Veja a defesa furada que Dilma apresentará ao Congresso

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A defesa que Dilma vai apresentar ao Congresso para tentar escapar do impeachment é ótima. Ótima para ofender a inteligência dos parlamentares. Leia:

O governo já vem se defendendo desde que a discussão das pedaladas começou com argumentos como:

  1. as contas de 2015 ainda não foram julgadas – “O que se alega é que teria havido algum tipo de manobra contábil do governo durante o ano de 2015. Ora, isso nem sequer foi apreciado pelo Tribunal de Contas da União. Mesmo que tivesse sido apreciado pelo TCU, teria de ser aprovado pelo Congresso Nacional”, afirma o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, um dos principais responsáveis pela defesa.
  2. os decretos não mudaram a meta fiscal – “Eles [os decretos] abrem a possibilidade de, naquele mesmo ministério, dentro do mesmo limite de gastos, atender a despesas cujas contas já não tinham limite orçamentário”, diz o deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder do partido e titular da comissão do impeachment.
  3. as pedaladas não podem ser consideradas um empréstimo dos bancos públicos – Entre as justificativas da defesa para isso, o ex-ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) Luís Inácio Adams disse que a Caixa pagou juros ao governo em 2014, quando recebeu valores antecipadamente.
  4. as manobras são usadas há muito tempo, por vários governos, e não justificam o impeachment.

A defesa deve ser entregue por escrito para a comissão. Isso pode até acontecer antes de acabar o prazo de dez sessões, mas o mais provável é que o PT use todo o tempo que tem.

O partido luta, inclusive, para que a contagem reinicie, depois que a delação premiada de Delcídio do Amaral foi retirada do pedido.

Segundo Rogério Rosso, presidente da comissão do impeachment, a presidente pode escolher advogados para representá-la pessoalmente na defesa, se desejar. Em 1992, no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, a defesa foi apenas por escrito. Apresentada a defesa, a comissão vai elaborar um parecer em até cinco sessões. Depois vai para o plenário da Câmara, qualquer que seja o resultado da comissão. Os deputados vão votar se o processo de impeachment deve ser aprovado. Caso isso aconteça, a questão vai para o Senado.

Vamos às fraudes desmascaradas:

  1. Não importa se não foram julgadas, o que importa é que as de 2014 foram consideradas irregulares, e o comportamento do governo de manteve, pedalando em 2015.
  2. Sim, mudaram. O governo acabou de apresentar uma revisão da meta orçamentária pedindo direito de ficar com déficit de 100 bilhões. As pedaladas foram fundamentais para este colapso.
  3. Isto é um agravante. Se a Caixa deixa de cobrar juros por um empréstimo, o pagador de impostos está sendo lesado.
  4. As pedaladas foram usadas há muito tempo, mas desta vez existia um alerta, desde 2013, que sua prática abusiva iria levar ao colapso. Dilma escolheu o colapso em que nós estamos.

Como se percebe, é a mesma farofa vencida que o PT apresentou ao TCU e não deu certo.

Fonte: Entenda como será a defesa de Dilma contra o impeachment – Notícias – Política

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2 COMMENTS

  1. Mas que governinho sem-vergonha, hein? Segundo a lógica desses larápios, um assassino que é pego ao lado do corpo, banhado em sangue e com a arma do crime na mão deve ser inocentado porque, afinal de contas, homicídios sempre aconteceram e muitas vezes o culpado não é pego.

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