Desrespeito de Dilma ao PMDB acelera desembarque

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Eis que o PT vê o sadismo como maior ponto maior de influência para o quase decidido desembarque do PMDB do covil:

A presidente Dilma Rousseff decidiu que vai demitir todos os assessores nomeados por peemedebistas que optarem pelo rompimento com o governo, proposta que ganhou nesta quinta-feira (24) a indicação de apoio do diretório do Rio, o maior e mais influente do partido.

Dilma já fez o primeiro gesto de punição infiéis na quinta (24), ao demitir um assessor indicado pelo vice-presidente Michel Temer.

Às vésperas da decisão do PMDB de romper ou não com o Palácio do Planalto, o “Diário Oficial” publicou a exoneração do presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Antônio Henrique de Carvalho Pires.

No mesmo dia da demissão, o diretório regional do Rio tomou decisão favorável ao rompimento. A seção é considerada a maior aliada de Dilma no partido.

Ao todo, os fluminenses têm 12 dos 119 membros do diretório nacional. Se todos votarem contra o governo no encontro marcado para o dia 29, como chegou a ser divulgado pela ala oposicionista, o desembarque do governo é dado como certo.

Há, porém, a possibilidade de alguns membros votarem com o governo por causa de compromissos assumidos com a presidente, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o líder no PMDB na Câmara, Leonardo Picciani.

Diante do risco de rompimento do PMDB, o governo passou a apostar em aprofundar a divisão do partido e destinar todos os cargos que forem retirados de peemedebistas para outros aliados, do PMDB e de outros partidos, que estejam dispostos a votar contra a abertura de um processo de impeachment.

Nas palavras de um assessor da petista, o que o PMDB oposicionista “pensa que vai nos matar pode nos salvar”.

Segundo ele, o governo, depois de uma eventual debandada dos peemedebistas, terá cerca de duas semanas para usar estes cargos na busca de garantir os 171 votos na votação contra o impeachment na Câmara, prevista para abril ou maio. O PMDB tem 69 deputados.

Dentro do grupo do vice, a exoneração foi considerada uma retaliação da presidente por causa da decisão de manter a reunião que definirá o desembarque no dia 29.

A Funasa era o último cargo com indicação direta de Temer no governo. Também fazia parte de sua cota a Secretaria de Aviação Civil, quando o ex-ministro Eliseu Padilha comandava a pasta.

Outras indicações podem passar por seu nome, mas não são consideradas cotas pessoais.

Em Teresina, o piauiense Pires afirmou que sua demissão foi uma “retaliação” ao PMDB.

Como se vê, o PT não entende a noção de parceria, mas de submissão, em uma regra dizendo “manda quem pode, ou seja, nós petistas, e obedece quem tem juízo e apanha de vez em quando, que são vocês, do PMDB”.

O sadismo como elemento de manutenção de poder é sempre uma estratégia poderosa. Mas arriscada. Ao longo do tempo, a vítima das sevícias e torturas pode se rebelar. Além da pressão popular sobre o PMDB, as contínuas afrontas feitas pelo PT contra vários políticos do primeiro – incluindo a interferência na eleição do líder, diversas sabotagens, humilhações públicas, e o uso da BLOSTA para asssassinato de reputações de vários políticos – têm seu peso na possível decisão de saída.

Fonte: Folha

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1 COMMENT

  1. Também não entendi a decisão da mulher. Em vez de tentar apaziguar, joga lenha na fogueira. JOão Santana e MTB estão fazendo muita falta.

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