Gabeira transforma em pó a argumentação imunda do PT

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Toda vez que um petista – ou membro de suas linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, PDT e Rede – abre sua boca para falar do impeachment, o que vemos é uma sucessão de mentiras absurdas. Os incautos ficam cada vez mais importantes, mas ao mesmo tempo cada vez mais essas mentiras estão sendo também desconstruídas, inclusive por algumas pessoas da esquerda, como é o caso de Fernando Gabeira.

Em entrevista à Istoé, ele lembra que o pedido de impeachment é perfeitamente constitucional, além de demolir outras mentiras lançadas pela escória. Veja algumas perguntas e respostas da entrevista:

Há argumento constitucional para o impeachment da presidente?

Há muito tempo. Os argumentos constitucionais existem desde as pedaladas, passando pela campanha eleitoral; pelo dinheiro empregado na campanha, no João Santana (marqueteiro) via (empreiteira) Odebrecht; pela denúncia do Otávio Azevedo, presidente da (empreiteira) Andrade Gutierrez. São denúncias que já existem aí. Executivos da Andrade Gutierrez já fizeram a delação premiada e alguns elementos já viraram públicos. Então tudo isso mostra que há uma base clara. Se não houvesse, ainda há uma grande vontade popular de que ela saia. As ruas estão gritando por impeachment. Então, não só há base constitucional como há base política para o impeachment.

O que pode acontecer após o impeachment, se assim for decidido?

No primeiro momento, o próprio impeachment e a transição vão garantir uma retomada nas expectativas da economia. Quando isso acontece, o crescimento já começa a se manifestar, há mais investimentos, uma sensação nova que impulsiona a economia. Essa é a primeira etapa. Mas nós precisamos fazer uma sequência de coisas que tornem o Estado menos oneroso, reduzir os custos, fazer reformas como a da previdência, e uma série de outras que busquem um Estado brasileiro viável economicamente – e não um imenso vampiro sugando a população. Ela (presidente) saindo, o (vice-presidente) Michel Temer (PMDB/SP) passa a trabalhar a transição. Aí fica dependendo de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa. Como o Brasil é um país com muitos acordos nesses momentos de crise, muito possivelmente a definição da cassação do Temer também leve algum tempo até que a transição esteja estável.

O juiz Sérgio Moro está sendo questionado pelo governo pelas suas atitudes. O sr. acha que ele exagerou?

Eu acho que não! Acredito que a imagem dele continua muito firme na opinião pública brasileira. A maioria das pessoas considera que ele está fazendo um excelente trabalho e, mais ainda, que ele fez muito bem em revelar a conversa da Dilma com o Lula, porque fazia parte de um processo que ele estava investigando. De acordo com a norma, no final dos processos é preciso levantar o sigilo dos fatos. Então não acho que a força do Moro tenha caído, pelo contrário. Acho que ele continua sendo respeitado.

Manifestantes vaiaram petistas, tucanos, representantes do DEM e do PMDB. Isso significa que a população brasileira está com ódio de políticos de modo geral?

A população que estava na rua no dia 13 estava muito atenta. O Brasil mudou muito, não é possível que tantos milhões de pessoas sejam tão facilmente enganadas. Há quem diga que a manifestação foi uma expressão da direita, do conservadorismo, mas essas pessoas estão muito equivocadas. Vimos que tinha muita gente nas ruas, rica e pobre. Todos são contra a corrupção ou o PT. E isso não faz delas conservadoras. Possivelmente, uma parte significativa dos manifestantes, até a maioria, tenha alta escolaridade e alto nível de renda. Mas, quando o PT ganhou as eleições, a base era justamente gente de alta escolaridade e renda. É muito indicativo que, talvez, essas pessoas, pela capacidade e possibilidade que elas têm, percebam um pouco mais rápido o que a população mais pobre leve um pouco mais de tempo para perceber.

Perceber o que?

Todo o projeto deles (PT) era esse: comprar o parlamento, conquistar a justiça através das suas inserções e chegar ao controle da imprensa. Este último, no Brasil foi impossível, tal qual o controle total da Justiça, que não conseguiram. Tentaram derrubar o parlamento para tê-lo nas mãos, mas o processo de degradação foi tal que os bandidos maiores assumiram: um bandido maior assume na Câmara dos Deputados (referindo-se a Cunha) e um bandido também grande assume no Senado (referindo-se a Renan Calheiros, do PMDB). Então você tem o parlamento dirigido por dois bandidos.

O que o sr. acha que acontecerá com a operação Lava Jato e com o País daqui para frente?

A Lava Jato vai continuar seu curso, não há hipótese de ela ser interrompida. Ela continua sendo respeitada, embora esteja sob pressão. No momento, os ataques à Lava Jato são uma dificuldade em defender o mérito do caso. Não dá para dizer: ‘Isso não foi feito. Não foram roubados tantos milhões da Petrobras. Não foram recuperados no exterior R$ 800 milhões’. Tudo isso são provas muito concretas e substanciais da corrupção. Em vez de falar da corrupção e explicar o que aconteceu, as pessoas se detém na forma como a operação se mantém. Em vez de discutir o mérito, que é o grande assalto ao País, eles discutem a forma como a PF está conduzindo o caso. A única coisa que eu acho que a Lava Jato precisa tomar algum cuidado é  na divulgação de escutas particulares que não têm importância para o processo, nem para a vida política do Brasil. No geral, a minha impressão é de que eles fazem uma partida magnífica e, como todas, sempre cometem algumas faltas.

O sr. chegou a ser chamado por ex-companheiros de golpista por defender o impeachment. Para quem tem o seu passado de luta contra a ditadura, como recebe isso?

Recebo com tranquilidade. Já estive com eles na luta contra o Collor (Fernando, senador), e fui chamado de golpista. Éramos todos golpistas, então. É o impeachment, né? Isso para mim é tranquilo. De mim, podem falar o que falarem, não tenho grandes problemas, não. Apesar de eu achar que, por mais que falem, e falam muito, comigo eles até são bastante brandos. Faz parte do jogo, também, falarem de você quando vira uma pessoa pública. E quando você se volta para o seu trabalho, focando em fazer o que tem que ser feito, é muito possível conviver com tudo isso sem grande inquietação.

Nota-se que a entrevista de Gabeira é muito relevante, pois é clara em relação as consequências das ações petistas, bem como na descrição do modus operandi. Precisamos de mais descrições claras do totalitarismo petista em relação ao que tem acontecido. Não lutamos apenas contra a corrupção, mas contra um projeto baseado na corrupção para construir um totalitarismo.

Fonte: Istoé (recomendo acessá-la para ler a entrevista completa)

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25 COMMENTS

  1. Não gosto muito do sr. Gabeira, porque não confio, digamos, na “mente” dos esquerdistas, mas as respostas dele são bastante prudentes e, neste momento, isso é importante por vir justamente de um esquerdista famoso.
    Creio importante destacar que as palavras dele, provavelmente, sejam o reflexo da pressão popular, o que, então, evidencia o acerto da aplicação desse princípio _ a pressão popular _
    na guerra política.

    • Este tal de Gabeira nao e aquele terrorista arrependido que foi trocado juntoncom Ze Dirceu e outros.e wue defende a liberaçao da maconha? Bah Ah o novo conyratado da The zglobe corporation? Anh ai tem!

      • Fernando Gabeira é um homem que pensa. No passado, ele uniu-se à luta armada, mas logo denunciou em livro os seus excessos. Ele é um tipo solitário, um verdadeiro intelectual.

  2. “Mas nós precisamos fazer uma sequência de coisas que tornem o Estado menos oneroso, reduzir os custos, fazer reformas como a da previdência, e uma série de outras que busquem um Estado brasileiro viável economicamente…”. A laranja já está espremida há muitos anos, desde FHC. E Lula conseguiu espremer mais ainda. Os funcionários públicos concursados sofrem até hoje, pagando o pato pelos descontroles orçamentários do governo, ou pelos ralos por onde escoam milhões de reais indevidamente. A cada reforma da previdência, mais um massacre aos servidores públicos, aqueles que prestam serviços à sociedade. Quanta injustiça ao funcionalismo público concursado, Lamento, mas detesto quando se fala nessa reforma, quando na realidade há outras mais importantes a fazer. Reforma política é uma delas, inclusive acabando com a imunidade parlamentar… Chega de focar somente nessa reforma! Para mim isso não passa de uma falsa apresentação de serviço. Assim, não! A Reforma da Previdência que deveria ser feita é para acabar com os descontos de previdência dos aposentados (que são inconstitucionais). Por que, ao se aposentar, o servidor público continua contribuindo para a previdência? Seria para cobrir os rombos? Estou indignado!

      • O governo usa recursos da Previdência para cobrir outras áreas, e depois recorre a reformas (espreme mais a laranja) para arrecadar mais. Se os recursos fossem exclusivamente destinados à manutenção de aposentadorias e pensões, a arrecadação seria suficiente, sem precisar de reformas por FHC e Lula. O problema central está na má administração e nas destinações dos recursos, principalmente nas subtrações ilegais. Na realidade, nunca vai ser suficiente, enquanto não houve destinação exclusiva ou específica dos recursos para atender ao fim a que se destina. Triste realidade!

  3. sou um grande fan do Gabeira.
    este eh um homem coerente com seus ideais, confiavel.
    um belo exemplo de parlamentar e politico.
    ele nunca teve problema em assumir as mazelas da esquerda, como quando disse que realmente lutava contra ditatura por um estado socialista e nao pela democracia.

    • voce esclareceu tudo talves lula tivesse um ideal quando começou mas esta muito claro que ele não tem mais ideal nenhum??? na greve geral dos metalurgicos do abc em 1978 ele foi comprado para fazer a greve por wolfang sauer ,andre beer & outros interessados foi a partir dai que o ideal dele passou as ser $$$$$$$$$.

      • William, leia o livro de Mário Garnero – Jogo Duro! Comprei em um sebo, pois não houve reedições por motivos óbvios!

  4. Muito esclarecedora a entrevista, A conclusão do texto foi crucial em escrever:Não lutamos apenas contra a corrupção, mas contra um projeto baseado na corrupção para construir um totalitarismo., Isso é traição é maquiavélico.

  5. Embora seu passado não recomende credibilidade, por ter sido parceiro em atos criminosos, não contra o Regime Militar, mas a favor da comunização do Brasil (como ele próprio confessa hoje), Fernando Gabeira merece um crédito de confiança, porque tem sido muito honesto nas suas análises sobre a conjuntura que inclui o tempo da Guerra fria e o momento atual. Ele faz o caminho inverso de patifes como José Sarney, Paulo Maluf e outros, que serviram ao Regime Militar e hoje se alinham politicamente aos inimigos do governo da época. Gabeira, muito pelo contrário, lutou contra o Regime, mas não revela nenhum rancor e até reconhece que eles (os que se opunham ao Governo do Generais) estavam muito errados, porque conspiravam contra a liberdade, em prol da implantação de um braço da ditadura do proletariado em nosso país. Nunca é tarde para se reconhecer erros e abraçar o que é legítimo e honesto.

    • Ao contrário de você, Lino, acho que o passado de Gabeira o faz ainda mais confiável. Ele transitou pela extrema esquerda, pelo ativismo e sabe bem do que fala. Conhece por dentro. É um homem lúcido e honesto, sobretudo com ele mesmo

    • Não se preocupa não… quando a Dilma cair, o Temer vai ser o próximo que vão derrubar e pelo mesmo motivo… ai o próximo da lista será o Cunha e das 2 uma… ou o cunha NÃO aceita o cargo de presidente ou ele aceita e abre mão do cargo dele na câmara. se ele abrir mão do cargo ele não. vai mas ter como atrasar o processo contra ele na câmara e ai ele sai de qualquer jeito do poder. (Vai ser assim não ter mais nenhum corrupto no cargo presidencial e ai vão. fazer uma nova eleição)

  6. Na verdade a maioria dos atuais problemas sociopolíticos e institucionais iniciarem com a Constituição de 1988. Com algumas exceções um bando de políticos profissionais elaborou uma constituição que é um paraíso para políticos e um convite às corrupções públicas: foros privilegiados, voto obrigatório, aposentadorias com pouco tempo de trabalho e um conjunto de benefícios direitos e indiretos que não encontra paralelo nem mesmo nas nações mais desenvolvidas.
    Se a população brasileira realmente acordou deve permanecer permanentemente mobilizada para fazer profundas reformas na Constituição e legislações adjuntas. Só assim estará verdadeiramente contribuindo para solidificar os alicerces dessa pátria amada Brasil e preparar o terreno para as novas gerações de brasileiros.

  7. Esse cara de peroba deveria contar porque precisou da proteção da Policia da Aeronáutica quando, após a anistia, os exilados que desembarcavam no Galeão
    o avistaram e partiram pra cima dele pra lincha-lo. Os aparelhos, nome dado a casa onde se reuniam os membros da resistência armada, como por exemplo, o Aloízio Nunes Ferreira, com o nome de guerra “Matheus”, mantinham uma considerável importância em dólares. Quando um membro desses aparelhos (cada aparelho tinha de 12 a 18 afiliados) era apanhado, os demais recebiam U$ 5 mil, para fugirem do país. Diziam, não sei se comprovaram, que o cara administrava essa bufunfa e que todos os membros de um dos aparelhos foram preso porque a bufunfa sumiu e o caixa que a administrava não foi encontrado. Seu exílio, como o do Serra, foi mamão com açúcar. Foi correspondente de um jornal golpista, 10 anos em Nova York e o restante como representante do mesmo jornal na Alemanha, ainda sob controle dos Aliados. Se no e vero é molto trovato.

  8. Foi escrito em março. Agora, no fim de maio, acho que está claro até mesmo pra coxinhada como essa análise foi ruim. Aconteceu tudo ao contrario! Por isso vcs não são mais chamados de coxinhas, e sim de trouxinhas. Parabéns!

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