Em tom de ameaça, Edinho Silva, do PT, ataca direito de crítica, dizendo que isso vai “gerar um cadáver”

4
95

É a mesma ladainha que víamos quando Sadam Hussein avisava – após ter invadido o Kuwait – “não prossigam, pois teremos uma fila de cadáveres”. Ameaçar os adversários com violência é uma técnica de guerra. Mas também pode ser uma ameaça mostrando que tratamos com pessoas inimigas da civilização. Este é o caso de Edinho Silva, ministro da comunicação social do governo petista. Veja o blefe:

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT), apelou nesta quinta-feira por um diálogo do governo federal com a oposição, a fim de pacificar confrontos políticos entre militantes governistas e pró-impeachment nas ruas. “Vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver? O primeiro enterro? Porque ele vai existir, não tenha dúvida, do jeito que se está radicalizando. Vai piorar muito. Eu penso que não estamos no auge”, questionou durante conversa com jornalistas em seu gabinete no Palácio do Planalto. “Se continuarmos alimentando a intolerância, evidente que vamos ter algo traumático no Brasil. As pessoas estão sendo agredidas e tem um grau de agressão que coloca em risco a vida.”

Edinho disse que o governo já detectou incentivos à violência e crimes nas redes sociais, mas que as investigações policiais são frágeis. Ele se esquivou de analisar comentários tanto de petistas quanto de opositores que podem ser interpretados como incentivos ao embate.

“O país tem que aprender a conviver com a diversidade de forma pacífica. Não estou isentando ninguém, nenhum lado.”

Segundo o ministro, a polarização política ocorreu nas eleições de 2014, se expandiu e contaminou todos os setores da sociedade, “inclusive os que nunca participaram de forma ativa do debate político”. “A polarização legitima hoje toda forma de sectarismo e de violência.” Pouco antes, a presidente Dilma Rousseff havia pedido união e comparado a intolerância política ao nazismo, ao discursar para artistas e intelectuais que a apoiam.

O que significa a expressão “ai, o discurso está muito polarizado”?

É simples.

Geralmente ela é mencionada por quem está na lixeira, politicamente. Como PT, por que destruiu a economia e foi pego de brocha na mão em escândalos de corrupção. Daí como 90% estão contra eles, eles criticam “a polarização”, projetando uma falsa isenção, como se reconhecessem que “os dois lados estão excedendo”.

Não, não estão. Um lado começou a reclamar, em quantidade, e não há a tal “polarização” ou “divisão” (conforme os petistas alegam). Agora sim existe política de verdade. É puro jogo de cena.

Sempre quem diz “o discurso está muito polarizado” provavelmente ficou de biquinho calado quando o lado dele massacrava o lado que hoje começou a se manifestar. É bonito isso, não? O discurso do “vamos parar com a polarização, gente” é a atitude do amigo do bully que sempre morreu de rir enquanto aquele a quem ele se seguia servilmente batia nos outros. Mas quando uma das vítimas deste bully, reage, ele vem, cinicamente, guinchar: “ai, vocês tão muito brigões”.

 

Tudo o que Edinho Silva faz é misturar este truque junto com uma ameaça torpe.

E falando em “cadáveres”, o governo de Nicolas Maduro – tão vorazmente apoiado por ele e seu partido – matou mais de quarenta pessoas que se manifestavam democraticamente. Sim, temos medo de surgir um cadáver, pois temos medo de ditaduras como as que Edinho representa.

Fonte: Vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?, diz Edinho | Brasil | Notícias | VEJA.com

Anúncios

4 COMMENTS

  1. Eles estão ameaçando. Não podemos aceitar essas ameaças. A hora não é de recuar, mas de bater com mais força, porém sem partir para a violência física, sem aceitar provocações. É preciso avançar nas pressões, sem medo deles. Se vier a ter violência física, que a iniciativa parta deles e a revidemos em legítima defesa.

  2. Sr Edinho, queremos um país decente. Teu governo não está gerando um cadáver mas 70 mil cadáveres por ano em assassinatos, fora os cadáveres pelo mal atendimento nos hospitais e postos de saúde, além de centenas de milhares de crianças mal assistidas nas escolas e que terminam no caminho do tráfico e da delinquência abarrotando “casas de recuperação”, verdadeiras escolas do crime. Inclua-se a abstinência de investimentos públicos em segurança gerando milhares de mortes nas rodovias onde os caminhoneiros são as vítimas além de terem suas cargas roubadas e suas famílias destruídas. Sr Edinho, vocês plantaram o ódio de classes, a luta de classes. Nós não queremos isso. Queremos um Brasil decente e para isso o PT, Dilma, Lula e apaniguados devem tomar um caminho descente do poder. Garanto que ninguém elege um representante na política para ser roubado e enganado. Sr Edinho, será que vamos precisar desenhar?

  3. Bom ! É uma promessa. Sonto – me ameaçado. Nao dá para maneirar como quer a Presidente. Depois de Edinho e da Contag.

Deixe uma resposta