Os Imbecis de Pasquale

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pasquale

Por Danilo Lima

Bem, não é de admirar que depois das diversas manifestações voluntárias, apartidárias e pacíficas a extrema-esquerda, mamadora de verba estatais, derrocaria na espiral do desespero. É sempre interessante – e um prazer à parte – colher peças típicas desse descontrole, travestidas e envernizadas como “opiniões isentas e intelectualizadas”.

Dentre alguns dos elementos de esquerda que insistem nesse tipo de expediente podemos encontrar este EXCELENTE TEXTO de Pasquale. E vamos aqui avaliá-lo por parágrafos. O título é “Somos todos imbecis”.

O sensacional é vê-lo começar dizendo que pela “enésima vez” ele usará o embusteiro do Paulo Freire para validar qualquer coisa sem sentido que vier a escrever…tsc, tsc. Alguém deveria avisar a Pasquale que a “repetição é mãe da retenção” SOMENTE quando o leitor não tem conhecimento da fraude sendo repetida. Esse aviso é oportuno porque, antes de Paulo Freire, Schopenhauer já avisava que a “falácia de autoridade” era um dos prenúncios da falta de razão, quiçá da falta de racionalidade de quem a usa.

E isso foi só o primeiro parágrafo.

No segundo parágrafo vemos aquela mania natural de todo esquerdista em ‘problematizar’ eventos com a conclusão, por demais óbvia, de que “tudo é muito complexo”, e que então por isso, reina incólume, uma minoria de “iluminados” frente a uma massa de imbecis. É a típica propaganda do “confie em mim imbecil, eu vou lhe dizer o que está acontecendo”. O parágrafo é nada mais do que um aviso sutil de que viria mais lorota por aí.

No terceiro parágrafo a coisa desce ao nível do esgoto. Onde habita Paulo freire, um dos responsáveis pelo maior nível de emburrecimento da nação – que a classifica internacionalmente entre os piores rankings educativos – , não poderia deixar de habitar Leonardo Sakamoto, um mero reprodutor do método e ideologia do primeiro. Ainda não contente com o uso daquilo que é mais TRASH dentro de nossa democracia, Pasquale usa ele mesmo da retórica de ódio, e atribui a 4 milhões de pessoas – mulheres, idosos, crianças entre os quais pobres e negros – o título de imbecis, bem como o rótulo de “odiadores”, referindo-os como dignos de “nojo, pena, desprezo” e outras coisas desse mesmo nível.

No quarto parágrafo, ele salta de Sakamoto para Umberto Eco, citando a afirmação de que a internet deu voz a imbecis. Bem, a ironia é que esta afirmação é reveladora, uma vez que Pasquale escreve este artigo para ser acessado através da….internet. A partir disso ele realiza uma reclamação que pode ser resumida em: “Não valeu, não valeu…ninguém reclamou do PSDB” .

Eis que nem mesmo Umberto Eco poderia imaginar que Schopenhauer já apontaria de antemão a falácia que Pasquale usa no parágrafo: a tu quoque, que pode ser assim explicada: é quando o ladrão de galinha é pego, e enquanto preso, reclama do ladrão de ovo.

No quinto, sexto e sétimo páragrafos, Pasquale se adianta, dizendo que seu texto não é uma defesa ao PT, mesmo usando Paulo Freire, Sakamoto, e atacando de forma vil as manifestações pacíficas da família brasileira. Porém é imprescindível dizer a Pasquale que mesmo para Umberto Eco ou Schopenhauer, aquilo que tem pena de pato, pé de pato, bico de pato e faz “quá quá”, não poderia ser ornitorrinco.

Por fim chegamos a conclusão cheia de “isenção” de Pasquale: “no Brasil de hoje, nós, os imbecis, somos majoritários.” Eis aí a única coisa com a qual poderíamos concordar.

Com o uso do pronome pessoal (“nós”) ao invés do pronome indefinido (“todos”, usado no título) o texto assume sua real característica e finalidade, visto que a HEGEMONIA política e ideológica pertence a anos à uma classe intelectual de pessoas como Pasquale, uma elite “iluminada” levando imbecis pelo cabresto das “boas idéias”. O PATO GIGANTE na Av. Paulista é o símbolo dessa imbecilidade. Entretanto, o que o tempo e as manifestações mostraram é que alguns imbecis podem mudar. Outros permanecem congelados em uma justificação não apenas de si mesmos, mas do status quo. Enfim, alguns podem ser feitos imbecis por terceiros, enquanto outros adquirem esse título por mérito próprio. Portanto o uso do pronome PESSOAL é deveras mais apropriado.

No resto de seu texto Pasquale reafirma um discurso conhecido: aquele de que a corrupção é uma senhora antiga, e executa uma ironia repetida sobre os que ele chamou de “santos da ditadura militar”. Eu achei até engraçadinha, uma vez que esses “santos” não caíram do céu. Reagiram aos outros “santos” – essa gente muito querida de Pasquale – que no passado com uso de armas, bandeiras vermelhas, guerrilhas e uma imensa admiração por Cuba, queriam a ditadura do proletariado… mas é claro que aquilo era uma espécie de “democracia” e um chamado por mais amor, aos olhos de gente tão bem intencionada.

Enfim, para os intelectuais de esquerda é melhor não vestir verde amarelo, nem comparecer às manifestações “odiosas” porque quem sabe um dia a corrupção não morra de velha, em vez de subjugada pela justiça.

Entenda como funciona a falsa isenção:

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9 COMMENTS

  1. Infelizmente li este artigo do pasquale ontem. Asqueroso o texto. Faz a defesa do indefensável com uma arrogância e canalhice intelectual que me deu nojo. Como ele diz no final, também estamos de saco cheio de esquerdo-imbecis como … Pasquales.

  2. Gostei muito do texto. No rádio do carro, voltando para casa, ouvi a opinião de um professor (se não me engano) e ele falou quase a mesma coisa! Falou que era difícil dar opinião num cenário complexo, começou com o típico “não sou de esquerda… blablablá”, preparando o terreno. Acabou dizendo, em resumo, que havia uma conspiração da mídia e da oposição etc e tal… ridículo. O pior é que muitos caem nesse papo furado.

  3. Este era um cara muito influente. Professor de cursinho em SP, era adorado por hordas de vestibulandos. Por conta disso, era uma voz influente entre os leitores de jornal. Veja o risco de um psicopata-ideólogo no papel de professor. Tomara que este reino de mentiras seja destruído.

  4. Mais uma prova de que certos professores foram “condicionados” pelos terroristas adeptos do “paraiso” que e Cuba e que continuam a disseminar o germe dessa alienacao que e a “doutrinacao” esquerdalha. Eu nao moro no Brasil ha muito tempo mas nunca soube que ele defendesse essa Faccao Criminosa. Petralha. Eu sempre o achei pedante e convencido mas jamais imaginei que ele se transformasse nisso. Totalmente desinformado usando ideias de nulidades como Paulo Freire e citando esse Japa covarde e SERVICAL desse partido de larapios que e o PT. Nunca imaginei que ele precisasse disso. Um professor que admira Cuba e prova de servilismo a infamia.

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