Oposição só contava com 300 votos 3 dias antes do impeachment de Collor

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Essa matéria trazida pelo Sul Connection explica muita coisa sobre os blefes petistas dizendo que “possuem duzentos votos”:

Políticos são animais que sobrevivem. É preciso pagar muito, MUITO caro para que um político abra mão de sua base eleitoral e fique contra o eleitorado de forma frontal. E é esta capacidade de sobreviver, este senso de não nadar contra a vontade majoritária da população, que faz com que as votações sempre sigam uma certa lógica. Não foi diferente no impeachment de Collor, quando o governo usou todos os seus argumentos, barganhas e instrumentos de pressão para tentar parar o inevitável impeachment.

Três dias antes da votação que afastou Collor do Palácio do Planalto, a oposição realizava uma reunião na casa da então deputada federal Roseana Sarney. Nas contas do núcleo duro pró-impeachment, 300 votos podiam ser computados, nada mais. Já os governistas trombeteavam já contar com mais de 200 votos contrários ao impeachment, mais do que suficientes para manter Collor no Planalto. Para a oposição afastá-lo, faltariam ainda 36 votos.

O resultado final, três dias depois das estimativas, não poderia ser mais acachapante. Collor foi afastado por 441 votos. Apenas 38 heróicos e leais aliados votaram contra o afastamento do Presidente.

Dilma pode dizer o que disser. Os comandantes da tropa pró-impeachment podem dizer o que quiserem. A verdade será conhecida na hora do voto.

Os argumentos são claros e límpidos. É claro que devemos evitar o clima de “já ganhou”, que, assim como no futebol, é destruidor de resultados. O melhor é compreender que o cenário é extremamente favorável ao impeachment e completamente desfavorável à tirania. É por isto que estes últimos apelam a blefes dos mais diversos tipos, sempre impondo uma força que já não mais possuem diante do clamor das ruas por justiça e liberdade.

Fonte: Três dias antes da votação do impeachment de Collor, oposição só contava com 300 votos

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