Vera Magalhães pratica bizarra equivalência moral entre Teori e Moro

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Aí não dá, Vera Magalhães. Mas não dá mesmo. Usar as táticas de apaziguamento e equivalência moral na comparação entre Zavascki e Moro é uma ofensa à ética. Vamos ler este texto da normalmente competente jornalista do Radar Online:

Foi-se o tempo em que os juízes eram figuras anônimas, protegidas pelas togas e que só se manifestavam nos autos. Aquele que sempre foi acusado de ser o menos transparente e menos democrático dos Poderes ganhou protagonismo, e os magistrados, hoje, gozam da condição de heróis ou vilões nacionais.

O ministro Teori Zavascki, da Lava-Jato, já vivenciou os dois extremos da fama. Teve decisões suas reverenciadas pela opinião pública, como quando validou a delação de Delcídio do Amaral, mas desde terça-feira vive uma execração virtual por conta da decisão de sustar as investigações decorrentes do grampo no ex-presidente Lula.

Situação semelhante é vivida pelo juiz Sergio Moro, elevado à condição de salvador da pátria pelos defensores do impeachment de Dilma Rousseff e chamado até de fascista pelos defensores do PT.

O novo status conferido ao Judiciário se deve a vários fatores. Os principais são o desgaste dos políticos e a extrema judicialização das questões nacionais – tudo, do impeachment de Dilma às decisões da Lava-Jato, passa pelo Judiciário.

Na falta de líderes políticos em quem confiar, a população se volta para os juízes, numa inversão de papeis perigosa e desaconselhável dado o papel institucional de cada Poder.

O ideal, como em tudo, é moderação: nem Teori é um traidor, como pipoca em grupos de WhatsApp, nem Moro é a versão brazuca do juiz Nicolas Marshall, do seriado “Justiça Final”, dos anos 80, que saía a bordo de uma moto saía pelas ruas fazendo justiça com as próprias mãos.

Vamos lá, Vera.

Se “o ideal, como em tudo, é moderação”, então deveríamos criar uma narrativa onde aqueles assassinados nos gulags e os soldados de Stalin não podem ser classificados como vítimas ou perpetradores de crimes contra a humanidade? E na hora de julgar Leopoldo Lopez e Nicolas Maduro deveríamos criar uma narrativa onde não existem prisioneiros políticos e tiranos?

Enfim, a equivalência moral é sempre medonha.

Não dá para comparar moralmente Teori Zavascki com Sérgio Moro nem aqui e nem na China.

Vamos rever esta imagem feita pelo MBL:

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Nota-se que é gozação comparar ambos.

Não estou querendo dizer que Sérgio Moro é indefectível – ele deve ter seus defeitos, como quase todos os seres humanos – mas demonstrar que ele é moralmente superior a Zavascki em muitos aspectos é até covardia. Na verdade, Zavascki tem agido de forma moralmente vergonhosa há muito tempo.

Ao contrário do que propõe Vera, devemos controlar o frame e, sim, apontar o heroismo – o verdadeiro heroismo – de Sergio Moro. Ele realmente fez por merecer um título de herói brasileiro. Já Teori? Que vergonha, que imundície, que vassalagem…

O tom da guerra de narrativas deve ser claro, e comparar ambos os personagens – mostrando o heroismo de Moro e a vileza de Zavascki – é essencial neste momento político.

Teori Zavascki tem tomado decisões em favor do que há de mais podre na política nacional. Uma organização criminosa hoje vibra por suas decisões. O povo honesto e trabalhador só tem um lado por quem torcer nesta contenda: Sérgio Moro.

Qualquer pessoa que quiser compará-los moralmente pode ser demolida em debates morais.

Fonte: Radar Online

E aproveite para ver este ótimo vídeo de Joice Hasselmann, com o qual concordo 100%:

O tom deve ser bem a partir daí: “Mexeu com o Moro, mexeu comigo”.

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