Petralhas sentiram “o golpe” com desmascaramento de seu frame preferido. Como aproveitar?

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Uma lida pela BLOSTA mostra que eles estão incomodados, transtornados, desesperados até.

Na verdade, o jogo do uso do frame “golpe” estava fácil para os petralhas enquanto a oposição de centro e esquerda moderada pouco falava. Quando apenas havia uma oposição de direita falando, esta quase não pensava em termos de frames, e quase nunca se importou em rebater o termo “golpista”, salvo algumas exceções. Hoje em dia até existem alguns formadores de opinião utilizando o termo “golpe” – para se referir aos petistas – em quantidade maior do que os petistas fazem em relação a nós. Mas ainda são ações esparsas. Como já disse, isso é uma deficiência quanto ao pensamento orientado à guerra política. Precisamos evoluir nisso.

Centristas e esquerdistas moderados não são muito melhores, e nem mesmo o são as pessoas da base do governo que começaram a debandar. Mas foi dali que – com agilidade maior do que fazia a direita – começaram a surgir contestações ao frame governista. A afirmação “impeachment é golpe” começou a ser questionada, incluindo por vários ministros do STF. Isso começou a doer para os petistas, pois até então o jogo estava fácil para eles: era só rotular e ficar sem resposta.

Por exemplo, veja abaixo um vídeo onde Celso de Mello diz que impeachment não é golpe e que a Lava Jato não é a causa da crise:

Para um petista, isso dói. Muito. É simplesmente seu frame preferido sendo contestado.

Também vale a pena usar outros frames acessórios, como:

  • Impeachment não é golpe, é parte da constituição
  • O rito do impeachment foi validado pelo STF, e ficar contra isso é ficar contra a constituição
  • Viver à margem da constituição é coisa de criminosos
  • O governo petista não cometeu apenas o crime de responsabilidade, mas um total de sete crimes
  • Impeachment é pouco para Dilma
  • O fricote petista é típico de bandidos, pois bandidos não gostam das leis e da Constituição
  • O discurso do PT é um discurso de quem não respeita o Estado Democrático de Direito, a Constituição e a civilização
  • Você deve ter muito medo de qualquer petista dizendo “impeachment é golpe”
  • Essas pessoas são inimigas da lei e das instituições
  • Pessoas com esse discurso fora da lei são perigosas
  • O PT é um partido perigoso por que não respeita a lei, a Consitutição, a legalidade e as instituições

E assim, sucessivamente, sem ter dó. Agora temos várias validações, como a do presidente da OAB e a de ministros do STF. Tirada do Brasil247, a imagem que ilustra este post mostra que os petistas ficaram com o rabicó muito ardido quando o frame “impeachment é golpe” começou a ser contestado.

Agora é só excluir socialmente, pois pessoas que dizem “impeachment é golpe” são pessoas que devemos temer. Assim como devemos lançar shaming, desmascarar, aplicar metaframes – onde ridicularizamos a própria atitude de alguém em usar um discurso específico -, ridicularizar, expor a hipocrisia (por exemplo, mostrar quando petistas apoiaram o impeachment de Collor) e o que for necessário.

Na guerra de frames, os petistas nos deixaram claro que eles sabem onde dói: no desmascaramento do frame “impeachment é golpe”. Mas jamais, sob hipótese alguma, fique na defensiva. Não é preciso gastar muito tempo se explicando. Use os frames acima, combinados, embutidos em slogans, textos e conteúdo, mas sempre demonstrando como os petistas são mentirosos, desonestos, cínicos, canalhas ao tentarem impedir o funcionamento das instituições, o uso da Constituição, a aplicação da lei, o exercício da democracia e o respeito à legalidade.

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2 COMMENTS

  1. Caramba! Veja o que o novo ministro da justiça escreveu para o Ministério Público Federal. O cara é muito cínico:

    “Parcerias e atuação conjunta interinstitucional devem ser privilegiadas e se antecipar ao confronto. Não que as ações civis públicas e de improbidade devam deixar de ser propostas, mas o diálogo ou tentativa de diálogo, com flexibilização de posições e capacidade de ouvir o outro, devem antecedê-las. O confronto deve ser a ultima ratio e não a primeira opção. Cabe ao Procurador-Geral abrir o caminho para essas composições. Deve, ele, ser o iniciador de um diálogo em alto nível a que devam se seguir iniciativas mais concretas e pontuais dos diversos órgãos do Ministério Público Federal.”

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