PT e movimentos sociais já discutem atuação na oposição

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Existe gente da direita true que afirma “lutar contra toda a classe política”. Quer dizer, assim que um governo Temer assumir, apoiado pelo PSDB, eles farão oposição prioritária contra quem estiver no governo. Eu sempre achei essa ideia uma grande idiotice, pois uma oposição de fato deveria aguardar para visualizar como será um governo e enfim pressioná-lo. Mas, enfim, se a direita true realmente agir assim, estará dando um presente – como sempre – para a extrema-esquerda, que já planeja a oposição ao governo que substituir Dilma:

O PT e os movimentos sociais e sindicais contrários ao impeachment não admitem publicamente que o afastamento da presidente Dilma Rousseff é cada dia mais provável, mas já apontam o discurso caso o vice-presidente Michel Temer assuma o Planalto. Um dos pontos do discurso anti-Temer é o programa “Uma Ponte para o Futuro”, apresentado pelo PMDB no ano passado, que propõe desvinculação de receitas orçamentárias da educação e saúde, mudanças na Previdência Social, entre outras medidas que desagradam a base petista. “Vai ser pior do que foi o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. O povo não vai aceitar retrocesso em direitos conquistados, como propõe o programa do PMDB”, diz Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP).

O presidente do PT, Rui Falcão, disse na quinta-feira que uma eventual gestão Temer não trará de volta a estabilidade política. “Eles (movimentos sociais) vão à rua dizendo que não haverá estabilidade com o impeachment, estabilidade se faz com paz, com a possibilidade de o povo se organizar livremente e poder chegar às eleições de 2018 que é a data legítima para quem quer assumir o poder”, afirmou o dirigente petista.

Líderes de movimentos que defendem a manutenção de Dilma, como o Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e CMP, também afirmaram nos últimos dias que vão para as ruas caso o peemedebista assuma o governo. Guilherme Boulos, do MTST, prometeu resistência nas ruas caso o impeachment seja aprovado, enquanto Gilmar Mauro, do MST, afirmou na sexta-feira que Temer “não terá um dia se sossego” se assumir a presidência. Na quinta-feira passada, a própria Dilma disse a correspondentes estrangeiros que o impeachment deixaria “cicatrizes” na democracia.

Além disso, os aliados de Dilma apostam na continuidade das investigações da Operação Lava Jato contra líderes importantes do PMDB, como Eduardo Cunha e Renan Calheiros, no processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na continuidade da crise econômica e nas divisões internas da oposição como fatores de desestabilização de um possível governo conduzido pelo atual vice.

Por enquanto, o discurso de desestabilização de um eventual governo Temer é mais uma peça no discurso de defesa petista. Nem o PT nem os movimentos contrários ao impeachment admitem publicamente que estejam traçando cenários diante da possibilidade de afastamento da presidente. Os acontecimentos dos últimos dias, no entanto, em especial o anúncio de que o PMDB do Rio de Janeiro vai desembarcar do governo, provocaram desânimo entre os defensores de Dilma. Em conversas reservadas líderes petistas admitem que o impeachment é hoje o desfecho mais provável para a crise política.

Parece que o governo que substituir Dilma deverá ser pressionado por nós, tanto quanto apoiado naquilo que nos ajudar a fugir do totalitarismo bolivariano. Vamos assistir e testar os comportamentos.

Fonte: PT e movimentos sociais já discutem atuação na oposição | Brasil | Notícias | VEJA.com

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2 COMMENTS

  1. Estou pasma, não consigo acreditar nas coisas que vem acontecendo, estamos num país democrático ou não? Quanta sujeira, o povo é cego

  2. A direita true é manipulada pelo PT a muito tempo, nos discursos que incitam voto nulo, todo político é igual, limpeza de toda classe política. Se um petista disfarçado de ‘isentão’ disser “devemos lutar para tirar todos os políticos e não só a Dilma” eles saem aplaudindo e repetindo como se possível fosse. O PT, após cair ainda terá muita influência jornalística e a direita true sem mesmo saber dará força. Já estão agora choramingando pelo fato do MBL fazer pressão no PMDB ou fazer alguns posts elogiando alguns PMDBistas, sem mesmo questionar a quanto tempo alguns desse políticos lutavam para levar o partido mais à oposição ao PT.

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