Até Kenny reconhecer ser estapafúrdia tese de nova eleição fora do calendário

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O plano B do PT para manter o totalitarismo socialista pode dar água pois os socialistas adeptos do plano A começaram a identificar as inconsistências no projeto. É o que podemos abstrair das declarações do jornalista petista Kennedy Alencar:

É estapafúrdia a realização de nova eleição presidencial fora do calendário tradicional, como defende um bloco de senadores do PSB, PPS e Rede e Valdir Raupp (PMDB-RO). Também seria péssimo convocar eleições gerais, como pregam alguns políticos. Essas duas ideias criariam fatos excepcionais em relação à saudável rotina institucional.

O Brasil tem de encontrar saídas dentro do que a Constituição atual já prevê. [Ou seja, impeachment ou não]

O vice-presidente da República, Michel Temer, tem legitimidade para assumir em caso de impedimento de Dilma. É um absurdo dizer, como afirmou ontem o ex-presidente Lula, que Temer deveria disputar eleição para chegar ao Palácio do Planalto. Temer disputou votos ao lado de Dilma. Foi uma provocação para o vice-presidente entrar no ringue publicamente.

Ora, Lula e o PT fizeram uma aliança com o PMDB para obter tempo de propaganda na TV e no rádio, palanques regionais fortes e apoio no Congresso. Essa aliança trouxe votos na apertada eleição de 2014. Logo, o PMDB ajudou o PT a conquistar o poder. Se Temer é companheiro de chapa, pode assumir, sim, em caso de impeachment da presidente.

Essa tese de que Dilma e Temer têm de renunciar é puro direito de liberdade de opinião. Não são obrigados a aceitar. Renúncia presidencial é atitude de foro íntimo que a pessoa adota se achar que é a melhor coisa para o país numa determinada conjuntura. Quem não é presidente e vice pode manifestar sua opinião sobre isso, mas quem decide são Dilma e Temer, constitucionalmente eleitos.

Pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que casse a chapa Dilma-Temer para que haja novas eleições presidenciais também é o exercício de liberdade de opinião que existe numa democracia. Só que as provas têm de ser produzidas.

Até agora, há acusações contra Dilma na delação do senador Delcídio do Amaral, mas essa colaboração premiada sozinha não prova nada. É preciso que o procurador-geral da República peça investigação e que o Supremo aceite abrir inquérito contra a presidente. O mesmo vale para rumores sobre acordos de delações em curso que poderão apontar caixa dois na campanha eleitoral de 2014.

Se houver prova, que se casse. Enquanto não há prova, falar em nova eleição é um direito de liberdade de expressão de políticos, empresários, sindicalistas, jornalistas e dos cidadãos. Mas o melhor que o Brasil tem a fazer é seguir o que já está escrito na Constituição.

E isso é Kennedy Alencar, sicário da ditadura petista, que está falando. Claro que como sempre ele encena que inexistem provas contra Dilma (existem até demais), mas o argumento sobre a ilegitimidade de se pedir novas eleições está certinho.

Fonte: É estapafúrdia tese de nova eleição fora do calendário | Blog do Kennedy

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3 COMMENTS

  1. seria uma saída política.
    na visão de Dilma e de Temer, se não houver meios de escapar do impeachment ou da cassação do mandato dos dois, seria a melhor opção.
    novas eleições poderiam ser menos destrutivas politicamente do que serem retirados do poder alheios a sua propria vontade.
    uma saída que preservaria melhor o PT e a esquerda de modo geral.

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