“Acho que acabou”, diz ex-porta-voz de Dilma 

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O jornalista Thomas Traumann – ex-porta voz da presidente Dilma Rousseff e ex-ministro da secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto – é outro que não está mais blefando a favor do PT:

“Acho que acabou. Não consigo ver mais nenhum tipo de reação que o governo possa ter. A partir da decisão do Janot, teve uma virada. A decisão do Janot mostrou uma fragilidade muito grande do governo. Uma coisa era, para as pessoas que estavam negociando, ter o Lula como chefe da Casa Civil, com a caneta na mão. A outra é não ter”, afirmou Traumann ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

“O governo demorou para reagir, até agora não reagiu… há um dominó que vem da sexta-feira para cá. Não teve reação nenhuma do governo em relação a isso, o que é uma questão básica. Os acordos que estão sendo feitos vão ser cumpridos?”, ponderou.

Esta é uma das chaves claras: vale a pena para um deputado jogar sua reputação no lixo por acordos que não serão cumpridos?

Fonte: “Acho que acabou”, diz ex-porta-voz de Dilma | EXAME.com

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6 COMMENTS

  1. O governo não demorou para reagir.

    O problema é que reagiu mal, desde o começo.

    Primeiro, agiu de forma irracional na questão Eduardo Cunha.
    Sim, se trata de um político envolvido em repasses de corrupção, como (pelo que apontam as investigações da Lava-Jato) uma infinidade de outros, e de quase todos os partidos.
    Era melhor, nesse caso, ter dado tempo ao tempo e só opinar depois que Cunha fosse realmente atingido.
    Mas, em vez disso, saiu disparando assim que tomou posse – não por ele ser corrupto (porque na ocasião não havia fatos comprovando isso), mas meramente por ser conservador e evangélico – como se outros antes dele, até aliados do governo, não tivessem sido.
    É claro que isso só reforçou a posição do presidente da Câmara e até uniu o PMDB.

    Detalhe: partidos não-ideológicos, como o PMDB, podem se unir muito prontamente quando seus interesses são violados.

    Segundo, deixou toda a redistribuição de cargos apenas para o momento de quando o PMDB rompesse oficialmente. É um erro fatal, porque poderia ter feito ano passado.
    Isso deu a impressão (aliás, inteiramente correta) que o PT não queria cortar dos ´próprios cargos”, mas só do PMDB quando ficassem vagos. Não é a toa que na semana decisiva de distribuição dos tais cargos, 3 partidos desembarcaram (PP, PRB e PSD), e só ficou o PR.

    Terceiro, o PT avaliou que o problema era a questão do desânimo pessoal de Lula e fazer com que ele fosse para o palanque, com grandes concentrações de apoio- claro que jamais seriam superiores às pró-impeachment, mas poderiam impressionar.
    Duplo erro: primeiro porque o Brasil hoje não tem o mesmo dinamismo na economia, o que significa, na prática, que a região norte-nordeste deixou de ser o pólo animador do lulismo, , de acordo com as estratégias bem sucedidas de 2006, 2010 e 2014.
    Outro problema é que assim é que eles deslocaram a faixa de pressão para a esquerda, com a qual será impossível conseguir aliados na centro-direita, que bem ou mal era o que sustentava o lulismo até 2013.
    A esquerda,

    Além disso, convenhamos, o mote “Não vai ter golpe” não passa de uma baixaria desvairada apenas para animar militantes – mas que o governo comprou até como discurso oficial. É óbvio que isso incomoda qualquer jurista minimamente honesto, para os quais impeachment até pode ser uma jogada desonesta, mas jamais um golpe.

    O resultado está aí.
    A base do governo está muito sofrendo sérias defecções todos os dias, o calendário de votações extremamente acelerado, e já se adianta um movimento para retirar do PT nada menos que metade da sua bancada.

    Não posso fazer projeções sobre o resultado na Câmara e Senado, mas creio que nesse exato momento os parlamentares (que são raposas nesse jogo, não podemos esquecer) já conversam entre si sobre estratégias pós-votação. Eles não querem partir para um decisão sozinhos, e os últimos indecisos votarão com a maioria seja ela qual for.
    (o problema é que só eles sabem disso)

  2. ESTAMOS SENDO INVADIDOS

    A PM de Goiás abordou mais cedo três ônibus cheios de bolivianos que vieram ao Brasil protestar – e sabe-se lá o que mais – contra o impeachment de Dilma Rousseff…

    O Antagonista

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