Deputado do PV denuncia tentativa do PT em comprar seu voto contra impeachment

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Mesmo que o governo Dilma estabeleça uma reviravolta e consiga escapar do impeachment, em sua trajetória para se manter no poder forneceram motivos para vários outros pedidos de impeachment. Inigualável na sanha de cometer crimes diversos, Dilma e seus sicários estão cada vez mais enrolados com as denúncias de compra de votos para escapar do impeachment, o que por si só já é motivo para impeachment.

Em entrevista à Folha, o deputado Evair de Melo (PV-ES) informa que foi procurado por emissários do governo nesta semana, que quiseram comprar seu apoio usando cargos e verbas estatais.

Leia a entrevista:

Folha – Como representantes do governo entraram em contato com o sr. e fizeram ofertas?

Evair de Melo – Desde a semana passada, quando eu estava ainda na liderança do partido e fui confirmado como titular da comissão do impeachment, eu fui procurado por parlamentares e pessoas ligadas ao governo para que realmente pudesse analisar, após a saída do PMDB, a ida do PV para a base do governo.

Foram oferecidos cargos, ministérios e outras facilidades. Isso foi oferecido na condição de líder e como membro da comissão. Isso foi mais agressivo na semana passada, e nesta semana eu também confirmo que fui procurado por diversos interlocutores, volto a dizer, por parlamentares e ocupantes no Executivo, o tempo todo insinuando essa hipótese de termos facilidades no governo, rediscutir cargos, rediscutir a ocupação de posição.

Nesta semana não foi mais do ponto de vista partidário, foi do ponto de vista individual. Mas continuou esse assédio em cima de nós, para que pudéssemos avaliar, com carinho, até na última hora. A agenda ainda continua em aberto. [O governo] Quer nos oferecer vantagens para que possamos mudar de voto e votar contra o processo.

Quem entrou em contato com o sr.?

Prefiro não envolver terceiros.

Quando o sr. fala em vantagens, recebeu também a oferta de dinheiro para uso pessoal?

Não, me ofereceram cargos e a liberação de emendas. Não é dinheiro extra. A mim, no caso, é [a promessa] de honrar os compromissos de emendas.

Há muita especulação de que há deputados empenhando emendas em valores muito superiores ao normal. Não é um pouco mais, é muito mais. Então, especula-se entre os deputados que os que ora estão se manifestando contra o processo de impeachment vão ser atendidos no mesmo nível.

Entende-se que os deputados que tiverem manifestado como base do governo terão esse mesmo atendimento, além da oferta de cargos e outras vantagens no governo.

Em algum momento o sr. sentiu que essas pessoas estariam também oferecendo dinheiro extra, de uma forma mais direta?

A mim não aconteceu isso. Mas ouvi de outros parlamentares que realmente, em algum momento, algum deputado foi assediado com recurso financeiro.

De fato isso já ultrapassou todo e qualquer limite de tolerância. Não dá para reconhecer essa monstruosidade petista como um governo legítimo. É uma quadrilha de criminosos.

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3 COMMENTS

  1. É claro que o entendimento não deve ser unidirecional. Cada um tem o direito de se manifestar da forma que melhor entender. Mas, imagina se depois de tanta corrupção, depois de tanta falta de ética na política, tanta mentira, toma lá da cá, negociatas sem qualquer interesse legítimo da sociedade e tantas outras mazelas que só fizeram o Brasil retroceder, o povo continuasse inerte como se nada tivesse acontecendo. Isso seria o manjar dos deuses para tantos e tantos politiqueiros. Quanto a questão dos programas sociais esses são da maior importância, desde que com critérios claros e dentro de um contexto de um programa sério de desenvolvimento, sob pena de continuarmos repaginado a política assistencialista, clientelista e tão só eleitoreira. Não dá para tapar o sol com a peneira.
    Quanto a questão de que não temos substitutos à altura, isso também é verdade, mas um erro não elimina o outro. Vamos, pois, as mudanças, por mais que estas não sejam as melhores e ideais e isso porque cada um de nós precisa avançar e cantar o indicativo do melhor conviver em sociedade. Que venha o primeiro passo, apenas o primeiro de uma mudança necessária e muito maior, pautada na educação e na cidadania.

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