos que tratam do tema, os simpatizantes de esquerda são poucos. Nem dez.

E quantos simpatizam com a direita? Só quatro: Kim Kataguiri (contratado recentemente), Reinaldo Azevedo, João Pereira Coutinho e Luiz Felipe Pondé. Mais algum? É um hipócrita, definitivamente. Para ele pluralismo é ter todo mundo falando a favor do PT.

Destes, quase nenhum simpatiza com o governo federal ou com o PT. Aliás, três colunistas que tinham alguma simpatia por suas políticas –Luiz Carlos Bresser-Pereira, Barbara Gancia e Xico Sá– foram desligados nos últimos dois anos. Há assim, no Brasil, um partido que venceu as últimas quatro eleições presidenciais e conta com a segunda maior bancada na Câmara, mas não tem voz na Folha.

Janine faz igual Stalin em seus tempos de totalitarismo: se as imagens o denunciam, apague as imagens. Ele tenta esconder que pessoas de extrema-esquerda como Guilherme Boulos, Janio de Freitas, Drauzio Varella, André Singer, Vladimir Safatle, Carlos Heitor Cony, Delfim Netto, Gregório Duvivier, Juca Kfouri, Mário Sergio Conti, Monica Bergamo, Marcelo Freixo, Henrique Meirelles e Bernardo Mello Franco, todos eles sicários do PT, nem sequer escrevem para a Folha. Aliás, Xico Sá não “foi desligado”. Ele se demitiu. Na verdade, a extinção de algumas colunas se deve ao fato de que estava ficando feio ter 100% dos colunistas falando bem do PT. Sabe como é… as ditaduras sutis precisam disfarçar.

Não penso que a Folha tenha obrigação de dar voz ao PT. Apenas assinalo que, se não pratica o pluralismo, não deve se dizer pluralista. Só isso.

Isto que a Folha é um jornal que lança denúncias sobre Eduardo Cunha, mas se recusa a exibir manchetes denunciando Renan Calheiros. Na questão recente da ex-namorada de FHC, Miriam, fazendo diversas alegações (para as quais não há provas, na maioria dos casos) ofensivas ao ex-presidente, a Folha publica as notícias como se fosse um fato. Mas na época em que Collor usou a ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, para atacá-lo, rotulou o caso como “uma baixaria sem precedentes na política”. Ou seja, para Janine não é suficiente que a mídia seja servil. Ela precisa se tornar relações públicas de uma vez por todas, como já faz a BLOSTA.

Ou seja, ter duas dezenas de articulistas de extrema-esquerda, e apenas quatro de direita, é “falta de pluralismo” para ele. Um jornal “plural” na visão deste senhor deveria eliminar todos de direita. É isso que podemos abstrair. É um totalitário retinto. Cada vez mais eles perdem o pudor de declarar sua visão ditatorial em público.

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3 COMMENTS

  1. A tática de Renato Janine Ribeiro não é dar mais espaço na Folha de São Paulo para colunistas de esquerda; a malandragem dele é fazer pressão na Folha de São Paulo para tirar os poucos colunistas não esquerdistas que lá existem.

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